Análise do Episódio 7.03: “The Queen’s Justice”

No último domingo, mais de 20 anos depois de lançado o primeiro livro das Crônicas, gelo e fogo finalmente se encontraram.

Desde o princípio da saga, apesar do grande número de personagens, locações e acontecimentos imprevisíveis escritos por George R. R. Martin, uma coisa parecia certa na cabeça dos fãs: Jon Snow e Daenerys sempre estiveram em rota de colisão. Como os últimos membros vivos da dinastia Targaryen (fato confirmado na sexta temporada da série) que, por anos, habitaram mundos completamente diferentes e evoluíram dentro deles de maneira extraordinária, o encontro da dupla prometia ser digno de canções.

Contudo, assim como os meistres da Cidadela, os escritores de Game of Thrones não são muito poéticos (a não ser que o assunto seja justiça poética, que resumiu o arco da Cersei neste episódio). Contrariando aquilo que muitos sonharam para ocasião, a arrogância e o ego de dois monarcas vêm à tona quando Jon e Daenerys se encontram pela primeira vez, quase lembrando o embate entre Renly e Stannis na segunda temporada da série. A insistência da rainha de que ela nasceu para todos os Sete Reinos soou tão obsessiva quanto a imensa quantidade de títulos que ela carrega. Jon não torna as coisas mais fáceis com a atitude obstinada de Ned Stark, pedindo que Dany acredite em sua palavra simplesmente porque ele está certo do que disse. Como o bastardo, nós vimos o exército dos mortos marchar em direção à Muralha, e por isso estivemos inclinados a concordar com o ponto de vista dele. “Quando homens mortos ou coisas piores vierem nos caçar à noite, você acha que vai importar quem está sentado no Trono de Ferro?”. Diferente de nós, Dany não possui o luxo da onipresença, então é natural que ela desconfie das intenções de seu novo visitante.

Preciso parabenizar os roteiristas por não terem permitido que um embate dessa magnitude caísse na obviedade do flerte (que funcionou bem quando Daenerys conheceu Yara em Meereen). Em vez disso, eles trouxeram à cena uma gravidade devida, com necessárias menções a Torrhen Stark e aos crimes passados da Casa Targaryen que, por sua vez, retomam o questionamento do primeiro episódio dessa temporada. Os filhos devem pagar pelos pecados dos pais? Mesmo sem perceber, é a partir desse ponto que os dois personagens encontram um terreno comum.

Claro que, além do famoso sangue do dragão, Jon e Dany possuem muitas, muitas outras semelhanças – como Davos apontou, sabiamente, em seu apaixonado discurso sobre o Rei do Norte. Dany foi uma criança exilada que construiu seu próprio caminho, assim como Jon, que se tornou um líder respeitado entre o povo livre e os nortenhos, mesmo sendo um bastardo. A estrada percorrida até este encontro foi longa para ambos, mas, acima de todas as semelhanças e diferenças está o fato de que Jon e Dany entendem melhor do que ninguém o desejo de não permitir que os erros cometidos em guerras passadas manchem suas próprias reputações e a utopia de uma Westeros intocada pela guerra.

Também é valido elogiar a atuação consistente de Emilia Clarke e Kit Harington. Mostrar incredulidade perante aqueles que se apresentam a ela é algo que a Mãe de Dragões sabe fazer, e já fez muitas vezes durante os anos de reinado em Meereen. Depois que Daenerys foi amaciada (em parte, graças ao Tyrion) pudemos enxergar melhor todo o conflito em seu semblante. Como conquistar o trono que é dela por direito e, ao mesmo tempo, assimilar as notícias de um inimigo definitivo e imparcial vindo do Norte?

Harington também fez um bom trabalho ao demonstrar a raiva e frustração de seu personagem, tendo ainda a oportunidade de visitar o homem bom por trás da rabugice nortenha em momentos posteriores de menos tensão com Tyrion e a própria Daenerys.

Os conselhos de guerra de Tyrion tem deixado um pouco a desejar, mas ele está certo quando diz que é um bom julgador de caráter. Uma aliança entre Dany e Jon teria potencial para sobrepujar os inimigos e ainda, como líderes nobres com um olho para justiça e igualdade, construir um futuro até então impensável para os Sete Reinos. É engraçado que tenha sido necessário um Lannister para fazer com que um ““Stark”” e uma Targaryen pusessem as divergências de lado. Do mesmo modo que personagens mais jovens como Sansa, Bran, Jon, Daenerys e até Sam na Cidadela, Tyrion também representa, de maneira única e real, a premissa de romper com as falhas da geração anterior.

Longe dos olhos de seus conselheiros e da opressora sala do trono construída por Aegon, o Conquistador, gelo e fogo puderam se conectar. Claro que eles precisaram de um empurrão e que ainda tem muito o que conversar antes de chegar a um acordo definitivo, mas o que vimos ao final deste episódio já foi um começo. A vontade de tentar é um dos quesitos principais para separar os governantes bons dos ruins.

Outra personagem que, como o Duende, parece ter enxergando a importância desse pacto de antemão foi Melisandre. Despachar a sacerdotisa para o Templo Vermelho em Volantis foi, sem sombra de dúvidas, a saída mais fácil que David e Dan encontraram para evitar o acerto de contas entre ela e o Cavaleiro das Cebolas. Ela vai avisar às outras sacerdotisas que, finalmente, encontrou O Príncipe (e/ou Princesa) que Foi Prometido(a)? Por mais triste que seja vê-la partir, talvez tenha sido melhor do que vê-la morrer ou se tornar um objeto decorativo como Mindinho e seus monólogos insignificantes (que, justiça seja feita, funcionam bem para os trailers).

Pelo menos tivemos uma boa cena com o Varys, além da promessa de um futuro retorno. Vale lembrar que, de todas as profecias feitas pela feiticeira, ainda existe uma que precisa ser cumprida.

Enquanto os fãs podem tentar imaginar uma série de situações onde Jon e Daenerys coexistem ou até dividem o poder pacificamente, é impossível fazer o mesmo com Dany e Cersei.

Uma das coisas mais interessantes de se observar em “The Queen’s Justice” foram os paralelos traçados entre as duas rainhas em guerra. Embora a série tente empurrar insistentemente a ideia que uma é a vilã enquanto a outra é a mocinha, nós sabemos que nenhum dos personagens criados pelo Martin é totalmente desprovido de tons de cinza, exceto Euron Greyjoy, que tem se tornado um vilão quase tão interessante quanto seus antecessores Joffrey e Ramsay (embora este último tenha vivido o suficiente para se tornar cansativo). Embora o personagem seja escrito de maneira inconstante, seu entusiasmo e carisma funcionam como um bom contraponto à austeridade sombria de sua aliada.

Em minha última análise, eu falei um pouco sobre o povo comum de Westeros e a aparente inércia do mesmo diante das atrocidades cometidas por Cersei. Este episódio provou que, para minha decepção e surpresa, AS PESSOAS REALMENTE APOIAM O GOVERNO DA RAINHA (?!). Especialmente quando esse apoio envolve atirar palavrões e legumes em mulheres pouco vestidas pelas ruas de Porto Real. Na semana passada, Varys afirmou que o povo despreza Cersei por sua tirania, mas, sinceramente, eu nunca vi a capital tão animada quanto neste episódio. O que diabos ela fez para garantir esse suporte?

Enfim, depois de colocar as mãos em Ellaria e Tyene Sand, Cersei passou a noite acordada, cogitando inúmeras maneiras de exercer sua desejada vingança… só para acabar escolhendo a menos criativa entre elas. Ok, essa repetição cruel parece ser mesmo o jogo da Cersei, mas os roteiristas costumam tirar proveito dessas situações com suas rimas preguiçosas de eventos passados.

Ainda assim, a cena foi extremamente inquietante, graças ao sofrimento mudo (comum na vida daqueles que são capturados pelo Silêncio de Euron) nos olhos de Ellaria ao presenciar o destino da filha e ver que Gregor Clegane – assassino de seu amado Oberyn – continua vivo (ou quase isso). Só mesmo uma atriz de calibre como Indira Varma para fazer a audiência sofrer por personagens tão mal trabalhadas quanto as bastardas dornesas.

A forma como Ellaria foi obrigada a ver a filha morrer também se assemelha à execução de Rickard Stark, que foi queimado vivo diante do filho, Brandon. Este, ao contrário do que Jon afirmou no confronto com Daenerys, não foi carbonizado, mas morreu estrangulado ao tentar salvar o próprio pai. Depois da explosão do Septo de Baelor, quanto tempo vai demorar até Jaime perceber que está dormindo com o mesmo tipo de déspota que ele assassinou, pelas mesmas razões, há 20 anos?

EDIT: Como notado pela nossa excelentíssima leitora Branca, quando Jaime trouxe o corpo de Myrcella a Porto Real, Cersei mencionou o fato de ter visto a mãe morta e, consequentemente, ter imaginado como seria decomposição de seu cadáver. Ela se sentiu da mesma maneira em relação à filha e, neste episódio, sentenciou Ellaria a viver o mesmo tormento. 

A cena de amor entre os irmãos foi quase um eco da cena onde Jaime forçou Cersei a fazer sexo com ele diante do corpo de Joffrey em “Breaker of Chains” – mas agora a rainha está no poder. Ela demonstra esse poder ao escancarar sua relação incestuosa diante da camareira, que, aliás, esteve ao lado de Cersei desde a segunda temporada. Seria o disfarce perfeito para a Arya.

E por falar em Arya, tudo parecia estar indo anormalmente bem em Winterfell sob o comando de Sansa… até a chegada de Bran, que, convenientemente, só retorna para casa depois da chegada de Jon à Pedra do Dragão. Se os produtores não queriam que o rei do Norte soubesse de sua paternidade antes do encontro com Daenerys, porque tiveram tanta pressa em revelar a verdade? Admito que o encontro de Jon e Daenerys não seria tão interessante se nós não soubéssemos do parentesco entre os personagens (e as piadas com dragões voando sobre Jon justo quando ele diz que “não é um Stark” não seriam tão divertidas), mas, se eles tinham essa intenção, deveriam ter adiado um pouco a chegada de Bran à Muralha.

Em todo caso, é curioso notar que, assim como foi com Jon, a primeira vez em que Sansa e Bran interagiram diretamente na tela foi durante o reencontro – o que não diminuiu em nada a emoção da cena, que se tornou ainda mais comovente quando eu percebi que o novo Corvo de Três Olhos estava muito mudado para compartilhar com a irmã a alegria do acontecimento. O poder de Bran lembra, ligeiramente, a Outra Memória das Bene Gesserit de “Duna”, que tem acesso às lembranças de suas ancestrais e, por vezes, não conseguem processar todas elas (Isaac Hempstead-Wright, inclusive, disse em algumas entrevistas recentes que os produtores da série pediram para que ele lesse o Doutor Manhattan de Watchmen para interpretar a nova fase de seu personagem). No entanto, estar sobrecarregado com as vastas possibilidades de enxergar presente, passado e futuro ao mesmo tempo não é desculpa para lembrar a irmã da noite em que ela foi estuprada.

Você realmente ainda tem muito a aprender, Bran.

Apesar das novas habilidades do Bran, se tem um deus ex machina atuando em Game of Thrones, é a Cidadela. Um noviço pode encontrar absolutamente qualquer coisa no meio daqueles livros. Incluindo a receita para curar completamente um homem maduro em estágio avançado de contaminação por escamagris (!). A facilidade com que Jorah Mormont se recupera é quase uma ofensa a todos que morreram ou foram enviados para Valíria por causa da doença. Um procedimento tabu envolvendo ingestão de obsidiana teria sido muito mais crível. O lado bom é que pudemos presenciar o início da bela amizade entre o cavaleiro e Samwell – a melhor dupla formada pela série desde que Brienne e Podrick pararam de ganhar falas.

Ebrose também faz um bom par com seu aprendiz. Embora os fãs tenham reagido ao feito de Sam com uma compreensível descrença, o Arquimeistre trata o assunto de maneira quase negligente. Já que as coisas estão seguindo em ritmo acelerado até o fim da série, o que custava ter dado ao rapaz, pelo menos, um elo de prata? Haverá algo de interessante naqueles livros envelhecidos? Como um homem sábio disse certa vez “uma mente precisa de livros assim como uma espada precisa de uma pedra de amolar”, mas uma espada amolada não faz um bom guerreiro. É preciso usar essa arma, e correr riscos com ela. Isso faz de Sam um homem melhor do que muitos – incluindo Ebrose e, talvez, até o próprio Tyrion Lannister.

Até certo ponto, a tomada de Rochedo Casterly transcorreu segundo o planejado. Usar o voiceover do Peter Dinklage para narrar os acontecimentos da batalha foi uma escolha inteligente, pois determinou bem os passos da estratégia do anão, e onde exatamente ela falhou. Em contrapartida, a narração pode ter tirado um pouco da emoção da sequência, que poderia ter tomado um episódio inteiro se a pressa em terminar a série não fosse tão urgente.

“Seu desprezo é a sua fraqueza. Eles vão nos subestimar a cada momento e vamos usar isso para nossa vantagem. ” Foi isso que Tyrion disse no episódio “Book of the Stranger”, pouco antes de negociar com os Mestres de Escravos em Meereen. Infelizmente, ele parece ter esquecido essa lição, enquanto Jaime, mesmo com seu aprendizado lento, transformou a derrota no Bosque dos Murmúrios – onde ele foi capturado pelas tropas de Robb Stark na primeira temporada – em uma vitória fundamental para os planos da irmã.

Esse erro de cálculo provou-se fatal para Daenerys, dando mais poder para Cersei usar contra ela. Além de já possuir a lealdade de Euron (por enquanto), Cersei parece ter conseguido também o apoio do Banco de Ferro de Bravos, convencendo o enviado Tycho Nestoris de que uma revolucionária como Dany jamais daria o que eles precisam para prosperar: caos. Para garantir que os Lannisters, mais uma vez, paguem as suas dívidas, ela enviou o irmão para a Campina a fim de, com o apoio de Randyll Tarly, tomar as riquezas dos Tyrell e fazer as chuvas de chorarem sobre seus salões.

No início da temporada, Daenerys parecia estar pronta para recuperar o seu direito de nascença, e até seus oponentes acreditavam estar no ‘lado perdedor’. Mas o jogo vira rapidamente nos Sete Reinos. A Mãe de Dragões ainda tem os seus filhos e o seu khalasar, mas é muito importante para arriscar a vida em batalha. Depois desse episódio, penso que ela não terá outra saída. Seguindo o conselho de Olenna, Dany terá que ignorar os conselhos de sua Mão e agir como o dragão que seus navios carregam nas velas.

Sinto que não fui o único que ficou extremamente desapontado com a apresentação de Jardim de Cima. A sede dos Tyrell sempre foi descrita nos livros como um dos lugares mais belos dos Sete Reinos, com bosques e fontes, pátios frescos e colunas em mármore, lugares sempre cheios de gente: cantores, flautistas, violonistas e harpistas. Os estábulos com sua fina seleção de cavalos, barcos desfilando ao longo do rio Vago. Na série, ainda que tenha sido mostrado de longe, me pareceu muito menos impressionante que Monte Chifre, por exemplo.

Os jardins suspensos dos Tyrell são baixos se comparados ao nível de suspensão de descrença necessário para aceitar a facilidade com que Jaime consegue tomar o castelo da família mais rica e aprovisionada dos Sete Reinos. Jardim de Cima poderia ter suportado um cerco por meses – tempo mais do que necessário para que os aliados de Olenna soubessem dos planos de Cersei e caíssem sobre seus homens, dando aos telespectadores a grande batalha com dragões que eles tanto esperam.

Considerando todas as inconsistências lógicas, cronológicas e geográficas, a única coisa boa desses últimos minutos, além do impacto visual e do ansiado retorno do Bronn, foi a cena que fechou o episódio – provavelmente uma das melhores já vistas na série até então – que nos ofereceu uma última dose de justiça poética ao tornar a grande vitória de Cersei amarga diante da revelação final de Olenna.

Olenna e Verme Cinzento foram enquadrados de maneira parecida enquanto encaravam suas respectivas derrotas

Nos livros, a “Justiça do Rei” (ou “King’s Justice”) é a honraria ostentada por aqueles que executam os homens e mulheres condenados pela lei do Senhor dos Sete Reinos. Sendo assim, o título do episódio pode referir-se tanto às duas rainhas, retratadas com suas diferentes visões de justiça, quanto aos homens que levaram a autoridade delas adiante, como Tyrion, Jaime, Euron e Verme Cinzento. Se expandirmos um pouco este significado, a própria Rainha dos Espinhos pode ser incluída no último grupo, visto que ela matou Joffrey para proteger a neta, nossa adorada e eterna rainha Margaery.

Diana Rigg foi, definitivamente, um dos pontos mais brilhantes no elenco estrelar de Game of Thrones. O trabalho da atriz foi uma benção para os fãs que, como eu, já adoravam a personagem dela nos livros. Quando Jaime colocou o vinho envenenado diante dela, ela bebeu sem hesitar, e ainda foi a última a rir quando revelou a verdade sobre o assassinato de Joffrey (algo que apenas Margaery, Mindinho e os telespectadores sabiam).

Espero que as últimas palavras de Olenna tenham conseguido plantar a semente da dúvida na cabeça oca de Regicida, afinal de contas, esse era o forte dela. Uma rosa dourada, de fato.


NOTAS FINAIS

✖  Na semana passada, eu praticamente implorei para que alguém questionasse o fato de Jon ter se tornado rei apesar do voto de “não usar coroas e não conquistar glórias” da Patrulha. Obrigado, Tyrion. Resta saber o que será dito uma vez que alguém tocar de fato no assunto da ressurreição.

✖ Nem mesmo o Cavaleiro das Cebolas resistiu à beleza de Missandei, ou será que existiu algo mais implícito naquele breve diálogo entre os dois? Por que diabos ele foi tão amigável com o Tyrion sabendo que foi graças aos planos dele que seu único filho, Matthos, acabou morrendo na Batalha da Água Negra?

✖  O poderoso conselho de mulheres formado para apoiar Daenerys foi enaltecido pelos produtores no Inside the Episode da semana passada. Um episódio depois, todas as integrantes da promissora aliança estão presas ou mortas – o que seria cômico se não fosse trágico.

✖ Indira Varma confirmou que esta foi sua última aparição em Game of Thrones.

✖  A própria Tyene mal teve falas depois da inesquecível “you need bad pussy” em “Mother’s Mercy”, sendo calada por Olenna, amordaçada por Cersei ou caçoada pelas irmãs mais velhas sempre que tentou dizer algo além daquele patético “mama”.

✖  Além do próprio Olho de Corvo e do Victarion, o Euron da adaptação parece ter mais um personagem dos livros embutido em sua persona: Aurane Waters. Em “O Festim dos Corvos”, esse jovem capitão torna-se Mestre dos Navios de Cersei, e desperta o interesse dela por ser parecido com Rhaegar Targaryen. Claro que, fisicamente, o Greyjoy da série está longe de ser o Bastardo de Derivamarca, e muito menos o Príncipe de Pedra do Dragão, mas isso não diminui em nada o ciúme do Jaime.

✖ O fato de Varys ter sido surpreendido DUAS VEZES por uma manobra inimiga é bem improvável.

✖  A camareira de Cersei, que agora se veste como ela, foi batizada em homenagem à produtora Bernadette Caulfield, que recebeu dois Emmy Awards pelo seu trabalho em Game of Thrones antes de deixar a produção da série ao final da quarta temporada.

✖  O alegado suporte do Banco de Ferro de Bravos ao tráfico de escravos é contraditório se considerarmos que a instituição, assim como a cidade, foi fundada por ex escravos. Contudo, a rejeição à Daenerys pode derivar do fato de que esses fundadores fugiram, coincidentemente, dos senhores de dragões da Antiga Valíria.

✖ O Norte realmente lembra de algumas coisas, mas apenas Sansa parece lembrar da linha de sucessão do pai.

✖  Eu quase esqueci que o Theon teve uma cena neste episódio. Correndo o risco de soar repetitivo, tudo que posso reiterar a partir dessa breve aparição é a competência de seu intérprete. Estou ansioso pelo encontro dele com o Jon em Pedra do Dragão, o que deve acontecer no próximo episódio (se o rapaz não se juntar a Melisandre em sua fuga para Volantis).

✖ Com a aparição de Jardim de Cima e Casterly Rock, quase vimos castelos e palácios em todos os Sete Reinos de Westeros. As Terras da Tempestade, incluindo Ponta Tempestade, estava programada para aparecer na 2ª temporada da série. Ela acabou sendo cortada, embora fizesse parte do HBO Viwer’s Guide. No mapa do site, ela era assim:

Orys Baratheon liderando sua tropa

✖  Verme Cinzento lutou tão bem durante a tomada do Rochedo que eu quase perdoei o Imaculado pela luta vergonhosa contra os Filhos da Harpia naquele beco escuro em Meereen. Quase. Pobre Barristan.

✖ Falando em sor Barristan, na quinta temporada, Daenerys disse que, segundo Viserys, “Rhaegar era bom em matar pessoas”, ao que o cavaleiro respondeu “Rhaegar nunca gostou de matar”. Neste episódio, Dany afirmou que as pessoas geralmente gostam de fazer aquilo no que são boas, e Jon garante que, no caso dele, isso não é verdade. Ele provavelmente estava se referindo a matar pessoas também. Tal pai, tal filho?

✖ Dany menciona que, assim como ela, Jon também perdeu dois irmãos, provavelmente se referindo a Robb e Rickon. No entanto, ela não teria como saber que Bran está vivo.

✖ Muito curioso Daenerys ter se atentado à frase censurada de Davos, citando os “deprimentes” nortenhos falarem sobre “levar uma facada no coração pelo seu povo”. Certamente a ideia era mostrar o quanto ninguém se importa com as lendas do Norte. Mas, curiosamente, as lendas do sul falam sobre uma Nissa Nissa e um Azor Ahai que protagonizaram algo neste sentido.


  • Para assistir ao Por Dentro do Episódio sobre “The Queen’s Justice”, clique aqui.
  • O Podcasteros do episódio sai em breve.

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