Análise do Episódio 6.03: “Oathbreaker”

Nos livros, “Quebradora de Promessas” é o apelido carinhoso que Coração de Pedra (aqueles que leram sabem de quem se trata) dá à espada de Brienne, “Cumpridora de Promessas”. Em Oathbreaker” – episódio escrito por D&D e dirigido por Daniel Sackheim – não vimos a Donzela de Tarth (e muito menos Stoneheart), mas tivemos uma leva de promessas quebradas. Vimos Jon romper os laços com a Patrulha da Noite; Sam, a caminho da Cidadela, sendo obrigado a separar-se de Gilly e seu bebê; Smalljon Umber entregando Rickon para Ramsay, desfazendo a antiga aliança de sua Casa com os Starks, entre outros.

Em Game of Thrones, juramentos são mais do que simples promessas. Eles são sagrados. A espinha dorsal da sociedade. As engrenagens que movimentam a narrativa. Nas fantasias tradicionais, esse tipo de dever é, geralmente, a principal motivação dos protagonistas, que incorporam valores como lealdade e honra. Jon Snow já foi um desses heróis, mas agora sua vigia acabou.

Siga em frente
O episódio começa com Davos (ele não tinha saído do cômodo?) testemunhando, incrédulo, a ressureição do Senhor Comandante. Os atores mandaram bem nas expressões de surpresa, embora o roteiro, com toda a sua rapidez, tenha feito com que o choque deles durasse menos de trinta segundos. Os conselhos do Cavaleiro das Cebolas foram bem bonitos, mas “siga em frente” é, dificilmente, a primeira coisa que eu diria se presenciasse alguém voltar dos mortos. Ainda mais depois de descobrir que não existe nada do outro lado. Não é esse um dos maiores medos da humanidade? Grande parte das nossas crenças é construída sobre a esperança de que existe algo além da vida. Descobrir que estamos condenados a uma eternidade nas sombras deve ser esmagador, mas como Davos disse, “o que importa?”. Se eles não fizerem nada, a escuridão virá para os vivos também.

Já estamos no terceiro episódio e os antigos partidários de Stannis ainda não tiveram aquela conversa sobre o rei e sua filha. Achei bem hostil o modo como Davos enxotou Melisandre para fora do quarto (até que se prove o contrário, ela reviveu o bastardo), mas aposto que um filme passou na cabeça dele quando a mulher vermelha começou a falar sobre “O Príncipe Que Foi Prometido”. Deu para entender o desespero.

Kit Harington esteve bem convincente com toda aquela confusão mortal, questionando os motivos da própria existência. Eu nunca gostei dele como ator, mas seu Jon Snow cresceu substancialmente, e é bom que ele esteja de volta, com os mesmos olhos castanhos e o senso de humor lamentável.

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Enquanto Jon cai nas graças dos novos companheiros, seu antigo sidekick atravessa uma tempestade no Mar Estreito (???) com Gilly e o pequeno Sam – que agora tem até cabelo! No “Festim dos Corvos”, é a selvagem que passa maus bocados durante a viagem, e gostei de terem invertido os papéis na série, embora a ideia de fazer humor às custas do gordinho seja bastante clichê.

Ignorando isso e o terrível (terrível) trocadilho com as palavras “see” e “sea”, foi bacana ver como Sam desenvolveu uma relação familiar com a “mulher” e o “filho”. Todo o arco na Campina envolvendo Monte Chifre e Vilavelha parece bastante promissor. Vamos torcer para que essa promessa não seja quebrada.

Ninguém
Enquanto juramentos são quebrados nos quatro cantos do Mundo Conhecido, em Bravos, Arya Stark reforçou seu comprometimento com os Homens Sem Face.

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Embora Maisie Williams seja a Arya perfeita e a personagem seja uma das preferidas da base de fãs, sua trajetória não tem sido das mais empolgantes ultimamente. Em contraponto à correria de outros núcleos, a série é econômica ao explorar os mistérios da Casa do Preto e Branco, mostrando cenas repetitivas de corpos sendo lavados e treinos com bastões. No entanto, dessa vez, as “cenas repetitivas” compuseram a melhor sequência do episódio, onde todos os elementos (a trilha sonora, as coreografias das lutas, as sobreposições das vozes e dos movimentos) trabalharam em harmonia para que a história progredisse de maneira eficaz. Em questão minutos, vimos Arya evoluir mais do que nas últimas temporadas. Visualmente falando, o resultado foi extraordinário.

A única coisa forçada foi a menção à morte do nosso querido Sandor Clegane, provavelmente indicando que iremos revê-lo em breve (Cleganebowl, alguém?). Me pergunto por que os roteiristas fizeram questão de ignorá-lo no episódio anterior, quando Brienne relatou seu encontro com Arya. O nome do Cão de Caça poderia ter sido evocado com muito mais naturalidade naquele contexto. Como diabos a Criança Abandonada poderia saber dessa história?

A magia usada para devolver a visão da garota foi bem criativa, e diferente daquilo que vimos no livro. Por que ela não morreu ao beber a água do poço, como a menininha doente da quinta temporada? Valar Morghulis. Todos os homens devem morrer… mas Arya não é um homem. Ela é ninguém.

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A última vez que vimos Daenerys, ela também estava sendo tratada como ninguém, a “rainha do nada”.  Antes disso, a única vez que me lembro de ter visto a Mãe de Dragões com tão pouco controle sobre seu destino foi na primeira temporada, quando estava sendo vendida pelo próprio irmão. Agora, depois de ter dado luz a dragões, reunido um exército e construído um império, ela está de volta à estaca zero (“Vá para trás para seguir adiante”), como propriedade de um novo khal. Para alguém que passou anos escutando “sim, minha rainha” deve ser difícil voltar a ouvir tantos “nãos”.

Assim como Arya, Dany é uma personagem favorita dos fãs de Game of Thrones (por razões um pouco mais óbvias). Ela é admiravelmente forte, mas toda vez que enfrenta oposição, sua atitude é a mesma: repetir seus 46759 títulos e fazer ameaças vazias, o que denota uma total ausência de senso tático e manipulativo. Ela precisa tomar umas aulas com o Varys. Urgentes!

É interessante rever as dosh khaleen e Vaes Dothrak depois de “A Golden Crown”, onde a khaleesi comeu seu primeiro coração de cavalo. O roteiro e a cenografia foram pontuais ao relembrar aquele momento (embora a estátua dos cavalos tenha sido muito menos modesta que a primeira). Sabemos que, a qualquer momento, Drogon ex machina aparecerá para colocar fogo em todo mundo e resgatar sua mãe. A questão agora é: quando? Provavelmente no mesmo dia que Jorah e Daario chegarem à cidade, no melhor estilo Jaime/Serpentes de Areia/Myrcella (que os deuses nos salvem). O Khal Vezhven – espécie de conselho onde os khals se reúnem para tomar decisões – parece uma ótima oportunidade.

Grandes conversas em salas elegantes
Apesar dos esforços de Varys e Tyrion, as coisas em Meereen continuam bem mornas (especialmente se você estiver vestindo couro). A ideia de libertar os dragões no episódio anterior ainda não teve consequência, então tudo que eles podem fazer é continuar procurando a Harpia (ou Harpias, como parece ser o caso). Para isso, Varys decidiu chantagear Vala, a mulher que matou o Imaculado Rato Branco e alguns dos Segundos Filhos no ano passado. Aparentemente, a moça não estava feliz com a influência estrangeira na cidade, e reclama sobre isso usando o bom e velho idioma comum de Westeros (AKA inglês).  Irônico, não? Descobrimos a responsável pelas pichações na cidade!

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As duas cenas desse núcleo me fizeram lembrar Shae: em “Mhysa”, Varys ofereceu uma quantia generosa de diamantes para que a amante do Duende o deixasse e começasse uma nova vida em Pentos (na série, deve ser para lá que as putas vão), e em “Baelor”, Tyrion participou de um drinking game com Shae e Bronn – provavelmente o mesmo que ele tentou jogar com Verme Cinzento e Missandei. Coincidência?

Eu amo Tyrion Lannister. Amo! Ele é o amigo anão que eu sempre quis ter. Ainda assim, está ficando cada vez mais difícil aguentar suas “sacadas inteligentes” sem vomitar como o Samwell. Ok, estou exagerando, mas é realmente triste ver Peter Dinklage se transformando lentamente na Daenerys. Haja frases de efeito! Pelo menos as piadas de pinto ficaram a cargo do Tormund.

A menção aos passarinhos de Varys foi o gancho perfeito para Porto Real, onde vimos que alguns desses agentes agora pertencem à Qyburn (ou será que não?). Enquanto a Aranha oferece diamantes e prata para seus “amigos”, Qyburn presenteia as criancinhas com ameixas cristalizadas de Porne e, porque não, um pouco de vingança. Foi esse o melhor presente que ele ofereceu a Cersei. E falando no presente, foi uma surpresa para mim descobrir como TODO MUNDO sabe que o Montanha é o Montanha (incluindo ele mesmo). Nada de Robert Strong. Necromancia aparentemente é comum e bem aceita em Westeros nesses novos tempos. Cadê a justiça do Alto Pardal quando precisamos dela?

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É engraçado que o quebrador de juramentos mais famoso do reino tenha sido deixado de lado nesse episódio. O diálogo entre Jaime e Catelyn em “A Man Without Honor” (adaptado de Catelyn VII, de “A Fúria dos Reis”) é o que melhor traduz a importância dos votos e como eles podem entrar em desacordo. Obedeça o rei. Obedeça o seu pai. Proteja os inocentes. Mas e se o seu pai desprezar o rei? E se o rei massacra os inocentes? Faça o que fizer, é preciso pôr de lado um voto ou outro, eventualmente.

Nos dois últimos capítulos, as coisas na capital tem avançado a passos de tartaruga, assim como o rei Tommen, que continua tentando ser um bom governante, mas só consegue pular das mãos de um manipulador para as de outro. A “reunião” do Pequeno Conselho usou um tempo que poderia ter sido mais bem investido nas cenas de Arya ou na Torre da Alegria, embora eu tenha gostado de rever a Rainha dos Espinhos e o tio Kevan (que agora é Mão do Rei). Por que ninguém mencionou o assassinato de Meryn Trant? E a questão da dívida com o Banco de Ferro, será esquecida? Pra que serve o Mace Tyrell se todos os personagens naquela mesa agora são uma espécie alívio cômico? Todos sabemos que algo de muito importante está reservado para esse núcleo, com o crescente domínio da Fé Militante, o enfraquecimento nítido dos Lannisters e o julgamento de Cersei se aproximando.

Até que alguma coisa aconteça, teremos que aguentar os gases do Pycelle.

O Norte se lembra?
Depois de depor o pai e dar fim à própria linhagem, Ramsay agora é o Protetor do Nortem (não riam). No entanto, sem Sansa, ele precisa usar política para conseguir o apoio dos senhores nortenhos. Isso pode parecer uma tarefa difícil para alguém que deu o irmão recém-nascido para os cães, mas Ramsay é o personagem preferido dos produtores sortudo.

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Os Umbers são uma Casa conhecida desde a primeira temporada. Quem aí não se lembra do Grande Jon Umber, que se manteve extremamente leal a Robb mesmo depois de ter uns dedos devorados por Vento Cinzento e sumiu do elenco sem mais nem menos? O cara era basicamente uma mistura de Tormund e Davos, e simplesmente repudiava a ideia de violar um juramento ou ser acusado de traição (vejam essa cena de “The Pointy End”), mas seu filho não parece tão honrado, e até desconstruiu a tradição milenar dos juramentos. Para ele, juramentos são apenas palavras. E palavras são vento.

Na emocionante despedida de Bran e Rickon, Osha afirmou que iria para Última Lareira em busca de abrigo. Como o nome sugere, Última Lareira, sede dos Umber, fica no extremo norte de Westeros, um pouco antes das terras da Patrulha. Eles sempre enfrentaram os selvagens. Em pequenas ondas, é claro, mas mesmo assim… o povo livre é motivo suficiente para entregar seu protegido ao pior maníaco dos Sete Reinos? Sei lá, como guardião de Rickon, Smalljon poderia simplesmente unir as outras Casas sob seu estandarte, derrotar os Boltons, derrotar os selvagens, devolver Winterfell ao garoto e, talvez, até governar através dele.

Ao invés disso, ele matou Cão Felpudo só para mostrar lealdade. ELES MATARAM CÃO FELPUDO! O CGI dos lobos é tão caro assim?

Um monte de gente acredita que isso faz parte de um plano para trair os Boltons futuramente, ecoando a grande conspiração do Norte nos livros. Mas onde eles acharam outro lobo gigante de pelos negros para matar no lugar de Cão Felpudo? A cabeça do bicho pareceu suficientemente grande para mim, mas espero que essas pessoas estejam certas. Eu adoro a Osha, e nem pude ficar feliz ao revê-la. Na minha última análise, eu condenei a maneira caricata com que Ramsay é retratado na série, mas o histórico de crueldade dele serviu bem para uma coisa:  basta colocar o bastardo e um personagem querido qualquer em um mesmo cômodo e todo mundo, automaticamente, espera pelo pior. Eu estou esperando.

Flashback da Alegria (Parte I)
Depois da Patrulha, a ordem mais definida por juramentos em Westeros é, definitivamente, a Guarda Real.  A história dos caras é tão importante que se confunde com a história dos Sete Reinos depois da Conquista.  No primeiro episódio da quarta temporada, Joffrey e Jaime nos apresentaram alguns desses lendários cavaleiros, que tiveram seus feitos documentados no Livro dos Irmãos. Entres eles estavam Barristan Selmy, Duncan, o Alto e ser Arthur Dayne.

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Na cena em questão, se repararmos bem na página aberta ao lado da de Dayne, vemos o finalzinho da história de sor Gerold Hightower (o outro cavaleiro presente no flashback, que foi mencionado durante a reunião do Pequeno Conselho) e nela são citados TRÊS irmãos juramentados que morreram no combate contra Ned Stark e seu bando nas Montanhas Vermelhas de Dorne. No cânone e na adaptação, o terceiro homem encarregado de proteger Lyanna na Torre da Alegria é sor Oswell Whent. No entanto, no flashback de domingo, vimos apenas dois.

original“Died in the Red Mountains of Dorne alongside his sworn brothers Ser Arthur Dayne and Ser Oswell Whent. After refusing to bend the knee to the new king, Robert Baratheon, all THREE were defeated by a small force led by Lord Eddard Stark of Winterfell.” (Página do Touro Branco, em “Two Swords”)

Por mais descuidados que David e Dan sejam com relação à continuidade, eles certamente não são estúpidos. Ambos sabiam o que a audiência esperava ver nesse episódio, e, no lugar de revelar a verdade sobre o nascimento de Jon Snow, decidiram plantar a semente e deixar os fãs se corroendo curiosidade. Mas mesmo sem a confirmação de R+L=J, a sequência não deixou de ser reveladora. Além de termos conhecido o misterioso Howland Reed, vimos a primeira “rachadura” no legado de Eddard Stark, que venceu o Espada da Manhã graças ao auxílio do amigo cranogmano.

Algumas pessoas criticaram a caracterização dos personagens. As duas espadas de sor Arthur e o dragão Targaryen nas armaduras dos membros da Guarda Real foram as principais vítimas da vez. Sobre as espadas: uma delas era mesmo a Alvorada, e na série “História & Tradição” temos um vídeo onde Dayne aparece empunhando as duas armas. Sobre as armaduras: bem, elas realmente pareciam bem pobres. E o dragão de três cabeças na placa de peito realmente fez com que os guerreiros parecem integrantes da guarda domiciliar dos Targaryen… mas, ei, elas não estavam tão distantes da atual armadura dourada vestida por Jaime e seus companheiros, que é adornada pelos chifres de veado da Casa Baratheon.

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O combate em si foi mais breve do que eu gostaria, mas foi um dos mais épicos já mostrados na série. Quem não se arrepiou quando Bran chamou pelo pai e ele conseguiu escutar? E o grito da(s) mulhere(s) dentro da Torre? O próprio cenário foi um dos mais bonitos já mostrados e os diálogos iniciais foram fiéis ao texto original. Minha única reclamação é quanto à escolha de Robert Aramayo para o papel do jovem Ned. Como todos os envolvidos na sequência, ele mandou bem na atuação, mas parecia muito novo e “verde” para alguém que, em menos de vinte anos, se transformaria no Sean Bean.

De volta a caverna, o Corvo de Três Olhos diz à Bran que está há MIL ANOS preso naquela árvore, o que não é possível se ele tiver a mesma identidade que tem nos livros. Talvez tenha sido uma figura de linguagem, talvez não. Veremos.

Eu não deveria estar aqui

Screenshot-674 Aposto que muitos de vocês ficaram felizes com a execução dos traidores. Mais felizes do que o próprio Jon com certeza. Owen Teale fez um bom trabalho como o irredutível Alliser Thorne. A forma como ele morreu, sem reconhecer que estava errado, mesmo na presença de um milagre vivo, foi surreal. E quanto ao Olly… Bem, a história dele foi triste. Para quem não lembra, seus pais foram assassinados por selvagens em um ataque comandado por Tormund e Ygritte na quarta temporada. Ainda assim, eu nunca consegui enxerga-lo como um personagem real, e sim como um plot device que estava ali para tapar os buracos da adaptação (matar Ygritte, matar Jon e etc). A cena do enforcamento foi bem executada. Pesada. Se a intenção do diretor ao focar o rosto do guri depois de morto era fazer com que eu me sentisse mau por todas as vezes que desejei a morte dele, ele conseguiu. Parabéns!

Esse momento final em Castelo Negro foi certamente um dos destaques do episódio, e serviu para mostrar o quão diferente está o bastardo depois de ter experimentado o vazio para o qual enviou seus quatro executores (pelas minhas contas, ainda faltavam uns dois, mas tudo bem). Eu SEMPRE acreditei que o assassinato e posterior ressurreição de Jon seriam um artifício de George R. R. Martin para livrar o rapaz dos juramentos da Patrulha. “A noite chega, e agora começa a minha vigia. Não terminará até a minha morte.” Olly, sor Alliser, Bowen Marsh e Othell Yarwyck podem ter partido sem saber, mas fizeram um favor ao Lorde Comandante. Embora o nome do episódio seja “Oathbreaker”, Jon cumpriu seu juramento até o fim. Ele foi morto, mas agora que voltou, está livre para lutar suas próprias guerras.

No fim, a maior quebradora de promessas de todas foi a própria morte.

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