Análise do Episódio 6.01: “The Red Woman”

Aqui estamos mais uma vez, em um ano onde temos não só uma nova temporada de Game of Thrones, como também uma maneira diferente de analisá-la.  Sem livros dessa vez. Então todos estão livres para ler a resenha e discuti-la. É claro que, como leitor e fã da obra de George R. R. Martin, posso mencionar os livros uma vez ou outra, mas com menos frequência, e menos evidência (só quem já leu vai saber). E os spoilers? Bem… a essa altura, tudo que eu disser não vai passar de especulação, e deve ser interpretado como tal. Espero que gostem. #SomosTodosJonSnow

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Começaremos, logicamente, com o chocante e bem equilibrado episódio de estreia, “The Red Woman”, escrito por David Benioff e D. B. Weiss, e dirigido por Jeremy Podeswa, que veio se redimir depois de ter sido responsável por “Unbowed, Unbent, Unbroken”, um dos capítulos mais mal avaliados de toda a série.

Vamos lá.

Em Castelo Negro

Se Benioff, Weiss e Podeswa queriam um episódio com ritmo acelerado, eles conseguiram. Quase nenhum segundo foi desperdiçado em “The Red Woman”, e os 50 minutos passaram voando. O início foi uma continuação direta do final da quinta temporada. A cena de abertura, onde a câmera descende da Muralha até Jon, sem vida no chão, resultou em um belíssimo plano. Os lamentos de Fantasma, preso no canil desde a última vez em que tiveram dinheiro para mostrá-lo, foram de cortar o coração.

Não é meio estranho que os homens de Alliser Thorne tenham deixado o Senhor Comandante ali jogado como prova de sua traição? Ainda mais sabendo que outras pessoas não envolvidas no ato poderiam se deparar com o corpo. Além disso, todo corvo que se preze deveria saber que a primeira regra da Patrulha da Noite é não falar sobre a Patrulha da Noite queimar os corpos. Sendo assim, por que motivo Davos, que mal conhecia Jon (como ele mesmo admitiu) ajuda Edd e os outros semi-figurantes a proteger o defunto? Só para brincar com as esperanças dos fãs? Para mim, isso deixa extremamente óbvio o futuro retorno do personagem… e não como um morto-vivo de olhos azuis.

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Quando sor Alliser explica aos outros membros da Patrulha os motivos que o levaram a cometer traição, notamos que o homem possui um senso distorcido de honra, embora ainda seja um tiozão conservador e equivocado. Ele afirma que Jon fez o que julgou ser o certo para a Patrulha, mas que ele e seus companheiros simplesmente não conseguiam passar por cima de anos e anos de guerra contra os selvagens por conta de uma ameaça maior. Parabéns!

Se pensarmos que Thorne, Marsh, Yarwick e Olly (ugh, Olly) não estavam no Punho dos Primeiros Homens no início da terceira temporada, ou em Durolar no final da quinta, e que ninguém ali conhece o real perigo dos Caminhantes Brancos, talvez o discurso mesquinho deles faça algum sentido. Os outros irmãos negros pareceram convencidos (alguém deve ter ensinado o mesmo truque à Ellaria).

Depois, por algum motivo, Team Thorne oferece ao Team Jon um tempo para considerar a rendição – o que para nós aqui fora significa uma semana a espera de Edd e dos selvagens. Estamos ferrados se Edd Doloroso é nossa última esperança.

Winterfell e arredores

Em Winterfell, vemos Ramsay lamentar a morte de sua amante, a louca Myranda, que foi morta por Theon quando ele fugiu. Todo o drama em volta da cena pareceu uma tentativa frustrada de acinzentar um personagem que nós conhecemos há anos, e sabemos que é essencialmente ruim. Ótimo exemplo de como a série adora apresentar uma situação (Ramsay quase chorando), só para minutos depois “chocar” os telespectadores mostrando exatamente o contrário (Ramsay ordenando que o meistre dê Myranda para os cães).

Até o corpo de Myranda, MYRANDA, ganhou um destino final, enquanto Stannis, que teve uma morte (literalmente) apagada em “Mother’s Mercy”, só foi lembrado pelos comentários de Roose Bolton sobre querer recompensar seu assassino (me pergunto o que ele diria se soubesse que foi uma mulher). Nem mesmo Davos ou Melisandre disseram qualquer coisa a respeito do “falso rei” e de sua pobre filha (ok, eles nem tiveram tempo pra isso).

Game of Thrones premiere ratings set new record with streaming

Embora os cansados Baratheons tenham sido derrotados graças aos esforços de sor Twenty Goodmen, os Boltons ainda são traidores, e logo precisarão lidar com os Lannisters (embora eu acredite que a Coroa tenha preocupações maiores no momento). Roose sabe que ameaçar a legitimidade do bastardo é a melhor maneira de controlar seus impulsos, mas fazer isso usando a esposa grávida talvez seja um pouco arriscado quando se trata de Ramsay.

Enquanto pai e filho discutem, o ticket para o Norte escapa de suas mãos, atravessando a Mata de Lobos. Preciso dizer que, embora o desespero latente da fuga tenha roubado quase toda a atenção, as paisagens deram um show à parte. Os primeiros minutos da sequência foram muito bem executados. Um perfeito conjunto de boa direção, atuação e fotografia. Minha única crítica vai para os roteiristas, que teimam em retratar Sansa como a eterna e frágil “donzela em perigo”, enquanto Theon, que passou por anos de violência física e psicológica, acaba vestindo a capa do herói .

Mas a verdadeira heroína do dia foi Brienne.

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A luta contra os homens dos Bolton foi um pouco confusa. Sem falar que os cães foram sumariamente esquecidos e desapareceram sem mais nem menos (se você fosse um cachorro, também correria da mulher que deu um fim no Cão de Caça, ainda mais com “carne boa” em casa). Depois do final, o juramento de Brienne foi, sem dúvidas, o momento mais marcante de todo o episódio, e refletiu a cena do episódio “The Ghost of Winterfell” em que a guerreira jurou sua espada à nossa saudosa Catelyn. As palavras proferidas e a trilha sonora foram as mesmas.

Esse reencontro marca a terceira vez em que a Donzela de Tarth se depara, “casualmente”, com uma irmã Stark em seu caminho. Saber que Arya está viva certamente dará forças para que Sansa busque reunir a família (ela já sabe a verdade sobre Bran e Rickon). A parte preocupante nisso tudo é que eles estejam indo para Castelo Negro sem saber sobre o destino de Jon Snow, embora eu tenha plena certeza de que, repito, a morte dele seja uma situação temporária. Alguém ainda duvida disso?

Em Porto Real

Quem achou que a Caminhada da Penitência foi o fundo do poço para Cersei estava ligeiramente enganado. Neste episódio, ela atingiu seu ponto mais baixo: desprovida de poder, com um único filho vivo e prisioneira da profecia de Maggy, sua única rocha parece ser o gêmeo (e, claro, o gigante Robert Strong). Eu nunca pensei que veria nossa rainha regente tão auto-depreciativa e resignada. Do momento em que ela sorri com a esperança de reencontrar Myrcella até a última cena, Lena Headey esteve admirável.

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Estranho que Jaime tenha concluído a viagem dos Jardins de Água a Porto Real na velocidade do plot, enquanto o corpo de Jon ainda nem esfriou (e olha que ele tá na Muralha), mas enfim. Ao contrário da irmã, o Regicida aparece mais decidido e disposto a foder com todo mundo, incluindo o próprio destino, coitado. Foi quase como se um tivesse assumido a personalidade do outro. Eu sei que prometi não fazer isso, mas nos livros, os dois estão rompidos desde antes da treta com os Pardais. Pensar no estrago que eles podem fazer como um casal fortalecido dá até um certo medo.

Cersei realmente acreditava que Myrcella era a coisa mais pura que ela já tinha feito, o que é bem bonito. Mas na cena seguinte, quando o Pardal visita Margaery (ainda presa por ter mentido sobre a sexualidade do irmão diante dos deuses… dá pra acreditar?), ele pergunta se ela se considera “perfeitamente pura e sem pecado”, ao que ela responde, “nenhum de nós é” – uma declaração poderosa que engloba grande parte dos personagens da série.

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Os Lannisters que se cuidem, essa dupla aí promete

Em Dorne

Porne. Por onde começar? Esse núcleo foi o ponto comum entre aqueles que defendem e os que “atacam” a adaptação. Ninguém gostou. Nessa temporada, Ellaria e companhia já chegaram dando o que falar. Junto com suas seguidoras, as duvidosas Serpentes de Areia, a viúva do Víbora Vermelha não só instituiu um golpe de Estado como ainda extinguiu o nome Martell da face de Westeros. Que melhor maneira de vingar as mortes de Elia e Oberyn do que pondo fim ao resto de sua Casa?

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Ano passado, em uma entrevista, Dan Weiss comparou Dorne ao Brasil, o que certamente explica muita coisa

Me pergunto quando os roteiristas decidiram que esse era o melhor caminho. Se eles planejaram tudo desde o início, por que não mataram Doran na season finale da quinta temporada? Ver tudo ser resolvido de maneira tão brutal e em menos de cinco minutos me fez pensar se eles não preferiram “jogar a toalha” depois da má recepção que os dorneses tiveram com o público e das dificuldades para filmar no belo Alcázar de Sevilla. Ou talvez tenham achado que forçar uma governante feminina no trono de Dorne seria uma forma justa de compensar os fãs pela trágica ausência de Arianne.

A morte do gigante Areo Hotah pelas mãos de uma baixinha com um canivete certamente pareceu uma saída desesperada. Nós nem chegamos a ver ele usar o seu machado! (Ou gladio, tanto faz). DeOpia Oparei e o ótimo Alexander Siddig poderiam ter oferecido muito mais em seus respectivos papéis, mas, infelizmente, essa não é a primeira vez que bons atores são desperdiçados na série. Tomara que seja a última.

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Morte de Trystane teria sido uma referência ao símbolo da Casa Martell?

Nem mesmo Toby Sebastian teve a chance de mostrar seu trabalho como Trystane, embora, pelo pouco que vimos, eu duvide que ele vá fazer tanta falta. O rapaz estava pintando pedrinhas para colocar nos olhos da falecida amada, e o ator não demonstrou nenhum sinal de tristeza. Ainda assim, a morte dele, que estupidamente deu as costas para a lança de Obara, foi quase tão lamentável quanto a morte de Areo.

Matar parentes é um dos pecados mais condenáveis na sociedade westerosi, e Trystane foi o único a demonstrar qualquer preocupação com isso. Assassinar covardemente um primo que cresceu com elas e ainda tentar fazer humor sobre o cadáver do pobre rapaz foi baixo, mesmo para as nossas simpáticas Serpentes. Mas foi melhor assim. Ao menos não tivemos o desprazer de vê-las lutando sob a direção do Podeswa novamente.

(Ah! E pra quem não lembra, o Jaime também matou um primo de maneira meio polêmica no episódio “A Man Without Honor”)

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Cena da chegada de Jaime a Porto Real (esquerda) e abertura da cena envolvendo Trystane e as primas (direita)

Como Obara e Nymeria conseguiram chegar ao navio continua sendo um mistério. Sei que existem milhares de possíveis explicações para isso, mas acho que David e Dan poderiam ter o trabalho de mostrar as coisas uma vez ou outra ao invés de deixarem tudo por conta do imaginário dos telespectadores, muitos dos quais tiveram dúvida em relação a Jaime e Trystane estarem a bordo do mesmo navio, ou mesmo quanto à localização do mesmo. Sim, eles estavam no mesmo navio, e o navio estava na capital. Inclusive, a cabine em que o príncipe foi morto lembra bastante o quarto onde Myrcella morreu. O conteúdo da carta enviada à Doran, divulgado pela HBO um dia depois da exibição do episódio, revelou que Trystane não desembarcou por ordens do próprio Jaime, que queria protegê-lo da ira de Cersei e enviá-lo de volta para a família… mas a família foi até ele.

Ignorando os conflitos narrativos do golpe, as cenas, embora rápidas, foram visualmente atrativas, com destaque para as cores, a iluminação e a cenografia. O discurso de Ellaria enquanto ela assistia a morte de Doran foi de uma frieza surpreendente, e o modo como a câmera focou os rostos dos soldados enquanto o “impeachment” acontecia foi impactante. Podemos ter perdido Siddig, mas agora temos uma mulher agressiva e bastarda (e interpretada pela incrível Indira Varma) ocupando uma posição de poder. Isso desperta a curiosidade, para dizer o mínimo. Se ela der as caras novamente nessa temporada, eu apostaria em uma futura aliança com Daenerys, o que faria todo sentido se levarmos em consideração a ausência de Aegon e toda a ideia pseudo-feminista sobre a qual o núcleo está sendo precariamente construído.

Talvez o título “mulher vermelha” também caiba à Ellaria Sand.

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Em Essos

Eu realmente senti falta da parceria entre Tyrion e Varys. Embora os roteiristas teimem em exagerar um pouco nas piadas quando os dois estão juntos (principalmente nas piadas relacionadas ao membro inexistente do eunuco), a química entre Peter Dinklage e Conleth Hill é fantástica, e as interações entre eles são quase sempre divertidas, mesmo quando não deveriam.

Também achei engraçado que, justo em um capítulo intitulado “The Red Woman”, e tão focado nas mulheres, eles tenham optado por mostrar um homem representando a religião do deus vermelho, mas tudo bem. Ele só estava preenchendo o vazio deixado por Daenerys, dando esperanças ao povo de Meereen, assolado pela violência, pela fome e pelo medo. Assim como Tyrion, eu não tenho certeza se as pichações são obra dos Filhos da Harpia ou dos próprios escravos, mas elas certamente significam problema. Quanto ao fato das palavras estarem escritas em inglês, quando essa não é a língua falada na cidade… bem, já falamos sobre isso ano passado. Difícil mesmo é entender porque Varys disse que “mhysa” é “mãe” em  valiriano, quando Missandei afirmou que a palavra veio do ghiscari antigo no episódio da série que leva esse nome.

Para quem ficou curioso, mãe em alto valiriano é muña. Está no vocabulário oficial. EDITADO: Um dos nossos sábios leitores apontou que “mysa”, sem o -h, é “mãe” em valiriano astapori, o que ainda configura um erro de Varys, mas não muito grave.

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Além de preencher a cota de minutos em que o Duende deve aparecer por episódio, essa passagem também foi importante por ter sido a primeira em que alguém fez uma alusão direta à existência da Harpia, a misteriosa figura que comanda os homens de máscara dourada. Dada a atual escassez de personagens-chave deste lado do Mar Estreito, podemos até esperar que um dos amigos de Dany esteja por trás dos ataques… mas quem?

O incêndio da frota (magicamente adquirida por Daario Naharis no episódio “First of His Name”), além de um belo trabalho de efeitos especiais, também abriu um precedente interessante para os episódios que virão. Para deixar a Baía dos Escravos, Daenerys precisará de novos navios. Na série, qual é a única Casa com os navios que ela precisa? Os Greyjoys. Seria extremamente simbólico e irônico se os homens de ferro e os dorneses, os dois povos mais esquecidos e marginalizados de Westeros, fossem os aliados definitivos da Mãe dos Dragões na tomada do Trono de Ferro.

Enquanto Tyrion está ocupado tentando ser um Targaryen em Meereen, os outros membros da Sociedade do Anel seguem à procura da rainha. Claro que Daario tinha que tirar sarro do amor não correspondido e até da idade de Jorah. Por que outro motivo vocês acham que D&D inventaram essa roadtrip para eles? E como se o mercenário boa praça e o sequestro de sua khaleesi não fossem problemas o suficiente, o pobre Mormont ainda precisa se preocupar com o escamagris.

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O diálogo entre os dois dothrakis que conduzem Daenerys ao acampamento é o tipo de trash talk que mais se vê em Game of Thrones, agora em um idioma diferente. Achei que a coisa ficaria mais séria uma vez que ela encontrasse Khal Moro, mas em vez disso, tudo toma a proporção de um sketch do Monty Python quando os dois companheiros de sangue do Khal (um deles interpretado pelo brasileiro Diogo Sales, que manda muito bem na nova língua) começam a listar as coisas da vida que são melhores do que ver uma linda mulher nua pela primeira vez.

Se algo me fez rir mesmo foram as estranhas expressões faciais da Emilia Clarke, que dessa vez até ajudaram a elucidar o desconforto da personagem, principalmente quando os senhores dos cavalos riem da sua absurda quantidade de títulos. Essa foi um dos raros momentos em que Dany não omitiu o título “Rainha dos Roinares” no decorrer da série, o que pode ser interpretado como um sinal de que os showrunners planejam mesmo explorar uma aliança com Dorne (???). Enfim, o único feito que garantiu a segurança dela foi ter sido esposa de Khal Drogo. É impressionante que os caras não tenham desconfiado disso antes. Quantas mulheres no mundo tem cabelo branco, falam dothraki e usam um valioso colar de dragão?

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Falando em dragão, já é hora do Drogon ex machina fazer sua aparição. A mãe dele não é o tipo de mulher que se entrega facilmente, e preferirá morrer do que se tornar uma dosh khaleen.

Nos últimos minutos do episódio, vemos que Arya não está apenas distante de sua família em Westeros, como também está distante da sua “família” em Braavos, os Homens Sem Face. Cega e obrigada a esmolar para pessoas que basicamente ignoram sua presença, – mesmo quando ela está lutando no meio da rua! – a garota, com sua audição aparentemente aguçada, ouve sussurros dos homens falando sobre o assassinato de Meryn Trant, um dos motivos de sua punição.

Superar e ir além do próprio desejo de vingança parece ser a grande missão de Arya ao longo de sua saga. Não é à toa que estamos na sexta temporada, e a personagem continua em fase de treinamento. O treino em si lembra bastante as cenas entre o jovem Matt Murdock e Stick na série do Demolidor, só que pior, já que a “Criança Abandonada” da série parece uma versão menos exótica das Serpentes de Areia.

É importante elogiar o cuidado da produção em fazer com que Girona pareça Bravos, visto que a cidade espanhola também servirá de cenário para os arcos de Porto Real e Vilavelha esse ano. São detalhes que fazem toda a diferença, como os figurinos dos extras, as ruas molhadas, as moedas estrangeiras e o grande Titã de CGI que aparece atrás de Arya no último quadro.

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Tanto a cena de Arya, quanto as de Tyrion serviram para mais mostrar onde e como estão estes personagens depois dos cliffhangers sinistros de “Mother’s Mercy”. Espero que essa galera volte para casa o quanto antes, pois a série está claramente se aproximando do fim, e com passos cada vez mais largos.

De volta à Muralha

Por falar em fins… que final foi aquele!

Depois dos eventos da última temporada, a farsa de Melisandre começou a ficar mais evidente. Nada do que ela viu nas chamas realmente aconteceu; Stannis não era o messias, os Boltons não foram derrotados, e Jon Snow não participou de uma batalha em Winterfell… ainda. Enquanto a sacerdotisa contempla silenciosamente as suas falsas interpretações, ela encara o próprio reflexo, tira a roupa, e deixa que a maior farsa de todas caia por terra: a sua aparência.

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Para última cena, Carice teve o rosto maquiado e inserido no corpo de uma dublê idosa por meio de CGI

Nessa hora, muitos apontaram o fato da mulher vermelha já ter aparecido sem o colar no episódio “Mockingbird”, enquanto tomava banho na presença de Selyse (vale a pena rever a cena). Sinceramente, qualquer possível furo de roteiro fica pequeno diante de tamanha surrealidade. Seja qual tenha sido a justificativa que você inventou para passar por cima do descuido dos produtores… se são as poções, ou a própria fé da Melisandre que seguram o feitiço… o importante mesmo é o peso, e o significado da revelação (uma teoria antiga, que provavelmente foi o primeiro spoiler dos futuros livros para nós, fãs dos livros).

Qualquer que seja a crise de fé pela qual Melisandre esteja passando agora, esse certamente será o componente chave para que ela procure descobrir se possui ou não a habilidade necessária para trazer Jon de volta dos mortos, como Thoros de Myr fez com Beric Dondarrion na terceira temporada.

Fora isso, esse foi um dos maiores momentos de Carice van Houten até agora, ainda que ela não tenha dito uma palavra. Assim como Cersei, Melisandre está passando pela sua própria caminhada da vergonha, e o resultado disso, bem… só as chamas podem dizer.


Para ler mais sobre o mistério da sacerdotisa, clique aqui. O Podcasteros do episódio deve sair em breve!

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