Análise do episódio 5.05: “Kill the Boy” (com spoilers dos livros)

ATENÇÃO: O texto abaixo contém spoilers de TODOS os livros já publicados das Crônicas de Gelo e Fogo. Se você é fã exclusivo da série, melhor aguardar a análise SEM SPOILERS, que deve estar saindo daqui a pouco. Você foi avisado.

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O controverso quinto episódio da quinta temporada de Game of Thrones, escrito pelo elogiado Bryan Cogman (com intervenções de Benioff e Weiss, segundo ele) e muito bem dirigido pelo estreante na série Jeremy Podeswa, adaptou os seguintes capítulos dos livros: Samwell IV (OFdC), Samwell I (OFdC)/Jon II (ADdD), com elementos de Jon III, Jon XI, e Jon XIII (ADdD), Fedor III (ADdD), Daenerys V (ADdD), e Tyrion V (ADdD). Na análise também falamos de outros capítulos, devidamente citados.

Vamos lá?

Meereen

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Primeiramente, por que chamar Barristan de “O Ousado” se, na série, a única coisa ousada que ele fez foi cruzar meio mundo para salvar Daenerys de uma mantícora? Sem querer ser chato, mas se existe uma mudança na adaptação que eu ainda não consegui engolir, foi a morte física e identitária do sor Vovô. Mesmo que ele morra futuramente nas Crônicas (o que é bem provável, já que “todos os homens devem morrer” e Martin já indicou que começaria a matar personagens com ponto de vista), eu duvido que seja dessa forma: Morto em um beco por um bando de covardes usando máscaras (até por que, quem usa máscaras nos livros são as Bestas de Bronze, ironicamente, para esconderem suas identidades dos Filhos da Harpia). Não é um funeral de alguns minutos que vai fazer com que eu me sinta diferente a respeito disso.

Algumas pessoas criticaram o desempenho de Emilia Clarke na cena da despedida por ela ter derramado uma única lágrima, sem nenhum traço de emoção. Eu não me considero um expert no assunto, mas, embora concorde que ela não seja (nem de longe) a melhor atriz da série, eu gostei de alguns momentos proporcionados pela mesma ao longo das temporadas. E acho compreensível que um governante tente esconder os sentimentos na frente dos outros (mesmo que os “outros” na cena sejam membros confiáveis de sua corte), ainda mais na situação de Daenerys, que está tentando se estabelecer e não pode demonstrar fraqueza. Em “A Dança dos Dragões”, por exemplo, se tem uma frase de efeito que a personagem repete como um mantra é “o sangue do dragão não chora”.

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Missandei e Verme Cinzento. Que conceito. Pessoalmente, eu prefiro que os produtores acrescentem elementos à narrativa ao invés de tirá-los. Especialmente quando isso dá a chance de vermos personagens queridos crescerem mais do que na obra original. Ainda mais se os personagens em questão são interpretados por atores tão competentes, que parecem entender seus papéis mais do que outros de maior destaque dentro do mesmo núcleo, como Michiel Huisman (Daario) e a supracitada Emilia Clarke. Em contrapartida, essas pequenas tramas paralelas acabam tomando o lugar de plots mais importantes. Não é que eu não tenha gostado da cena. Foi até bonita, inocente e etc., mas o beijo já poderia ter acontecido há muito tempo.

Nos livros, a maior atrocidade que Daenerys comete contra os nobres de Meereen é permitir que Skahaz mo Kandaq, líder das Bestas de Bronze, torture um homem e sua filha por informação. Contudo, a sequência fez bem em apostar no exagero e na atmosfera meio horrorshow que certamente serviu para assustar os mestres e, talvez, até alguns telespectadores.

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Não podemos dizer que esse foi o melhor momento de Daenerys na série, mas com certeza foi melhor do que tudo que ela tem nos mostrado ultimamente. Originalmente, é Galazza Galare, a Graça Verde, quem sugere o casamento com Hizdahr, a fim de estreitar os laços entre a rainha e seus súditos. Fazer com que essa ideia parta diretamente de Dany (com o suporte de Missandei) certamente foi uma forma de empoderamento – o pode ser encarado como um outro pedido de desculpas dos roteiristas por alguns momentos vacilantes (e até mesmo vergonhosos) da personagem na série. É preciso coragem para se reconhecer um erro.

Castelo Negro

Foi legal como as notícias sobre Daenerys serviram de ponte para a transição entre as duas cenas, embora seja muito improvável que aquele tipo de informação chegasse à Muralha senão por uma conveniência do roteiro. Repararam que Jon Snow entrou na biblioteca justamente quando Aemon declara que Dany é “uma Targaryen sozinha no mundo”? Acho que já entendemos o recado, HBO.

No Festim dos Corvos, Aemon realmente descobre sobre Daenerys e seus dragões e até acredita que ela seja o “príncipe prometido” das profecias. É claro que isso acontece em um contexto muito diferente, quando o meistre, Sam, Gilly, o cantor Dareon e o bebê de Mance Rayder estão em Bravos, a caminho da Cidadela.

Aliás, o título do episódio, “Kill the Boy”, também seria uma ótima referência ao plot que envolve Melisandre, Aemon e o filho de Dalla – se ele estivesse na adaptação. Mas ainda acho possível que vejamos a Cidadela em algum momento. Assim como os Homens de Pedra (e o Escamagris) foram referenciados incansavelmente antes de aparecerem nas telas, Vilavelha tem surgido com frequência nos diálogos da série. Dessa vez, em meio aos comentários machistas dirigidos a Gilly, Sam menciona seu desejo de se tornar um meistre, algo que ele também expressa nos livros. Seu encontro com Stannis também acontece no Festim, onde o rei faz observações a respeito de Randyll Tarly e demonstra interesse no uso do vidro de dragão para combater os Caminhantes Brancos.

E vocês? Acham que Sam ainda irá para a Cidadela? Sinceramente, eu não vejo muitas outras opções para o futuro do Matador. Talvez, com a iminente morte de Aemon, Jon decida transformar Sam em seu meistre, o que requereria o treinamento adequado. Pode ser que a viagem dele aconteça ainda nessa temporada, e que ele só alcance seu destino no ano que vem… Ou pode ser que David e Dan decidam mata-lo para chocar os leitores dos livros (não seria a primeira vez). Enquanto não sabemos o que acontece, continue lendo Samwell Tarly.

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Voltando ao Aemon, o conselho que ele deu ao Jon foi, basicamente, aquilo que lemos em Samwell I e Jon II (de O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões, respectivamente), quando ele se despediu do novo Senhor Comandante. A única coisa que fez falta foi a menção ao rei Aegon V, o que teria sido um presente para os fãs das aventuras de Dunk e Egg. Suponho que o tempo, mais uma vez, tenha sido o maior obstáculo, embora esse episódio tenha sido um dos mais longos da série até então.

– Permita-me dar o meu último conselho, senhor. O mesmo conselho que eu dei ao meu irmão quando nos separamos pela última vez. Ele estava com trinta e três anos e meio quando o Grande Conselho o escolheu para sentar no Trono de Ferro. Um homem adulto com seus filhos próprios, mas em alguns aspectos ainda um menino. Egg tinha uma inocência nele, uma doçura que todos nós amávamos. Mate o menino dentro de você, eu disse a ele no dia em que tomei o navio para a Muralha. É preciso de um homem para governar. Um Aegon, e não um Egg. Mate o menino e deixe o homem nascer. Você está com metade da idade que Egg estava, e seu próprio fardo é mais cruel, eu temo. Você terá pouca alegria no seu comando, mas eu acho que você tem a força para fazer as coisas que devem ser feitas. Mate o menino, Jon Snow. O inverno está quase em cima de nós. Mate o menino e deixe o homem nascer.

(Jon II, em “A Dança dos Dragões”)

Importante notar que esse ensinamento ressoa diferente na série, onde Jon sempre foi algo mais próximo de um adulto, diferente de sua contraparte nos livros, que tinha 14-15 anos quando se juntou à Patrulha. Dentro desse quadro, “matar o menino” pode significar que o bastardo agora precisa lidar com a responsabilidade de não responder a mais ninguém. E ele foi rápido, como a cena seguinte fez questão de mostrar.

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Embora eu ache que foi um pouco cedo para trazer Durolar à tona, já que os patrulheiros só devem pisar lá pelo oitavo episódio, eu gostei de ver como Snow enfrentou o Terror dos Gigantes, que, nos livros, também só negocia com ele mais tarde, e em diferentes condições. A questão dos navios de Stannis também foi uma invenção da série já que, originalmente, Jon usa os barcos da própria Patrulha e alguns emprestados pelo banqueiro Tycho Nestoris (que não está na Muralha da série simplesmente por que Stannis não precisa dele).

É claro que o roteiro deu uma ajudinha, mas foi engraçado ver como Kit Harington conseguiu impor presença ao contracenar com o incrível Tormund de Kristofer Hivju, algo que nem o Mance Rayder do veterano Ciáran Hinds foi capaz de fazer. Gostei também de como a série usou a morte de Pyp e Grenn para que Edd Doloroso se opusesse abertamente a Snow enquanto nos livros, onde Pyp e Grenn continuam vivos, Edd é um dos mais fiéis partidários (e intendente) do Senhor Comandante.

Os produtores são tão ridiculamente previsíveis no uso de chavões, que eu sou capaz de apostar no menino Olly como aquele que desferirá o golpe fatal (?) em Jon quando a hora chegar. Talvez você devesse matar esse menino, Jon Snow. A conversa que eles tiveram deu mais força à essa teoria, embora Bowen Marsh esteja presente na série, e tenha até recebido uma fala nesse episódio – fala precisamente retificada por Stannis, em outro clichê já usado no episódio “Garden of Bones”.

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Foi meio angustiante ver Stannis partir levando Melisandre, Shireen, Davos e Selyse – que não acompanham ele no livro. Sem a mulher vermelha na Muralha, quem irá salvar Jon das “adagas na escuridão”? Shireen servirá como sacrifício para o Senhor do Fogo? Davos continuará esculpindo objetos em madeira? Por outro lado, foi bacana ver Stannis deixar a Muralha como um herói que pode (ou não) acabar salvando o Norte. Até a música tema do rei ganhou uma versão mais… vitoriosa. A junção e consequente expansão dos núcleos de Castelo Negro e Pedra do Dragão certamente foi um dos maiores acertos dessa temporada.

Winterfell

“Kill the Boy” é também uma possível referência à gravidez de Walda Gorda e à ameaça que isso representa para o futuro marido de Sansa. No “Dança”, a única menção a um outro herdeiro vem das divagações de Roose Bolton em Fedor III, onde ele confessa a Theon que qualquer bebê nascido de seu novo casamento provavelmente será assassinado por Ramsay, assim como seu filho legítimo, Domeric, que muito provavelmente foi envenenado pelo bastardo. Também é a Theon que Roose conta a história da mulher do moleiro já que, nos livros, Ramsay sabe muito bem de onde veio, e talvez por isso ele seja o que é.

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Portanto, o uso que Roose faz da gravidez de Walda para alfinetar Ramsay e fazer com que ele se sinta inseguro é uma nova caracterização da série, mas que teve muito sentido. Roose sabe que o filho é melhor quando tem algo a provar, e isso lembra muito o que Tywin Lannister fazia com sua prole. Aliás, até nisso a situação atual de Sansa lembra muito a que ela viveu em Porto Real. A cena do jantar foi um retrato quase perfeito das muitas refeições que presenciamos enquanto Sansa ainda estava sob o poder daqueles que mataram seu pai. Agora, ela pode estar na sua própria casa, como convidada de honra do homem que matou seu irmão e sua mãe, mas ainda parece uma prisioneira.

E uma prisioneira precisa de uma salvadora.

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Em A Fúria dos Reis, vimos uma Sansa ingênua e crédula ser iludida pelas promessas do bobo Dontos Hollard, que ela carinhosamente apelidou de “meu Florian”, comparando-se à Jonquil das canções. Esse foi um dos muitos arcos interessantes escritos pelo Martin que não tiveram chance de uma adaptação decente na TV. Na série, Sor Dontos foi, por vezes, desempenhado pelo próprio Mindinho e só mais tarde – tarde demais, eu diria – por uma versão caricata e menos trágica de si mesmo (mais um exemplo dos clichês apontados acima).

Parece que dessa vez os produtores terão a chance de transformar Sansa na típica “donzela na torre” (literalmente), e terão até um Bosque Sagrado. Quem será o Florian dessa canção? Brienne? Theon? Os dois? O fato de Brienne usar os nortenhos leais aos Starks como mensageiros é meio arriscado, mas sempre rende boas cenas, assim como a do encontro de Sansa e Fedor, ou aquela em que ele pede desculpas por ter matado Bran e Rickon. O que Sansa faria se descobrisse que os irmãos estão vivos? Provavelmente nada, assim como Jon. Mas é uma boa questão para se ter em mente.

Repararam como Catelyn foi referenciada várias vezes nesse episódio? Fora os diálogos sobre costura com Myranda, quando Sansa se aproxima do lugar onde Bran caiu, vemos o mesmo enquadramento utilizado em “The Kingsroad”, na cena em que Cat vai à Torre Quebrada investigar o motivo da queda. Até o figurino de Sansa em vários momentos se assemelhou aos da mãe. Mas preferíamos ter Coração de Pedra.

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Valíria

Em A Dança dos Dragões, quando Tyrion está navegando pelo Rhoyne a bordo do Donzela Tímida, ele passa por um local chamado Os Sofrimentos e lá encontra os Homens de Pedra, antes mesmo de chegar a Volantis. Esse é um trecho do livro que eu nunca imaginei ser adaptado para a série, e nesse episódio a produção fez tudo muito bem. Acredito que tudo teria sido um grande presente para o público leitor, mesmo com a ausência de Griff, Aegon e cia. afinal de contas, os diretores de arte criaram uma paisagem extremamente fiel à descrição das ruínas de Chroyane – uma cidade Rhoynar destruída pelos dragões de Valíria, onde Tyrion realmente está quando encontra os Homens de Pedra na Ponte dos Sonhos (que na série foi brilhantemente substituída por um antigo aqueduto). O problema é que os produtores teimaram em fazer daquele lugar as ruínas da própria Valíria.

Quem leu sabe que ninguém jamais conseguiria atravessar as ruínas de Valíria com um barquinho. Nos livros, é como se fosse uma espécie de Triângulo das Bermudas, onde quem entra jamais consegue sair, como foi o caso de Gerion Lannister e de tantos outros navegadores que se atreveram a formar expedições para buscar riquezas perdidas no meio daquilo que restou depois da Perdição, que foi um cataclisma provavelmente causado pela erupção simultânea de quatorze vulcões chamados As Quatorze Chamas. Esse desastre não só causou o colapso da Cidade Franca como ainda dividiu a península valiriana em várias pequenas ilhas e criou o Mar Fumegante entre elas, uma área que agora dizem ser “assombrada por demônios”.

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Apenas as estrelas mais brilhantes eram visíveis, todas a oeste. Um brilho vermelho embotado iluminava o céu a nordeste, a cor de uma ferida sangrenta. Tyrion nunca havia visto uma lua tão grande. Gigantesca, inchada, parecia que tinha engolido o sol e acordado com febre.
– Que horas são? – perguntou para Moqorro. – Aquilo não pode ser o amanhecer, a menos que o leste tenha se movido. Por que o céu está vermelho?
– O céu está sempre vermelho sobre Valíria, Hugor Hill.
Um calafrio desceu por suas costas.
– Estamos próximos?
– Mais próximos do que a tripulação gostaria.
(…) Nenhum homem livre iria de bom grado até um navio cujo capitão falava abertamente de suas intenções de navegar no Mar Fumegante.
– São os fogos das Catorze Chamas refletidos nas nuvens que estamos vendo?
– Catorze ou catorze mil. Que homem ousaria contá-las? Não é sensato para os mortais olharem tão profundamente para essas fogueiras, meu amigo. Aquelas são as fogueiras da ira de deus, e nenhum fogo humano pode se comparar a elas. Nós, homens, somos criaturas pequenas.
– Alguns são menores do que outros.
Valíria. Estava escrito que, no dia da Condenação, cada colina em um raio de oitocentos quilômetros tinha se partido, enchendo o ar com cinzas, fumaça e fogo, chamas tão quentes e famintas que até os dragões no céu foram engolidos e consumidos. Grandes fendas se abriram na terra, engolindo palácios, templos, cidades inteiras. Lagos ferveram e se tornaram ácidos, montanhas explodiram, fontes ardentes expeliram rocha derretida a trezentos metros de altura, nuvens vermelhas fizeram chover vidro de dragão e o sangue negro dos demônios, e, no norte, o solo se fragmentou e desabou, e o mar feroz invadiu tudo. A cidade mais orgulhosa do mundo se foi em um instante, seu fabuloso império desapareceu em um dia, e as Terras do Longo Verão queimaram, afogaram e ruíram.

(Tyrion VIII, em “A Dança dos Dragões”)


Todos os presentes sabiam que a Destruição ainda reinava em Valíria. Ali, o próprio mar fervia e fumegava, e a terra fora invadida por demônios. Dizia-se que qualquer marinheiro que sequer vislumbrasse as montanhas de fogo de Valíria erguendo-se acima das ondas sofreria em breve uma morte terrível, e, no entanto, Olho de Corvo estivera lá e regressara.

(O Pirata, em “O Festim dos  Corvos”)

É claro que todo esse papo envolvendo demônios não deve passar de superstição, mas a descrição acima mostra que a Valíria original é bem diferente daquilo que foi mostrado na série. Você pode até dizer que “a série é a série, e os livros são os livros”, mas lembre que, na própria série, Tyrion fala que “A Perdição ainda ronda Valíria” e, na segunda temporada, quando Daenerys estava em Qarth, ela encontra Quaithe fazendo uma tatuagem nas costas de um homem para protegê-lo daquelas águas amaldiçoadas. E o que dizer de um Mar Fumegante que não é nem mar, nem fumegante?

Talvez a escolha dos produtores de transformar Chroyane em Valíria possa ser explicada pela surpreendente aparição de Drogon, algo que não acontece dessa forma no cânone, mas que pode ter sido baseada no trecho abaixo, onde o Tyrion tem a impressão de ver algo sobrevoando o Donzela Tímida.

“Uma figura meio oculta passou por suas cabeças, pálidas asas de couro batendo no nevoeiro. Tyrion esticou a cabeça para ver melhor, mas a coisa sumira tão repentinamente quanto aparecera”.

(Tyrion III, em “A Dança dos Dragões”)

O termo “asas pálidas” meio que descarta a possibilidade da figura oculta ter sido Drogon, que, como todos sabemos, é preto. Mas mostrá-lo na série justamente quando Tyrion declara que as ruínas foram tudo que restou do antigo império serviu para mostrar aos telespectadores (e ao próprio personagem) que não é bem assim. Valíria ainda continua viva em Daenerys e seus filhos – uma mãe de dragões que, ironicamente, também está lutando para derrubar uma harpia.

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Apesar de todas essas inconsistências, que irritaram bastante alguns fãs puristas das Crônicas, em termos de produção, a sequência foi bem sucedida. O poema recitado por Jorah e Tyrion (que Cogman afirmou ter sido uma criação de Benioff e Weiss para a série) foi um belo toque, além de mostrar o quanto essa dupla tem em comum.

They held each other close and turned their backs upon the end. The hills that split asunder and the black that ate the skies; The flames that shot so high and hot that even dragons burned would never be the final sights that fell upon their eyes. A fly upon a wall, the waves the sea wind whipped and churned. The city of a thousand years, and all that men had learned. The Doom consumed it all alike, and neither of them turned.


Abraçados um no outro, deram as costas para o fim. Os montes que cindiam, a fumaça que engolia os céus, e as chamas altas e quentes que queimavam até dragões não seriam a última imagem que seus olhos enxergariam. Uma mosca na parede, as ondas do mar que faziam a brisa estalar, a cidade de mil anos e tudo que os homens aprenderam. A Perdição os consumiu indistintamente, e nenhum deles resistiu.

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Originalmente, os Homens de Pedra parecem ser bem mais organizados e, talvez por isso, até mais assustadores. No livro é dito que eles têm até um líder, o Senhor da Mortalha. Mas como eu disse antes, foi uma grata surpresa vê-los na série, então não quero ser muito rabugento quanto a isso. A cena de luta no barquinho deve ter sido extremamente difícil de fazer, mas ainda assim achei muito bem coreografada, e o modo como Tyrion caiu na água e foi atacado por uma das criaturas, tudo isso seguido pelo fade out, realmente lembrou muito o final de Tyrion V.

A cena final, naquela praia belíssima que deve ficar em lugar no sul da Espanha, foi um exemplo de atuação, direção e roteiro. Seguir andando pelo Caminho do Demônio não é uma das melhores ideias, mas veio do mesmo cara que decidiu enfrentar Valíria e os Homens de Pedra para fugir de piratas.

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Dar a Mormont o fardo que seria de Jon Connington foi uma decisão cruel dos produtores se levarmos em consideração que o cavaleiro já carrega sua própria cruz. Eu me pergunto se isso tem alguma finalidade no roteiro, além do drama, é claro. Será que Jorah levará a escamagris para Meereen no lugar do fluxo sanguíneo que toma conta da cidade nos livros? De qualquer forma, se o surto da doença realmente acontecer, será Tyrion (como o novo Mão da Rainha) que irá lidar com ele na sexta temporada.

A interpretação de Iain Glenn nos segundos finais do episódio foi de emocionar qualquer um. Pensando bem, a doença combina bem com Jorah, um personagem que é trágico por essência. Agora, ele não tem mais nada a perder.

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Longos silêncios e um soco de vez em quando. Esse é o estilo Mormont.

Enfim, “Kill the Boy” – que muitos fãs dos livros estão chamando carinhosamente de “kill the books” – falhou lamentavelmente enquanto adaptação, assim como seus quatro antecessores. No entanto, diferente dos outros, esse foi salvo por tecnicalidades como fotografia, direção e algumas joias espalhadas pelo roteiro que fizeram dele, se não um bom episódio, pelo menos um dos mais notáveis da série.


A maioria dos gifs usados para ilustrar essa análise foram encontrados no recap do site winteriscoming.net.

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  • Anderson Lima

    Acho que como adaptação, a série já falhou a muito tempo. Veja bem, não estou dizendo que a série é ruim, muito pelo contrário. Só estou dizendo que já está distante dos livros e deveríamos parar de tentar comparar.
    Em termos de Jon Snow, acho que muita gente vê o que quer ver nessa supostas “dicas”. Podem nem ser dicas sobre a teoria da paternidade, mas muitos ficam procurando coisas que na verdade não existem.
    Considerando o corte do Mãos Frias e também da Senhora Coração de Pedra eu realmente não imaginava que eles fossem mostrar os homens de pedra na série, por isso fiquei muito feliz quando decidiram adaptar essa parte.
    Enfim, o que mais espero é um final surpreendente com a Dany voando para longe encima do seu dragão.

  • Rodolfo Basso

    Ótima análise, como sempre, parabéns.
    Em relação a Daenerys, na minha visão, tanto nos livros como na série ela não tenta provar seu valor só para os outros, está constantemente tentando convencer a si mesma que é A última Targaryen, Quebradora de correntes, etc,etc,etc, que merece tudo isso, e também não acredito que tudo que ela faça que agrade mais ao público ou pareça mais correto seja um pedido de desculpas dos roteiristas, simplesmente a construção de uma personagem extremamente complexa.
    Já a muralha com o núcleo de Stannis é ótimo, acrescentou muito, foi incrível. E também não concordo com clichê de repetição de roteiro na correção da gramática, é apenas um homem muito sistemático e obstinado. Adoraria que a cidadela aparecesse e que Aemon vivesse para sempre.
    Acho incrível todo o arco de Winterfell.
    A série com todos os milhões de cortes já é quase impossível de se manter a par caso não seja leitor, dizer que aquele riacho calmo e ruínas apenas “assombradas por superstição” é Valíria é completamente compreensível, sei lá, aproveita a fotografia, a atuação, a computação, a maquiagem, só aproveita. E não tinha como o episódio acabar com Tyrion se afogando, a escamagris de Jorah não teria o mesmo impacto no início do próximo episódio.

  • Fernando Moacir Rizzi

    Não me incomoda as mudanças em relação aos livros, quando bem executado, é até legal. Neste episódio gostei, já no caso das serpentes de areia, Jaime em Dorne, a morte do Sor Vovô, achei fraco.

  • Lua Morena Rocha

    “mas se existe uma mudança na adaptação que eu ainda não consegui engolir, foi a morte física e identitária do sor Vovô. ”
    Tirou palavras da minha boca, sor rs
    E acrescento o iminente casamento de Sansa e Ramsay.

  • Letícia

    Não acho que a série falhou na adaptação dos livros. Não gostar de algo é uma coisa, dizer que é ruim é outra. “Kill the books and let the series fan be born”.

  • Letícia

    Não entendi a parte do Tyrion ver outro dragão que não Drogon…pq não seria? Quando eu li isso, entendi que as asas pálidas eram em função da neblina, ele mal viu a coisa. Tudo indica que era Drogon sim, até pq estavam a caminho de Mereen. Mas o que isso sugere, que existem outros dragões? Pelo que eu lembre, isso acontece quando Viserion e Rhaegal ainda estão presos e se não era Drogon…quem era?

  • Devanil Júnior

    Eu sei o quanto deve ter sido difícil pra você, Rafael, ter escrito essa análise em que a série ficou tão diferente dos livros hehe Por isso, agradeço =P

  • Devanil Júnior

    Eu não entendo como ainda relativizaram a cena da Valíria. Eu fiquei pulando feito um louco falando: “CARAMBA MELHOR CENA DA SÉRIE”. Talvez por já ter me desprendido do sentimento de ver relação com o livro, pude aproveitar toda a grandeza desse cena. O poema, o dragão, Os Homens de Pedra dando aquele suspense, a sensação de “como o tempo passa para todos, até os mais grandiosos”…

    O dragão sobrevoando sua cidade, sua origem. Cara, isso é lindo demais.

    E o Tyrion caindo na água? No livro foi o capítulo que mais me deixou em choque com a possibilidade. Mais que no Casamento vermelho, porque lá eu só fui me tocando que realmente era o fim com o passar dos capítulos e nada do nome da Catelyn no título. O Tyrion parece que realmente tinha morrido. Pena que não dá pra reproduzir isso na série (ter acabado quando ele foi puxado, pq todos sabem que ele não iria morrer, não deu clima pra isso).

    E meus sentimentos quanto ao Mormont você descreveu perfeitamente. O cara nasceu pra sofrer. Agora ele pode morrer pela sua causa. Espero que ganhe um perdão antes disso ocorrer.

    É isso que eu falo de dar uma chance pra série: com tanta neura de querer que ela seja totalmente fiel aos livros, perdemos a sua própria beleza em busca dos “erros”.

  • Bel Ribeiro

    Eu vejo a correção na gramática, no mesmo episódio em que ele manda Sam continuar lendo, como uma forma de mostrar que Stannis pode ser um homem da guerra mas que também é um homem culto, que dá valor à educação e que vai usar o conhecimento como arma ao (tentar) ganhar a guerra. Meistres rodando em Pedra do Dragão e fanatismos religiosos à parte.

  • wildfire35

    Gosto muito das suas analises Rafael , mas nesta acho que vc foi muito amargo, esta parecendo os puristas que querem a serie seja 100 % igual aos livros.

    Eu por outro lado já aceitei a tempo, que a serie é apenas inspirada nos livros, desta maneira aproveito melhor, e continuo curtindo muito esta temporada.

  • Isabella de Paiva

    sdds cometários sem spoilers :(( </3

  • wons noj

    Analise muito bem escrita de um episódio que foi um pé no saco :v
    realmente não tinha chamar o sor barristan do seriado de “o ousado”, mas acho que os produtores tão cagando e andando pra detalhes como esses, por exemplo, como o seu jóra salvou o tyrion E COMO QUE O TYRION NÃO FOI CONTAMINADO COM ESCAMAGRIS TAMBÉM IGUAL AO SEU JÓRA?? não seria melhor o episódio ter acabado naquela cena o no próximo mostrar jóra salvando ele? tipo a dany falando com os dragões no idioma comun no primeiro episódio, os martell chamando a myrcella de “garota lannister” sendo que no contexto da história eles deveriam imaginar que ela é uma baratheon, o bebê da gilly que não cresce enquanto os dragões tem o dobro do tamanho que tinham antes..
    quanto furo, os caras colocam efeitos especiais fodas, investem milhões por episódio e deixam detalhes simples como esses inespiclados.

  • wons noj

    Gente, como o tyrion não foi contaminado também com a escamagris?? quer dizer, como seu jóra salvou ele? antes do tyrion ser salvo o homen deveria ter tocado nele tbm

  • Niculas

    Rafael, Ótima analise!!!! Uma coisa que gostaria de lembrar é que esse episódio me fez sentir lendo o inicio da Dança – lógico que não comparo o enredo – mas o fato de ver os pontos de vista do Jon, Tyrion, Dany e Fedor…

  • leandrosr

    Quando eu li, eu imaginei que podia ser uma outra criatura qualquer, não exatamente um dragão, já que drogon estaria bem maior e acredito que mesmo com a neblina ele chamaria mais atenção.

  • leandrosr

    Ano que vem Isabella vai ser tudo sem spoilers… o.O

  • leandrosr

    Talvez não tenha tido contado com pele, talvez Tyrion tenha um pouco mais de “anti-corpos”, talvez tenha sido por causa da água e dele quase ter morrido afogado. Se fosse pra vc responder o que acha que séria a causa? Gente vamos parar de ficar apontando furo pra tudo que é lado e tentar achar uma resposta, nem tudo pode ser jogado na cara o tempo todo.

  • Letícia

    O Tyrion tb não pega escamagris nos livros…e qual a explicação????

  • Letícia

    Outra criatura com asas de couro? E pq? A narrativa fica sem sentido de não fosse um dragão. Era um dragão. Obviamente Drogon.

  • jean

    Não sei o que a série tem que fazer para ser uma boa adaptação mais. Pra mim era contar a história mantendo a essência e sua mensagem, para os outros parece que tem que ser fiel até mesmo nos aspectos ruins…

    Estou gostando muito da temporada, um ou outro quesito precisa ser melhorado( como o ritmo), mas de resto acho tudo muito bem planejado e executado. As discussões políticas que estão sendo propostas e a evolução dos núcleos é bem mais interessante que o fato de haver ou não tubarões em Dorne…

    Não tem jeito, os livros 4 e 5 não contam uma história que se encaixaria no formato televisivo, são dezenas de personagens e lugares novos atirados em milhares de páginas… Nem tudo funciona, mas em termos de erros e acertos eu ainda acho o saldo absolutamente positivo.

  • Leo Guedes

    No fim senti que Rafa ficou com algo engasgado …

  • Roberto

    Olá Rafa. Como sempre mandando muito bem. Tirando a morte de Sir Vovo, que já comentei que não teve nada a ver, o episódio em geral me agradou. Dany dando uma de macho agora? Filha, passou da hora! Gostaria de ver a sua coragem como a última cena do último episódio da primeira temporada, quando ela mandou amarrar a bruxa pra ser queinada junto com ela. Muita coisa pra acontecer em apenas 5 episódios faltantes. Abraços

  • Thaian Gomes

    Poderia ser um outro dragão que ninguém sabe que existe pq as pessoas não costumam ir naquela região onde ficam os homens de pedra.

    No conto “A Princesa e a Rainha” existem vários dragões selvagens (sem dono) e nem todos estavam mortos no fim da história. Pode ser que algum deles se refugiou e continua vivo. Outra hipótese eh que algum ovo de dragão pode ter chocado por ai. O mundo está voltando para uma era de “magia aguçada” e isso poderia proporcionar o nascimento de mais dragões.

  • Nikolas M. Fortes

    Há várias teorias sobre isso. A série esta jogando na cara da audiência a teoria mais forte sobre Jon, mas ate agora não fez o mesmo sobre Tyrion, mas vai saber …

  • Adriano

    Sempre levei em consideração que “as pálidas asas de couro” fossem de outra criatura ou outro Dragão.

  • Nunca ví nenhum problema com a atuação da atriz que interpreta a Daenerys Targaryen, vou tentar prestar mais atenção.

  • Thaian Gomes

    Acabei de encontrar essa frase supostamente dita pelo George R. R. Martin:

    “There are no more dragons known to exist… but this is a medieval period, and large parts of the world are still terra incognita, so there are always tales of dragon sightings in far off mysterious places. The maesters tend to discount those.”

  • Roberto Pereira

    Rafael, desta vez deu pra sentir tua dor. Nem um episódio tão bom como este (IMO claro. Ngm é obrigado a concordar) conseguiu tirar algum elogio seu. Ao que parece, essa quinta temporada tem sido só de desgostos pra vc. E a julgar como vc conhece profundamente cada detalhe da imensa trama contada nos hiperdetalhados 5 livros, imagino que a cada mudança mais ou menos radical de cenário, local, personagem que não aparece ou aparece errado deve te doer tanto quanto as facadas estilo “até tu Brutus” que irão (será?) atingir o Lorde Comandante na última cena dessa temporada.

    E aí chego a conclusão de que quanto mais as pessoas são fãs dos livros, cada vez menos elas conseguem gostar da série. Não é o meu caso. Achei os primeiros 3 livros muito bons, e os dois últimos uma enrolação sem fim. Provavelmente tenha essa impressão por não ter conseguido os ler com a devida atenção e tempo. Mas é a sensação que tenho. Martin descobriu uma mina de ouro – principalmente depois que a HBO fez a série e decidiu esticar a corda o máximo que puder. Era uma trilogia, virou cinco, virou sete e torçamos que não virem 10. rs

    Última coisa, acho que já elogiei tanto seus reviews nesse 5 anos que vc deve até desconfiar alguma intenção ‘sequiçual’ por trás kkkkkk (brinks), então uma pequena crítica. Amigo: pra que tanto GIF? Isso até distrai do teu excelente texto e não acrescenta nada. Teu texto ficou soterrado com um GIF a cada parágrafo. Não precisa, tuas análises – concordemos ou não com elas -, são boas o bastante pra dispensar tanto enfeite.

  • Adam Henrique Freire

    Acho que a partir daqui não leio mais comentários com spoiler (eu detesto essa idéia de spoiler) dos livros. Até por que os livros já não soltam spoiler na série por que já não tem mais o mesmo conteúdo. Assim eu pergunto, na sexta temporada, quando os livros ultrapassarem a série e as similaridades narrativa entre ambos se tornarem bem menores, como vocês vão fazer essa analise? Compararão os livros e a série para dizer como um trata determinado núcleo narrativo melhor que o outro mesmo estando cientes da gritante diferença de estrutura narrativa de uma série de audiovisual e de um compêndio de literatura pop? Com todo respeito, eu não vejo muito sentido nisso… Você escreve essas análises muito bem Barcellar, mas acho que quando foca nas “inconsistências da série em relação aos livros” fica um tanto chato pois essas “inconsistências” não são justas, o personagem Barristan dos livros é legal, é bem construído, assim como boa parte dos personagens não principais são bem construídos e vivem em um contexto mais amplo, se fosse ao contrário As Crônicas não seriam um bom compêndio, ou seriam só mais um livro de fantasia como uma 16 luas com personagens rasos e mitologia fajuta e mal explicada ou Hemlock Grove que conseguiu uma história em que todos os personagens fossem insuportáveis. Não As Crônicas não são assim…São livros de mitologia densa e complexa que deixam claro que o mundo em que a história se passa é bem maior que a própria história em si. Já numa série de audiovisual , não dá, não dá para transcrever em imagens o quanto o Barristan é ousado nos livros, mas eu acho que quem prestou atenção achou ele ousado nas cenas de ação, e honestamente, se eles matarem o núcleo inteiro de Meereem e sobrar só a Daenerys ainda vai ter história o suficiente e ninguém que não leu os livros se importa… Entre os que não leram os livros ninguém se importou com ele nem com a morte dele. Honestamente, ninguém nem se lembrava dele quando saiu na segunda temporada. Esse tipo de coisa é que é a grande inconsistência da série em relação aos livros: excesso de personagens colocados na série no intuito de tentar ser o mais próximo possível aos livros. Isso causa uma série de problemas de narrativa que leva a construção de personagens cuja presença pode se tornar descartável ou mesmo um problema, fazendo com que personagens antes importantes nos livros não tenham qualquer justificativa na série de permanecerem. Existem mais personagens que ninguém vai lembrar: Rickon Stark (vão lembrar da Osha mas não dele), Yara/Asha e Balon Greyjoy (já deviam ter matado eles) o Peixe Negro, Thoros de Myr e a Irmandade sem estandarte (que só foi colocada para acrescentar história no arco da Arya). O que eles vão fazer com essa gente toda que é super interessante nos livros mas não na série? Exceção de Rickon todos eles devem ser descartados de forma que não vá agradar os puristas, mas para o contexto da série é bom enxugar a história, a audiência que não leu As Crônicas (imagino que maioria) não é obrigada nem a ler os livros nem a lembrar de todos os personagens de uma série de mais mil. Por isso eu penso que inconsistências da série devem ser da série, a morte do Barristan foi a de um personagem secundário pouco aproveitado que morreu tanto para enxugar a história (isso sim é muito ruim) quanto para dar motivações a um personagem central e assim desenrolar uma estória. Quanto mais personagens secundários eles colocarem só por que constam nos livros, mais coisas assim vão acontecer. Ou seja, a liberdade criativa dos autores da série é justa, bem justificada levando em consideração os recursos que dispõem, e bem vinda, uma vez que eles nunca realmente fizeram um episódio ruim e ao ser tolhida eles correm o risco de criar furos no roteiro. Eu li os livros até o Dança dos Dragões e não vou ler mais, vou ficar só com a série.

  • Roberto Pereira

    “o bebê da gilly que não cresce enquanto os dragões tem o dobro do tamanho que tinham antes..” hahahahaha verdade. Bem observado. Vai ver o tempo passa mais rápido em Meeren. kk

  • Muca

    Uma teoria para explicar isso seria que Tyrion seria um Targaryen, dizem que os Targaryens tem grande resistência a doenças comuns.

    “– Vossa Graça não deveria estar aqui, respirando esses humores negros.
    – Sou do sangue dragão – Dany lhe recordou – alguma vez já viu o um dragão com o fluxo?- Viserys sempre afirmara que os Targaryen eram imunes as pestilências que afligiam as pessoas comuns e, tanto quanto ela podia dizer, era verdade. Conseguia se lembrar de estar com frio, com fome e com medo, mas nunca doente.”

    – A Dança dos Dragões – capítulo 36, Daenerys VI.

  • ricardo dos santos junior

    Amigo excelente resenha parabéns!!!
    sinceramente para min este foi o pior episódio de toda a serie até agora.

  • Allan Lyra

    Realmente análise é maravilhosa e bastante detalhada.

    Humildemente discordo da análise feita ao nome do capítulo.

    Para mim quando o Meister fala para Jon, “kill the boy” ele quer dizer: pare de temer desagradar aos outros, ou se preocupar com que os outros vão achar de você e comece a fazer o que tem que ser feito doa a quem doer.

    Abraços,
    Allan

  • leandrosr

    Na cena em questão não vemos o que acontece com Tyrion em parte da interação com os homens de pedra assim como não vemos o que acontece com Jorah no fianl, mas aceitamos que algum homem de pedra deve ter tocado na pele dele mesmo sem ver. Não acho tão difícil acreditar que não tenham tocado na pele de Tyrion.

  • leandrosr

    Ok, foi a impressão que eu tive no momento em que li.

  • Priscila Brito

    Excelente análise, Rafael! Aguardo ansiosamente toda semana! Suas reviews enriquecem a experiência com a história. 🙂
    Infelizmente, não posso dizer o mesmo da série, que a cada semana mostra mais inconsistência. Como você disse, acho válido explorar mais alguns personagens cujo os atores são excelentes, como Olenna, Bronn, etc. O que não funciona é dar um tempo considerável em tela pro romance do verme cinzento com a Missandei e depois usar justificativa de falta de tempo pra outras cenas que acrescentam mais à história. Isso sem comentar o que fizeram com o Barristan e o Loras, por exemplo. A obra do Martin tem uma riqueza de detalhes tão bonita que fico triste em ver como a série peca tanto exatamente nesse ponto.
    A cena toda do Tyrion vendo o Drogon foi muito bonita, sim. A fotografia foi espetacular. Mas engolir que aquilo é Valiria? Não dá, né? O que custava dizer que era uma cidade Rhoynar destruída pelos dragões?
    Pra não dizer que só tenho reclamações da série, gostei do núcleo da muralha, do diálogo do Aemon com o Jon e do núcleo de Winterfell.
    Achei inteligente a sacada de mandar a Sansa pra lá, no lugar de trazer uma personagem que foi vista na primeira temporada e ninguém lembra. E ter novamente um Stark em Winterfell conforta nossos corações de alguma maneira. Queria coração de pedra, mas já que não teremos, espero que eles aproveitem esses personagens tão ricos (Sansa, Roose e Ramsay) de uma maneira interessante.

  • Alice

    Nossa, concordo muito com você Devanil. Eu já estou olhando a série da maneira como olhava na primeira temporada… Com curtição. Por que se for pra assistir assim, acompanhando com um sentimento de “desconfiança” a série, perde todo o prazer e a gente acaba não vendo mais nada… Só ficamos nos frustrando. Eu quero muito curtir a série, então preferi soltar isso de vez da minha cabeça. E eles fazem um trabalho maravilhoso.

  • Pati

    Na verdade pelos livros, só o contato com a agua (contaminada claro, já que os homens de pedra vivem naquele lugar e devem ter contato com a agua direto) já basta para pegar a doença, o Jon e o Tyrion ambos entraram na água, e por isso nos livros o Tyrion tbm suspeita ter pego a doença, mas acabou q não pegou, é um doença contagiosa mas claro q devem ter pessoas com genes imunes, como várias doenças que conhecemos. Aliás isso é apontado como uma pista na teoria de o Tyrion ser um Targaryen (acho possível), nunca se ouviu de um Targaryen que tenha pego essa doença, e como já ouvimos muito, alguns Targaryens são mais resistentes a doenças.

  • Letícia

    Concordo!

  • Letícia

    Pois é, mas olha as implicações disso. Nos livros o tempo todo é enfatizado que a magia voltou ao mundo pq os dragões nasceram. Se já tinha dragões antes, então pq toda essa narrativa. E qual o grande triunfo da mãe dos dragões se existem outros por aí…não faz sentido. A Dany se acha a última Targ e não é, acha que seus dragões são os únicos e não são… You know nothing Daenarys, é esse o objetivo???

  • PHSA

    Acho que não foi o Bowen Marsh que foi corrigido pelo Stannis. Se não me engano foi o Yarwick, o primeiro Construtor.
    Sobre os comentários do Sam em relação à Goiva, terei que discordar. Não achei machismo ali. Apesar dele ter tentado animar ela de uma forma bosta, que sempre é vista na ficção e até na vida, não achei que ele foi machista ao dizer que ela sabia fazer coisas simples, consideradas de dona de casa. O erro dele foi tentar dar atenção a esse tipo de tarefa quando ela visivelmente descobre que o mundo pode ser maior do que aquilo que conhecia, e parece que se decidiu a tentar algo diferente do que estava acostumada(ou era forçada). Uma mulher pode fazer coisas simples apenas, se ela quiser, assim como pode fazer grandes coisas como qualquer outra pessoa, se ela quiser, ou até uma mescla das duas situações, que é o mais frequente, mas claro, se ela quiser. E para evitar possíveis respostas chatas, sim eu tenho conhecimento de diversas situações em que a mulher é tangida a fazer isso ou aquilo de forma machista, e com tangida tbm quero dizer forçada mentalmente. Mas lembrem-se: essa é a minha opinião e eu não estou comentando a totalidade do machismo, mas as respostas do Sam à Goiva.

  • Bruno Lacerda Balbi

    Muito obrigado pelo show de analise novamente, Rafael. Discordei um pouco nas criticas mais pesadas, p.ex ser “ridiculamente previsível” o Olly ser o “até tú Brutus” do Jon. Assim como achei interessante ele ser o assassino da Ygritte, também achei condizente o arco dele ir nesse caminho. De qualquer jeito deve ser cansativo pra você, que precisa estar imerso nos livros semanalmente, engolir algumas forçações de barra e escolhas da série já que, obviamente o universo dos livros é incomparavelmente melhor.

    Minhas maiores críticas a série são quando tomam decisões que me parecem preguiçosas. Quase ouço um “shiiiiii… não pense…apenas aceite”. Será que o Stannis de verdade (dos livros) emprestaria a frota dele para o Jon utilizá-la em uma missão perigosa assim? Na série pareceu que ele estava emprestando as chaves do carro para o Jon usar na noitada, mas me parece um “big fucking deal” ele tomar essa decisão e só dizer “devolve, hein”. Por que a Patrulha não pode ter seus próprios navios? Seria tão absurdo ter uma cena em que dizem que a Patrulha tem alguns navios em Atalaialeste do Mar para serem usados? Acredito que isso foi parte do esforço para tornar o Stannis um personagem mais amado, mas me pareceu apenas uma decisão irresponsável.

  • Rodrigo Vieira

    Essa imagem comparando o enquadramento das cenas da Catelyn e da Sansa é editada? Não lembro de ter visto a silhueta do Bran de forma tão óbvia no episódio…

  • Eu não vi contato direto com a pele do Tyrion. O cara de pedra trocou na bota do Tyrion e por baixo da água. Talvez este seja o motivo…. ou então, a teoria do Tyrion ser imune por talvez ser targaryen. Eu nã osei se acredito muito nesta teoria

  • Gostei muito da resenha, como sempre gosto dos comentários que vcs do site escrevem sobre a série. Discordo de alguns pontos, talvez porque eu veja de forma diferente. Mas o texto está muito bom. Parabéns

  • leandrosr

    Acho que não é que a magia voltou por causa dos dragões. Os dragões voltaram por que a magia estava voltando.

  • leandrosr

    Foi só brincadeira, nao tem a silhueta no bran na cena

  • Luciana Marquetti

    To achando essa temporada muito lenta e cheia de mimimi. Tá faltando algo em todos os povs, principalmente intensidade de acontecimentos. Tudo fica pior com a interpretação fraca da Daeneris e do Jon, mesmo assim adoro os dois <3 . Dava pra resumir tudo que aconteceu até agora em 2 episódios mais dinâmicos, mais o motivo seja realmente o fato do autor dos livros, o cruel " George", não ter terminado seu trabalho. Aliás fiquei pensando se a Sansa agora terá a chance de se tornar a Lady Stoneheart e sair matando geral, seria legal!

  • Letícia

    Essa historia de que os Targaryen são imunes e tão cansativa e erronea quanto o fato deles não queimarem. Tem tantas evidencias contrarias que nem vale a pena discutir. Meu ponto com comentário do colega, era o fato da serie ter errado por Tyrion não pegou a doença e bem, isso tb não acontece nos livros.

  • Letícia

    Eu tb acho isso. Mas não e isso que e falado o tempo todo, esse foi meu ponto. GRRM deveria ter dado evidencias da magia ter aumentado quando os Outros despertaram, mas não deu. Ou seja, e uma suposição mesmo.

  • Afroda

    Os “comentários machistas” foram quando o Sam começou a dizer o que a Goiva sabia fazer e ela interrompeu ele dando continuidade a lista?
    Embora realmente pareça um comentário machista não acho que tenha sido um. Nem Sam e nem Goiva falaram nenhuma mentira, Goiva é uma “selvagem” e filha de Craster, e só tá recebendo educação agora(como aprender a ler, costumes de “além da muralha”, etc). Não acho que tenha sido um apontamento machista, é uma realidade da personagem, e seria engraçado Sam ser machista quando quadros antes comentou Daenerys ser uma mulher e tanto. Mas, pontos de vista a parte.

    Tenho uma dúvida, existe alguma edição do livro(nacional) que tenha prefácio? Sempre vejo vocês citando “Tyrion V”, “Jon VI”, e eu teria interesse em uma edição assim.

  • Lucas Neumann

    Eu estava gostando bastante do episódio até que veio aquela bobagem de Verme Cinzento e Missandei, depois veio aquela ~piada interna~ do Stannis: “Eu seria louco se deixasse elas aqui com tantos ladrões e estupradores” (ou algo parecido) ao se referir à sua esposa, Shireen e Melisandre não ficarem em Castle Black. Enquanto ao Sam, eu já tô achando que é capaz de ele aparecer em Meereen, com o Meistre Aemon querendo servir a Dany, o Jon os manda lá pra falaram a ela sobre a importancia da ajuda dela na batalha contra os Outros… e duvido que eles não o façam encontrar a Arya, levando um “novo Dareon” para a gata brincar. Por fim, minha nova teoria sobre a ~cena polêmica da Sansa~ trata-se de um novo Casamento Vermelho, substituindo a confusão com o Lord Manderly, onde o Ramsay presentearia Sansa com a morte do assassino de seu irmão, ou seja, o próprio pai, assumindo assim o controle do Norte.

  • Joker

    A última análise sem spoilers foi do episódio 5.03. Vcs não farão mais esse tipo de análise?

  • Valandyr Stark

    “Mas preferíamos ter Coração de Pedra” – É impressão minha ou a resenha, mais especificamente em relação a Sansa, deixa-nos a ideia de que poderemos ter uma Sansa Coração de Pedra? Olha que também já estive pensando nesta mesma possibilidade!… Wthell os D&D’s estariam pensando?…

  • Alice

    nunca passa da hora para quem estiver disposto a mudar. E outra, ela não precisa ser “macho” pra ter coragem. Sendo mulher já é o suficiente.

  • Rodolfo Basso

    Não acho que quanto mais fã dos livros menos gostam da série, é uma série maravilhosa, não entendo como as pessoas podem falar tão mal, como se fosse uma produção ruim. Se pegar outras 10 séries para assistir e utilizar o mesmo padrão de crítica que usam em GoT coitadas das demais, 8 delas seriam canceladas.

  • Rodolfo Basso

    Concordo plenamente, a série não é feita somente para os leitores, na verdade nem passa perto disso. E alem de tudo que vc disse, a série precisa levar em consideração a relação entre os atores, os queridinhos da audiência, um personagem escrito e um ator interpretando o mesmo personagem podem ser absolutamente diferentes e levar o publico a diferentes sentimentos em relação a eles, oque muda seu papel na história.

  • Rodolfo Basso

    Como acha válido mais tempo em tela para atores excelentes e não concorda com as cenas da Nathalie Emmanuel e do Jacob Anderson, não entendi, como se não fossem excelentes, qualquer cena que fizessem ja serie válido só por suas atuações. Porque não dar a oportunidade da audiência não leitora de conhecer a Valíria?? (não, não é a Valíria dos livros, todos sabemos……… Mas uma Valíria da série).

  • Leandro Fernandes

    Isso significa resenhas só de domingo (talvez) ano que vem?? =(

  • wons noj

    ele não é targ gente, esse teoria é falsa, tyrion é mais lannister que seus irmãos cersei e jaime.

  • wons noj

    ele não é targ gente, esse teoria é falsa, tyrion é mais lannister que seus irmãos cersei e jaime

  • wons noj

    Só se o seu jóra tiver se jogado na agua pra salvar o tyrion, e nesse momento o homen de pedra solta o tyrion e ataca e contamina seu jóra, porem seria muito improvavel ele salvar e sair vivo, ficou mal explicada e jogada na cara essa cena toda (e não, tyrion não é um targaryen)

  • Messinho’

    E, no entanto, no final do livro fica a suspeita que ela pegou a doença….

  • Messinho’

    Eu buguei de verdade e, ao terminar de ler os comentários, ia procurar essa cena que mais parece uma área de isolamento.

  • Pati

    Leu até a Dança dos Dragões e vai deixar de ler Os ventos de Inverno por causa da série? O.o Singular, muito singular…

    Acho que vc está sendo muito crítico com o autor, eu como leitora e fã das Cronicas de Gelo e Fogo, gosto muito de ler comparações entre os enredos da série e do livro, não vejo nenhum mal, e acredito que como eu muitos gostem, ou senão as analises com spoilers não fariam sucesso no site, se você não gosta tem todo o direito, mas é só ler as analises sem spoilers 😉

  • Helen Laura

    Achei o episódio o mais satisfatório até agora da temporada.
    Dentro do que eles já mataram nos livros, até que eles acharam algumas formas de submissão.
    Tenho que admitir que assisti todas as cenas da muralha com um sofrimento, o tempo todo pensando, não John, não cave sua própria cova meu querido.
    Mesmo assim, achei que a série passou a impressão de que a decisão dele foi muito impulsiva, sem o apoio de ninguém, pareceu arbitrário ele fazer o quem bem intende quanto as selvagens.

    Obs. Adorei a resenha, não vou nem reclamar que sai só no fds seguinte pq pelo menos dou um remember do que rolou no episódio pra poder ver o proximo.

  • Priscila Brito

    Rodolfo, concordo que os atores que fazem o verme cinzento e a Missandei são excelentes. Não me importo de terem acrescentado esse romance entre eles, mas o que me incomoda é que em outros momentos usam a justificativa de “falta de tempo” para adaptar as coisas mais fielmente aos livros. Acho válido aproveitar mais os personagens que não aparecem muito nos livros, mas claro, em plots que enriqueçam a história. 🙂
    Sobre Valiria, bem, aquilo simplesmente não é Valiria pra mim. Entendo as mudanças no plot do Tyrion e Mormont, eles funcionam muito bem juntos e o plot está fluindo bem, mas realmente achei uma má escolha dos produtores pegar um lugar tão místico e importante como Valiria e mudar completamente. Me passa a impressão de uma saída fácil, preguiçosa.

  • Achei que vocês gostavam dos GIFS, hahah. Mas por mim nem ilustrava, dá mó trabalho ficar garimpando. Abs Beto!

  • Boa Niculas! Não reparei isso, tava muito ocupado “mimimizando”, hahah. Abs!

  • Nem quero que a série seja 100% igual aos livros. Só quero que seja boa. Abs, Wild!

  • Valeu, Devanil. Abs cara!

  • Pode ter sido coisa da cabeça dele, sei lá. Afinal ele tava falando de dragões na hora. Tyrion é meio high on drugs. Abs!

  • Gostei da frase. Manda pra D&D. Tem tudo pra ser o novo “valar morghulis”.

  • Concordo amigo. Obrigado e abraços!

  • Legal Allan! Abs, cara 🙂

  • Pablo Meireles da Rosa

    “Chamando CARINHOSAMENTE de Kill the books”. kkkkkk

    Adoro seus textos, Bacellar, no entanto, devo discordar da sua concepção de “adaptação”. Enquanto adaptação ao que eles estão se propondo a fazer, eu acho que o episódio foi bem feito, inclusive o Jorah Connington é um belo exemplo disso. E a propósito, tudo que eu elogiar sobre adaptação exclua Dorne, que tá um cocô.

    Mas se adaptação for fidelidade, aí sim, nenhum dos episódios funcionou.

  • Niculas

    De boa rsrsrs… Continue por favor com as analises…

  • Roberto

    Oi Alice. Meu comentário não teve intenção de ser machista. Dany é uma das minhas personagens preferidas dentro de uma série onde as mulheres fortes dão a tônica na série. Abs.

  • Vitória Mendes

    Entendo todos vocês fãs dos livros e que não estão tão satisfeitos (ou pouco ou nada satisfeitos) com a série, mas também acho que vale ai um pouquinho de reflexão, e entender que fazer adaptações sempre é complicado, sempre irá faltar algo (muito ou pouco) para um fã do livro, sempre terão personagens que vão destoar completamente (para o bem ou para o mal), e sempre poderão dar outros caminhos pra história, e enquanto você se sentirá tão desagradado, outros não estarão.
    Sou grande fã da série, quando comecei a assistir não fazia ideia de que era baseada em livros, quando descobri fui atrás, comecei a ler. Sabe da verdade? Não gostei. E isso demonstra o bom da vida: existe gosto pra tudo.
    Desculpa destoar dos demais, mas queria dar minha opinião sincera, mesmo que irrelevante kkkkkkkkkk

  • Priscila

    Uma coisa é certa : Se levarem o Escamagris como praga pra Meereen no lugar do fluxo sangrento, vai ser beeeem mais limpinho kkkkkk……pq o fluxo só de ler nos livros já é difícil e embrulha estômago de tanta nojeira, imagina só ver de fato na série. Ah e uma nota: Não sei se tô falando besteira, mas vi em outros posts, nos comentários q Targaryen não fica doente……Dany no final da Dança, qnd ela decide voltar pra Meereen sozinha, depois de se mandar com Drogon, fica MUITO mal, e (repito não sei se entendi errado) os sintomas dela parecem MUITO com o fluxo sangrento, tudo bem q ela se mostrou beem mais resistente, porém estava ou está (vai saber) doente.

  • Priscila

    Uma coisa é certa : Se levarem o Escamagris como praga pra Meereen no lugar do fluxo sangrento, vai ser beeeem mais limpinho kkkkkk……pq o fluxo só de ler nos livros já é difícil e embrulha estômago de tanta nojeira, imagina só ver de fato na série. Ah e uma nota: Não sei se tô falando besteira, mas vi em outros posts, nos comentários q Targaryen não fica doente……Dany no final da Dança, qnd ela decide voltar pra Meereen sozinha, depois de se mandar com Drogon, fica MUITO mal, e (repito não sei se entendi errado) os sintomas dela parecem MUITO com o fluxo sangrento, tudo bem q ela se mostrou beem mais resistente, porém estava ou está (vai saber) doente.

  • Victor

    Não tem… Como os capítulos não tem numeração nos livros eles utilizam isso pra gente saber qual é o cap. referente (Tyrion V = 5º capítulo do Tyrion e etc)

  • RedViper

    Pelo que eu entendo creio que os Targaryen só tenham uma resistencia a doenças maior que as outras pessoas. No final da Dança também tive a impressão de ela estar com o fluxo sangrento, só que não acho que seja, embora os sintomas pareçam. Tanto que no ultimo Pov dela quando ela tá com o Drogon de novo, ela parece já estar bem melhor. O fluxo na serie seria nojento…tão nojento quanto as catapultas jogando gente morta dentro da cidade. Escamagris os expectadores já estão familiarizados, deve ser ela mesmo que vai contaminar a cidade…isso se alguma doença for contaminar a cidade(acho que nem vai acontecer).

  • Pati

    Letícia, não falei em momento algum que os os Targaryens são imunes a coisa alguma, falei que alguns podem ser mais resistentes a doenças (não imunes!), e isso aparece nos livros, e a própria Dany é um exemplo. Lê direito meu comentário ;D

  • mauricio braglia

    adorei este post principalmente por relacionar capitulos dos livros para preguiçosos comeu é muito pratico rsrsrs

  • Rodrigo Tavares

    Estranho, tenho a impressão que no meu livro não fala em asas pálidas mas sim ser alado. Vou procurar…

  • Jaime Júnior Nunes

    Esse trecho do Tyrion dizendo que viu asas pálidas (aparentemente um dragão) está em qual capítulo? Li o Tyrion lll e não tem nada disso.