Análise do episódio 5.02: “The House of Black and White” (com spoilers dos livros)

Demorou, mas saiu. Peço desculpas pelo atraso, mas como o texto tá bem grandinho, acho que não preciso explicar o motivo. Prepare os cavalos (mesmo que você só tenha um) e vamos passear pelas cenas de “The House of Black and White”Espero que gostem do passeio.

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O segundo episódio da quinta temporada de Game of Thrones, dirigido por Michael Slovis e escrito por David Benioff e D. B. Weiss, adaptou os capítulos Arya I (O Festim dos Corvos, pág. 81), O Capitão dos Guardas (OFdC, pág. 32), Cersei IV (OFdC) e Tyrion II (A Dança dos Dragões, pág. 68), com referências a Jon XI e XII (A Tormenta de Espadas) e Cersei II (OFdC, pág. 91).

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BRAVOS

The House of Black and White” foi, no geral, um pouco mais substancial do que a estreia. Embora nenhum rei tenha morrido queimado, o único arco com ar mais “introdutório” mesmo foi o de Arya, que vimos pela última vez nos minutos finais da quarta temporada. Esses novos ares vieram justamente de Bravos, que conhecemos brevemente quando Stannis fez uma visita ao Banco de Ferro em “The Laws of Gods and Men“.

Nos livros, Bravos é descrita como uma cidade multicultural e politeísta, com centenas de pequenas ilhas ligadas por canais e pontes e cheiro de peixe. Acho que a HBO fez um trabalho bem apurado ao traduzir esses aspectos esteticamente. É claro que, nas páginas, as explicações de Denyo – um dos filhos do capitão Ternesio Terys, tornam tudo ainda mais fascinante. Mas suponho que incluir isso em um episódio de cinquenta minutos talvez seja um pouco demais.

Os efeitos especiais aqui foram um show à parte, assim como a experiência de Michael Slovis em direção de fotografia, que parece ter feito diferença. Muitos leitores costumam ligar Bravos à Veneza, mas alguns acreditam que a série tenha se inspirado mais em Amsterdã. De uma forma ou de outra,Sibenik, na Croácia, foi a escolha certa para retratar a maior e mais poderosa das Cidades Livres.

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Algo que realmente fez falta foi o fato de que, no Festim dos Corvos, a tripulação do Filha do Titã tratava Arya (ou “Salgada”, como eles a chamavam) extremamente bem, e todos viviam repetindo seus nomes para que ela se lembrasse. É claro que faziam isso por medo, pois sabiam que a menina estava ali para servir ao Deus de Muitas Faces. E ser amigo de um assassino nunca é um mau negócio, certo? A própria Arya que o diga.

Ah, e diferente do que vimos na série, no texto original, Arya é meio que esperada na Casa do Preto e Branco, tanto que as portas se abrem sozinha quando ela chega.

O único trecho que evidencia um pouco do medo que os bravosianos sentem dos Homens sem Rosto (e com razão) é aquele em que os garotos de rua fogem com a chegada do Homem Gentil – que na série nem é tão gentil assim. Pelo menos não até se transformar em Jaqen.

Nós sabemos que, depois de A Fúria dos Reis, o Jaqen H’ghar desaparece dos livros. Teorias apontam que o assassino um dia conhecido por esse nome (e por esse rosto) estaria “jogando seus jogos” na Cidadela, e até ter dado uma passada pelas Ilhas de Ferro. No entanto, acrescentá-lo como guia para Arya nessa nova fase foi uma escolha bem inteligente dos produtores. Vale ressaltar que Arya sempre teve bons professores e, apesar de nunca ter visto outros trabalhos do Tom Wlaschiha, acho que “um homem” manda muito bem neste papel.

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Myles McNutt, do A. V. Club, escreveu algo bem interessante a respeito de “The House of Black and White.” Para ele, o tema central do episódio foram os conflitos de identidade. Primeiro, vimos Brienne ter seu título de “cumpridora de promessas” questionado por Sansa, Mindinho e até por ela mesma, além de Tyrion e Varys tentando compreender a relação deles com o poder, Daenerys tendo que sacrificar um de seus (poucos) aliados e Jaime arriscando a vida pelo “legado”.

É claro que o tópico também pode ser relacionado aos Homens Sem Rosto, que podem assumir várias identidades e mesmo assim preferem ser chamados de “ninguém”. É isso que o Homem Gentil propõe à Arya, tanto nos livros quanto na série: que ela se torne ninguém… Logo ela, que já teve tantos nomes.

E por falar em nomes, perceberam que a oração da Arya foi inexplicavelmente reduzida? Nomes como o de Melisandre (que a garota nunca chegou a encontrar nos livros) e de Tywin foram simplesmente ignorados. A meio mundo de distância, como ela poderia saber que o Senhor de Rochedo Casterly está morto? Ainda assim, o nome do Meryn Trant, que matou o mestre de dança Syrio Forel em “The Pointy End“, foi mantido. Por que será?

NO VALE

Em “The Wars to Come”, quando vimos a carruagem de Sansa passar por Brienne e Podrick na estrada bateu um certo medo. Afinal, Brienne e Podrick passam O Festim dos Corvos inteiro procurando pelas garotas Starks sem nunca encontrar nenhuma delas, enquanto Alayne fica o livro inteiro escondida no Ninho da Águia.

Tudo bem, talvez esse fosse só mais um daqueles “quase-encontros” típicos de Game of Thrones que nunca chegam a acontecer (vide Bran e Jon na quarta temporada, ou Arya, Robb e Catelyn, na terceira). Mas aconteceu.

É meio engraçado o fato de que, na série, Brienne não só encontrou as duas filhas de Catelyn, como também foi rejeitada por ambas. O que também é muito triste se você pensar que Brienne tem todo um histórico de rejeições na vida dela.

Nesse diálogo com Petyr, Sansa parece muito mais segura do que naquele que tivemos semana passada…. Ou talvez tenha sido a cerveja. Importante destacar a tal proposta de casamento, que provavelmente não tem relação com Harry, o Herdeiro, já que a doença do menino Robert não foi devidamente apresentada na série e, pra falar a verdade, eu duvido que Lorde Arryn volte a aparecer depois de ter sido deixado aos cuidados de Bronze Yohn Royce.

Embora o encontro das duas tenha sido meio inesperado, o resultado dele não foi nada surpreendente. Por que diabos Sansa aceitaria os serviços de alguém que carrega uma espada de ouro Lannister? Espada que, por sinal, é a própria Gelo de Ned Stark reforjada.

E vamos combinar que o currículo de Brienne também não ajuda muito… É claro que Mindinho não poderia deixar uma suposta serva dos Lannisters sair dali numa boa.

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Depois da breve porém alucinante cena de perseguição e batalha onde vimos soldados do Vale serem massacrados pela lâmina de aço valiriano, Podrick sugere que Brienne está livre de seus votos, mas ela se recusa a ouvi-lo, com a desculpa de que Sansa não está segura nas mãos do Protetor do Vale, quando nós sabemos que, na real, isso tem mais a ver com a narrativa do que com a personagem em si. Ela não tem muito o que fazer nessa temporada. Na série não veremos Senhora Coração de Pedra, a Irmandade Sem Bandeiras, Hyle Hunt, Randyll Tarly ou Septão Meribald… Então o que ela e Pod fariam sem essa missão? É quase como se eles não tivessem escolha. Mas como a própria Sansa lembrou minutos antes, existe uma escolha.

Talvez Brienne só precise de alguém que diga “you have everywhere else to go.”

NA MURALHA

Verdade seja dita, Kit Harington está longe de ser um bom ator como Liam Cunningham, Stephen Dillane, Carice van Houten ou Ciáran Hinds. Mas ele é um bom Jon Snow – ou ao menos se esforça para isso. Eu não tenho certeza se gostaria de vê-lo como Jon Stark.

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No livro, Stannis ainda exige que Jon queime o bosque sagrado em Winterfell para se tornar o Protetor do Norte. É o retorno de Fantasma, separado dele desde a escalada da Muralha, que convence o bastardo a recusar a oferta, pois os olhos e pelos do lobo lembram uma árvore-coração e, consequentemente, os Deuses Antigos de Eddard Stark. Na adaptação, é a honra do pai que torna Snow incapaz de quebrar seus votos.

A interação de Shireen e Gilly foi algo bacana de ver. Nos livros, as duas não chegam a se encontrar, já que a selvagem e Sam “fogem” de Castelo Negro com o filho de Mance Rayder. Mas mesmo que não fosse o caso, dificilmente veríamos Goiva se aproximar da princesa já que os selvagens cultivam um certo medo dos “amaldiçoados” que sobreviveram à chamada “morte cinza”, que para eles, pode voltar a qualquer momento… É meio estranho que a Gilly saiba tão pouco sobre a doença na série.

Vejam um trecho interessante do capítulo 53 de “A Dança do Dragões” (Jon XI): 

Uma vez do lado de fora e bem distante dos homens da rainha, Val deu vazão à sua ira.
– Você mentiu sobre a barba dela. Aquela uma tem mais pelos na cara do que eu tenho entre as pernas. E a filha … o rosto dela …
– Escamagris.
– A morte cinza é como chamamos isso.
– Nem sempre é mortal em crianças.
– Ao norte da Muralha é. Cicuta é uma cura certa, mas um travesseiro ou uma lâmina também servem. Se eu tivesse dado à luz aquela pobre criança, teria lhe dado o presente da misericórdia há muito tempo.
Aquela era uma Val que Jon nunca vira antes.
– A Princesa Shireen é a única filha da rainha.
– Uma pena para ambas. A criança não está limpa.
– Se Stannis vencer sua guerra, Shireen será a herdeira do Trono de Ferro.
– Então, uma pena para seus Sete Reinos.
– Os meistres dizem que o escamagris não é…
– Os meistres podem acreditar no que quiserem. Pergunte para uma feiticeira da floresta se quer saber a verdade. A morte cinza dorme, apenas para despertar novamente. A criança não está limpa!
– Ela parece uma garota doce. Você não pode saber…
– Posso. Você não sabe nada, Jon Snow. – Val segurou o braço dele. – Quero o monstro fora de lá. Ele e suas amas de leite. Você não pode deixá-lo na mesma torre que a menina morta.
Jon tirou a mão dela.
– Ela não está morta.
– Está. A mãe dela não consegue ver. Nem você, pelo que parece. Mesmo assim a morte está ali. – Afastou-se dele, parou e virou-se novamente. – Trouxe Tormund Terror dos Gigantes para você. Traga-me meu monstro.
– Se eu puder, trarei.
– Você trará. Tem uma dívida comigo, Jon Snow.
Jon observou-a ir embora. Ela está errada. Tem que estar errada. Escamagris não é tão mortal quanto afirma, não em crianças.

Tara Fitzgerald é outra que merece aplausos por conseguir interpretar tão bem uma personagem detestável como Selyse. E a última resposta que ela deu à Shireen? Será que foi mesmo uma indireta aos leitores dos livros que não fazem ideia do que os personagens andam fazendo na série? Até agora não tivemos nenhuma indicação de que Samwell irá para Vilavelha ou de que Davos irá para Porto Branco, por exemplo.

As coisas mais fielmente retiradas de O Festim dos Corvos aqui foram a carta de Lyanna Mormont e a menção à Osric Stark, Senhor Comandante nomeado aos 10 anos de idade que serviu por sessenta. Claramente, isso serviu para mostrar que Sam já planejava apontar Jon como candidato na votação que viria.

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Apesar de bem condensada, a cena da eleição conseguiu ser satisfatória. Na Tormenta de Espadas, Sam e Aemon armam uma verdadeira conspiração para fazer de Snow o 998º Senhor Comandante da Patrulha. Aqui, o Matador só precisou  dizer algumas boas verdades sobre o amigo (e sobre  Janos), enquanto o meistre ficou responsável pelo voto de minerva – uma boa maneira de honrar o trabalho que ambos tiveram no livro.

Sinceramente, eu não sei se uma grande manipulação dos votos seria necessária nesse contexto. Na série, até mais do que na obra original, Jon já é o único líder com quem os patrulheiros poderão contar na noite mais escura.

NAS TERRAS DA COROA

Quando recebe a ameaça de Dorne – uma víbora vermelha com a efígie dourada do leão em suas presas, Cersei afirma que só existem duas joias iguais àquela. Acontece que isso não é bem verdade… Na primeira temporada, o galante príncipe Joffrey presenteou Sansa com um colar que, se não igual, era muito parecido.  Até a finada Ros tinha um daquele tipo. Foi um presente do Tyrion e, inclusive, resultou na surra que ela tomou no lugar de Shae (e de Alayaya).

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Por causa disso, pessoas acreditam que Mindinho possa ter enviado o colar de Sansa para fomentar a guerra entre os Lannisters e Dorne, o que seria bem interessante. Mas eu duvido muito da capacidade de planejamento dos produtores, e até do próprio Mindinho (que, na série, é bem menos calculista em relação a sua contraparte) para acreditar nesse tipo de suposição. O mais provável é que os colares não sejam idênticos de fato, ou que seja um erro de continuidade da adaptação… Não seria o primeiro.

Enquanto no Festim Jaime parte para uma missão nas Terras do Rio a mando de Cersei, nesse episódio vimos que ele irá, por conta própria, resgatar Myrcella do ninho de víboras. Essa decisão, além de minar a pouca autoridade que a rainha possui na série (já que seu filho tem idade suficiente para reinar, embora ela diga que não), ainda transforma Jaime no pai presente que ele nunca foi.

Acho que não preciso falar muito sobre como este plano tem tudo pra dar errado. Como ele planeja chegar aos Jardins de Água e raptar a futura esposa do herdeiro Martell sem ser reconhecido? Com aquela mão de ouro, vai ser difícil se passar por Arys Oakheart.

O lado positivo é que teremos mais Bronn da Água Negra, que nessa altura dos livros é apenas mencionado em alguns capítulos. A parceria de Jerome Flynn com Nikolaj fuciona tão bem quanto seu dueto com Peter Dinklage. Como personagem, Bronn também é muito mais interessante que sor Illyn Payne, né? Embora o Jaime dos livros tenha tido suas razões para levar um mudo a Correrrio ao invés de um dos caras mais falantes dos Sete Reinos.

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Na verdade, existem três coisas que a adaptação fez muito bem nessa passagem:

  1. A intérprete de Lollys foi muito bem escolhida, embora a personagem claramente não seja a mesma que vimos nos livros, onde ela parece ser ainda mais fraca de raciocínio e está grávida de um bastardo por ter sido estuprada no Tumulto de Porto Real (na segunda temporada da série, Sansa é que quase foi estuprada antes de ser salva pelo Cão).
  2. David e Dan consertaram o erro cometido em “Mockingbird”, onde Bronn afirmou que Stokeworth pertencia a um LORDE, quando nos livros (e agora, também na série) é a MÃE de Lollys e Falyse, Senhora Tanda, que detém o castelo.
  3.  Stokeworth estava visualmente incrível não? Difícil imaginar que Bronn terminaria num lugar assim.

A pequena disputa das irmãs pela herança da mãe também está presente no Festim dos Corvos, embora de outra maneira. Lá, Cersei usa Falyse e seu marido, Balman Byrch, para se livrar de Bronn  – considerado traidor por ter dado o nome de Tyrion ao enteado, tudo para afrontar a rainha depois de ela ter recusado que o bebê fosse batizado em homenagem a Tywin. Mas sor Balman acaba sendo morto pelo mercenário em um duelo e Falyse é mandada para as celas negras onde acaba morrendo, vítima dos experimentos de Qyburn.

Coisas ruins acontecem a pessoas ruins.

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A reunião do Conselho foi um dos pontos mais altos de “The House of Black and White.” O jeito como Kevan enfrentou a sombrinha foi espetacular. Mas e aquele papo de que ele pretende voltar para o Rochedo? Seria um indicativo de que nós não veremos o epílogo de A Dança dos Dragões ser adaptado na tela?

Mesmo servindo como uma espécie de alívio cômico, Julian Glover ainda consegue brilhar como Pycelle, especialmente nos embates com Qyburn, que fica mais sinistro a cada episódio. Nos livros, ele não pede a cabeça do anão. Será que na série ele pretende enviá-la a Dorne para enganar o príncipe Doran? Sem a pele, vai ser meio difícil provar que o crânio não pertence ao Montanha, a não ser, talvez, pelo tamanho.

Mace Tyrell é outro personagem que teve seus atributos reduzidos em prol de um esteriótipo. Aliás, todos os homens da Casa Tyrell – que, nos livros, já tem um papel bem inferior ao das mulheres – sofreram com isso na série. Sem falar em Wyllas e Garlan, que sequer existem.

Nos livros, os conselheiros de Tommen são Orton Merryweather, Aurane Waters e o sogro de Kevan, sor Harys Swyft (que Cersei nomeia como Mão do Rei a fim de manter o tio na linha) além dos meistres Pycelle e Qyburn, que ela realmente nomeia como Mestre dos Sussurros. É claro que a maioria deles seria limada da série de TV, assim como Taena, seu “pântano de Myr”, e os irmãos Kettleblack. Tudo para que a Rainha-Mãe se sinta mais sozinha. 

AS FAR SOUTH AS SOUTH GOES…

Nos livros, Ellaria Sand é como um eco de Doran Martell. Ela teme por suas filhas pequenas, que podem querer seguir os passos das irmãs mais velhas, e acredita que vingança só trará mais violência desnecessária, já que Tywin, Amory Lorch e Gregor Clegane (os responsáveis diretos pelas mortes de Elia, Rhaenys e “Aegon”) estão mortos. Na adaptação, ela é justamente o oposto.

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Elio Garcia, do Westeros.org, comparou esse caso com o de Catelyn, que na série parecia bem mais vingativa do que era nos livros – o que foi uma comparação meio furada se levarmos em conta que, depois de tudo, Cat se transforma na própria vingança encarnada.

Embora tenha sido uma escolha lamentável, eu consigo entender o motivo que levou os produtores a  substituírem a princesa “fazedora de rainhas” pela bastarda de Toca do Inferno.

  1. Ellaria é conhecida pela audiência, já que teve uma participação maior na quarta temporada da série. Arianne, além de ser uma cara nova, é a herdeira de Doran Martell. Embora julgue que esse aspecto importantíssimo, nos livros, é o que fortalece a coroação de Myrcella, a série, aparentemente, não tem tempo para explicar como as coisas em Dorne funcionam de maneira diferente. (Deve ser mais fácil usar as poucas horas disponíveis para mostrar dorneses fodendo e lutando do que para explicar as leis de sucessão, né?)
  2. Ellaria é interpretada por Indira Varma, que, convenhamos, é uma puta atriz. Assim como nos casos do Tom Wlaschiha e  Jerome Flynn, seria uma pena se ela simplesmente desaparecesse.

O que não deu para entender muito bem é por que raios Ellaria não só assumiu o lugar de Arianne como também o de suas primas, que estarão presentes na série, e poderiam ter sido introduzidas com um pouco mais de louvor na cena em questão.

Em O Festim dos Corvos, é Obara que invade os Jardins de Água exigindo uma atitude do tio, enquanto ele ainda segura nas mãos a carta com a notícia da morte de Oberyn e Ellaria está a caminho de Dorne com os restos mortais do príncipe. Inclusive, a maioria das falas dadas a ela no episódio são, basicamente, as mesmas escritas pelo Martin, o que talvez explique a fluidez do diálogo entre ela e o Doran – interpretado pelo ótimo Alexander Siddig.

No capítulo O Capitão dos Guardas (primeiro P.O.V. de Areo Hotah), Doran deixa os Jardins de Água em direção a Lançassolar, encontrando as outras duas bastardas do irmão, que também exigem um posicionamento dele a respeito da morte de Oberyn. Na série, pelo que vimos nos previews, parece que Dorne se resumirá àquele palácio.

Falando nisso, só eu tive a impressão de que tudo naquele cenário parecia meio… cru? Como locação, o Alcázar de Sevilha foi, sem sombra de dúvidas, a escolha perfeita, mas ver Myrcella e Trystane caminhando sozinhos no meio das cercas vivas, ao lado de dois figurantes com roupas exatamente iguais às do príncipe não foi tão empolgante.

Nos livros, os Jardins de Água são encantadores, com crianças nobres e de baixo nascimento brincando nas piscinas naturais, laranjas sanguíneas e etc. Na TV, tudo parecia uma versão dornesa dos jardins de King’s Landing. É claro que nada pode se comparar à imaginação do escritor e de seus leitores, ainda mais quando existem questões orçamentárias. Mas acho que faltou um pouco de pós-produção ou até efeitos especiais ali, algo que eles andam esbanjando, às vezes desnecessariamente, em outros núcleos da série.

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Outro elemento que vale ser mencionado é a trilha sonora composta por Ramin Djawadi para os Martell, que pôde ser escutada em algumas cenas de Oberyn na quarta temporada, mas frequentemente passa despercebida aos ouvidos dos telespectadores.

Na quarta temporada (mais precisamente em “First of His Name”), também ouvimos Oberyn garantir para Cersei que Myrcella estaria segura nos Jardins de Água.  “Não machucamos garotinhas em Dorne”, ele disse, e nesse episódio Doran endossa a afirmação.

No livro, nem Arianne dá voz ao desejo de matar Myrcella, preferindo coroá-la para desafiar os Lannisters. O único que deixa sua natureza assassina bem expressa é Gerold Dayne, o Estrela Negra – tanto que, no final, nós sabemos o que ele faz com a princesa.

“(…) Sor Gerold puxou a espada, que cintilou à luz das estrelas, afiada como mentiras. – É com isto que se começa uma guerra. Não com uma coroa de ouro, mas com uma lâmina de aço.”

É meio irônico que Ellaria esteja tão ávida para desmembrar a menina e enviá-la em pedacinhos para a mãe. Isso só reflete a pretensão dos produtores de transformá-la na própria cabeça da serpente.

Parece que Cersei estava certa naquela ocasião, quando disse a Oberyn que no mundo todo, garotinhas são machucadas.

VOLANTIS

Em A Dança dos Dragões, Tyrion viaja com Illyrio no lugar de Varys, enquanto na série o magíster foi apenas mencionado. Mas cá entre nós, o anão e o eunuco formam uma dupla muito mais interessante. Novamente eles entregaram um dos momentos mais prazerosos do episódio, filosofando dentro de uma caixa um pouco maior. Eu só não tenho certeza se esse diálogo precisava mesmo ter turado todo aquele tempo, mas é nítido que Peter Dinklage e Conleth Hill estão se divertindo com essa versão bêbada e auto-destrutiva do Duende. Nós também estamos.

O destaque dado ao escamagris na cena de Shireen me deu uma pequena esperança de que talvez eles mostrem os Homens de Pedra, nem que seja de longe. Mesmo que Tyrion não esteja indo encontrar Griff, ele está indo para Meereen, o que significa que em algum momento da viagem ele precisará de um barco para atravessar Os Sofrimentos, certo? Seja com Varys, Jorah ou qualquer outra pessoa.

MEEREEN

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Sabemos que Daario não é o melhor partido da série. E não é nem de longe tão bonito quanto o Daario dos livros. Então, para justificar a paixão de Daenerys, é natural que os roteiristas adotem certo de exagero, a fim de torná-lo interessante aos olhos de Dany e do público. É por isso que ele conquistou Yunkai quase sozinho na terceira temporada; derrotou o campeão de Meereen com um único golpe na quarta e, agora, pode até enxergar através das paredes.

Talvez o que Daenerys ache atrativo nele sejam as famosas frases de efeito. Nisso, parece que os dois combinam bastante.

Demoraram cinco temporadas para que Dany descobrisse a verdade a respeito do pai, mas mesmo assim a revelação serviu seu propósito já que, com ela, Barristan conseguiu frear a sede de fogo e sangue da rainha, convencendo ela a julgar o Filho da Harpia antes da execução. Infelizmente as coisas não saíram como o planejado, já que Mossador – um dos escravos que ajudou Daenerys a conquistar Meereen na quarta temporada (e que, nos livros, é irmão da Missandei), assassinou o condenado a sangue frio e exibiu seu corpo em praça pública, o que resultou em um dos quadros mais fortes da série.

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A cena da execução de Mossador rimou bastante com aquela da terceira temporada, onde vimos Robb decapitar Lorde Rickard Karstark depois de ele ter matado dois jovens prisioneiros. Lannisters. Mas é claro que, no caso de Robb, o homem que sentencia,  deve brandir a espada.

Além dos escravos, muitos fãs também jogaram pedras na Daenerys depois do que ela fez com Mossador. Executa-lo daquela maneira pode não ter sido a atitude mais inteligente. Mas foi a atitude certa? Bom, tirar a vida de alguém que não te pertence, desobedecendo uma ordem direta da rainha parece traição para mim, não importando se o traidor é um membro do conselho ou um amigo. Se Dany é mesmo defensora da justiça como ela clama, foi justo punir o escravo da mesma maneira que puniria qualquer um dos antigos mestres. A lei é a lei.

Além disso, existe aquele papo de que é melhor ser temido (e respeitado) do que ser amado. Maquiavel poderia concordar, embora, no momento, Daenerys não pareça tão amada, respeitada, ou muito menos temida pelos seus súditos.

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Vale lembrar que, no Dança, além dos Filhos da Harpia, a mãe dos dragões também enfrenta ameaças externas, como a praga e a guerra contra Astapor e Yunkai. Mas todos os acontecimentos específicos da série parecem apontar, de forma insistente, para o quanto Daenerys necessita de bons conselheiros em seu atual (e futuro) governo – o que pode até ser verdade nos livros, só que não de maneira tão escancarada.

E quem foi que, curiosamente, teve seu mandato como Mão do Rei elogiado neste mesmo episódio? Tyrion.

Graças às imagens das gravações que vazaram há algum tempo nós sabemos que os destinos destes dois personagens se cruzarão nessa temporada (algo que também ainda não lemos nas Crônicas).

Pode ser que, talvez, de uma forma ou de outra, o Drogon também saiba do que a mãe precisa. Afinal, quem viu o trailer sabe para onde o dragão voou naquela última cena.

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A maioria das imagens que ilustram esta crítica foram retiradas daqui e daqui.

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  • Paulo Frank

    Ótima resenha, Rafa! Como sempre! =D
    Só uma correção: a Arya cita o nome do Montanha na sua “oração”. Somente o da Melisandre e do Tywin que foram omitidos, nao sei pq!!

  • Valeu, Paulo! Corrigido! Abraços!

  • Leo Guedes

    Parabéns Rafa e tem uma citação que acho estar errada … (já que Mossador – um dos escravos que ajudou Daenerys a conquistar Meereen na *primeira* temporada) primeira temporada !?????

  • Kevin Nogueira

    Aquele lance dos colares pode ser um simples truque de Cersei para se livrar de Jaime por um tempo para poder governar sem a interferência de ninguém. Ela só não contava com a “rebeldia” do tio Kevan.

  • Thiago F. Coelho

    Pode ser implicância minha, mas a série cada vez mais tá deixando de ser uma adaptação e se transformando numa fan-fiction de alto orçamento. Brienne não tem mais o que fazer na série, e qual vai ser o plano de vingança do Doran (já que não existem o Quentyn e a Arianne pra tentar uma aliança com os Targaryen)? E a Sansa, então: o que planejaram pra ela (cês já viram os episódios 3 e 4, que já vazaram na internet?) é inimaginável, considerando que ela é uma foragida, suspeita de cúmplice da morte do Joffrey.
    Não estou gostando do que a HBO está fazendo.

  • Foi mal cara, é quarta! Hahah, valeu.

  • Boa teoria, mas duvido dela também, heheh.

  • jean

    Mais um excelente texto, parabéns!! Estou gostando das adaptações da série em relação aos livros. Sou daqueles que pensa que o Festim dos Corvos seria inadaptável depois de uma temporada cheia de acontecimentos impactantes quanto a quarta… Seria pedir paciência demais dos novos espectadores que chegam ao no vo ano sedentos por sangue e fogo. Ansiosíssimo pelo capítulo 9 desde já!

  • Niculas

    Ótima analise! Valeu!

  • Julio Caio

    Só eu achei fraco a cena da eleição na muralha? Pareceu uma eleição para um representante de classe do ensino médio a comemoração no final. As ideias apresentadas pelas personagens foram boas até, mas achei que poderiam ter investido mais nessa cena. Do resto das adaptações achei ok, o ponto alto do episódio foi o arco de Bravos para mim. E bala analise como sempre cara!

  • Luh

    Bacellar, não entendi o q vc quis dizer com a nova missão de Mace Tyrell por Cersei e Meryn Trant sendo mandado para Mercy.

  • Bruno Lacerda Balbi

    Excelente Rafael! Assistir o próximo episodio sem antes clarear a cabeça com sua analise, não da!

    E “pode até enxergar através das paredes” foi genial 😀

  • Bruno Lacerda Balbi

    O que eu gostaria mesmo de saber é como a Cersei sabia que dentro do “pacote” tinha o colar se não o havia aberto ainda. ok..ok.. liberdades criativas

    Para minha própria diversão, imaginei a Cersei abrindo antes e levando um susto. Ela então monta o mecanismo de volta, fecha a caixa, chama o Jaime e prepara todo aquele discurso pra quando ele abrir. Duvido que os produtores tenham pensado nisso mas ate que funciona ;D

  • Adriano

    Como disseram, pra mim é quase como um obrigação ler a análise com e sem spoiler do site, antes de assistir a um novo capítulo de GoT.
    Excelente resenha…diria que um patamar acima da última.
    ——————
    Sou um dos que levantaram a hipótese de Mindinho ser o articulador do envio do colar aos Lannister… Seria mais um movimento genial deste personagem, o que pra mim fã do universo de SW o eleva quase ao nível dos grandes Lordes Sith depois da introdução da Rule of Two (Darth Bane, Darth Sidious, Darth Plagueis). Porém nas imagens de Myrcella que foram mostradas desta temporada, o colar não esta em seu pescoço…. E como vc citou, o mindinho da série não me parece tão articulado assim. O que seria uma pena…
    Discordo com relação a Daenerys… Ela é rainha e qualquer um não pode sar por ai desafiando a sua autoridade, porém mandar decapitar um aliado em praça pública é o começo do fim pra qualquer aspirante a Rei (ou rainha)…Como também ja comentei, erros políticos costumam custar a guerra… Como por exemplo, Robb teve diversos erros políticos e, acabou como acabou: Morto.
    Mandar encarcerar Mossador em um calabouço até o fim dos tempos seria uma decisão mais acertada ao meu ver.
    ——————-
    Que a força esteja com vc…

  • Adriano

    Era um artefato, na qual as laterais tem um ponto comum de sustentação (no caso um pino) quando montada…com certeza ela já tinha aberto e montou novamente pra Jaime olhar.

  • ricardo dos santos junior

    Resenha muito boa amigo!!!: o engraçado que eu também fiquei com esta impressão que faltou alguma coisa em Dorne; poderiam ter mostrado o castelo por fora e sua a mediações assim como fizeram com o castelo de (Stokeworth ), eles podiam ter posto um pouco mais de figurante e guardas, crianças brincando na água ou até mais servos da família martell ; o cenário era lindo, mas estava meio vazio. Bravos ficou magnifica. Não posso deixar de dizer que mulher linda esta atriz que interpreta a Ellaria.

  • Roberto Pereira

    E Rafael, o dia que esse seriado acabar tu abra um saite pra fazer review de qualquer coisa que vou continuar te lendo. rs

    Estou vendo demais, ou vc tá meio puto com a série esse ano?

  • Letícia

    Putz até a prostituta tinha um colar igual!!!! Muito bom, eu não tinha prestado atenção…é tipo da 25 de março??? Terrível. De novo as coisas que eles inserem para encher cena e depois esquecem!!!

  • Lucas Campello

    Você não foi o único a achar a eleição fraca, eu também achei. Me pareceu corrida demais…apesar do discurso do Sam ter sido sensacional.

  • Patrick

    Também achei a parte sobre Dorne meio fraquinha,mas o encontro da Dany com o Drogon, compensou(não sei quanto vc Rafael,mas entre ver crianças brincando na piscina e um dragão de 10 metros ,eu fico com o segundo).

    A parte da Arya em Bravos foi simplesmente perfeita.

    Mandar o Jaime para resgatar Myrcella,acho uma boa sacada do produtores da serie.Sem Lady Coração de Pedra,manda-lo conquistar Correiro,seria deixar outro personagem vagando sem proposito pelas Terras Fluviais. Já chega a Brienne.

    No mais, o de sempre: Peter Dinklage, dá um show e Kit Harington,faz o melhor que consegue.

  • Luna

    As adaptações, reaproveitando personagens já conhecidos, poderiam ser vistas como uma ótima sacada diferencial entre série e os livros. Mas acontece que parece haver uma tendência de descartar logo em seguida esses atores. Uma pena.
    Acho que não mostraram mais de Dorne pq a locação não é tão seca e árida como descrito no livro, ficaria estranho, não?
    Confesso que imaginava o Doran com do jeito daquele guarda (não sendo ele assim, precisava o guarda sê-lo? Só reforçou a sensação de que para um atorx não brancx participar da série só sendo serviçal.)
    Quanto à Dani…. Certamente Maquiavel não aprovaria o que ela fez. Estamos acostumadxs com o modelo monárquico francês, quando a série tem mais relação com a Inglaterra e a Itália, onde cabeças rolavam com mais frequência.
    ps.: espero que não façam uma adaptação escrota do plot da Sansa, como parece que vão. …

  • Muita gente tem simplesmente chamado a Daenerys de burra sem problematizar o dilema dela. A questão é: fazer prevalecer a justiça ou se beneficiar politicamente com injustiça? Fiz um vídeo sobre a questão, analisando também o “lei é lei” que ela aborda (direito naturalista): https://www.youtube.com/watch?v=nTtymKxi13o

  • osman Fergusson

    a questão dos colares é apenas aproveitamento de figurino. não dá pra jogar tudo fora né. usa em outra cena.

  • Bruna S. Neutshing

    “(…) isso tem mais haver com a narrativa do que com a personagem em si.”
    O certo seria “(…) isso tem mais A VER com a narrativa do que com a personagem em si.”
    Desculpe a sinceridade, mas erros de português muito crassos acabam por desvirtuar o texto. Seria melhor fazer uma revisão básica depois de escrever.

  • Adriano

    Vou postar Blaise Pascal:
    “É justo que o que é justo seja seguido e é necessário que o que é mais forte seja seguido. A justiça sem a força é impotente; a força sem a justiça é tirânica. A justiça sem a força é contestada, porque há sempre maus; a força sem a justiça é acusada. É preciso portanto pôr em conjunto a justiça e a força, e, por isso, fazer com que o que é justo seja forte, e o que é forte seja justo.
    A justiça está sujeita à disputa, a força é muito reconhecível e sem disputa. Assim não se pode dar a força à justiça, porque a força contradisse a justiça e disse que era injusta, e disse que era ela que era justa. E assim, não podendo fazer com que o que é justo fosse forte, fez-se com que o que é forte fosse justo.”

    ————————
    Pra Daenerys estabelecer algum tipo de justiça ela primeiro tem que estar plenamente estabelecida em Meereeen… Tem que ter o domínio TOTAL e INCONTESTÁVEL da cidade… Sem isto ela não vai aplicar justiça…vai aplicar somente a sua vontade.
    No caso de Mossador foi ainda pior: Foi o julgamento de dois pesos e duas medidas.

  • Anderson Lima

    Erro de continuidade!

  • Anderson Lima

    Rapaz, se tem uma pessoa cheia de problemas difíceis de resolve nessa série é a Daenerys… kkkk

  • Bruno Lacerda Balbi

    Duvido que alguém vá reclamar de sua “sinceridade”, mas desnecessário ir além e pedir “revisão básica”. Erros passam mesmo apos uma revisão, especialmente com a pressão feita por nós mesmos, leitores, para que a análise esteja no site o quanto antes.

  • Mas o Festim e o Dança seriam adaptados juntos, Jean. Obrigado e abraços!

  • Valeu Niculas! 🙂

  • Obrigado Julio! 🙂

  • Muito obrigado Bruno. Abraços cara!

  • É como eu comentei no texto, acho que os produtores estão criando a necessidade para uma futura aliança entre Daenerys e Tyrion. Abraços Adriano! Obrigado!

  • Concordo Ricardo! Muito obrigado cara!

  • Hahaha! Devo me aposentar disso depois, mas agradeço muito a consideração Beto.

    E você tá enxergando tão bem quanto o Daario meu amigo. Abraços!

  • A ideia de Jaime em Dorne não foi tão ruim, mas foi mal introduzida. Abraços Patrick!

  • A revisão foi feita, mas acho que preciso mesmo é revisar a viabilidade de continuar escrevendo textos desse tipo toda semana se a única digna do seu comentário foi um erro de português não corrigido.

    No mais, agradeço a sinceridade. Volte sempre.

  • osman Fergusson

    erro de continuidade é quando um cenário, figurino ou ator, aparece de um jeito numa cena e em seguida aparece diferente na mesma cena. isso não é erro de continuidade. só usaram uma peça de um e aproveitaram pra outro

  • Marcello Guimarães

    Foda cara, sempre continue com suas análises. Eu creio que, não só eu, sinto aquela necessidade de assistir uma revisão depois de qualquer episódio, ainda mais se for bem escrito. Parabéns!

  • Victor

    Que comentário perfeito! Continue escrevendo, não liga pra esse tipo de comentário não… Tem muita gente aqui (tipo eu) que fica entrando no site o tempo todo pra saber se já saiu sua análise

  • Luh

    Ah sim, tinha esquecido disso! Obg!!

  • Graziela

    Olá eu leio sempre os comentários do site, mas nunca escrevi, é a primeira vez. Tinha que dar minha opinião. Parabéns pelo trabalho de todos vocês, adoro o site e recomendo para todos os meus amigos. A tua análise é maravilhosa , clara bem argumentada. Por favor continue a escrever a análise de cada episódio, obrigada e um abraço.

  • Nymeria Sand

    Bacellar, adoro os seus textos!

    Achei bem repetitivo a questão da Daenerys e do Robb. Tantas formas de mostrar que ela está no meio de uma guerra local de poder e escolhem não sair da zona de conforto.

  • Quando um personagem, diz “só existe um destes” e a série os produtores/roteiristas mostraram que toda mulher em Westeros que tenha tido contato com alguma Lannister tem um deste, isso é um de continuidade, sim.

  • Julio Caio

    Sim, os discursos foram legais, mas não gostei da construção da cena em si, me pareceu algo sem emoção. Nos livros é uma puta passagem da narrativa para a próxima fase, pois a relação das personagens se intensifica nesse momento. Não quero que seja tudo igual, mas achei que poderiam ter caprichado um pouco mais devido a importância da cena.

  • Lucas Campello

    Concordo 100% com você, cara. Só fiz essa ressalva de que o discurso do Sam foi sensacional. Hehehe.

  • Valmor FC

    Parabéns pelo texto e pela postura na resposta à critica. Infelizmente alguns estão mais preocupados em apontar os erros dos outros(que no caso foi mínimo), do que procurar contribuir com análises produtivas e incentivadoras à manutenção das suas publicações!

  • Roberto Pereira

    Mano, tu quer se aposentar com 25 anos (já tô contando mais uns 3 anos de série)? Tá muito cedo não? haha

    Rafa, eu sei que isso não é o Fantástico pra gente pedir música rs, mas por que vc não elabora melhor num texto sem ser os review, a tua opinião sobre o descolamento da série em relação aos livros.

    Gostaria muito de ler.

  • Eduardo Barbosa Barros

    ´Parabéns pela análise Bacellar!

  • Rannife

    Adorei sua análise do episódio. Confesso que estava acessando o site todo dia para lê-la. Imagino que deva ser difícil fazer a síntese de cada episódio com as situações e citações dos livros antes de cada novo episódio visto que são muitos detalhes e algumas diferenças entre livros e adaptação. Por isso, meus parabéns. Quem é fã agradece.

  • Carol BB

    Parabéns pelo texto! Não concordo com tudo mas, o legal dessas análises é justamente isso. Poder ler as opiniões, bem fundamentadas, de outro fã da série/livros!

  • Eduardo Soares

    Novamente uma bela análise. Parabéns!

  • Joao Palmadas

    Sua resenha foi melhor que o episódio, Rafael.

  • Adri .Couto

    Fiquei preocupada com a possibilidade de Brienne não encontrar o Septão Meribald e nos dar um vislumbre de um certo noviço “muito alto, muito forte e com muito jeito para lidar com cães”. Tô com saudade dele (;

  • Julio Caio

    to ligado, eu fiquei afim de complementar só hhaha

  • Carol BB

    Certeza que não vai rolar essa cena. Senão estragaria todo o ministério. Da mesma forma que não mistério com a chegada do Barristan Selmy ao nucleo da Danny.

  • Tata Baughtter

    Bacellar, estou quase todos os dias a passar no site. Leio tudo. Quase não comento, acho que nunca tenho nada a acrescentar… Mas diante do comentário ai de cima, preciso dizer. Agradeço a você pela análise maravilhosa, que todas as semanas fico na expectativa de ler logo. Sei que vocês do site se viram em mil para nos entregar tudo com a qualidade e dedicação de sempre. Sem vocês não saberia metade desse universo maravilhoso! Como não falo inglês, toda teoria e tal sobre os livros ou serie peguei daqui. Então por favor não se deixe abater por esses comentários vazios. O numero de apaixonados por vossos trabalhos são maiores! <3

  • Letícia

    Quem é essa pessoa?

  • Era uma parte que eu gostava do terceiro livro. Podiam ter caprichado mesmo.

  • Fred Oliveira

    Excelente síntese crítica do episódio, Rafael ! Continue… Obrigado.

  • Carol BB

    É aquele monge/padre/pardal que anda por westeros com seu cachorro e uma carroça cheia de alimentos que ele distribui para os pobres. Ele e brienne se encontram ( acho) em Duskendale e vão junto até aquela ilha ( Silent isle) onde a brienne conhe o Elder Brother e ve, qm possivelmente é o Cão, após ser resgatado do rio.

  • Carol BB

    Sustentabilidade gente! Não da pra sair jogando biju fora…. Rsrs

  • Bruno Tardelli

    Não faça isso meu amigo, a resenha está ótima como todas as suas demais, quem se importa com português, não é uma dissertação isso. O importante é se comunicar, e por conta de um errinho que qualquer um que leia o texto com a intenção de observar seu ponto de vista e suas comparações com o livro (e não de observar as grafia das palavras se estão corretas ou não) nem perceberia.

    Sucesso!

  • Ewerton Rocha

    a análise está muito boa … só tem alguns erros no texto, mas tá ok!

  • rafaella

    Concordo plenamente, a 5 temporada eu achei que está muito diferente do Dança vi até o 4 episodio pela internet e detestei a Sansa se casar com o maldito bastardo dos Bolton (SPOILER), só espero que eles parem de mostra-la na serie como uma garota indefesa e meio retardada e passem uma imagem mais inteligente dela. Eu acho o Kit Harrington um perfeito Jon Snow sem muitos sorrisos faceis

  • osman Fergusson

    é isso aí pensa que tá fácil? dizem que o dinheiro gasto alugando cavalos é absurdo. tem que economizar de algum jeito.

  • Milene Ste

    Gente, só eu lembro que na série o Jaqen serve ao Deus Vermelho??? Ou eu estou lokona?? Lembro claramente que quando ele oferece as 3 mortes à Arya ele cita o Deus Vermelho! Vou ter que catar esse ep rsrsr

  • Daniel Miranda

    Curti muito os a crítica, soube apontar os pontos negativos. Pra mim, o que mais me irrita na série é essa mania de querer reaproveitar ou dar mta impotancia a certos personagens, inserindo plots inviáveis e desnecessários. Como o tão reclamado plot do verme e da Missandei, ou querer continuar utilizando a a Elaria ( nada a ver). O Martin faz questão de mostrar que numa guerra, milhares de pessoas tem importância e várias mudam o rumo da estória, algumas exercem seu papel e saem e depois outras entram no jogo dos tronos. Mas a série faz justamente o oposto, eles ficam tentando utilizar cada personagem até sua morte e por isso tem que tirar/omitir outros, fora as esbarradas entre os personagens que faz westeros parecer do tamanho da minha cidade. Simplifica demais o mundo complexo criado pelo Martin.

  • Daniel Miranda

    Sua resenha foi melhor que o episódio, Rafael. [2]

  • Hahaha! O episódio também não foi dos melhores né João? Mas agradeço muito cara! Abraços!

  • Ele faz isso por que Arya salvou ele e os companheiros de uma carroça pegando FOGO. Por isso, Arya tirou três mortes do Deus Vermelho. No livro também é assim. 😉

  • Milene Ste

    Siii. Mas não é incoerente ele servir ao Deus Vermelho e estar na Casa do Preto e Branco? Eu não entendi muito bem esse lance de Deus de muitas faces. Quem segue isso crê em todos os deuses?! Confuso. O.o

  • Adri .Couto

    o Septão ou o noviço? (;

  • Letícia

    agora eu entendi que era o cão. Tomara que na serie tenha ele de volta tb!

  • Juliana Garça

    Pelo que eu li até agora, eles falam que todos esses deuses são as muitas faces de um único deus.