Os erros nas edições de O Mundo de Gelo e Fogo

Atualizado em 24/03: a Editora Leya divulgou nota a respeito do livro, que se encontra ao final deste artigo.

Então, O Mundo de Gelo e Fogo chegou e foi um sucesso entre os fãs. E é claro que não poderia ser diferente, afinal o conteúdo é vasto e muitíssimo bem cuidado e trabalhado, um deleite para os fãs. O novo livro até põe lenha na fogueira de algumas teorias já existentes, e dá origem a algumas novas. Entretanto, uma obra tão ambiciosa não ficou imune a erros, seja na edição original ou na brasileira.

García, Antonsson e Martin com a edição gringa de O Mundo de Gelo e Fogo, que conteve erros de concordância interna.

As primeiras edições gringas do livro contaram com inúmeras inconsistências, que foram percebidas e apontadas pelos leitores no fórum do Westeros.org, website administrado pelo próprio Elio García, co-autor do livro. Elio (“Ran”, no fórum) esclareceu o que havia saído realmente errado e o que eram “inconsistências deliberadas” (passagens que aparentemente são erros, mas na verdade são condizentes com os narradores não-confiáveis com os quais estamos acostumados na série).

A seguir, uma lista de erros confirmados por Elio nas edições gringas (e suas respectivas correções), muitos dos quais provavelmente foram também transportados para a edição da LeYa (as páginas se referem à edição da Bantam):

  • A irmã de Edwyle Stark, Jocelyn Stark, se casou com Benedict Royce, não com “Benedict Rogers” como diz a árvore genealógica (Fonte);
  • Aelinor nasceu Penrose, e não Targaryen (como Jeor Mormont menciona em A Fúria dos Reis). Aelinor Penrose era primo de Aerys I;
  • 1ª impressão, p. 231: Robert matou Rhaegar em 283 DC, e não em 282 DC;
  • 1ª impressão, p. 159: “son of the late prince Aegon” está errado. Jaehaerys era o irmão mais novo de Aegon;
  • Laenor Velaryon aparece como o irmão mais velho na árvore genealógica, entretanto ele era o mais novo, como descrito em “The Rogue Prince”, e no Not a Blog de GRRM;
  • The Rogue Prince está errado. Foi Orwyle quem cortou os dedos de Viserys I, e não Gerardys;
  • Na página 59, é dito que Alys Harroway foi a primeira das noivas a ficar grávida em 48 DC. Na verdade isso ocorreu em 44DC;
  • Na árvore genealógica Stark, Rodwell Stark e Donnor Stark não estão em negrito, enquanto que Bran os listou como Senhores na série principal. Foram confirmados como sendo Senhores de Winterfell (essa correção já deve ter saído na 3ª impressão);
  • Jaehaerys se tornou rei com 14 anos em 48 DC (nasceu em 34 DC) e se casou com sua irmã assim que atingiu a maioridade (16 anos: 50 DC). É dito que o casamento durou 46 anos, fixando a morte de Alysanne em 96 DC. Porém, algumas páginas adiante sabemos que ela morreu pouco menos de um ano depois de sua filha Gael em 99/100 DC. Os 46 anos ainda estão corretos. São mencionadas duas Brigas. É dito que a Segunda Briga durou 2 anos, e a outra durou 1 ou 2 anos. Foi confirmado que essas Brigas não entraram na contagem de “anos casados”;
  • Vários anos aparecem como sendo quando Tywin se tornou Mão do Rei, e e de seu casamento com Joanna Lannister, que ocorreu um ano depois. Os anos corretos são: Tywin nasceu em 242 DC, o noivado de Genna e Emmon Frey ocorreu em 252 DC, Tywin se tornou Mão em 262 DC, e portanto Tywin se casou com Joanna em 263 DC;
  • As seções sobre as Terras Fluviais e sobre os Homens de Ferro se contradizem no que concerne a aonde os homens de ferro de Harwyn levaram os navios pelo Ramo Azul (norte ou sul). Uma consulta ao mapa mostra o lugar correto, porém;
  • Morgan Hightower é o irmão mais novo de Martyn Hightower. Patrice é a tia virgem deles, e não a tia virgem do Alto Septão;
  • Stannis Baratheon nasceu em 264 DC;
  • O torneio de aniversário de 272 DC ocorreu em Porto Real (como diz a página 116), e não em Lannisporto (como diz a página 124);
  • A grafia correta de “Joffery Lydden” é “Joffrey Lydden”;
  • Rhaena Targaryen (filha de Aenys I e Alyssa Velaryon) nasceu em 23 DC. A escolha de palavras no que se refere a um possível noivado entre ela e Maegor (25 DC) é para significar a idade de Maegor durante o próprio casamento, e não a idade que tinha quando foi feita a proposta (que portanto ocorreu em 23 DC, quando Maegor tinha 11 anos);
  • Não está claro se Aegon (filho de Rhaegar e Elia) nasceu nas últimas semanas de 281 DC ou nas primeiras semanas de 282 DC;
  • “Black Aly Blackwood” é tia de Benjicot Blackwood, e não sua irmã (como diz o livro);
  • Na p. 259 Lomas Longstrider está grafado como “Loras”;.
  • 1ª edição, p. 150: no mapa das Terras Fluviais, “High Road” aparece como “River Road”.

A edição traduzida da Editora Leya, infelizmente, a exemplo da original, veio também com erros, o que não é exatamente uma novidade para os fãs. Para além de questões de concordância dentro do universo e inconsistências como as apontadas acima, porém, a edição nacional contou também com erros gramaticais e ortográficos, além de problemas na própria tradução. Alguns desses erros chegaram a alterar passagens e causar sentido diverso do texto original. Com ajuda do pessoal do Fórum Ice and Fire (brasileiro) e de outros colaboradores, compilamos alguns dos equívocos da edição da Leya.

Na seção dedicada a Aegon II, que inclui também um relato da Dança dos Dragões, vemos nas p. 74-75 da edição nacional:

“A mensagem que o Príncipe Daemon mandou para Pedra do Dragão, depois de saber da morte de Lucerys, foi: ” Olho por olho, um filho por outro. Lucerys será vingado.” Ele era o príncipe da cidade e ainda tinha muitos amigos, nas tavernas e bordeis de Porto Real. A principal delas era sua amante Mysaria, o Verme Branco. Ela garantiu vingança, contratando um caçador de ratos brutal que entrou para a historia como Sangue e Queijo. Graças à sua profissão, o caçador-de-ratos conhecia todos os segredos dos túneis de Maegor. Esgueirando-se até a Fortaleza Vermelha, Sangue e Queijo capturou a rainha Helaena e seus filhos…  e então ofereceu à esposa de Aegon II uma escolha brutal: qual de seus filhos devia morrer? Ela chorou, implorou e ofereceu a própria vida em vão. No final, escolheu Maelor – o mais novo e considerado jovem demais para entender. Em vez disso, Sangue e Queijo matou o príncipe Jaehaerys, enquanto a mãe berrava aterrorizada. Então Sangue e Queijo fugiu com a cabeça do príncipe, fiel à palavra de que iria atrás apenas de um dos filhos de Aegon.”

Pela leitura dessa passagem (e da também da página 75), o que se entende é que um indivíduo chamado “Sangue e Queijo”, um “caçador de ratos brutal”, foi contratado por Mysaria, não é mesmo?

Não foi isso o que ocorreu, porém. Vamos ao texto original (p. 74 e 75 da 1ª edição da Bantam):

“The words Prince Daemon sent to Dragonstone after having learned the news of Lucerys’s death were, “An eye for an eye, a son for a son. Lucerys shall be avenged.” He was the Prince of the City, and he still had many friends in the stews and brothels of King’s Landing. Chief of them was his once-paramour, Mysaria, the White Worm. She arranged his vengeance, hiring a brute and a rat-catcher known to history as Blood and Cheese. Thanks to his profession, the rat-catcher knew all the secrets of Maegor’s tunnels. Slipping into the Red Keep, Blood and Cheese seized hold of Queen Helaena and her children … and then offered Aegon II’s wife a brutal choice: which of her sons would die? She wept and pled and offered her own life to no avail. In the end, she named Maelor—the youngest, and deemed too young to understand. Blood and Cheese killed Prince Jaehaerys instead, as his mother screamed her horror. Then Blood and Cheese fled with the prince’s head; true to their word that they were only after one of Aegon’s sons.”

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Sangue (o bruto, à esquerda) e Queijo (o caçador de ratos, à direita). Na edição nacional, cita-se “Sangue e Queijo” como um único personage. Imagem: “Blood and Cheese”, por Will Owen.

Dessa leitura se percebe algo substancialmente diferente sobre Blood (Sangue) e Cheese (Queijo): na verdade se tratava de dois homens, um deles um caçador de ratos e o outro um bruto, que ofereceram a Helaena a escolha de qual de seus filhos deveria morrer. E a palavra deles foi cumprida, afinal Jaehaerys morreu e Maelor viveu. O fato de se tratar de duas pessoas é comprovado também por uma leitura do conto The Princess and the Queen, que contém um relato mais detalhado da Dança e do próprio episódio com Sangue e Queijo. Uma mudança significativa, não?

Na página 19 há outro problema que reside essencialmente na tradução. Encontramos a seguinte passagem na edição nacional:

(…) Lá, ainda sob a proteção dos reis dos Primeiros Homens, os Filhos da Floresta cuidavam dos majestosos represeiros entalhados que existiam no topo (trinta e um, segundo o Arquimeistre Laurent, em seu manuscrito Lugares Antigos do Tridente). Dizem que quando os guerreiros de Erreg começaram a cortar as árvores, os Primeiros Homens lutaram ao lado dos filhos, mas o poder dos ândalos era grande demais. Ainda que tenham feito um valente esforço para defender seu bosque, os Primeiros Homens e seus filhos foram todos assassinados. Os contadores de histórias agora afirmam que os fantasmas dos filhos da floresta ainda assombram o monte à noite”.

Temos aí duas questões. Primeiro, a falta de padrão em se usar ou não maiúsculas ao se referir aos filhos da floresta. E segundo, uma confusão quanto a que “filhos” foram assassinados junto com os Primeiros Homens. Vamos ao texto original (p. 19 da Bantam):

There, while under the protection of the kings of the First Men, the children of the forest had tended to the mighty carved weirwoods that crowned it (thirty-one, according to Archmaester Laurent in his manuscript Old Places of the Trident). When Erreg’s warriors sought to cut down the trees, the First Men are said to have fought beside the children, but the might of the Andals was too great. Though the children and First Men made a valiant effort to defend their holy grove, all were slain. The tale-tellers now claim that the ghosts of the children still haunt the hill by night.

Aqui vemos que o padrão é definido em se referir aos filhos da floresta (“children of the forest”) sempre em minúsculas, e pela leitura do texto depreende-se facilmente que foram eles que foram mortos pelos ândalos em Coração Alto juntamente com os Primeiros Homens, e não os filhos destes.

Alguns erros se tratam de inconsistências aparentemente menores, mas que também podem causar confusão e alterações de sentido. Na página 41 encontramos a seguinte passagem:

O Rei Loren da Rocha sobreviveu, cavalgando através de uma parede de chamas e fumaça até estar em segurança, quando viu que a batalha estava perdida. (…)

O texto original se refere a “Loren of the Rock“. Naturalmente, “rock” aí é nada menos que o “rochedo” de Rochedo Casterly, o acidente geográfico que dá nome também à fortaleza da casa Lannister, e que vem sendo chamada assim por Jorge Candeias desde a primeira edição de A Guerra dos Tronos. O correto seria, portanto, “Rei Loren do Rochedo”.

Chegamos então, às questões de dois Harren das Ilhas de Ferro. O primeiro não poderia ser outro senão o infame Harren, o Negro, um dos adversários de Aegon I na  Conquista.

Nenhum rei em Westeros foi mais temido do que Negro Harren, cuja crueldade se tornou lendária por todos os Sete Reinos. (…)

Ao longo do relato da Conquista, vemos inúmeras referências ao personagem como “Harren, o Negro“, à exceção da passagem acima e de uma na página 36 em que ele é também mencionado como “Negro Harren“.

O erro não reside em fazer essa diferenciação, o que é na verdade um acerto. No texto original, há também menções a ele como “Harren the Black” e “Black Harren“, alternadamente. A questão porém, é que é há uma diferença fundamental de sentido em se referir a alguém como “Harren Negro” e como “Negro Harren”. Este último, obviamente traduzido na ordem de palavras do original “Black Harren“, pode dar a impressão de se tratar de um personagem de pele escura, o que não é o caso. Na verdade esse é um problema que vem desde a primeira tradução de A Guerra dos Tronos, quando o personagem foi mencionado pela primeira vez por Aemon como “Negro Harren” (cap. 60, Jon VIII).

Na esteira desse Harren, na página 52 do livro vemos também menção a um suposto neto seu, Harren, o Vermelho, que também é mencionado como “Vermelho Harren“. Há aí um padrão, mas imagino que soaria bastante melhor (e evitaria confusão) se eles fossem “Harren Negro” e “Harren Vermelho”. Foi essa a escolha, inclusive, para a própria tradução oficial do nome de outro nascido do ferro: o homem de Theon “Black Lorren“, um dos mais ferozes guerreiros das Ilhas de Ferro, se tornou mais acertadamente “Lorren Negro” desde A Fúria dos Reis, e não “Negro Lorren”.

Uma questão parecida, mas com algumas diferenças, é a da tradução do apelido de Bethany Blackwood, a esposa de Aegon V cuja identidade finalmente descobrimos. Ela era apelidada de “Black Betha”, por seus cabelos pretos e olhos escuros. Em “O Mundo de Gelo e Fogo”, na página 108 e na árvore genealógica Targaryen, encontramos menção ao apelido de Bethany como “Negra Betha“. Além do problema de sentido potencialmente confuso – dá também margem para o entendimento de se tratar de uma personagem negra, quando não é o caso – há no caso de Betha também uma inconsistência com os livros anteriores.

O Navio de Davos recebeu o nome de "Betha Negra" na tradução de A Fúria dos Reis, mas a Rainha que inspirou seu nome foi chamada "Negra Betha" no "Mundo". Ilustração: "Black Betha", por Ignazio Bazán Lazcano para a Fantasy Flight Games ©.

Betha Negra, o navio de Davos em A Fúria dos Reis. Ilustração: “Black Betha”, por Ignazio Bazán Lazcano para a Fantasy Flight Games ©.

O navio de Davos Seaworth em A Fúria dos Reis é chamado também “Black Betha“, muito provavelmente em homenagem à própria Bethany, já que Stannis é bisneto de Aegon V. Ocorre que na edição nacional, o nome do navio foi traduzido como “Betha Negra” (pode ser conferido em inúmeros capítulos de Davos, inclusive na Batalha de Água Negra, e no Apêndice do livro). Por uma questão de concordância interna, além de um melhor sentido, no “Mundo” o ideal seria também se traduzir o apelido de Bethany Blackwood como “Betha Negra“.

Um erro recorrente é a tradução do apelido de Brynden Rivers, o Corvo de Sangue. No livro, em inúmeras passagens em que foi mencionado, o personagem foi citado como “Sangue de Corvo”, ao contrário do significado original (“Bloodraven“, que advém da mancha de nascença que tem no pescoço, avermelhada e aparentemente no formato de um corvo) e da própria tradução utilizada em O Cavaleiro dos Sete Reinos: “Corvo de Sangue”.

Outros problemas na tradução têm a ver também com a revisão. São erros de ortografia, gramática, ou palavras que simplesmente não foram traduzidas.

Logo à página 33, quando Yandel trata do cenário político westerosi antes da invasão de Aegon I, nos deparamos com este trecho:

Os Reis da Campina tinham mordiscado seus domínios a oeste, os dorneses assediaram as regiões ao sul, e Harren, o Negro, e seus homens de ferro tinham tomado para si o Tridente e as terras ao norte da Torrente da Água Negra. O rei Argilac, o último Durrandon, deteu esse declínio por um tempo (…)

Essa forma verbal, referente a “deter”, na verdade não existe. A forma correta seria “deteve”.

Na página 68, na seção dedicada a Viserys I Targaryen, temos um erro dos mais comuns de nossa língua, mas que definitivamente não pega bem se encontrado em um livro. Na coluna da direita encontramos a seguinte passagem:

(…) Viserys ergueu Daemon, devolveu sua coroa e o beijou nas duas faces; apesar de toda a turbulência entre eles, Viserys amava o irmão de verdade. Aqueles que estavam no torneio aplaudiram – mais nenhum mais ruidosamente do que Rhaenyra, que também amava o tio arrojado.

Nessa situação, o correto seria o uso de “mas”.

Página 235, “Dorne”. Vemos aqui o que é provavelmente um ato falho que passou batido pela revisão:

O mais meridional dos Sete Reinos é também o mais inóspito… e o mais estanho aos olhos (…)

A palavra correta seria, naturalmente, “estranho”.

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Inúmeros problemas na genealogia Targaryen.

Na mesma linha de situações que provavelmente não foram revisadas, encontramos problemas nas árvores genealógicas. Nesses casos, na Árvore Genealógica dos Targaryen algumas palavras simplesmente não foram traduzidas e ficaram como no original:

  • o apelido de Maegor I está entre parênteses, só que em inglês: “The Cruel“;
  • o fruto da união de Alyn “Punho de Carvalho” Velaryon e Baela Targaryen consta como “Issue“. Essa palavra não é o nome do filho ou filha do casal. Significa “descendência”, “prole” ou mesmo “herdeiro” em inglês;
  • o apelido de Daena Targaryen foi traduzido como “O Desafiante“. Daena, como se percebe pela própria legenda (se é que ainda havia alguma dúvida), é mulher.
  • Jenny de Pedrasvelhas, esposa de Duncan Targaryen, consta como “Jenny of Oldstones“;
  • Tyanna da Torre, esposa de Maegor, aparece como “Tyanna of the Tower“;
  • Kiera de Tyrosh, esposa dos Príncipes Valarr e Daeron, consta como “Kiera of Tyrosh“.
  • há ainda um erro que foi herdado da edição original: Joffrey Velaryon aparece como “Joffery Velaryon“.

Ressalto que a intenção deste artigo não é fazer crítica gratuita ao trabalho da Leya ou de Márcia Blasques, tradutora da obra. De fato, exigir que uma obra desse porte ficasse incólume a alguns erros menores seria absurdo. Seus próprios autores, afinal, que certamente dedicaram muitas horas a mais em sua produção e revisão, não conseguiram esse feito, como provam as inúmeras inconsistências encontradas nas edições gringas.

Suponho que a pressa para se lançar o livro em uma data próxima à da edição original (e do Natal) tenha comprometido uma revisão adequada, mas o que se vê no resultado final acaba por ser inegavelmente desrespeitoso ao leitor-consumidor, que recebe um livro com erros de ortografia e gramática, e muitas vezes sequer percebe estar lendo conteúdo alterado. Também desrespeita em certa medida os próprios autores, à medida em que seu texto original sai modificado, por mais ínfimos que pareçam ser os problemas na edição. Se a pressa pela data de lançamento foi de fato o motivo para uma revisão menos cuidadosa, não é justificativa razoável.

Por mais que García e Antonsson também não sejam “inocentes” por terem deixado passar muitas questões percebidas por leitores mais atentos, considero que a natureza desses erros seja diferente de alguns dos que apareceram na edição nacional. Não acho que seja demais exigir que nesta pelo menos não haja erros de ortografia ou gramática, e nem ruído considerável na tradução que comprometa o sentido original de passagens do livro. Penso que tal exigência tem seu lugar em relação a qualquer livro, mas especialmente em uma obra do calibre de O Mundo de Gelo Fogo: um livro de dimensões maiores que o normal, encadernação e papel de qualidade superiores, com inúmeras ilustrações, certamente foi projetado para ser um artigo de colecionador ou algo próximo disso. Seu próprio preço nas livrarias comprova que não se trata de um livro “comum” (ainda que mais recentemente o valor nas lojas tenha caído drasticamente). De qualquer forma, diante das circunstâncias e e características que envolvem o livro, penso que certos erros são ainda menos admissíveis.

E você, o que acha? Concorda que O Mundo de Gelo e Fogo merecia uma revisão mais precisa, ou considera que pequenos erros podem ser perdoados para se ter o livro em mãos mais cedo (se é que foi esse mesmo o motivo)? Encontrou mais algum erro durante sua leitura? Poste nos comentários!

Atualização: após a publicação do artigo a Editora Leya entrou em contato com o Game of Thrones BR e divulgou a seguinte nota a respeito da edição nacional:

NOTA LEYA BRASIL
A LeYa Brasil já está trabalhando nas correções para a próxima reimpressão da obra “O Mundo de Gelo e Fogo”.
Quanto aos erros da edição original, que serviu de base para a tradução, estamos aguardando as alterações oficiais para incorporá-las à nova edição.

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  • jorge_lito

    Não é a primeira vez que vejo erros nos livros. Dá primeira vez que eu li os cinco livros eu percebia alguns erros de tradução, mas depois que comecei a reler passei a reparar mais. Queria ter escrito todos os erros que encontrei, mas dá uma preguiça de procurar.

    Não comprei o livro O Mundo de Gelo e fogo ainda, mas me desamina ver esses erros. Espero que eles concertem e relancem como deveria está, mas acho difícil.

  • mauricio braglia

    eu concordaria com erros de tradução até de ortografia se o livro fosse de graça mas por 100 e poucos reais como estava em dezembro (aqui e Belém Pa na saraiva ainda custa mais ou menos isso e ainda leva 15 dias para chegar possívelmente venha no lombo de mula pela Belém Brasilia) fora isso baita falta de respeito se fosse em um pais serio rolava até ressarcimento para quem comprou

  • Nossa, tem erro pra cacete!

  • DihGamer

    Pra mim um erro foi a LeYa colocar o brasão da casa Frey na capa junto com os brasões das casas principais….
    não tinha nada que estar ali ¬¬’

  • PHSA

    Erros de inconsistência na história eu não pegaria nem se fosse uma cobra prestes a me picar. Porém, me lembro de que enquanto lia parei inúmeras vezes observando erros. Por 120 reais realmente é chato. Colecionar algo que não está pelo menos 99% bem feito é ruim , pq depois corrigem e o da gente fica errado. Mas, pra mim, valeu a pena. Gostei muito da leitura. E apesar de tudo isso, a história do Mundo de Gelo e Fogo é maior que tudo isso.

  • adriano

    com erros ou sem erros eu quero é que o tarly da vida real termine a saga

  • Martins

    O livro é incrível, com ilustrações magnificas. Mas convenhamos, pra uma edição tão cara como essa eu esperava uma dedicação melhor no que tange a tradução. Árvore genealógica Targaryen foi ridículo, como que traduções disso passou desapercebido? Ninguém revisava?
    Percebi diversas disparidades entre o que conhecemos dos livros como o caso dos filhos gêmeos de Kevan Lannister apontados em ASOIAF, Martyn e Willem eu acho, que na árvore Lannister não consta como nascidos gêmeos. Percebi a diferença dos assassinos Sangue e Queijo, sendo considerado apenas como um…. diversos outros. E bem, se foi proposital ou não, pergunto se perceberam tbm o erro na linha do Reinado Targaryen, onde Baelor I aparece como rei antes de Daeron I, quando na verdade foi o oposto.

  • Daniel Miranda

    Deve ser porque agora eles sao das terras fluviais.

  • Acho que colocar todos aqueles brasões ali foi um erro, cara. Estragou um pouco o projeto original da capa, que tava bem mais bonito (e mais limpo).

  • Eliezer Martins

    Tem um erro na linha do tempo dos reis que vem no final do livro após o mapa das Terras da Coroa, trocaram a posição de Baelor I (O Abençoado) e de Daeron I (O Jovem Dragão), mas esse erro está no original também.

  • Isso é irrelevante. A Grande Casa das Terras Fluviais agora é a Baelish de Harrenhal, não os Frey. O ramo principal desta continua tendo como sede as Gêmeas, aliás (Correrrio ficou para um ramo cadete).

    Mas ainda que os Frey fossem os Senhores Supremos do Tridente, se esse fosse o critério para que fossem inseridos ali teriam que ter colocado os Bolton na capa também, e deveriam excluir os Tully e os Stark.

    Na verdade o mais provável é que tenham colocado eles só porque é uma das casas mais conhecidas e familiares do grande público mesmo.

  • Leandro Soares

    Isso que dá querer lançar o livro na correria.

  • Joao Palmadas

    Se for por isso, é besteira, porque os Frey são uma casa menor durante o período que o livro conta.

    E eu acho que ficarão sendo uma casa ainda menor no final da história.

  • Guest

    O Sam deve terminar, o pai dele eu não sei.

  • Afonso Henriques

    Poxa, eu ia comprar :/

  • Tem bastantinho erro e eu pedi logo que saiu hahaha, mancada. Mas bom, a gente se vira, só é foda, pq foi caro hahahaha.

  • adriano

    mais também passar 6 anos para lançar um não dá né?

  • Myriel

    Sinceramente? Esse livro teve revisão nota 0. Os responsáveis deveriam sentir remorso por ter deixado erros gramaticais e de concordância tão bobos passarem despercebidos, enquanto ostentam seus nomes na produção do livro em língua portuguesa…

  • Daniel Miranda

    mas esse livro foi lançado in between o início e final das cronicas.

  • Daniel Miranda

    To tomando como base o ep. 10 da terceira temporada. Que o walder frey fala que é o senhor das terras fluviais ou correrrio sei lá, para os Roose Bolton.

  • Gildo Cravo Batinga Neto

    Aprecio por demais o trabalho da LeYa Brasil. Eu e minha namorada acompanhamos as obras de Martin, adoramos a recente publicação de “O Cavaleiro dos Sete Reinos” seguida de “O Dragão de Gelo”. Mas, ainda assim, erros como: da rocha, a negra betha, o negro harren e os filhos dos primeiros homens, podem por prejudicar toda a experiência. Esperamos sinceramente que a LeYa faça a tradução e a localização cultural por completo. Lembramos ainda que autores como Tolkien de o senhor dos anéis adotavam um padrão único de regionalização.

  • Joao Palmadas

    O livro não chegou a falar da guerra dos cinco reis. Robb Stark e Renly Baratheon não são mencionados. O Tyrion, acho que só aparece como um dos filhos do Tywin, mais nada. O Jon Arryn ainda está vivo no final do livro. Não se menciona o Ned Stark como mão do rei. No finalzinho, o narrador fala em confusão na política do reino, mas não dá detalhes, porque a guerra continua e ele não quer se comprometer com o lado que pode ser o lado perdedor. Ele realmente dedicou o livro ao Tommen (depois de riscar a dedicatória ao Joffrey), mas ele terminou sua história no reinado do Robert.

    Now the realm is at peace, and all that Robert’s ascension to the throne once promised has come to pass. Our noble king has overseen one of the longest summers in many years, filled with prosperity and good harvests. Moreover, the king and his beloved queen have given the realm three golden heirs to ensure that House Baratheon will long reign supreme. And though a false King-beyond-the-Wall has recently declared himself, Mance Rayder is an oathbreaker fled from the Night’s Watch, and the Night’s Watch has always brought swift justice to those who have betrayed it. This king will amount to nothing, as have all the other wildling kings before him.

  • Felipe Lobato

    “The Rogue Prince está errado. Foi Orwyle quem cortou os dedos de Viserys I, e não Gerardys;”

    Espera, Gyldayn está errado e Yandel está certo? Caraca.

  • Joabe Moreira

    Esses erros não comprometem nada da experiência fantástica que esse livro entrega aos leitores .

  • Hugo Rafael

    Não vejo motivo nenhum para não comprar, o livro é ótimo.

  • Ele riscou o nome do Robert também.

  • Série não é canônica para os livros.

  • Exato, não estamos falando para não comprar. É só que não podíamos deixar de falar dessas questões, que foram visíveis, inclusive como forma de tentar evitar que apareçam em próximas publicações.

  • Danilo Brande

    Agora que to vendo o artigo dá pra ver quanto erro tem nesse livro huahuauha. Parece não um livro , mas sim um jogo de computador que foi lançado às pressas cheio de bugs e de qualquer jeito pra fazer dinheiro.

  • Adriano

    Uma pergunta:
    Em dezembro pretendo me dar de presente de Natal esta belezura…
    O livro ja estará com as correções aqui expostas???
    .
    .
    .
    .

    ou vou ter que anexar um papel com o que foi mostrado aqui pra quando for consultar não ler algo errado???

  • Que trabalho reunir isso tudo, hein Felipe?

    Já falei, deviam contratar a gente de revisores, evitavam essas vergonhas…

  • Vinícius Paiva

    Os erros de revisão são notáveis e a culpa é da editora sim: um trabalho complexo como esse deveria ter pelo menos 3 revisores e não apenas 1, como indicado nas informações bibliográficas. Fora as questões apontadas, é uma obra magnífica!

  • Gabriel

    Tão cobrando 100 reais por um livro cheio de erro. Piada.

  • Joabe Moreira

    Você tem toda razão , mesmo com os erros graves de ortografia da edição nacional o livro ainda merece ser lido , pois é uma obra incrível .

  • Thiago Corrêa

    kkkkkkkkkkkk Todos nós queremos!!!

  • Parabéns pela excelente matéria. 🙂

  • Fala, conterrâneo. rs

  • Daniel Miranda

    entendi.

  • Weberson Rocha

    Uai vou pedir outro a LEYA com as correções corretas.

  • Adriano Pellegrino

    Será que a Leya fará recall? Tô na fila pra enviar o meu!!!

    Agora, falando sério, o livro é sensacional, vale a pena tê-lo, e ao meu ver, foi um trabalho primoroso, apesar dos erros mencionados.

  • da hora

    Quando vai sair o sexto livro ?

  • Emanuel Stark

    Cara a LeYa devia fazer a troca do que temos em mão assim que fizessem uma correção mais concentrada no original, ja que pagamos caro… Sou viciado em GELO e FOGO desde 2010 quero ter um produto de qualidade em mãos ainda se tratando das obras do Mestre Martin.

  • Leandro Soares

    Ele lançou vários livros nestes 6 anos.

  • Ivan Milazzotti

    Caraca…Quanta coisa…

  • Joao Palmadas

    Falando em erros e casas nobres – nessa (belíssima) imagem da Olenna deveríamos ter cyvasse ao invés de xadrez, não? https://pbs.twimg.com/media/CAU3C8vU8AE4zTh.jpg:large

  • Gildo Cravo Batinga Neto

    Interessaste, de fato ela usa os seus familiares como peça sobre um tabuleiro.

  • Mariana de Camargo

    A maior parte dos erros nao vem somente de O Mundo de Gelo e Fogo, há também muita coisa errada no Dança, que foi tradizido pela mesma pessoa. Nada contra ela, sei da dificuldade de traduzir um livro como esse, mas a impreção que fica é de que ela não leu os outros livros e isso deixa muitas coisas diferentes, principalmente na tradução de nomes de pessoas e lugares.

  • Jackson Macedo

    Só nasci no Pará! :)!
    Vou esperar que seja feita a devido correção, depois compro, com frete vai sair bem mais caro. Aqui no Ap…não temos a Saraiva :).

  • Deviam contratar os fãs pra revisar… kkkkkk Principalmente os fãs brasileiros.

  • mauricio braglia

    ègua pai dégua, fala mano velho! bora toma aquele açaí do lado de lá da ilharga kkkkkkkk

  • mauricio braglia

    Mana pense num caboco cum reiva da Saraiva kkkk

  • Carol BB

    Por isso que eu, particularmente, acho muito ruim ler grandes obras como as Crônicas traduzidas.
    Percebi isso ainda criança lendo a versão traduzida de o Hobbit, e depois de Harry Potter. São tantos erros, e mais tantas expressões mal retratadas, que valeu a pena sofrer um pouco pra aprender a ler em ingles. Digo aprender a ler porque mesmo quando falamos e entendemos bem o ingles de seriados e filmes, é bem sofrido começar a ler livros épicos de fantasia em ingles. Peças de armaduras, flora e fauna, tipos de comidas… são vocabulários muito específicos. Mas, depois que você aprende, vale muito a pena.
    Até hoje não me conformo com algumas traduções que vejo nas legendas de Game of Thrones. Qual o objetivo de traduzir nomes de pessoas e cidades?
    E ainda assim, porque traduzem KingsLanding para Porto Real ao invés de Pouso Real ??? Não faz o menor sentido e perde a essencia da história!

  • Pessoal, vai tirar do foco principal do texto, mas queria ver se alguém pensou a mesma coisa:

    Não é estranho, que o maior símbolo em toda a enciclopédia seja um dragão de três cabeças PRETO? Provavelmente não é nada, mas ali no começo da enciclopédia tem essa imagem e eu fiquei meio encafifado. Um amigo meu acha que fizeram como se fosse de ferro e que eu tô procurando pêlo em ovo hahahaha, mas mesmo assim, acho válido compartilhar.

    Conspiração Blackfyre pode estar rolando solta e nem percebemos hahahaha.

  • Alexandre

    Obrigado equipe do site por essa matéria. Eu nem estava sabendo desses erros do livro, e quase comprei. Agora é esperar sair uma nova reimpressão com as devidas correções.
    Tomara que não resolvam aumentar o preço de novo, pois agora ele estava começando a ficar bem acessível.

  • Caio Pires

    Landing também significa chegar ao porto. Não existiam aviões e tampouco penso que o nome da cidade se refere a pássaros sendo que ela tem um porto enorme. Mas Correrio doi o coração, embora esteja certa a tradução.

  • Existiam dragões. “King’s Landing” se refere literalmente tanto ao pouso quanto ao desembarque do Rei (Aegon I) na região onde se encontra hoje cidade, que anteriormente à construção do Aegonfort sequer era habitada.

    “Porto Real” dá mais a impressão de se referir a um local que tenha como característica principal a aportagem de barcos, e que tem a presença de reis.

    Na tradução espanhola ficou “Desembarco del Rey” e na italiana “Approdo del Re”, por exemplo, no meu entender mais adequadamente (no que concerne á literalidade).

    Correrrio por acaso acho que é um dos poucos nomes em que tradução saiu a contento, pelo menos para mim. Não perdeu em sonoridade, a palavra é falável (não parece muito artificial) e tampouco perdeu em sentido do original.

  • Carol BB

    Caio, se você ler World of Ice and Fire verá que Kings Landing significa pouso do Rei! Foi exatamente onde o primeiro Aegon pousou quando chegou para conquistar Westeros.

    Ou seja, Porto Real não traduz o significado real da palavra. Deveria ser Pouso Real.

    O que me perturba é que as traduções parecem meio aleatórias. Porque Guerra dos Tronos ao invés de Jogo dos Tronos? Perde o significado que autor quis dar. Porque traduziram Kings Landing mas mantiveram Winterfell? Porque traduzem alguns nomes e outros não?

  • Caio Pires

    Ahhhh entendiii. Eu comprei o livro do mundo de gelo e fogo mas não li ainda. Eu concordo que a tradução é ridícula. Culpa de a editora ser portuguesa também. Qualquer editora é ruim, li Hunger Games em inglês e peguei uma vez o livro da Rocco, MAS QUE LIXO. Também comprei os do GOT em inglês e pretendo ler, mas estou sem tempo, não consegui nem ler o Mundo de Gelo e Fogo.

  • Caio Pires

    É, não havia pensado no caso dos dragões. Além do mais porto em inglês é harbour, acho que me equivoquei na ideia, nao sabia disso. Pelo jeito consta no Mundo de Gelo e Fogo. Uma coisa que me deixa puto é as “Crônicas” de Gelo e Fogo, não vejo motivo pra tirar canção do título, deixa parecer um plágio do título das crônicas de narnia. Fica muito modinha, ao contrário do título original. Malditos sejam.

  • Também acho que foi uma escolha ruim alterar de “Canção” para “Crônicas”. Dá a impressão de que foi feito simplesmente para deixar o nome mais palatável para os públicos brasileiros que já estavam se acostumando a ver “crônicas” em títulos de obras de fantasia, mas esqueceram que a escolha de “Canção” foi deliberada por parte do autor. Ele poderia ter dado o nome de “Chronicles” mas não o fez. O título não foi “Song” à toa, remete às chansons de geste medievais e aparentemente tem significado dentro da própria história.

  • Mateus Saldanha

    Cara, eu aposto como o Jovem Griff é Blackfyre, da uma pesquisada aí tem varias pequenas evidências disso…The Black Dragon is Not Dead!!

  • Sim, nisso eu acredito também. Só acho curioso o maior emblema em todo livro ser esse hahaha. Acho que, de alguma maneira, darão um jeito de finalizar com o Aegon como rei.

  • Matthew Murdock

    Um colega meu já tinha alertado sobre os erros, mas so que não tinha mencionado tantos assim. Espero que façam algo a respeito. Excelente texto, Felipe!

  • Danilo Pereira

    Não é assim, o livro é fantástico

  • Danilo Pereira

    Pra mim significa tanto quanto o dragão prateado na capa, nada (mas Aegon é Blackfire! 😜)

  • Danilo Pereira

    Um detalhe que não foi mencionado e que considero crucial: na página 64, sobre os filhos de Jaehaerys e Alysanne, quando fala da Princesa Alyssa diz o seguinte: “Alyssa era esposa do irmão, Baelon; seus dois filhos usaram a coroa do reino.” Ora, os filhos de Alyssa e Baelon foram Viserys, Aegon e Daemon (portanto dois, não três), dos quais somente Viserys foi Rei (convenhamos que se auto intitular Rei do Mar Estreito não conta). Não sei se foi erro da tradução ou não, mas por se tratar de algumas das personagens mais importantes é inaceitável.

  • Wanderson Silva Freitas

    Alguém sabe de alguma novidade sobre esses erros por parte da Leya? Quero comprar, mas estou com receio por causa desses erros, já saiu a nova edição? Tem previsão?

  • Guilherme vitor

    to na msm situação

  • Paulo de Souza

    Na introdução de Fúria dos Reis, Qhorin Meia Mão é chamado de Qhorin Halfhand, e ao longo do livro de meia mão. A cidade de Braavos é chamada de Braavos algumas vezes, e depois de Bravos. No final da Dança dos Dragões, o cavaleiro da rainha, Sor Robert Strong é chamado de Robert Forte, mesmo tendo a casa Strong já sido apresentada como Strong, inclusive alguns Strong na Companhia Dourada.
    Tem também na Dança, num capítulo do Theon que eles deixan Great Hall sem traduzir, e depois chamam de Grande Salão na página seguinte. O termo Dornese é usado e depois substituido por Dornense.

  • Leitor decepcionado

    Nossa! Cheguei aqui só por pesquisar um errinho no 3o livro (pág. 732, tá escrito ‘chero’ ao invés de ‘cheiro’, além de vários erros de redundância noutros cápitulos) e descubro mais uma avalanche de erros pela frente.😦
    Pior são esses erros na tradução dos nomes. Na minha opinião deixava todos os nomes em inglês pra não ter erro (sem contar que os nomes traduzidos ficam estranhos mesmo).