10 clichês de Game Of Thrones que você pode não ter percebido ainda

Um clichê é algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível dentro daquele contexto, Game Of Thrones assim como As Crônicas de Gelo e Fogo são consideradas pela maioria dos fãs as maiores obras de fantasia contemporânea e tem inspirado diversas outras obras de fantasia. Apesar da fama e da originalidade, muitos fãs podem ainda não ter notado que a história possui tantos clichês quanto diversas outras que conhecemos. Abaixo listamos 10 clichês bastante comuns em livros, animes, mangás, jogos, filmes e músicas.

1. Espadas absurdamente afiadas: uma lâmina afiada é simplesmente uma arma branca extremamente afiada. Em obras de ficção científica o corte pode até ser medido em termos de átomos ou moléculas.

Exemplos de espadas absurdamente poderosas é o que não faltam, alguns exemplos mais famosos incluem a sakabatō de Kenshin Himura, a espada de Trunks em Dragon Ball Z, as garras de Wolverine, a espada do pai de Knives Chau em Scott Pilgrim, a espada de Miho em Sin City, a espada da Hit-Girl em Kick-Ass, as espadas de Hattori Hanzo em Kill Bill, a espada perdida dos Reis de Ankh em Discworld, Tinkledeath no Ciclo da Herança, Excalibur em algumas versões da lenda do Rei Arthur, Zulfiqar, a espada de Ali na mitologia islâmica.

chiche_1_espada

 

Qualquer espada feita de aço valiriano (cujo segredos de forja foram há muito tempo perdidos) é muito mais afiada do que espadas de aço comum.

“I can tell you with no ego this is my finest sword. If on your journey, should you encounter God, God will be cut.”

Hattori HanzoKill Bill

2. Materiais místicos: não basta apenas ter uma espada legal e absurdamente afiada, ela ficará ainda mais especial se for feita de um material raro e possivelmente mágico. Exemplos de materiais mágicos incluem espadas de cristal, restos de meteoros, criptonita e várias versões de mithril e adamantium.

cliche_2_materiais

O Aço Valiriano é uma liga mágica inventada em Valíria e usada para produzir armamentos de qualidade incomparável. São os feitiços e a magia que fazem o aço especial. Lâminas de aço valiriano são mais leves, mais fortes e mais afiadas que os melhores aços forjados em castelos, e apresentam padrões ondulados semelhantes a aço damasco. A maioria das lâminas valirianas existentes em Westeros são relíquias preciosas de casas nobres, cada uma com seu própria nome e história celebres.

Além do aço valiriano já citado, podemos citar a obsidiana, único material capaz de ferir um Outro/Caminhante Branco. A obsidiana ou vidro de dragão é um vidro natural formado pela ação vulcânica. Os filhos da floresta faziam armas de vidro de dragão, incluindo punhais, lâminas e pontas de flechas. Durante a Era dos Heróis, também foi registrado pela Patrulha da Noite que os filhos da floresta davam aos irmãos de negro, cem punhais de obsidiana a cada ano. As armas feitas de vidro de dragão são um dos poucos pontos fracos dos outros. Um Outro que é perfurado por uma lâmina de obsidiana morre quase instantaneamente. 

3. Discursos inflamados: não há nenhuma situação tão desesperadora que não possa ser transformada completamente em um brilhante discurso retórico de um minuto. Quando os heróis e heroínas finalmente estão assumindo uma postura pró-ativa, apesar da alta probabilidade de apenas acabarem mortos(as). Esse tipo de discurso já foi usado em Death Note, no discurso que L faz para a força tarefa no começo da história, o discurso de Ash com seus poucos pokémons quando vai enfrentar Mewtwo e vários pokémons geneticamente modificados, o Almirante da Frota Sengoku em One PieceFëanor em O Silmarillion, o Conde em Drácula, Hugo em Os Miseráveis, 

 

Já observaram quantos discursos desse tipo Daenerys já fez?

Já observaram quantos discursos desse tipo Daenerys já fez?

Tyrion Lannister também é fã de um discurso desesperado como último recurso de salvação: na primeira temporada no Vale, na segunda temporada quando Porto Real está prestes a ser invadida, na quarta temporada quando ele pede o julgamento por combate.

cliche_3_tyriontrial

 

4. Pais abusivos: supostamente devem ser os protetores das crianças, mas esses pais ou são tão danosos a si próprios que eles não servem pra isso, gananciosos ou vilões a tal ponto que nunca tiveram qualquer interesse em ser pais de verdade, ou usam a criança como um meio para um fim. Às vezes, eles são idiotas ou apenas sádicos.

cliche_4_pai

 

O tema dos pais abusivos e crianças traumatizadas é usado exaustivamente em diversas obras, de mangás a videogames, filmes, literatura e mitologia. Alguns dos exemplos incluem: Dr. Tema em Astro Boy, Yashamaru em Naruto, Soujirou em Rurouni Kenshin, Urano e Cronos na mitologia Grega, Kullervo na Kallevala, Hojo e Lucrecia em Final Fantasy VII, Lemkil de Rorikstead em Skyrim, Margaret White em Carrie, a estranha, os Dursley em Harry Potter, Darth Vader em Star Wars, a Senhora Bates em Psicose, o pai do Coringa em Batman: The Dark Night, o pai de Mallory em Assassinos por natureza, o padrasto de Kirk (Frank) em Star Trek, William Stryker em X-Men e Gabe em Percy Jackson e os Olimpianos.

I haven’t smiled once since the day you were born.

— Squee’s Dad, Johnny the Homicidal Maniac

Em Game Of Thrones temos vários exemplos de pais abusivos:

  • Tywin Lannister, que domina e humilha cada um de seus filhos.
  • Craster, que estupra suas filhas e sacrifica seus filhos para os Caminhantes Brancos.
  • Samwell Tarly, que se juntou a Patrulha da Noite quando seu pai ameaçou matá-lo em um acidente de caça.
  • Balon Greyjoy que cumprimentou seu único filho sobrevivente com desprezo e se recusou a tentar resgatá-lo quando ele foi capturado.

5. O Doutor maluco:

Há algo inerentemente assustador sobre os médicos. Uma profissão que gira em torno de vísceras, órgãos, sangue e ossos, aquele cara fodão que não vacila durante um dia inteiro de operações dia após dia. Esse clichê ainda pode envolver o médico assassino e o psiquiatra psicótico, temas usados exaustivamente. Exemplos desse clichê são o Dr. Moreau de A Ilha do Doutor Moreau, Dr. Herbert West na história ‘Herbert West-Reanimator’ de HP Lovecraft, Os Igors de Discworld, o robô Erasmus em Duna, Dr. Steinman em BioShock, Cornelius Evazan em Star Wars, Kamiya Minoru em Yu Yu Hakusho e Kabuto em Naruto.

cliche_5_medico

Em Game Of Thrones temos o Meistre Qyburn, que perdeu sua corrente de Meistre por realizar vivissecções. Ele acabou trabalhando para o pior mercenário de Westeros e tornou-se um aliado de confiança de Cersei, realizando experiências um tanto quanto suspeitas em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões.

6. O amor insano: esse clichê vale para ambos os sexos, qualquer um pode ser um amante louco, para um amado de ambos os sexos. Porém é mais comum ter mulheres no papel, porque uma mulher sem noção agarrada a um homem exasperado é muito mais engraçado do que um homem ignorante agarrado a uma mulher exasperada. Alguns escritores adoram este clichê e temos vários exemplos dele na literatura, no cinema e muito mais: Lovett em Sweeney Todd, Bellatrix Lestrange em Harry Potter, Edgar em Morro dos Ventos Uivantes, Carmilla em Castlevania, Sakura em Naruto, Nemu Kurotsuchi em Bleach, Misa Amane em Death NoteKomagata Yumi em Rurouni Kenshin, Pandora em Sant Seiya, Jakotsu em Inu Yasha. Além de ser comumente usado em algumas músicas como, “Is It Really So Strange?” do The Smiths, “Space Dementia” do Muse, “Love the Way You Lie” de Eminem e Rihanna e possivelmente “Bad Romance” de Lady Gaga.

Em Game Of Thrones temos o exemplo de Lysa Arryn e Petyr Baelish, cujo amor insano a torna facilmente manipulável por ele.

cliche_6_louco

 

Outro exemplo possível, também seria o amor de Jaime por Cersei, já que ela por diversas vezes usa seu poder sobre ele para manipulá-lo.

7. A mãe ursa: ursos geralmente não atacam humanos mas fique entre uma mãe ursa e seu filhote, e ela vai estraçalhar você. Ameace seus filhos e você estará em um mundo de dor, melhor ainda é o clichê em que a heroína recupera seu filho com um abraço choroso. Uma das mais antigas mães urso da literatura está em Beowulf , quando a mãe de Grendel se vinga pela morte do filho. Mas há inúmeros exemplos como a mãe de Tris e Caleb em Divergente, Léia no Universo Expandido de Star Wars, Molly Weasley, Narcissa Malfoy e Lílian Potter em Harry Potter, Sally Jackson em Percy Jackson e os Olimpianos, Jennifer Parker em A Ira dos Anjos, Chichi de Dragon Ball Z, Bellemere em One Piece, Rem em Death Note, Tifa Lockhart em Final Fantasy VII, são alguns exemplos notáveis.

Em Game Of Thrones temos:

  • Cersei, cuja principal motivação é proteger seus três filhos. Quem consegue esquecer aquela cena de Cersei e Tommen no Trono de Ferro após o fim da Batalha de Água Negra?

cliche_7_ursa

 

  • Catelyn Stark rapta Tyrion por suspeitar que ele tentou matar Bran, o que provoca uma guerra civil. Mais tarde, ela libera Jaime Lannister sem a aprovação de seu filho em troca de suas filhas. Durante o Casamento Vermelho, ela toma aterrorizada como refém a esposa de Walder Frey, na tentativa de salvar o filho.
  • Daenerys queima viva a Maegi que matou seu filho. Como recompensa ela recebe seus filhos dragões.
  • Mellario de Norvos, a ex-exposa de Doran Martell também é um exemplo de mãe ursa. Ela e Doran brigaram quando ele enviou Quentyn para ser criado em Paloferro e ela voltou para Norvos.
  • As mulheres da Casa Mormont que atualmente comandam a Ilha dos Ursos e estão acostumadas a se defender dos Homens de Ferro.

8. Faça parecer um acidente: há uma pessoa no caminho, pode ser um repórter curioso ou um daqueles garotos intrometidos. Seria conveniente se este indivíduo inconveniente fosse removido permanentemente do caminho. Mas um assassinato repentino tornaria as coisas ainda mais inconvenientes, especialmente se você é um vilão com boa publicidade. Portanto, a principal opção é contratar alguém para cuidar deste pequeno problema. Mas não pode parecer um assassinato, e não pode ser apenas uma morte misteriosa tem que ser um acidente. Esse tipo de morte geralmente inclui uma queda de cavalo, queda de escada, atropelamento, e exemplos são fáceis de encontrar como em Jogos Vorazes em que o Presidente Snow ameaça matar familiares dos vencedores caso eles não colaborem, Sherlock Holmes, O Poderoso Chefão, A Identidade Bourne, Um Sonho de Liberdade, O Fugitivo, O Escritor Fantasma, nos games Hitman e GTA, e até mesmo na vida real podemos encontrar alguns exemplos.

cliche_8_acidente

 

Em As Crônicas de Gelo e Fogo temos como exemplo Os Homens Sem Rosto, cuja especialidade é matar sem deixar rastros, a morte de Robert Baratheon que foi ferido por um javali em uma caçada, mas foi embebedado demais para caçar após ordens de Cersei e ainda a morte de Jon Arryn causada por envenenamento e que pareceu ser uma doença súbita, mas estava sendo causada pelas lágrimas de Lys administradas por sua mulher Lysa Arryn.

Spoiler de Game Of Thrones: Temos ainda a morte misteriosa de Balon Greyjoy, morto após uma queda enquanto atravessava uma ponte durante uma tempestade.

9. O Herói/ A heroína

Aquele que é um herói, pura e simplesmente. Está quase sempre certo, é um amigo de todos da equipe, é moralmente superior, tem um conjunto de habilidades aperfeiçoadas, não é tão forte quanto o big guy, ou tão inteligente como o esperto, ou tão sensível e sociável como a garota, mas eles estão por perto. Exemplos desse clichê não faltam, como Luke Skywalker, Soluço em Como Treinar Seu Dragão, qualquer filme da Pixar, Max em Elysium, Jake Sully em Avatar, Harry Potter, Romeu, Bilbo Bolseiro e Aragorn em O Senhor dos Anéis, Paul Atreides em Duna, Heitor na Ilíada, Roland em A Torre Negra.

Em uma série famosa pela ambiguidade moral e pelos personagens cinza, ainda assim podemos encontrar vários exemplos de personagens heroicos, como Davos, Ned, e Brienne e alguns que, embora um pouco mais cínicos, se encaixam no molde para heróis de fantasia clássicos.

cliche_9_hero

  • Robb Stark é nobre, gentil e um líder natural que luta pela independência e justiça.
  • Daenerys Targaryen é inteligente, amável, carismática, e uma líder natural que luta pela liberdade dos oprimidos, embora seu tratamento para as pessoas que ela vê como o mal seja um pouco duro, para dizer o mínimo.
  • Stannis Baratheon serve como uma desconstrução. Ele é justo, obediente, e o legítimo herdeiro da dinastia Baratheon, mas o seu compromisso firme ao dever e a absoluta falta de carisma fazem dele um vilão frio. Apesar de aparentemente ser o escolhido, ele comanda o menor facção, o que o leva a assassinar seu irmão mais novo e se submeter a influência tóxica de Melisandre.
  • Lorde Beric Dondarrion, líder da Irmandade Sem Estandartes é uma subversão. Um dos personagens mais altruístas da série, ele luta pelos plebeus matando e roubando os exércitos de ocupação nas Terras Fluviais, mas ele também está disposto a fazer qualquer coisa ao serviço de sua causa e do seu novo deus.
  • Jon Snow surge como talvez o exemplo mais direto após alguns desenvolvimentos do personagem. Depois de servir Jeor Mormont, Qhorin Meia-Mão e os selvagens, ele surge como um guerreiro experiente, um líder natural, e um homem obediente e comprometido com seus votos com um forte código moral e senso de justiça que ganha a admiração de seus irmãos.

10. O Escolhido: a mais antiga e mais comum origem do super herói. A maneira mais fácil de transformar um aluno ordinário na escola na única coisa que pode impedir o fim do mundo como conhecemos. O Escolhido é o único que pode nos salvar.

Um dos clichês mais repetidos de todos os tempos, desde mitologia a religiões, inclui exemplos como Jesus Cristo, Dalai Lama, Vali, Link em Zelda, Sora em Kingdom Hearts, Sephiroth em Final Fantasy VII (que pensa ser o escolhido e eventualmente muda de ideia), Neo em Matrix, Katniss em Jogos Vorazes, múltiplos personagens em O Senhor dos Anéis, Harry Potter (que torna-se) o escolhido por Voldemort, Rand al’Thor em A Roda do tempo, e ainda outros inúmeros exemplos que podem ser encontrados por aí.

As Crônicas de Gelo e Fogo estão repletas de pessoas que acreditam que são ou que podem ser o escolhido. Até agora, o príncipe Rhaegar, os filhos de Rhaegar, Stannis Baratheon, e a Rainha Daenerys declararam-se ou foram declarados por outras pessoas como ajustados à profecia. Os fãs também gostam de nomear Bran e Jon como possíveis candidatos com base em tudo, desde as suas ações até possível filiação.

clche_10_chosen

Em uma subversão do clichê, o filho de Daenerys e Khal Drogo é profetizado como “o garanhão que monta o mundo”, que vai unir as tribos dothraki e levá-los à dominação sobre o continente oriental. No entanto, a criança morre no parto e a profecia é frustrada. Alguns argumentam que essa profecia era para Drogon.

Existem dois possíveis escolhidos, mais frequentemente mencionados “O Príncipe que foi prometido” e Azor Ahai. Estes podem ser nomes diferentes para o mesmo salvador, ou podem ser dois escolhidos para uma tarefa diferente.

E vocês, lembram de mais algum clichê usado por George R. R. Martin?

Fonte: [Tv tropes]

Compartilhe:

Ao comentar no site você aceita as regras previamente estabelecidas.

Posts Relacionados

  • Tamires Benedita

    Eu colocaria como exemplo de cientista maluco o Orochimaru de Naruto e o kurotsuchi de Bleach. kkk
    Também colocaria a existência de uma personagem feminina cuja a força se equipara com a de um homem, poderia facilmente relacionar a Brienne com a Erza de Fairy Tai, exceto em relação a beleza. kkk
    Outro clichê é a personagem que se alimenta de vingança para continuar seguindo, podendo citar de exemplo a Arya e o Sasuke de Naruto.

  • Alexandre Dias

    Otakinha desu.

  • Cecilia Saraiva

    Acho que a Brienne também deveria ter sido citada entre os heróis. Ela é moralmente perfeita, grande guerreira, correta, ética, plenamente confiável.
    Tem outro clichê que eu acrescentaria, acho o máximo: o do melhor amigo/companheiro absolutamente fiel e sincero, que ajuda a seguir em frente e sem o(a) qual, ou quais não seria possível concluir a tarefa (como Sam é para o Frodo em “O SEnhor dos Anéis”). Bran tem seus amigos Reed e Hodor, Jon Snow tem o Samwell, Jaime tem a Brienne (o que colocaria nossa guerreira em duas categorias), Stannis tem o Davos…

  • Monica de Oliveira

    Concordo com todos os pontos! hahaha
    Não tira o divertimento que é ler a história ou assistir a série, mas tem horas que o George R.R.Martin vai mergulhando no clichê.

  • Matheus Gonçalves

    No exemplo de mãe ursa eu citaria a Lisa Arryn tb e a clássica (e bizarra) cena do leitinho hahaha

  • reborn

    “vcs estão equivocados, porque é aí que vc se engana, não tem essa de clichê não, e sabe porque, eu vou te explicar porque, porque “no que se refere” a enredo, eu digo enredo do tipo desse enredo que estamos falando, nunca antes na historia da televisão, da literatura, se viu uma série tão original e exitosa quanto GoT, pode ate ter tido algum elemento, mas nada na dimensão que atingimos nos últimos 5 anos da minha direção.” ~~se Dilma fosse diretora da série.

    hahahaha tirando a sátira petista de lado, e falando sério,
    estamos no ano de 2015 Depois de Cristo, praticamente tudo que tem para ser feito, pensado, realizado, imaginado, já foi, por alguém, em algum momento, algo parecido, já aconteceu, ou de forma aproximada já foi feito por alguém.
    se pegarmos a magnifica historia de Troia por exemplo, é uma obra milenar, e já possui quase todos esses elementos, na real podemos dizer que uns clichezinhos bem executados são essenciais para uma boa historia.
    lembro de ter visto um tempo atras uma pesquisa que especulava sobre o cérebro preferir historias que ele já conhece e que possa compreender e até antecipar melhor.

  • Got é uma grande desconstrução de clichês, mas tem os seus claro. Contudo, o valor está na confusão psicológica que os personagens passam. É uma quebra de sonhos…. o sonho de Sansa, por exemplo, era levar uma vida na corte. Será que ainda tem esse sonho? Tyrion em sua essência não era um assassino, mas os ataques e opressões de todos levaram ele bem nessa linha, assim como a Shae que foi levada a ser p… novamente.

  • Tamires Benedita

    Verdade, todo mundo tem que ter um melhor amigo para dividir a jornada.

  • Tamires Benedita

    Pior que eu sou mesmo… kkkkkkkkk

  • Anon Anonimo

    lol

  • Acho um grande clichê são os ANIMAIS FIÉIS AO SEU DONO. Que protegem, atacam caso seu dono esteja em perigo. Como é no caso do lobos dos Starks. Ou a águia de Orell. E algumas vezes a Dany com seus dragões. Na literatura temos a Nagini com Voldemort em Harry potter. Os gatos de Nômada em Wild Cards. Dentre outros.
    Pra mim é um dos clichês mais legais da série!

  • Só um adição à sessão Amor Insano: vocês esqueceram a música que mais retrata amor obsessivo/insano na face ad terra (ao meu ver): Every Breath You Take do The Police. Convenhamos que essa música escutada com essa idéia de amor insano/obsessão ganha uma nova roupagem. Preste atenção à letra.

  • Tiago Zéfiro

    Concordo, também não considero esses elementos clichê.

  • Essa música é o melô do stalking. Muito creepy.

  • Vou a lua ontem

    Outro clichê usado pelo George é o “morreu só que não”. Execuções falsificadas, desfechos duvidosos de personagens e ressurreições, todos bem construídos, mas repetidamente aplicados. . Alguns exemplos:
    (spoilers de todos os livros lançados)

    -Bran e Rickon; “assassinados por Theon”.

    -Theon; durante a queda de Winterfell.

    -Beric Dondarrion; “abatido pelo Cão de Caça”.

    -Davos; rumor em festim.

    Isso sem contar Brienne, cujo enforcamento provavelmente não deu em nada, e Jon, que tem grandes chances de ser revivido pela Melisandre.

  • Evandro

    um texto muito bom, só achei que faltou citarem novelas como exemplo

  • Anderson Ramos

    Viver é clichê.

  • Evandro

    na questão da vingança tem a nina de Avenida Brasil

  • jean

    Clichê bem utilizado é o que nos faz gostar de uma boa história.

  • Eu não assisto novelas, mas vc pode citar se quiser.

  • Joao Palmadas

    Outro clichê? Que tal o homem que tem a família massacrada e arruinada, encontra um sábio que ensina as coisas da vida e aí volta para se vingar? Isso é um clichê, e pode ser o caso do Bran com o corvo de três olhos. Pode ser, ainda não sabemos.

    Mas se for o caso, então é uma jogada inteligente do Martin, um velho clichê usado de maneira tão inteligente que ninguém imagina que é um clichê. Será que é o caso?

  • Joao Palmadas

    Você que não lê Assimov, então com certeza nunca vai ler Nelson Rodrigues. Uma pena. Bem, o clichê do Amor Insano é o assunto favorito dele. E ele trata desse clichê com muita inteligência.

  • Eu já li Asimov e hoje em dia não me interesso mais pelo autor pelo fato de ele ser um assediador conhecido. Não sei pq isso incomoda tanto vcs. Também não tenho interesse nos clichês de Nelson Rodrigues.

  • Vaz

    Dunk tem o Egg…

  • Pablo Rivers

    Adorei as referências

  • Jean Carvalho

    Stannis Vilão? Aaargh, não pode ser que vocês olhem tão torto pro legítimo herdeiro do Trono De Ferro. Eu não acho que ele é o verdadeiro escolhido, mas acho q ele vai ajudar muito na luta contra os Outros, o cara é um herói, só não vê quem não quer.

  • Joao Palmadas

    Não sei porque eu não estou surpreso.

    E não sei porque você acha que isso me incomoda.

  • Felipe Praxeds

    eu não sei se podem ser chamados de cliches, são mais recursos comuns usados… clichê é algo sem intenção

  • Myriel

    Creepy mesmo é Creep do Radiohead. 🙂

  • João Lindley

    Menos, por favor. Alguém que é completamente ofuscado pela Melisandre (e com razão) não tem aptidão para rei rs

  • Myriel

    Outro médico insano de grande destaque ficcional é o Dr. Hannibal Lecter. 🙂

  • Meistre Alex

    Eu acho que isso vale pra Arya e não pro Bran. Duvido que o Bran volte nos últimos dois livros atrás de vingança, que aliás, nunca foi o objetivo dele. A trama dele sempre foi mais ligada aos norte e aos Outros.

  • LyannaStarkWIC

    Mais um clichê: rivalidade entre os irmãos com altas doses de ressentimento. Sansa e Arya, Dany e Viserys, Euron e Victarion, Cersei e Tyrion, Cat e Lysa, Robert e Stannis.

    Não consigo me lembrar de muitos casos fora de GoT, Ragnar Lodbrok e Rollo em Vikings, Caim e Abel.

  • Parabenizo a autora pela pesquisa extensiva de tantos exemplos da literatura clássica e fantástica, incluindo mangás, ou simplesmente pela leitura natural destas, que culminou numa seleção bastante agradável de se ver.

  • Deko Lune Chiacherini

    Um anão sendo amado por todos…..em várias histórias vemos pessoas “diferentes” que causam revolta na tv, mas que os fãs os amam!!

  • Raniere Santos

    hahaha E possivelmente Bad Romance da Lady Gaga, melhor parte. adorei o texto, já havia reparado nos clichês, inclusive comentei com alguns amigos enquanto assistia o Hobbit, sobre as referências da Idade Média, que sempre incluem dragões, jornadas, espadas…

  • João Velaryon

    Lord Renly Baratheon tentou usurpar o Trono que por legítimo Direito pertence ao Rei Stannis Baratheon, Primeiro de Seu Nome, Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Senhor dos Sete Reinos, O Príncipe Prometido. O Rei Stannis teve de matar Renly para defender a si e a todo o seu Reino do caos das guerras, das mortes e da injustiça. Que o Senhor da Luz esteja com todos, pois A noite é escura e cheia de terrores.

  • Anderson Lima

    novelas por definição são 99% clichês.

  • Carla Caroline F.O

    A Bela e a Fera = Sansa e Sandor

  • Nath

    Outro clichê: criticar o PT nos comentários do Disqus.

  • E o clichê do protagonista orfão : Super-Man,Batman,Homem-Aranha,Goku,Seya,Naruto,etc…
    Em GOT acho que entram nesse a Dany e o Jon

  • Vou a lua ontem

    Outro clichê usado pelo George é o “morreu só que não”. Execuções falsificadas, desfechos duvidosos de personagens e ressurreições, todos bem construídos, mas repetidamente aplicados.Alguns exemplos:
    (spoilers de todos os livros lançados)

    -Bran e Rickon; “assassinados por Theon”.

    -Theon; durante a queda de Winterfell.

    -Beric Dondarrion; “abatido pelo Cão de Caça”.

    -Davos; rumor em festim.

    -Brienne; “comida viva por Dentadas”.

    -Davos; execução falsa na dança.

    -Tyrion; caindo no Roine.

    -“Aegon”; “Jovem Griff”.

    -Mance; “queimado vivo”.

    Isso sem contar Brienne, cujo enforcamento provavelmente não deu em nada, e Jon, que tem grandes chances de ser revivido pela Melisandre.

    (dei repost pq o outro ficou pendente)

  • Evandro

    no caso do amor louco podemos citar todas as temporadas de malhação, há também Cora de império ,e sobre as mortes ”acidentais” temos a Nazaré com sua escada em senhora do destino.
    P.S vc não sabe o que perdendo.

  • Leonardo Pereira

    Uma coisa que aprendi, principalmente jogando, que é impossível evitar clichês, e que o ideal é saber administra-los, é comum alguns clichês em toda historia, para quem joga bastante RPG sabe muito bem a respeito disso, que é impossível fugir.

  • Guest

    Olha, dizer que o Stannis é ofuscado pela Melissandre é uma verdade parcial. Eu gosto muito do ator que interpreta o Stannis na série, mas o roteiro optou por colocar a Melissandre muito mais do que deveria. Nos livros, ela quase não aparece.
    Antes da Melissandre, Stannis já era um comandante conhecido com inúmeros feitos importantes, como ter segurado sozinho o cerco de Ponta Tempestade e ter derrotado a frota naval mais temida de Westeros, a frota de ferro do Victarion Greyjoy.
    Além disso, ele foi para a Água Negra sozinho, derrotou os selvagens e os homens de ferro em Bosque Profundo sem a ajuda da Melissandre.

    E, no livro, percebemos claramente que ele que usa Melissandre e não o contrário. Ela, inclusive, acredita piamente que ele é o Azor Ahai renascido (embora já estejam surgindo algumas dúvidas).

  • Lucas Facó

    O golem e o alquimista.

    O cavaleiro da Guarda Real Sor Robert Strong (Sor Gregor “A Montanha Que Cavalga” Clegane renascido do vale da morte e do fogo do inferno através da ciência, magia e alquimia do louco meistre Qyburn) é uma espécie de supersoldado. Um tipo de golem da mitologia judaica ou um homúnculo da alquimia.

    O louco meistre Qyburn pode ter sido inspirado no médico alemão e criminoso de guerra nazista Josef “O Anjo da Morte” Mengele.

    O ex-meistre Qyburn representa o lado sombrio da Cidadela. A curiosidade científica e o desejo de compreender o funcionamento do universo à sua volta. Para acessar esse conhecimento ele está disposto a dissecar, vivificar e mutilar os espécimes que caem em suas mãos. E por espécimes, eu obviamente me refiro aos animais e seres humanos. Não há nenhum sinal de piedade, apenas o frio desejo de compreender as diferentes formas de vida falha, saber como elas funcionam e como podem aprimorá-las.

    A transição final da “Montanha que Cavalga”. Quando uma pessoa começa a perder a sua identidade humana, se transformando lenta, porém gradualmente em algo diferente, incompreensivo e totalmente alienígena para os padrões humanos. A transição final surge em incontáveis estórias de horror gótico, desde os vampiros (a transformação pelo sangue), os licantropos (a transformação pela besta primitiva), os feiticeiros (a transformação pela magia), os alquimistas (a transformação pela alquimia) e passando pelos cientistas com faceta de monstro (a transformação pela ciência). A perda do status de ser humano, a maneira como se manifesta a mudança e o pavor desencadeado pela mutação nas pessoas que a testemunham, são um dos pilares do Horror Lovecraftiano. Na concepção de Lovecraft, nada pode ser pior do que se tornar uma criatura abominável. Nenhuma experiência pode ser mais tenebrosa do que descobrir que em seu corpo existe uma espécie de gatilho que quando deflagrado dará início a transformação. Mas nem todos tem uma escolha. O fatalismo é marcante na obra de Lovecraft. Um personagem pode tentar se esquivar de seu legado, mas não há como abdicar de quem você é ou de sua verdadeira natureza. Para o bem ou para o mal, uma pessoa que nasce com uma pré-disposição para determinado destino está condenado a cumpri-lo. O pior é que durante todo processo, a mente e a alma humana permanece intocada pela mutação. Talvez o mais aterrador seja que Sor Gregor “A Montanha que Cavalga” Clegane abraçar a sua nova existência e a aceitar de bom grado.

  • Frederico

    Dizer que o Stannis é ofuscado pela Melissandre é uma verdade parcial. Os autores da série colocaram a Melissandre em uma proporção muito maior do que ela aparece nos livros. Além disso, o Stannis já era um comandante muito conhecido e admirado pelos seus feitos militares (e não pelo carisma). Afinal, ele aguentou sozinho o cerco de Ponta Tempestade e venceu a mais poderosa frota naval de Westeros, a frota de ferro de Victarion Greyjoy.
    Alem disso, ele lutou na Água Negra, derrotou os Selvagens e os homens de ferro que ocupavam Bosque Profundo, tudo isso sem a Melissandre.
    E, nos livros, fica claro que é o Stannis quem usa a Melissandre, que, por sinal, acredita piamente ser ele Azor Ahai renascido (embora algumas dúvidas estejam surgindo na cabeça dela).
    Gosto do ator que interpreta o Stannis, mas o roteiro da série o prejudica muito. A batalha de Castelo Negro, por exemplo, foi extremamente prejudicada na série, chegando a dar dó dos selvagens.

  • Bem repetido esse, né?

  • Joao Palmadas

    Bem lembrado.

    Será que vale para a Sansa e o Midinho?

  • reborn

    kkkkkkk
    cliches são fundamentais 😀

  • leandrosr

    O discurso de Ash é o que há!

  • Gomes, Allan Gomes

    Olha! Mais alguém que lê wild cards! Rsrsrs

  • Flávio Gama

    Excelente postagem! Ótimas referências! Pra mim Arya continua sendo a maior heroína/herói de GOT. o/

  • MadHatter

    E os Starks -q

  • Meistre Alex

    Faltou o principal: Cão de Caça e o Montanha.

  • Helene Freitas

    e o Stannis que ainda por cima é o filho do meio injeitado

  • Giovanna Givoni

    não tinha percebido! mas em todas as historias sempre vão haver clichê

  • Homero

    Alguns itens são um pouco mais que meros clichês, são Arquétipos encontrados em diversas histórias e lendas de todas as culturas conhecidas. é Praticamente escrever uma história sem alguns arquétipos.

  • Se Stannis não tem aptidão para rei quem tem? Tommen? Jon Snow? Daenerys? Cersei? Mace Tyrell? Arianne Martell? HEUEUHEUHEUH

    Estes aí não conseguem manter nem a “própria casa”, quanto mais o 7 reinos.

    Dos personagens vivos, poucos governariam tão bem quanto Stannis, Doran Martell e Tyrion Lannister, talvez…

  • Eduardo Felix

    Ninguém vai comentar sobre as caretas da Emilia Clarke?

  • Calvin

    Acho que foi Alan Moore que disse: “Todas
    as histórias já foram contadas. O talento está em contá-las novamente para as
    novas gerações e de novas maneiras.” Talvez a morte do Rob seja um exemplo disso, não lembro onde mas li em algum lugar que Martin teria optado por dar fim a ele porque considerava muito clichê um filho vingar o pai, cada vez mais são as filhas de Ned a adquirirem condições de vingá-lo. Ou seja, o clichê foi “modernizado”.

  • Téo Oliveira

    Mais um pra lista:

    – Ser traído pelo melhor amigo. ( Robb Stark traído por Theon)

    Vemos isso em Ben Hur que é traído por Messala ( fui longe agora), em O Conde de Monte Cristo onde Edmond Dantés é traído por Danglars. O próprio Jesus Cristo traído por Judas, embora ele não era exatamente melhor amigo do mesmo.

  • Maité Castro

    Bilbo não é um exemplo de perfeição, e também sempre vai haver semelhanças que podem até ser coincidencias, que em toda história tem, mas tem coisas que nem existem e obcecados acham 😉

  • Lg

    Uma das coisas que me lembrou a Perdição de Valíria foi a destruição de Númenor, achei as ideias muito parecidas. Tem outra história que possua um reino destruído?

  • Yuri Roque

    Falando de materiais místicos lembrei da espada dos Dayne de Stafall. Era feita de meteorito,eu acho.

  • É verdade tem a espada dos Dayne, eu havia esquecido dela, é feita de meteorito mesmo, mas o nome é Alvorada(Dawn). Starfall é o castelo (Tombastela).
    =D
    http://wiki.gameofthronesbr.com/index.php/Casa_Dayne

  • Marina Franco

    Pandora de “Saint” Seiya.

  • Daniel Hovadick

    Na mitologia grega tem Atlântida, em jogos vorazes um dos distritos também é destruído, no passado.

  • Igor

    Li o titulo do post e não dei muito importância , mas foi ótimo! Fiquei meio deprimido por perceber que “quase” todas histórias que gosto seguem sempre esse mesmo “padrão” e toda vez eu fico empolgado. Estou me sentindo meio bobo agora. rsrsrsr

  • A morte do Balon Greyjoy não foi misteriosa. O Stannis desejou três mortes ao queimar as sanguessugas: Joffrey, Robb e o Balon. Eles morreram graças ao poder de R’hllor.

  • Calvin

    Não sei se alguém já falou esse, mas tem aquele do filho que busca desesperadamente conseguir a aprovação do pai, e não consegue (como foi o caso do Theon).

  • Malu

    Mas não verdadeiramente destruído!

  • osman Fergusson

    fora esses há muitos outros clichês, parece que George R. R. Martin reuniu todos os tipos em suas obra. e deu certo.

  • brunna

    Até salvei as fotos da Emilia aqui.

  • Ewerton Rocha

    dane-se…. adoro clichês!

  • Daniel Hovadick

    Verdade! Aproveitando, lembrei de Krypton e Thundera. Se pensarmos bem essa duas e a Valíria são bem parecidas com Atlântida pois eram civilizações bem prósperas.

  • Rodrigo MariMoon

    Você é o único, então ^^’…
    O negócio não é ter clichês, mas sim saber administrá-los.

  • Clichê é o nome que se dá a uma ideia que é tão boa a ponto de ser usada vezes demais.

  • Victor Quaresma

    Só eu achei o post forçado demais? Vai chegar uma hora em que tudo em obras literárias serão clichês.

  • Aoi-chan

    Cara, o mundo tem no mínimo pra lá de dois mil anos. (Se baseando no calendário, não no Big Bang) Será que alguém ainda acredita na originalidade? O negócio não é o que você conta, e sim como você conta. O tópico do pai abusivo, da mãe ursa e sinceramente da grande maioria eu achei inválido, por que a realidade é que isso existe na vida, e se você quer falar da realidade nua e crua – é o caso do Martin – não tem como passar disso. Pra mim os únicos válidos são o Tópico 10. O Escolhido e o 5. Doutor Maluco, o do herói só parcialmente. Porque a regra clássica do clichê do héroi e que ele sempre ganha ou morre para salvar o mundo. O Robb foi herói do momento que ele nasceu até na hora de escolher casar com o seu verdadeiro amor, mas a forma que ele morreu foi uma derrota dolorosa que só serviu para piorar as coisas, isso tira ele da lista. Mas podia ter falado de outras coisas também. Por exemplo; o mais óbvio que era os dragões. Apesar de serem super fodas, eles estão em praticamente toda fantasia medieval.

  • Aoi-chan

    Todo mundo dizendo que a série deu mais importância para Melisandre do que o livro. Acho uma total mentira. Ninguém aqui leu A Dança dos Dragões? Não é a quantidade de vezes que ela aparece. São as circunstâncias, os homens da rainha só permanecem fiéis ao Stannis por causa da Mel. que induziu eles a fé dela. já que para quem não se lembra, o senhor da casa florent se rendeu depois da Batalha da água negra. Desde o começo do livro ninguém pensa no Stannis sem lembrar da Melisandre. Ela faz parte dele, assim como os Dragões fazem parte da Dany, a Mel. é tudo que ele tem de diferencial. Não acho que dê para considerar um bom rei alguém que não conquistou o trono. A Dany tem o trono dela em Essos e é a legítima herdeira do trono de ferro até o Aegon aparecer. Ela é uma Rainha justa, o problema que ela teve na Dança foram os dragões.

  • As filhas inocentes do mercador de vinho que foram torturadas por ordem da Daenerys e os membros dos Grandes Mestres que não foram responsáveis pela crucificação das crianças mas que foram crucificados indiscriminadamente são bons exemplos da justiça dela, suponho? Não vale dizer que eles eram “culpados de serem escravagistas” pois não foi por esse fato que a Daenerys os puniu (inclusive ela convive com diversos ex-escravagistas diariamente, tendo até um como cônjuge).

    E é uma visão enviesada e reducionista dizer que a Melisandre é tudo o que o Stannis tem de diferencial. Davos tem tanta influência sobre Stannis quanto ela, e ele não é dependente dela como se faz parecer. Para dar um exemplo, lembremos da campanha pelo Norte, com a liberação de Deepwood Motte e arregimentação dos clãs, e da marcha rumo a Winterfell (em que mesmo com a nevasca inclemente e o fato de ser um exército bastante heterogêneo religiosamente, este não quebrou). Tudo isso foi sem Melisandre.

    Sobre a legitimidade, a linhagem Baratheon tomou o lugar da Targaryen. Pode-se chamar de usurpação, é verdade, mas posteriormente os Sete Reinos aclamaram Robert Baratheon como seu legítimo rei, e seu herdeiro é mesmo Stannis (que por consequência é também legítimo ao Trono). É uma questão polêmica pelas circunstâncias da ascensão Baratheon, mas não se pode dizer que a interpretação dele está errada.

    Por sinal, a própria Daenerys, em mais um exemplo de como faz justiça, pensa parecido, vide caso da viúva meereenesa que teve a casa invadida e saqueada durante a invasão da Daenerys e foi forçada a fugir, e a casa foi posteriormente ocupada por prostitutas. Daenerys determinou que a mulher não tinha mais direito à casa pois a tinha abandonado. Se se fizer uma analogia com a situação da própria Daenerys, ela mesma não pode acreditar ter direito a Westeros.

    É óbvio que o Stannis é bastante imperfeito, e Daenerys tambem é, no mínimo em igual medida. A questão “justiça”, porém, não é exatamente um bom exemplo de qualidade dela.

  • Chega a ser patético dizer que Melisandre é o diferencial de Stannis. Um dos melhores comandantes de batalha de Westeros, seus feitos em batalhas são incontáveis, fora as campanhas na saga dos livros, como amigo abaixo citou, ele ainda foi primordial na rebelião de Robert, aguentando o cerco de Ponta Tempestade, e decisivo na rebelião Greyjoy, na qual massacrou a frota Greyjoy comandada pelo experiente Victarion Greyjoy, até então invencível no mar. Após essa batalha, os Greyjoy perderam a ofensiva da guerra e capitularam logo em seguida do assalto às ilhas.

    Como governante é sinônimo de obstinação e justiça, o próprio Davos é prova disso. Basta ver o desespero de Mindinho e Varys quando Ned Stark tentou coroar Stannis. Eles sabiam que a “justiça” de Stannis não os perdoariam.

    A Daenerys, por sua vez, é justamente o contrário. Conseguiu indiretamente perder o Khalasar; praticamente todas as cidades conquistadas estão amotinadas. Várias vezes tomou decisões erradas por excesso (leia-se burrice) de piedade. Um maior exemplo é a bruxa que matou Drogo.

    Exceto por Astapor, todas suas vitórias bélicas foram conquistadas pela sagacidade dos seus conselheiros: Barristan, Jorah, Daarius, Verme Cinzento. Sem contar que no fim do último livro ela deixou Mereen sitiada enquanto tava tentando domar o dragão.

    Os dragões foram problemas que ela mesmo criou né, deixando eles enjaulados. Até então era (e provavelmente vai ser) seu grande trunfo. Isso é claro, se ela não conseguir perdê-los também.

  • Thiago Falcao

    Dica: elementos de gênero não são necessariamente clichés.

    Dica numero 2: não apaguem o comentário só porque não gostam dele.

  • Aoi-chan

    Concordo que o Stannis seja um ótimo comandante de guerra. Mas acho que a essa altura, já aprendemos com o Rei Robert Baratheon que ganhar uma guerra é uma coisa, mas governar um reino é outra.
    Querendo ou não, ele precisa de amor e lealdade. Coisa que ele não tem e nem se interessa em conseguir. Ele nem quer ser rei, só ta em busca disso por que vê isso como um dever, se o Aegon chegar e conversar com ele acho até possível que o Stannis apoie a causa dele.

  • Aoi-chan

    Bom, concordo que ela não sabe muito bem o que faz. Até porque como ela mesma diz ainda é uma criança que não sabe nada de guerra. E ainda está aprendendo a governar um reino, e tudo isso sozinha-quero dizer que ninguém educou ela para isso.-

    Bem diferente do Stannis, que cresceu aprendendo a travar batalhas. Eu vejo a Dany como alguém que faz o que pode, Meereen é só uma fase. Da maneira como eu vejo, é melhor ela errar e aprender a governar em Meeren do que chegar em Westeros e cagar tudo.

    Agora, a sua visão da justiça dela foi muito fechada. Isso porque, pode não ter sido o melhor no ‘doa quem doer’ mas foi o melhor que ela podia fazer. Queria que ela conduzisse uma investigação nível CSI para descobrir quem foi responsável por cada garotinha? Impossível. Que saísse perguntando quem era o culpado? Não ia dar certo, todos alegariam inocência. Que torturasse todos os mestres até descobrir a verdade? Inviável.

    Sobre a situação das prostitutas, se eu me lembro bem, elas eram ex-escravas de cama, e dada as circunstâncias, a Dany não podia se virar contra libertos por qualquer motivo, já que era o amor deles que a ‘sustentavam’ no trono.

    Não vou falar sobre as “As filhas inocentes do mercador de vinho que foram torturadas por ordem da Daenerys” Por que honestamente, não lembro dessa situação, ou eu interpretei de maneira diferente ou não dei importância, ou só esqueci mesmo…rsrs.

    Sobre o Stannis, eu nunca o menosprezei como excelente comandante que é, mas como eu disse pro colega de cima, comandar um exército e governar um reino é um tanto quanto diferente.
    E a Mel e importante para o Rei Stannis, não para o senhor de terras ou para o comandante de batalhas.
    Só para fechar, eu sou ciente dos erros e burrices da Dany, várias foram as situações que eu achei que ela deveria ter feito diferente, mas acho que até pela pouca idade – 15 anos se não me engano- é fácil de imaginar que ela tem conserto rápido, até o Joff tinha segundo o Tywin Lannister.

  • Aoi-chan

    Só um adendo. Não acho que a Dany deve ser a rainha pela herança. O Robert ganhou o direito de conquista para sí e para o seu sangue. Se Dany quiser o trono, que faça o mesmo.

  • Calvin

    Exatamente. Quem quer que venha conquistar o direito de sentar no Trono de Ferro o fará através da força das armas. Qualquer venha ser sua pretensão, servira apenas para “legalizar” a coisa digamos assim.

  • Não sei o que você entende por lealdade, mas Lorde Davos é um dos mais (se não o mais) senhor leal para com seu rei. Os vassalos de Stannis são leais sim, os homens “do rei” confiam apenas em Stannis e não nutrem amizade pela “mulher vermelha”. Os “homens da rainha”, que são os fiéis de R’hllor, estes sim, não são 100% de confiança, mas todos os reinos de ASOIF possuem senhores e generais de caráter duvidoso. Basta olhar para os mercenários da Daenerys, Vargo Hoat que traiu os Lannister, Rose Bolton que traiu os Stark e etc, isso faz parte.

    Volto a citar. Não da para ter certeza que nenhum personagem será um bom governante, mas da para fazer uma estimativa baseada em experiências similares anteriores. Stannis já foi senhor da Pedra do Dragão, já participou do pequeno conselho, tem muita experiência.
    Não há nenhum caso de motim, ou insubordinação no governo dele.

    Sobre o “amor” não vou nem comentar. Hauahaua deve ser zueira.

  • Aoi-chan

    Tá Ok! Manda o Sor Cavaleiro das cebolas dar um reino para ele. Caso tenha te passado despercebido, Stannis já teve essa guerra ganha, mas a perdeu na Água Negra, Por que será, Hein…? Nem vou explicar, as pessoas devem pensar um pouco, coisa que você não fez a respeito do “amor” mas vou explicar mesmo assim, eu tava tentando falar do sentimento do Davos pelo Stannis, é um amor de um vassalo para com um senhor, tipo o Sor Meryn(provavelmente) pelos Lannister, o Barristan e o Jorah pela Dany.

  • Daniel Miranda

    O único que eu achei cliche daí foi o escolhido.

  • Roberto

    O fã que fica ressentido quando seu ídolo não recebe só elogios também é um clichê!

    W o que mais tem nos comentários!

  • Roberto

    Ou não haver vingança!

  • wons noj

    “diga-me, que direito meu irmão teve ao trono de ferro? robert conquistou o trono com seu martelo de guerra, pois bem, eis minha pretensão, tão boa quanto a de robert sempre foi.”

  • Art Dent

    Borges já falava que toda narrativa é em maior ou menor grau um plágio de A Odisséia.

  • Hanna Weiss

    Olha só, realmente eu não gostei de você ter feito um comentário inteiro, inteiro, sem elogiar os grandes talentos e virtudes do senhor cebola, do anaozinho e do príncipe que duelou pelo baixinho.
    Isso não foi legau.
    XD