Game of Thrones BR recomenda #04: A Roda do Tempo

Continuando com nossas recomendações, chegamos a uma série de livros já considerada um clássico da fantasia, que costuma apetecer muito aos fãs das Crônicas e que conta com a aprovação do próprio George R. R. Martin: é a série A Roda do Tempo, de Robert Jordan.

A capa original de The Eye of the World (Tor Books, 1990).

E o que é A Roda do Tempo?

É uma série de fantasia épica, originalmente idealizada por Robert Jordan para ser composta de seis livros, mas que terminou em 2013 com 14 romances e uma prequela. Jordan começou a trabalhar na série em 1984, e o primeiro livro, O Olho do Mundo, foi publicado em 1990. A série chegou ao fim no ano passado, com a publicação de A Memory of Light, co-assinado por Brandon Sanderson.

Em 2006, Jordan declarou publicamente que havia sido diagnosticado com amiloidose cardíaca, e que sua expectativa de vida aproximada, mesmo com tratamento, seria de apenas mais 4 anos. O autor faleceu em 2007 enquanto escrevia o que ele planejava ser o último volume da série, mas deixou uma coleção de notas explicativas e confidenciou vários pontos importantes da narrativa para parentes “para o caso de o pior acontecer”. Depois de sua morte, sua esposa e editora Harriet McDougal escolheu Brandon Sanderson, autor da série Mistborn e fã de longa data da Roda do Tempo, para dar continuidade à saga. Sanderson, baseado nos textos deixados por Jordan, dividiu o planejado livro em mais três, sendo o último, A Memory of Light, publicado em 2013.

Os 11 primeiros livros da série, escritos por Robert Jordan.

Os 11 primeiros livros da série, escritos por Robert Jordan.

Mas de que é que se trata essa história?

Tudo bem, já sabemos como a história foi escrita, mas o que é retratado nela?

Na mitologia da série, o Criador criou o universo e a Roda do Tempo. Esta representa o passar do tempo e a história, e gira infinitamente movida pelo Poder Único, advindo da Fonte Verdadeira. O Poder tem dois aspectos: um masculino (saidin) e um feminino (saidar), que podem ser acessados por algumas pessoas, os chamados “canalizadores”. Dentre estes, destacaram-se historicamente os “Aes Sedai”, “servos de todos”.

Lews Therin Telamon, o Dragão, depois de assassinar seus familiares e amigos, da HQ de “O Olho do Mundo”.

Shai’tan, o chamado Tenebroso, um ente maligno poderosíssimo aprisionado pelo Criador quando da criação do universo, foi, porém, acidentalmente libertado durante um mal sucedido experimento dos Aes Sedai numa Era antiga do mundo, e pôde exercer sua influência sobre o mundo e envolvê-lo em guerra , desordem e intriga. Muitos dos Aes Sedai e outras pessoas se juntaram ao Tenebroso e lutaram por ele, atraídos por propostas de vida eterna e poder quando ele e a Sombra triunfassem. O líder das forças da Luz, Lews Therin Telamon, chamado Dragão, empreendeu esforços para aprisionar novamente o Tenebroso e seus mais fiéis servos, e foi bem sucedido. Shai’tan, porém, maculou saidin, a parte masculina do Poder Único, fazendo com que todos os homens  que se utilizassem dele enlouquecessem. A mácula e a insanidade dos Aes Sedai homens levaram à Ruptura do Mundo, em que os acidentes geográficos foram alterados, milhões pereceram, a humanidade regrediu tecnologicamente e o caos e as guerras reinaram por muito tempo. Lews Therin, tornado louco, assassinou familiares e amigos, e depois de perceber o que havia feito cometeu suicídio.

A história contada na série tem início alguns milhares de anos depois desses eventos, num momento em que as profecias parecem indicar que o Dragão renascerá para lutar novamente contra o Tenebroso em Tarmon Gai’don, a batalha apocalíptica que selará o destino do mundo. Acompanhamos, a princípio, as vidas de jovens fazendeiros da região dos Dois Rios – Rand Al’Thor, Perrin Aybara e Mat Cauthon – que vivem em paz e ignoram quaisquer influências do mundo exterior, mas que se vêem envolvidos em eventos de maior importância do que poderiam imaginar (nesse aspecto, a trama segue bem a dita jornada do herói e lembra especialmente O Senhor dos Anéis, o que foi intencional por parte de Jordan).

E por que eu leria essa série?

“OK, é uma série de alta fantasia, mas por que eu leria esta em meio a tantas outras?”

GRRM e Robert Jordan, na Archon de 2001

Já que somos todos fãs de Game of Thrones e das Crônicas de Gelo e Fogo por aqui, um motivo válido para tanto é que George R. R. Martin é um grande fã da série e amigo de Robert Jordan. George chegou a homenagear Jordan e a série duas vezes nas Crônicas.

Uma das homenagens se dá na figura de Lorde Trebor da casa Jordayne, uma das principais de Dorne, cujo castelo é o Tor:  “Trebor” é um anagrama de “Robert”, “Jordayne” é uma referência expressa a “Jordan”, e Tor Books é a editora original de Jordan, que também publica alguns livros de GRRM. A outra homenagem é encontrada num diálogo em que Rodrik “Leitor” Harlaw explica as as ideias do Arquimeistre Rigney para sua sobrinha Asha Greyjoy:

“— Pode lê‐lo aqui. É velho e frágil. — Rodrik estudou‐a, franzindo o sobrolho. — O Arquimeistre Rigney escreveu um dia que a história é uma roda, pois a natureza do homem é fundamentalmente imutável. O que aconteceu antes irá forçosamente voltar a acontecer, disse ele.” (O Festim dos Corvos – cap. 11, “A Filha do Kraken”)

“Robert Jordan” é na verdade um pseudônimo de James Oliver Rigney, Jr. e as palavras do Arquimeistre são uma clara referência a sua obra.

George tietando Rand Al’Thor.

Ao lado podemos ver George tomando cerveja com Rand Al’Thor, personagem principal da saga, e no (Not A) Blog dele temos um capítulo inteiro de um duelo hipotético entre Jaime Lannister e Rand, que você pode conferir aqui, em inglês, e vai gostar especialmente se já for fã das duas séries. A admiração entre os autores era recíproca, e aqui podemos ver Jordan numa carta para Anne Groell, editora de Martin, datada de 1997, pedindo uma cópia autografada de A Game of Thrones e elogiando a decisão de que ASoIaF fosse mais do que uma trilogia. George também escreveu no blog um memorial quando do falecimento de Robert.

Se a admiração de George e de Brandon Sanderson não for suficiente para convencer, lembramos que do oitavo ao último romances, todos figuraram em 1º lugar na lista de best sellers do New York Times, e que os direitos para adaptações sobre a série foram adquiridos recentemente pela Universal. A série já vendeu mais de 40 milhões de cópias ao redor do mundo, é tema de duas músicas da banda de power metal alemã Blind Guardian, e conta com uma convenção anual própria, a JordanCon, desde 2009.

A capa da edição nacional de O Olho do Mundo (Intrínseca, 2013).

E como eu leio? Existe versão em português?

No Brasil, a editora Caladwin havia começado a publicar a série há alguns anos, mas o projeto foi abandonado após três volumes.

A boa notícia é que a Intrínseca comprou os direitos, e já publicou os dois primeiros livros: O Olho do Mundo em setembro de 2013, e A Grande Caçada em junho deste ano. O plano, segundo a editora, é publicar um volume a cada seis meses, e as novas edições podem ser encontradas em praticamente qualquer livraria decente. Aqui você encontra uma entrevista com a editora dos livros no Brasil, sobre o processo de tradução da série, e aqui um folder bem feito da editora com informações sobre a série.

Se você não tem problemas para ler em inglês, porém, as edições originais (tanto paperback quanto hardcover) podem também ser encontradas na Livraria Cultura.

A despeito de ser uma série de tamanho considerável, contando 15 livros, é uma leitura que definitivamente vale a pena.  A mitologia do universo é inspirada em elementos de diversas mitologias do mundo real, tanto europeias quanto asiáticas, como a natureza cíclica do mundo encontrada no hinduísmo e no budismo. A trama contém tanto elementos mágicos quanto intriga política, e é também contada pelo ponto-de-vista de alguns personagens. Apesar da aparente estrutura tradicional de “bem contra o mal numa batalha apocalíptica”, um universo surpreendentemente grandioso e tão bem detalhado e trabalhado quanto se pode desejar (ultrapassando até mesmo o de Martin nas Crônicas, em alguns pontos) se esconde nas páginas de A Roda do Tempo.

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  • Heitor A. Francisco

    A Roda do tempo é um daqueles livros que vale a pena ler. O final do segundo livro é um dos mais emocionantes que eu já li, daqueles que você realmente vibra com o final. Sei que muita gente aqui vai discordar, mas considero WoT melhor que ASIOAF

  • Andrews Reis

    Essa saga é sensaciona! Já vi vários livros…

    GoTBR, indiquem A Cronica do Matador do Rei! ‘O Nome do Vento’ é um dos melhores livros que eu já li! Coloco ao lado das Cronicas do Gelo e Fogo. É absurdamente bom.

  • thiago

    Eu já tô ulcerando aqui, esperando A Grande Caçada. Os Pilares da Terra e o Ciclo Nessântico tbm são ótimos. Melhor que esses três livros acima eu acho só ASoIaF e O Único e Eterno e Rei.

  • Aaron Engel G. Peixoto

    Sinceramente? Não vale a pena. Roda do Tempo é fantasia no estilo Tolkien, e para quem gosta do Martin voltar àqueles personagens bonzinhos ou mauzinhos é extremamente broxante. É fantasia no estilo clássico, ponto, que só inova por não ser uma trilogia. Se vc ama Martin e deixou de gostar de Tolkien, não recomendo. Se ainda gosta de bem x mal e coisas assim, vá fundo.

  • Henrique Alexandre

    Eu gostei mto da trama do 7º livro, o final foi foda, e agora estou na metade do nono livro, e digo, sim, É melhor que ASOIAF, podem atirar pedras após lerem a roda do tempo, na minha opinião deveriam ter traduzido todos os livros há muito tempo.

  • Robson Brando

    Tenebroso, forças da luz, …li esse livro e não recomendo p fãs de GOT….maniqueísta ao extremo, narrativa simplória, reflexões q beiram a infantilidade e personagens esquecíveis. Tá mais pra quem é fã de Senhor dos Anéis ou Croônicas de Nárnia. A Roda do Tempo me causou risos com tamanha infantilidade.

    Bem, eu recomendo A saga do Bruxo Geralt de Rívia e a Trilogia A Primeira Lei.

  • thiago

    pra mim os livros do matador do rei são do tipo que a gente põe na pilha ” livros que a marcam a vida”, mas alguma coisa me acontece durante a leitura.Se eu ler muito do livro num dia só eu entro num estado de letargia tão grande que parece que tô em coma alcoólico, demorei um mês e meio pra ler o Nome do Vento e demorei 4 dias pra a Tormenta de Espadas. O Rothfuss escreve a história num ritmo que realmente parece o relato de uma vida toda e que eu tinha que escutar um pouco a cada dia pra saber um pouco mais do Kvothe e da Daena, a namorada fugitiva dele , já o GRRM vai escrevendo aqueles eventos grandiosos que borbulham do meio do livro até o fim.

  • O problema é a gente ler pra recomendar e eu só leio depois que acabar, sorry.:(

  • Gabriel Moura Pimentel

    Cara, nem te conheço, mas para você criticar O Senhor dos Anéis (duvido que tenha lido toda a obra, no minimo O Hobbit e O Silmariolion) e As Cronicas de Nárnia você de fato não entendeu as obras, sua profundidade e intensidade. De fato não tocou nem a superficie!

  • Anderson Lima

    Concordo que As Crônicas de Nárnia seja um livro com uma linguagem mais infantil – embora isso não signifique que seja um livro ruim, pois tem muitas coisas nas entrelinhas – mas o Senhor dos Anéis é um dos melhores livros de ficção já escritos, opinião essa compartilhada por milhares ao redor do mundo.

  • Robson Brando

    brother, o gosto é algo subjetivo. O que te encanta pode não me encantar Eu não gosto do maniqueísmo de o Senhor dos Anéis. acho que Tolkien é um grande criador, mas um péssimo narrador. Perdido em infindáveis metáforas pretensiosas, sem foco narrativo e clichês entre bem e mal. Ainda assim respeito sua obra, apesar de não gostar. Entretanto as crônicas de Nárnia é algo nojento, pois é claramente xenofóbica e um tanto racista. Na simbologia, os personagens loiros e brancos são bons, o guri moreno e branco é o corrompido. Os povos q se assemelham aos árabes ..bem, são o mal encarnado.Sem contar as metáforas ridículas c o cristianismo encarnada no Leão. As duas obras não tem nenhum senso de CRITICIDADE. Algo que nos tire do pensamento ÓBVIO, TRIVIAL e SIMPLÓRIO. Para mim não vale a pena. E RODA DO TEMPO segue o mesmo caminho. Bem estou criticando as obras baseado no meu gosto pessoal. Respeito quem curte.

  • Robson Brando

    Puxa vida moderadores, fiz um comentário defendendo minha opinião sem ofender ninguém. Bem, vc excluíram. Isso é bem antidemocrático, Mas se vcs pretendem manipular as opiniões como nossa mídia faz, não precisa se esforçar tanto, eu não comento mais.

  • Os comentários são moderados, hoje é domingo e nós não temos obrigação nenhuma de ficar aq o dia inteiro aprovando comentários.
    Se quiser deixar sua opinião é aguardar a aprovação , comente. Se não, nem precisa comentar e vir dar xilique depois.

  • Gilson Filho

    “A série chegou ao fim no ano passado”. Me convenceu com isso aqui, hahaha. De espera basta ASOIAF.

  • Felippão

    Já estava quase comprando…rs Valeu!

    Então, você poderia indicar um livro para mim, no estilo GRRM, onde “o mundo é mais mundo” e não tenha tanto esses esteriótipos de bem e mal?

    Abs

  • Renan

    A saga do Bruxo Geralt é realmente muito bom, mas acho a versão dos games melhor que o livro.

  • Renan

    Como falaram ai embaixo a Roda do Tempo é recomendado pra quem gosta de fantasia, agora pra quem ja gosta só de ASOIAF mesmo, prefere esse estilo mais cru e não gosta tanto de Senhor dos Anéis e similares eu recomendaria Prince of Thorn, que é do mesmo estilo de Got mesmo.

  • Robson Brando

    Eu te peço desculpa….eu achei q houvesse sido deletado….me sinto envergonhado…foi mal

  • Li o nome do Vento e o Temor do Sábio, recomendados da galera aqui no site e pra variar falta um livro….

    É boa sim, mas não da para comparar uma coisa com outra, as narrativas são bem diferentes,
    Quem quiser ler não tem nada que comparar apenas curtir o Kvote.
    Mas o narrador é lerdinho o livro fica ótimo quando entra na história, quando sai dela, deus nos acuda é como ler um livro inteiro so do Bran.

    Eu sempre alterno meus livros, fantasias, biografias, Historias, fantásticos etc.

    Atualmente estou lendo Eragon(1/4) O ciclo da herança 4 livros, mas o segundo livro vai esperar e depois que iniciei lembrei de ter visto filme e é nárnico demais pra mim. Filme até é topzinho deu vontade de ver novamente quem sabe eu espie o livro 2/4

  • Kakatua

    Por que ninguém fala de Eragon? Essa foi a primeira fantasia que eu li e é muito boa, claro como o continente é unificado então não tem tanta maquinações como gelo e fogo além da magia ser mais proeminente, mas as batalhas são boas e tem um dos melhores personagens que mesmo sem nada de especial além de ser o primo do protagonista, que é um bom estrategista e um guerreiro sem igual, Roran Marteloforte(senão me engano essa é a alcunha dele, Marteloforte).

  • Ok, tranquilo, relaxe.
    Obrigada.

  • Juliana Ribas

    Já tive vontade de comprar o livro 1 mas só de pensar nos outros 14 da sequencia deu preguiça.. e o fato de não ter em português também atrapalha… por fim lendo os comentários aqui fiquei mais em dúvida ainda… =O
    Será algo que deixarei pra ler na velhice, quando estiver aposentada e com tempo pra ler tudo que eu quero ler hoje e não consigo. Mesmo assim valeu a dica pessoal! 😉

  • Glauber Silva

    Acho que criticar uma obra sem ter lido inteira só porque não gosta do estilo, uma infantilidade imensa. Não digo do texto, claro, mas dos comentários anteriores. Particularmente gosto tanto de GoT quanto do WoT, mais de WoT por ser alta fantasia clássica. Mas nem por isso desmereço o Martin, também o acho um grande escritor.

    Uma coisa que tem de ficar clara. Se a pessoa não gosta high magic em livros de fantasia, nem se de o trabalho de começar a ler porque é disso que se trata. É uma obra de alta fantasia, como Stormlight Archives do Brandon Sanderson, pra citar outra ótima obra. Isto posto, é melhor que vir aqui e ficar criticando que é ruim etc e tal só porque gosta mais de GoT. Principalmente pelo Martin ser fã incondicional da obra do Jordan e respeita-la, então deveria servir de exemplo para os leitores do Martin.

  • Dan Ramos

    A Companhia Negra, de Glen Cook. Vai fundo!

  • Felisberto Albuquerque

    AINDA BEM QUE O SENHOR DOS ANÈIS È MANIQUEÍSTA…e ainda bem que que é cheio de clichês entre bem e mal. AINDA BEM… UFA…

  • Afrânio Ladeia

    Quem procura por algo parecido com GoT nos quesitos surpresas e intrigas políticas eu recomendo os Pilares da Terra. Estou lendo e estou gostando. Recentemente a Rocco lançou uma edição MARAVILHOSA em capa dura e volume único (os livros das Crônicas de Gelo e Fogo poderiam ser assim também).

  • Julio Gabriel

    Alguém aqui já leu a trilogia A saga do Assassino da Robin Hobb ? Se alguém aqui leu, indicaria para um amigo ?

  • Heitor A. Francisco

    Eu já li. Achei legal. O primeiro livro é razoável, mas o segundo tem uma boa melhora.

  • Heitor A. Francisco

    A Intrinseca lança um livro por semestre. Até o final do ano já deve sair o 3°

  • Gabriel Moura Pimentel

    Não ia nem responder, respeito o gosto das pessoas e entendo muito bem que é subjetivo, mas…
    1º – a narrativa de Tolkien são o alicerce da narração de Martin
    2º – não existem clichês, pois para ser clichê, estes devem ser algo usual, com o mesmo sentido já mecanicamente explicito, sem necessidade de alegorias para maior entendimento
    3º – os livros do Tolkien refletem suas próprias esperiencias durante e após a 1ª Guerra Mundial, toda a angústia do Frodo, as mensagens de companheiros e tal
    4º – sobre a obra de Lewis, ele foi um grande protestante, sim cristão. Sua obra infantojuvenil, As cronicas de Nárnia, é cheia de mensagens sobre o bem e o mal, Cristo/Deus e o Diabo, Paraiso e Inferno. Leia “A Morte da Luz” do próprio Martin e me fale sobre subjetividade.
    5º – observar preconceituosamente árabes como “o mal encarnado” é uma tremenda prova de que você faltou as aulas de interpretação de texto no colégio, cara! Até porque, os povos das Ilhas de verão são africanos e de Essos são árabes, ou vc não percebeu isso?
    Só acho que você precisa interpretar melhor os textos que lê. Fica a dica!

    Não tem como comparar obra tão diferentes, mas uma coisa é certa, Tolkien é atemporal, enquanto Martin mesmo sendo excepcional (adoro todos os livros) é modinha para a grande maioria. São tempos diferentes, duas séries e dois autores que sobrevivem ao tempo, Tolkien e Lewis, e outra série e autor, Martins, que ganhou um público leitor com um livro “fora de série” que muitos ansiavam e outro público com a série, e com esses os modinhas.

  • Vinicius Costa

    Já li e não achei maravilhoso. É um livro muito bom, que prende até o final, mas tem um desenvolvimento muito fraco de personagem e a história começa a ficar muito maçante e repetitiva depois de uns 2/3 do livro.
    E o pior de tudo são as cenas de sexo. O Ken Follet não sabe a diferença entre uma cena de sexo e uma cena PORNOGRÁFICA. Parece que você tá lendo um conto erótico…

  • Vinicius Costa

    E desde quando isso é ruim? E como assim “tá mais para quem é fã de Senhor dos Anéis?”. Cara, você não pode julgar um livro pelo que ele se compromete a ser.
    Se o escritor se comprometeu a fazer um livro que fale sobre coisas tenebrosas e forças da luz, e fez isso, então não tem problema nenhum! Pode ser uma questão de gosto sua, mas isso não diminui a história.
    E porque algo ser infantil torna essa coisa ruim? Por acaso já leu O Hobbit? Livro infantil, e é por causa dele que hoje temos esse gênero chamado fantasia, do qual Got faz parte.

  • Aaron Engel G. Peixoto

    Indico Joe Abercrombie, Bernard Cornwell e Patrick Rothfuss. O Martin gosta de todos esses autores, aliás. E eles são muito mais realistas.

  • Felippão

    Acabei de comprar o ebook dos Deuses Americanos (12 reais)

    Na sequência colocarei esses autores.

    Se você tiver algum título em específico, seria ótimo.

  • Aaron Engel G. Peixoto

    Patrick Rothfuss: O Nome do Vento, trilogia com dois livros lançados. É um dos grandes escritores de fantasia moderna, junto com a nova promessa de…

    Joe Abercrombie: O Poder da Espada foi minha maior surpresa ano passado. Ele aproveita todo o cenário cinzento que leitores de Martin conhecem e o enche de humor negro e quase cáustico. Ótimos personagens, a raríssima qualidade de escrever cenas de luta e muita pancadaria. ESPETACULAR.

    Bernard Cornwell: esse funciona mais se vc gostar de história. Cornwell tem vários livros e coleções de romance histórico, sempre optando pelo mais plausível e deixando a romantização de lado. O Último Reino é uma coleção sobre a invasão dos bárbaros dinamarqueses na Inglaterra, e será adaptado para um seriado. Azincourt é um livro único sobre uma das batalhas mais surpreendentes da Guerra dos Cem Anos.

    Ah sim, Cornwell é o melhor escritor de batalhas que eu conheço
    Melhor que o Martin. É ANIMAL.

  • Joana

    adorei!!! como eu vejo as recomendações #1, #2 e #3???

  • Patrick Ramos

    Prince of Thorns é bem fraco. Jorg é um personagem que não é bem trabalhado, é supercial e a história parece que não desenvolve.

    E discordo quando fala que quem gosta de ASOIAF não gosta de LOTR ou WOT. O que vejo é uma realidade totalmente contrária ao que você afirmou.

    A Roda do Tempo é um dos melhores livros que tenho lido ultimamente e o fato da obra ser maníqueísta não a torna pior que outras obras. Basta ver que Tolkien e Jordan influenciaram positivamente a obra do Martin.

  • Filipe Higor

    o foda é só depois de vc começar a ler o livro 3 vc descobrir que são 14 livros -.-

  • Rodrigo Andrade da Cruz

    O pessoal ta mais preocupado em quantos livros é a historia do que qualidade, na boa, então leia Crepúsculo

  • O primeiro livro não é tão bom no início, mas, do meio para o fim, vai se tornado muito bom. O segundo livro é excelente e o terceiro é tão bom quanto o segundo (terminei de ler o terceiro livro ontem, devo ter lido umas duzentas páginas para terminar a história). Eu tive o prazer de fazer a revisão da primeira tradução do livro 1, feito pelo tradutor José Francisco Botelho, para a Caladwin. Mesmo revisando, o que é uma leitura técnica e nada “fluente”, eu já tinha gostado da história. Ao reler, gostei ainda mais. Agora estou aguardando os outros livros. Discordo de alguns que colocaram algumas personagens como “esquecíveis”. Há sim muitos clichês no primeiro livro, mas, nos livros seguintes, as personagens vão ganhando novos contornos e se tornando muito vivas. O cenário é muito bom, bastante rico e verossímil. Dá para notar que o autor vai melhorando sua técnica a cada livro, se tornando mais e mais “literário”. Para quem leu apenas parte do primeiro livro eu digo: leia tudo e corra para ler os outros dois, porque a qualidade é crescente! É uma leitura que prende a atenção e te faz viajar.

  • Estou contigo. O final do segundo livro é muito bom. Aliás, o segundo livro é muito bom mesmo.

  • Tatiza Feitosa Lima

    Engraçado são as discussões acerca do que se deve ou não se deve ler.ASOIAF foram meus primeiros livros de fantasia e me assustei um pouco quando comecei a ler e vi essa dualidade entre bem e mal presente em a Roda do Tempo ,mas comecei a ler o livro e parece bom.Os personagens principais ainda são jovens,acredito que a linguagem “infantil” seja devido a isso e acredito que os personagens cresçam e a linguagem vá se adaptando a esse crescimento.É evidente também que G RR Martin se inspirou em algumas coisas dessa saga para escrever a saga dele,aliás TODOS os autores de fantasia se inspiraram em outros autores para escrever os seus.O Olho do mundo,a saga a roda do tempo é sim muito diferente de ASOIAF e não deixa de ser boa(Ao menos até onde eu li pág 170,no começo é bem devagar mas depois a estória ganha ritmo).Se são 14 ou 15 livros dá uma preguicinha,mas me lembro que tinha preguiça de ler os livros do Martin e li o terceiro livro que é o maior da saga em 15 dias,então quando o livro é bom o tamanho ou quantos livros são é o que menos importa!Boa leitura á todos e que venham ” Os ventos de Inverno” hahahaha!

  • Tatiza Feitosa Lima

    Como imaginei de que a saga vai ficando boa no decorrer da estória.Os autores vão aperfeiçoando a escrita e a saga vai ficando melhor,vide G RR Martin naquele que é considerado o melhor livro da saga ” A tormenta das espadas”,onde há o ponto alto das estórias contadas e estabelece novos pontos de vista acerca dos personagens! Gostei da sua análise!