Análise do episódio 4.10: “The Children” (sem spoilers)

Esse texto NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS e é destinado principalmente para aqueles que não terminaram ou sequer começaram a leitura dos mesmos. Se você já leu ou não se importa em saber o que vai acontecer, confira a análise COM SPOILERS, que em breve deve tá saindo por aí.

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Em uma entrevista recente à EW, um dos criadores e roteiristas da série, David Benioff, disse que uma boa história precisa de doses iguais de água e suco concentrado de laranja para que não fique nem muito forte, nem muito aguada. O suco de laranja no caso seriam as cenas pesadas e com grandes revelações, enquanto a água seriam os diálogos casuais mas igualmente interessantes que tivemos durante toda a temporada. A verdade é que nesse season finale, David e seu parceiro, D. B. Weiss, fizeram que nem o Cão de Caça e disseram: “Foda-se a água.” 

Eles prometeram e cumpriram. O quarto ano da série pode não ter tido a melhor última cena de todas (que pra mim continua sendo a do nascimento dos dragões de Daenerys em “Fire and Blood”), mas certamente teve o melhor último capitulo. Pela primeira vez o décimo episódio conseguiu superar o nono em quantidade de cliffhangers, quebrando a tradicional “calmaria depois da tempestade” estabelecida nas últimas temporadas.

O tema principal do episódio está explícito no título. Em “The Children”, ou “Os Filhos”, como preferimos traduzir, vimos o leão ser desafiado (e morto) por sua prole; Daenerys sendo obrigada a acorrentar seus únicos filhos, que também tiraram a vida de outra criança; a aparição de um dos Filhos da Floresta, seres que habitavam Westeros antes da chegada dos Primeiros Homens, esculpiram os rostos nos represeiros e que estavam supostamente extintos; além de uma conclusão (e um novo começo) para as longas jornadas de Bran, Jon e Arya, três dos últimos filhos vivos da Casa Stark. 

Começando pelo bastardo, Jon Snow. 

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“It is customary to kneel when surrendering to king.”

A primeira cena nos leva diretamente ao final de “The Watchers on the Wall”, quando Jon decidiu ir sozinho (e desarmado) ao acampamento de Mance Rayder para matá-lo a fim de dividir o exército selvagem. A câmera oscilante nas costas dele foi usada mais de uma vez no episódio, transmitindo uma sensação de imprecisão e insegurança enquanto víamos os corvos se alimentando dos restos da batalha ocorrida no episódio anterior. O diálogo na tenda foi bem parecido com o que vimos em “Valar Dohaeris” e, assim como naquela ocasião, uma das raras chances que tivemos de conhecer mais profundamente o rei-pra-lá-da-Muralha.

Boa parte da conversa também serviu como uma espécie de tributo aos personagens que se foram, como Ygritte, Grenn e Qhorin, que na segunda temporada deu a vida para que Jon pudesse se infiltrar no povo livre. O modo como o bastardo mencionou o fato de Grenn ter sido um fazendeiro enquanto Mag foi um rei dos gigantes serviu pra mostrar que os nortenhos valorizam cada guerreiro, independente de sua linhagem, nome ou do lado que lutava. Aqui, Mance expõe os reais motivos por trás do ataque a Castelo Negro. Os selvagens não estão ali para conquistar e sim para sobreviver, assim como eu disse em minha análise passada. E então quando a coisa estava começando a ficar muito demorada (5 min. é muito tempo em um season finale carregado como esse), nós ouvimos uma agitação do lado de fora da tenda: Stannis ex machina e seus soldados.

Alguns de vocês podem ter se perguntado como Stannis chegou à Muralha tão repentinamente, mas não foi algo tão inesperado assim (exceto pelo timing). Em “Mhysa” Melisandre viu nas chamas que a verdadeira batalha aconteceria no Norte (provavelmente contra os Caminhantes Brancos e não contra os selvagens), e desde lá ficou entendido que o núcleo seguiria nessa direção. Talvez seja mesmo mais fácil salvar o reino para ganhar o trono do que ganhar o trono para salvar o reino.

Já que eles conseguiram um empréstimo do Banco de Ferro de Bravos em “The Laws of Gods and Men” (o que explica a quantidade de soldados, provavelmente mercenários), é provável que tenham comprado barcos para transportar seu exército até Atalaialeste do Mar, um dos três últimos fortes ainda ativos da Patrulha que fica localizado na costa da Baía das Focas. A pergunta mais complicada porém é “como Stannis conseguiu sobrepujar rapidamente os 100.000 homens de Mance Rayder?” Onde estavam os outros gigantes? Os outros Thenns? Os wargs?

Apesar de rápida, essa batalha foi quase tão bem orquestrada quanto a sua antecessora (em menores proporções, é claro). O plano aberto panorâmico que mostra o exército cavalgando com a Muralha ao fundo e a visão aérea dele adentrando os dois lados da floresta foram de dar inveja a qualquer superprodução cinematográfica. É incrível como mesmo depois de quatro anos a série ainda consegue nos surpreender nesse sentido.

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“Your grace, if my father had seen the things that I’ve seen, he’d also tell you to burn the dead before nightfall. All of them.”

Os comentários repetidos de Mance a respeito dos guarda-roupas de Jon (“Está vestindo o  negro novamente.”) e de Stannis (“Nós não estamos nos Sete Reinos e você não está vestido para o frio.”) são marcas registradas dos roteiros de Benioff e Weiss. Mas embora a cena não tenha sido das mais bem escritas, foi um prazer ver grandes atores como Ciarán Hinds, Stephen Dillane e Liam Cunningham contracenando, mesmo brevemente. Dava até pena do pobre Kit Harington ali no meio. Assim como seu personagem, ele terá professores excelentes no ano que vem, onde tanto eles quanto Selyse, Shireen e Melisandre devem ter mais destaque já que não estarão mais isolados em Pedra do Dragão.

Quando Stannis perguntou a Jon que destino seu pai (que morreu ao informá-lo sobre a verdadeira paternidade dos filhos de Cersei) daria a Mance Rayder se estivesse vivo, o bastardo decide poupá-lo. Mas será que Ned faria o mesmo? Sua primeira cena na série mostrou ele executando um patrulheiro que fugiu depois de ter sido atacado por um White Walker, lembram? Antes de ser rei, Mance também foi um desertor da Patrulha.

A queima dos corpos proporcionou um belo fechamento para esse conflito entre patrulheiros e selvagens. Mais uma vez os produtores preferiram dar destaque a Tormund ao invés de usarem seu próprio rei, o que nessa cena fez sentido já que ele esteve ao lado de Ygritte desde o começo, ouvindo ela falar sobre quantas flechas usaria pra dar cabo do ex. E verdade seja dita, Kristofer Hivju pode não ser tão high profile quanto o velho Ciarán, mas Tormund é bem mais maneiro que Mance. A despedida de Ygritte no verdadeiro Norte, aos os pés da árvore-coração que simboliza os Deuses Antigos foi extremamente poética, pois a vimos ser beijada pelo fogo uma última vez. 

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E é claro que onde há fogo, há Melisandre. Aquela troca de olhares entre ela e o bastardo, com a música da personagem tocando ao fundo, certamente foi de arrepiar, mas significou alguma coisa? Nós sabemos que a série gosta de criar pares românticos meio bizarros (cof, cof, Missandei e Verme Cinzento, cof, cof). Se tem uma personagem que sabe usar sexo como arma tão bem quanto Cersei é a nossa querida Mel, e Jon Snow se amarra numa ruiva. Será que os dois formariam um bom par? Ou aquele olhar da Mulher Vermelha foi mais profético e menos sensual? Carice van Houten é hipnotizante de qualquer jeito, então fica difícil dizer.

Por falar em Cersei, ela realmente se sobressaiu nesse episódio. O embate inicial entre Gran Meistre Pycelle e Qyburn foi sensacional. Os dois são personagens interessantes e representam uma que, assim como eles, foi muito pouco explorada na série. A cena também serviu pra confirmar que o Montanha foi mesmo envenenado pela lança de Oberyn assim como eu suspeitava. Veneno não é a mais nobre das formas de matar, mas foi pouco pra o desgraçado que estuprou e matou Elia Martell, seus filhos e seu irmão. O que foi aquela história de que o processo de cura poderia alterá-lo, mas não enfraquecê-lo? Como se Gregor precisasse ficar ainda mais assustador.

O casamento de Loras e Cersei é algo que já vem se arrastando a algum tempo. E já que ainda não aconteceu, foi bom que eles tenham prestado algum esclarecimento. Ver a rainha defender seus filhos como uma leoa é sempre bom, mas o desejo de permanecer na capital deve-se unicamente ao amor que ela sente por Tommen ou é simplesmente por não aceitar que outra pessoa além dela exerça poder a partir dele? Lena Headey e Charles Dance estavam numa sintonia absurda! Não é todo dia que vemos Tywin Lannister perder o controle da situação. Assim como Tyrion, Cersei acertou no ponto fraco do velho. A crença obstinada que ele tinha em seu legado virou de cabeça pra baixo com a revelação da filha.

Após a polêmica cena de estupro no septo em “Breaker of Chains” (que também foi dirigida por Alex Graves), é estranho ver como a relação de Jaime e Cersei permanece inabalada. Eu só me pergunto por quanto tempo esse romance vai durar. Quando Cersei acordar no dia seguinte e descobrir que Jaime libertou o irmão será que ela vai perdoa-lo?

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“I don’t choose Tywin Lannister. I don’t love Tywin Lannister. I love my brother. I love my lover.”

Outra mãe capaz de tudo para defender os filhos é Daenerys, sejam os escravos que a chamam de “mhysa” ou os dragões – únicos filhos que ela terá na vida, já que ficou estéril depois da morte de Rhaego, na primeira temporada. Foi irônico e cruel o fato de ela ter tido que colocar ambos sob o peso das correntes que ela é conhecida por quebrar. Irônico, cruel e real. Dany passou por mal bocados na primeira e segunda temporada, mas depois disso ela passou a ser retratada quase como uma deusa, com suas frases de efeito, seus dragões, seu super exército e até um moshPor mais que eu torça pela personagem e reconheça que ela é de fato uma imagem inspiradora (que outra garota conseguiu libertar e conquistar três grandes cidades?), o mínimo que se podia esperar era que, algum dia, ela tivesse que lidar com as consequências de suas escolhas, assim como todo bendito personagem em Game of Thrones.

Por mais injusta que fosse a escravidão, ela era uma ordem que Dany decidiu romper assim como fez com as coleiras dos escravos. Mais cedo ou mais tarde, ela teria que criar uma nova ordem para sobrepujar o caos que ela mesma instaurou. A maioria dos escravos era torturada por seus mestres, mas outros, como Fennesz, eram respeitados como um membro de suas famílias e queridos por suas crianças (“the children”, novamente). O que eles farão agora que são livres, mas assaltados e espancados pelos ex-escravos mais jovens? A rainha foi esperta ao declarar que liberdade também significa fazer suas próprias escolhas e ao permitir que Fennesz voltasse a servir Mestre Mighdal com o contrato de um ano. Mas prevejo que ainda haja muito a se fazer em Meereen. Afinal, como disse Barristan, os mestres se aproveitarão dessa situação e farão dos libertos escravos em tudo menos no nome. Isso é ruim, mas não só por obrigar Daenerys a “presidir sobre a injustiça que ela lutou para destruir.” Quanto mais tempo ela ficar na Baía dos Escravos, mais tempo vai demorar pra que reclame seu direito ao Trono de Ferro em Westeros.

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A produção soube bem escolher os atores que interpretaram os súditos meereenses nesse episódio. Tanto o ex-escravo quanto o pastor conseguiram passar bem aquilo que foi exigido. Antes mesmo de ele mostrar a Dany os ossos da filha eu já estava com pena. A expressão do cara, a hesitação, a simplicidade na voz… Toda aquela tristeza realmente tornou a língua valiriana ainda mais bonita na cena.

Depois, ficamos sabendo, pela primeira vez na série, o nome do dragão maior e mais forte, o negro, a “sombra alada”, Drogon – nome dado em homenagem à Khal Drogo (e não à toa). Pra quem não sabe, os outros dois são Viserion e Rhaegal, nomeados em homenagem aos dois irmãos da khaleesi, os príncipes Viserys e Rhaegar Targaryen. Aquela última cena em que vimos Dany prender os dois filhos mais fracos (o outro não foi capturado) nas catacumbas de Meereen foi, sem sombra de dúvidas, a passagem mais comovente dela em toda a temporada. Os efeitos especiais e sonoros marcaram presença forte mais uma vez. A versão mais triste do tema de Dany que serviu como plano de fundo para a cena, ironicamente, chama-se “Breaker of the Chains.”

Eu realmente gosto de Emilia Clarke, apesar das críticas que ela recebe. Mas acho que ela poderia, ao menos dessa vez, ter deixado um pouco de lado a Daenerys implacável e ter desabado mais, chorado mais, sei lá. Mesmo assim, foi a melhor performance que ela nos entregou esse ano.

É difícil imaginar o quão doloroso deve ter sido pra uma mãe enganar os filhos ao acorrentá-los daquela maneira e depois dar as costas enquanto eles “choravam”, chamando por ela. Também inda não dá pra dizer se a escolha foi a correta, mas era a única que ela tinha no momento. E agora que os dragões estão presos, os produtores tem uma desculpa melhor pra mantê-los fora da tela e economizar grana na quinta temporada da série.

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“They’re dragons Khaleesi, they can never be tamed.”

“As pessoas aprendem a amar suas correntes” e Fennesz é um exemplo disso. Mas o mesmo não se pode dizer dos dragões.

Finalmente descobrimos o que aconteceu a Bran, Jojen, Meera e Hodor depois que eles fugiram da Fortaleza de Craster, há cinco episódios atrás. Pode ser difícil de acreditar, mas de todas as surpresas de “The Children”, essa sequência foi de longe a que eu mais gostei. Como grande fã de fantasia, RPG e Tolkien, eu realmente não consegui entender os comentários dos fãs que compararam o arco de Bran à “Senhor dos Anéis” como se isso fosse uma coisa ruim. Toda essa atmosfera mística e misteriosa foi algo que sempre envolveu o Norte. Lá se concentra toda a magia que o sul parece ter esquecido por causa das guerras e dos jogos políticos. Os selvagens e a Patrulha da Noite são prova disso, e o diálogo inicial entre Jon Snow e Mance Rayder deixou isso claro. Inicialmente, os patrulheiros tinham como principal objetivo defender os Sete Reinos da ameaça dos Caminhantes Brancos. A própria Muralha foi construída com essa função. Agora que os Caminhantes voltaram, os selvagens precisam fugir deles, com seus gigantes, wargs e etc. Se Jon, Grenn, Pyp e os demais corvos não estivessem lá para morrer por pessoas que nunca saberão seu nome, o que seria de personagens queridos como Tyrion, Cersei e Jaime? É claro que eu amo o jogos dos tronos mais do que qualquer outra coisa na saga, mas o que quero dizer é que a magia sempre esteve presente, por mais distante que parecesse. E um elemento não precisa anular o outro.

Enfim, o segmento foi um verdadeiro bombardeio de imagens aterrorizantes e belas. O quadro em que o grupo observa, ainda ao longe, a árvore-coração das visões de Bran é digno de uma pintura e está certamente entre um dos mais bonitos de toda a série. E acho que não preciso mencionar a trilha sonora. Sem dúvidas uma das melhores faixas compostas por Ramin Djawadi. Só eu reparei que o rosto na árvore tinha três olhos e lembrava bastante The Face of Boe, com os olhos e os lábios mais largos que o normal? Esse easter-egg pode ter sido uma homenagem da produção à lendária figura da série Doctor Who que foi dublada por Struan Rodger, intérprete do Corvo de Três Olhos… Ou é só uma viagem da minha cabeça.

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No quesito ação a sequência também não deixou a desejar. É impossível segurar o nervosismo quando os caras finalmente estão chegando onde eles demoraram uma temporada e meia enrolando pra chegar e uma onda de esqueletos vivos saídos de uma produção do Ray Harryhausen surge do nada para atrasá-los. Os efeitos especiais aqui foram um show à parte. As criaturas estavam perfeitas, assim como os atores. E como esquecer de Verão? Apesar de ter matado um único draugr é sempre bom quando os lobos não ficam de fora.

A única coisa estranha foi a morte de Jojen. Em um momento ele implorava que Bran se salvasse e, no frame seguinte, já estava em outra posição, sendo esfaqueado na barriga mecanicamente por um dos esqueletos, quase como Talisa em “The Rains of Castamere”.  Mas o fato de o corpo dele ter sido destruído por uma das “bombas mágicas” de Folha foi bem apropriado. “Queime os corpos” parece ser a regra número um do guia de viagens para além da Muralha (para que os mortos não retornem como zumbis de olhos azuis), e isso ainda explicou a chama misteriosa que apareceu em uma das mãos dele enquanto falava a respeito de seu destino em “First of His Name”. “No momento em que partiu ele soube o que lhe aconteceria e partiu do mesmo jeito.”

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“We’ll rest with the three-eyed raven.”

De resto, tudo foi perfeito. O desespero de Ellie Kendrick ao cortar a garganta do próprio irmão foi bem convincente, assim como as performances da atriz mirim Octavia Alexandru e do ator britânico Struan Rodger. Tudo, das vozes à caracterização, contribuiu para que eles conseguissem nos contagiar com a aura de mistério, magia e misticismo em torno da Criança da Floresta e do Corvo.

(Para saber mais sobre as Crianças (ou Filhos) da Floresta, assista esse vídeo e acesse nossa wiki)

Não é exatamente fácil me fazer chorar. A única coisa que me faz chorar sempre que eu assisto é, coincidentemente, o final do filme “O Retorno do Rei” (desde que Sam entra naquele quarto até a despedida dos hobbits em Mithlond). Por mais que eu ame Game of Thrones e seus personagens, eu não derramei uma lágrima no Casamento Vermelho, ou quando Khal Drogo, Ned, Oberyn ou Ygritte morreram. Mas cara, quando o Corvo disse You will never walk again, but you will fly” meus olhos suaram! Serião. Foi de arrepiar! A primeira vez que eu cheguei perto de chorar assistindo a série. Mas o que será que essa frase quis dizer? Que além de Hodor e Verão, Bran poderá entrar na mente de corvos? Dragões?

O garoto pode não ter tido a  melhor das temporadas esse ano, mas com certeza teve um dos finais mais fantásticos. Literalmente.

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“Now you’ve come to me at last Brandon Stark, though the hour is late.”

O encontro de Arya e Brienne of fucking Tarth, assim como a junção dos núcleos de Jon e Stannis, foi ideal pra que a história não continuasse tao fragmentada. Eu adorei a interação delas, especialmente a forma como elas compartilharam histórias sobre seus pais (e suas espadas). As personagens são bem parecidas e os roteiristas souberam aproveitar isso. Brienne é o que Arya poderia ter se tornado no futuro, se todos os membros da sua família não estivessem mortos, o que fez com que ela se tornasse muito mais parecida com Sandor. Foi interessante ver como os dois pareciam dispostos a morrer pra ficar com a garota que só queria uma chance de cair fora dali. Lutar daquela maneira foi auto-destrutivo. Brienne é tão fiel aos juramentos que faz (primeiro a Renly, depois a Cat e agora a Jaime) que foi a primeira a sacar a espada. Mas pra onde ela levaria Arya? Pra um lugar seguro? Na capital? Não importava. Um cão não pode ser páreo pra quem já teve que enfrentar um urso.

Apesar de alguns problemas na edição terem deixado tudo um pouco confuso, a luta de Brienne e Sandor foi uma das mais intensas, violentas e instigantes que eu já vi! E as belas paisagens da Islândia serviram como palco perfeito para o espetáculo. Os dois atores parecem ter se entregado inteiramente à cena, o que tornou tudo bem mais real. Os gritos enlouquecidos de Gwendoline Christie enquanto ela socava Rory McCann davam até medo. Mas quem deu um show de atuação mesmo foi a (nem tão) pequena Maisie Williams.

Assim como Jon, que precisou decidir o destino de Mance Rayder, Arya teve a chance de fazer a escolha que um dia pertenceu ao pai. Sandor serviu como seu protetor, mas o nome dele sempre esteve em sua lista. Além disso, o cara parecia não sentir vergonha dos crimes que cometeu. Mas no final, ela optou por não matá-lo, um ato de crueldade que soou, paradoxalmente, como uma espécie de misericórdia. Independentemente do resultado, o importante é que ela se manteve firme apesar dos insultos e provocações do Cão. Ela ainda acabou roubando todo o dinheiro do coitado, deixando ele sozinho com sua dor, o que foi bem apropriado já que ele fez o mesmo com aquele camponês que os ofereceu abrigo em “Breaker of Chains”.

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A morte de Tywin não foi bem uma surpresa se levarmos em conta que essa temporada marcou a dissolução e, consequentemente, a queda dos Lannisters. O que vimos em “The Children” parece ter sido o golpe final. Tyrion puxou o gatilho, mas Cersei fez o seu próprio dano anteriormente, empunhando a verdade sórdida sobre seu relacionamento com Jaime. Resumindo: Cersei voltou para Jaime, que libertou Tyrion, que ajudou Cersei a se livrar do casamento com Loras matando o próprio pai. Essa parceria involuntária dos irmãos foi bem bonita se desconsiderarmos o patricídio e o incesto.

Brincadeiras à parte, a única coisa que se salva nessa família é a lealdade entre Tyrion e Jaime. Apesar do que sente por Cersei, o Regicida nunca permitiria que o irmão caçula fosse executado por um crime que não cometeu. A cena de despedida dos dois foi comovente.

A coisa mais triste na morte de Shae foi o fato de ela não ter dito uma palavra sequer antes de Tyrion a estrangular usando a mesma corrente de ouro que lhe deu de presente em “The Bear and the Maiden Fair”. Ao invés de tentar explicar seus motivos, ela simplesmente o atacou com uma faca pra que ele fosse forçado a se defender. Eu nunca gostei muito dos dois como um casal. As cenas eram chatas. Mas David e Dan investiram tanto no romance deles pra que ele terminasse dessa maneira? Nem mesmo enquanto ela morria a câmera mostrou seu rosto. Esteve sempre fixada na dor Tyrion, afinal, aquilo era entre ele e o pai. Até Tywin, que morreu na latrina, teve chance de dar seu discurso. No fim das contas, Shae foi apenas o aperitivo que precedeu o prato principal.

Nesse aspecto, o destino de Shae foi bem semelhante ao de Ros. Vocês lembram da belíssima prostituta interpretada por Esmé Bianco, certo? Depois de três temporadas desempenhando um papel pequeno mas significativo no jogo dos tronos, ela foi descartada em uma cena de 15 segundos do episódio “The Climb”, assassinada seminua pela besta do Joffrey.

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Já o lado ruim da morte de Tywin é que, em meio a tantos acontecimentos bombásticos, ela acabou perdendo um pouco do impacto. Além disso, não teremos Charles Dance para abrilhantar o elenco na quinta temporada, o que é uma tragédia. Acredito que ele e Peter Dinklage são os melhores atores de toda a série, e se Tywin tinha que morrer pra que os Lannisters entrassem em total decadência (ou vocês acham que Cersei conseguirá sustentar a bandeira deles por muito tempo?) fiquei feliz que fosse diante (e pelas mãos) do filho mais novo que ele sempre desprezou.

Tyrion sempre foi conhecido pela inteligência, pelos discursos e gracejos, mas nunca pelo instinto assassino. Como Jorah disse certa vez, “existe uma fera em cada homem, e ela se liberta quando você põe uma espada (ou uma besta) em suas mãos”. Ele agiu movido pela vingança, e ter visto Shae na cama do pai, que sempre ameaçou enforcar (!) qualquer prostituta que ele levasse à Torre da Mão, inflamou ainda mais sua ira. Tyrion aguentou por muito tempo a crueldade e os insultos de Tywin. Ele jamais conseguiria fugir sem acertar as contas. Um Lannister sempre paga suas dívidas.

Tywin Lannister pode até não cagar ouro como as pessoas dizem, mas morreu de maneira adequada para alguém que por muito tempo teve os Sete Reinos nas mãos: sentado no trono.

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“I’m not interested in listening to another one of your smug stories about the time you have won. This isn’t going to be one of those times.”

Foi impossível não lembrar da lição que Mindinho deu à Robin em “The Mountain and the Viper”, quando ele disse que as pessoas morriam o tempo inteiro, seja na mesa de jantar (Joffrey), na cama (Shae), ou agachadas no penico (Tywin). Por falar nessa cena, ela foi originalmente planejada para acontecer nesse episódio, o que faria de dark Sansa uma das crianças a que o título se refere.

Muitos fãs de Tyrion temiam que ele tivesse o mesmo destino de Ned no final dessa temporada, mas pra sorte deles e do Duende, Varys não esquece nada, como ele mesmo fez questão de lembrar durante o julgamento em “The Laws of Gods and Men”. Ele provavelmente foi responsável pelos soldados adormecidos no chão das cela negras. Com uma única mão, Jaime não teria conseguido dar conta do recado sozinho.

Ah! Vale lembrar que pouco antes da batalha da Água Negra, Varys entregou a Tyrion um mapa que continha todas as passagens secretas da capital. Por isso ele sabia exatamente como fazer para chegar aos aposentos do pai sem que ninguém o visse.

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“Sadly my lord, I never forget a thing.”

O anão e o eunuco sempre formaram uma ótima dupla. Quando Tyrion perdeu o prestígio e o título de Mão do Rei, os dois se distanciaram bastante e eu fiquei realmente muito feliz quando Varys decidiu viajar com o amigo no fim. Não é à toa que ele odeia sinos. Se ficasse na capital, certamente não demoraria muito pra que o culpassem pela fuga de Tyrion e, consequentemente, pela morte de Tywin. Um homem que tem “passarinhos” sob seu comando precisa saber pra que lado o vento está soprando.

Para onde vocês acham que ia aquele barco? Estou realmente ansioso pra saber o que o futuro reserva pra ambos (como já li todos os livros, eu até sei o que esperar. Mas se tratando da série, #SomosTodosJonSnow, não sabemos nada).

Arya também terminou se dirigindo para o mar. Por sorte (algo que ela não tinha a muito tempo), encontrou um navio que seguia rumo a Bravos e mostrou a moeda de ferro que recebeu do Homem Sem Face, Jaqen H’ghar, no último episódio da segunda temporada. O espanto do capitão foi engraçado, e quando ela pronuncia a “senha” em alto valiriano, “Valar Morghulis” (“Todos os homens devem morrer”), ele imediatamente a ofereceu uma cabine! Essa é uma das vantagens de ser ligada a um assassino famoso.

A última cena foi belíssima! Um fechamento com ar de recomeço. Algo bem diferente do que vimos no último quadro do primeiro episódio da temporada, “Two Swords”onde Arya (e o Cão) não tinham nada mais à sua frente senão morte e destruição. A música dos créditos finais, que mistura vários temas conhecidos da série, foi a cereja do bolo. E assim terminou nossa patrulha.

final

Valar Dohaeris. Todos os homens devem servir, e foi muito bom servir vocês escrevendo as análises esse ano. Agora só nos resta esperar mais uma Longa Noite pela próxima temporada, e ficar ligados nas notícias e novidades que continuarão saindo até lá com mil olhos e mais um.

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  • Gabriel Sansigolo

    Pergunta boba: não era pra Val aparece nessa temporada? foi cortada?

  • rapaz, ali tinham 98902981 selvagens que não apareceram ainda, então quem sabe? Mas provavelmente será cortada sim.

  • Sano

    Você comentou algo que eu havia pensado: A cena da Sansa deveria ocorrer ao final da temporada, daí sentir ainda mais a falta dela nesse episódio. Me pergunto se vão gravando as cenas e depois pensam onde encaixá-las.

  • jean

    Excelente episódio e excelente resenha, como sempre, gosto de ler as análises sem spoilers, mesmo tento lido todos os livros, o mi mi mi das comparações com os livros sempre acaba por deixar de lado aspectos mais importantes para o produto televisivo, como: trilha sonora, efeitos visuais, interpretação e evolução nas tramas. Até ano que vem!

  • Gabriel Monteiro

    Boa review cara. Foi bom acompanhar elas durantes os episodios. Agora so tem mais ano que vem (vixi). agora é ler festim e dança e ficar em dia com os livros.

  • Gabriel Petermann

    Ótima análise como sempre, Bacellar. Parabéns.
    E já que você entrou no assunto de chorar com algumas cenas, vou falar minha opinião. Como você mesmo disse, você não se comoveu tanto com a morte de alguns personagens em got, mas com a despedida de Sam e Frodo, sim. ( aproveitando o mesmo filme, Aragorn rei falando “My friends, you bow to no one” arrepiou todos os pelos do meu corpo naquela cena hahahahahaha). Voltando ao assunto. Através das minhas leituras e filmes, acho que me emocionei muito mais com os sentimentos demonstrados pelos personagens, do que com a morte deles. Como no final de O Hobbit, quando Bilbo se despede de Thorin. Sim, Thorin morreu, mas oq mais me comoveu vou o fim de uma amizade entre os dois personagens, e a forma como ela ocorreu. Nesse episódio de Got, não sei o pq, mas alguma coisa na voz do Cão me tocou. A forma como ele falou e implorou( somando a ótima atuação do ator tb) para Arya matar ele, mexeu comigo. hahahahaha. Acho que a cena de Dany e os dragões não me tocou muito, mas acho que deveria. kkkkkkkkkkk.—- (SPOILER)—– Uma capitulo que lembro que gostei bastante e até me fez suar pelos olhos,acho que foi o último do Bran no quinto livro, quando através do seu mais novo PODER ele consegue ver o pai embaixo da Arvore-Coração em Winterfell. Aquilo foi emocionante pra mim. hahahahahaha
    Até ano que vem, Bacellar! o/

  • Devanil Júnior

    Ótima análise. Acho que Game of Thrones é isso. Tem tantos núcleos com enfoques tão diferentes que todo mundo gosta pelo menos de um. Por exemplo, quando você falou da cena do Bran e do Corvo, achei bem boring. Achei aqueles esqueletos meio exagerados (a magia de GoT é sutil, quase lenda, até os dragões são secundários, por enquanto). Enquanto você fala que não chorou com morte do Ned, Catelyn, Ygritte, etc, eu fiz uns dois oceanos de tanto chorar hahah.

    Até ano que vem 🙁

  • Roberto Junior

    #SomosTodosJonSnow. Né? só li verdades. haha

    Assim, talvez seja por conta da minha interpretação dos livros, ou pq no fim a cena do estupro não significou p*** nenhuma mesmo, mas eu acho que aquela cena nem era pra soar como um. O que me deixou mais certo disso foi quando a Cersei e o Jaime começam se pegar nesse último epi e o Jaime fala “alguém pode chegar.”, aí a Cersei responde: “eu não me importo.” Exatamente a mesma resposta do Jaime da outra vez.

    No mais, parabéns por essa e por todas as análises desse ano, Rafa! Agora é esperar ano que vem. 🙁

  • Juirew Lonenata

    esse rafael não tem nada de mimimi, deve ser por isso que as análises dele são tão boas, sei que falta muito tempo, mas que tal dar nota aos episódios? seria bem legal, e também queria saber se irá ter uma análise da quarta temporada, vlw pela análise

  • João Victor

    Como sempre, análise perfeita! Queria que todos os fãs (que leram os livros) tivessem essa mentalidade. Só porque mudaram algo, desconsideram toda a qualidade da cena e dizem que foi lixo. E você conseguiu descrever exatamente o que eu pensei enquanto assistia.
    Reclamaram da cena do Stannis, e eu elogiando aquele plano aberto e falando: PQP
    Reclamaram da Daenerys, enquanto achava a cena emocionante e a melhor dela da temporada.
    Reclamaram do Jaime e do Tyrion, enquanto eu agradecia os roteiristas por não terem feito igual os livros e estragado essa relação linda que os dois tem entre si.
    Reclamaram do Bran, enquanto eu estava extasiado com os efeitos, com o cenário, com a fotografia, com a trilha sonora, com tudo.
    E que trilha sonora hein! Perfeita demais essa da 4ª temporada. A ultima cena, tocando The Children, foi fantástica ao extremo. Melhor season finale disparado, e ausência de uma certa personagem não atrapalhou em nada.

  • charlie

    Belíssima análise! Gostei muito que você comentou a trilha sonora, que sempre é um ponto forte, mas parece que nessa temporada se superou! Eu realmente chorei na cena em que Dany prende os dragões e não foi por amor a personagem, a casa Targaryen ou aos dragões (embora ame dos três tbm), mas foi por causa da música! Quando li o nome da música e reconheci como sendo dessa cena, eu chorei mais ainda 🙁 Nossa, que música belíssima!

    Esperando ansiosamente pela próxima temporada! Com mais surpresas, cliffhangers, diálogos eletrizantes e, com certeza, com mais Ramin! Uma parte do sucesso da série está nas mãos desse excelente compositor. O que seria de Game Of Thrones sem o magnífico tema de abertura, não é mesmo? E esse ano, Ramin fechou com chave de ouro! (Ano passado também, a música Mhysa é espetacular *-* e Finale da primeira… ok, ele sempre acerta a mão! hhahahahaha)

  • drmingus

    Grande Bacellar! Obrigado por mais essa ótima resenha. Gostei muito das referências que vc fez, todas muito oportunas. Não pude deixar de lembrar de Jasão e os Argonautas quando os esqueletos atacaram Bran e os demais. E quando vc fala do jogo dos tronos e magia do Norte, e que um elemento não precisa anular o outro, mentalmente eu completei a frase com: “exceto na visão dos meistres”, os quais, talvez não por acaso, tem sua Cidadela situada justamente na parte mais ao Sul de Westeros. Não acredito em coincidências na obra do GRRM, então acho que no futuro isso pode significar alguma coisa.

  • Marcelo

    Agora nos cabe enfrentar o único pecado de GoT: ter apenas 10 episódios por ano e forçar os fãs a aguentarem um longo inverno (!) sem a série. The winter has arrived for us.

    Parabéns pela excelente análise.

  • Marcos Fontes

    Ótima Resenha!
    Não sei se é discurção antiga, mas pelo reação da Cercei e do Jaime pós cena do septo, penso que não foi um estupro como propagado. Como tudo já tinha sido gravado, penso que eles não gravaram com essa intenção e que no fim pode ter sido permitido depois pela Rainha. Bem, para a próxima temporada eu penso que Dorne e os Greyjoy. Esperar com aniseidade para a próxima temporada!

  • M_Tulio

    Reviews excelentes! A altura dessa maravilhosa temporada.

    Que venha 2015!!!

  • Gorgonzola

    Discurção.

  • Donald Blake

    C o Montana não morrer vou ficar muito puto, só perdoo c ele virar um zumbi descerebrado uma arma sem consciência, só um objeto!

  • Junior Valadares

    Excelente e esclarecedora análise. Tenho uma pergunta, entretanto: sou eu o único a associar a abertura da série com o vôo de um dragão por todo o mundo conhecido, de Westeros até o velho continente? Como, espero eu, as situações estão sugerindo que Bran poderá fazer no futuro? A abertura da série é um vôo de Bran Stark?

  • Eduardo Cruz

    Ótima análise, rafa. Curti. Acho que o episódio deixou uma base boa para a próxima temporada. Ah também gostei das imagens selecionadas para ilustrar os comentários, que colocavam personagens de posições diferentes, lado a lado (parecia que o Stannis era brother do Mance).

    Quanto a cena da dany e os dragões, eu não concordo muito. Eu gostei do jeito que foi feito, com ela sendo firme e depois saindo sem vacilar, olhar pra trás e nem chorar, porque me lembrou bastante a dany dos livros (apesar de aqui ser pra quem não os leu). Uma frase que ela fala bastante nos livros quando está pondo em prática alguma decisão difícil tomada é “Se olhar para trás, estou perdida”. Me lembrou muito isso a caminhada dela ao deixar os dragões, sem olhar pra trás nenhuma vez, deixando para chorar só quando estava lá fora.

  • Felagund

    Mais uma ótima resenha. Só tenho alguns comentários.

    Há sentido quando Jon pede para poupar Mance, pois apesar do pai ter matado o cara lá no inicio, Mance salvou Jon. É uma divida de gratidão.

    Outra coisa, Verme Cinzento é eunuco, mas ainda é homem, sem contar que no próprio livro falam de Imaculados procurando o “abraço” de mulheres. Missandei na série não é uma criança, sendo assim tem total sentido os dois se “relacionarem”, até porque, fora isso, eles tem pouco espaço na tela e tem que desenvolve-los de alguma forma.

    Sobre Bran, eu gostei dessa temporada dele, bem melhor que a passada pelos menos. A culpa de não acontecer nada é dos próprios livros, pois é justamente isso que acontece, nada (só historias).

  • Ariane Escobar

    Eu adoro suas análises, e sempre que lê-las logo na sequência do episódio!!

  • Pablo Meireles da Rosa

    Mas credo, como escreve bem esse guri, parabéns. Gostei da menção às caverinhas stop motion que eu adorei no episódio. =)

  • Sano

    “Onde estavam os outros gigantes? ”

    Entendi errado ou o Mance falou que os dois eram os últimos gigantes vivos?

  • Marcos Veríssimo

    Ela não é aquela pessoa encapuzada que apareceu antes do ataque ao Castle Black no 4×09, quando a Igrite tava brigando com os Thenns?

  • Clefson Romi

    Rickon?

  • Clefson Romi

    Rickon?

  • Thales Quintiliano

    Primeiramente,ótima análise Rafa.Adorei esse final, só não gostei da morte do Jojen porque nos livros ele ainda está vivo e isso se torna um spoiler pra quem leu os livros.E a cena da Dany, aquela cena da criança morta pelo Drogon foi muito mais impactante.Não gostei da atuaçao da Emilia Clarke,bota mais sentimento nisso ai menina!!!!Só que a minha preferida foi a luta da Brienne e Sandor, para min foi uma das melhores adaptações que vi na serie,que luta !!!!!!Só não sei onde vai dar rsrsr

  • Gabriel Sansigolo

    Era a Goiva a encapuzada.

  • Alan Furman

    #somostodosjonsnow

  • juliana.

    Ótima análise, como sempre! Achei o episódio sensacional, um dos melhores que já vi na série. Pena que agora vem um longo inverno por aí, rs.

  • Gabriel Thomazine Dametto

    Boa análise como sempre! Agora só nos resta esperar…

  • Rodolfo Basso de Araújo

    Muito boa análise como sempre, parabéns. Será que na próxima temporada vcs não poderiam trocar, adoraria ver suas reflexões em relação aos livros, seria muito bacana.

  • Gabriel Licastro

    Fantástica análise! Com até easter eggs para quem já leu os livros e está ligado na teoria do corvo de três olhos….

  • Pablo Meireles da Rosa

    Um comentário avulso: pode ser viagem minha, MÃS eu senti ums inspiração forte na trilha sonora de Pirata do Caribe na música que encerra a temporada com a Arya indo embora. Ces num acha? https://www.youtube.com/watch?v=_JYKNqvsbKw

  • Guilherme Cunha

    CADE O RICKON ????

  • Vitor Quintao

    Rafael e toda equipe! Parabéns por mais essa análise fantástica!!
    Depois que comecei a ler as análises e os textos do blog fico esperando o episódio da semana, mato essa necessidade, e logo em seguida já fico ansioso pela próxima análise aqui!
    Ler as análises, comentários e textos do site fazem a gente ter uma visão mais completa e crítica da história, ai o jeito é assistir o episódio de novo e reparar nos detalhes!
    Obrigado por tornarem essa magnífica série ainda mais interessante!

  • Felipe Lobato

    Gostei da resenha, só não curti isso de dizer que Varys e Tyrion são “amigos” e cúmplices.

    Varys auxiliou Tyrion quando ele tinha serventia. Depois ele joga o anão aos leões (literalmente) e só o ajuda porque o Jaime o ameaça de morte caso não o faça.

  • Evandro

    Varys diz no 2º episodio que tem amigos no leste quando tentou despaxar a shae, entao fica a dica para o posivel destino do anão

  • Steffani Lima

    As suas análises são perfeitas Rafael, as melhores na minha opinião.

  • Gabriela Rosa

    Pra mim esse foi o episódio com maior carga emocional até agora, e a trilha sonora contribuiu muito pra isso. A análise ficou ótima!

  • Juliana Ribas

    Rafa não sei se foi só você que percebeu, mas eu com certeza não reparei no rosto da árvore coração da cena do Bran, repararei quando rever o epi!

    Eu não tive vontade de chorar na fala de Brynden para Bran, mas lembro que nos livros qdo li essa parte eu fiquei um pouco decepcionada no início porque torcia pra alguém curar o Bran, me sentia triste junto com ele pelas pernas paralizadas… mas vendo a cena na série fiquei emocionada por imaginar que um grande destino deve estar reservado à ele!

    No mais agradeço pelas análises e paciência conosco, que venha logo o livro 6 pra voltarmos com nossas discussões acaloradas aqui!

    =D

  • Gildo Cravo Batinga Neto

    Eu me pergunto o que torna aquela moeda de ferro tão importante. Se trata de uma sociedade secreta ou uma das moedas do banco de Bravos? ou ambos?

  • Roberto

    Rafa, concordo contigo de que o episódio do nascimento dos dragões foi a mais impactante, apesar dos belos cabelos de Dany não terem sido queimados. Muitíssimo bem lembrado que Varys entregou a Tyrion o mapa das passagens secretas do castelo. Acho que muitos não se recordavam. Varys viajando com Tyrion foi um bela de uma surpresa. Antes de fazer meus “humildes comentários”, devo agradecer a vc por suas ótimas análises. Sentirei saudades.
    1 – Os episódios 10 sempre foram light. Já estava acostumado com isso, pois eles davam uma calmaria aos fortes acontecimentos anteriores e costuravam para a próxima temporada. Como os produtores declaravam que o episódio 10 seria o melhor já filmado por eles, a minha expectativa foi a mil.Na primeira vez que assisti o episódio, me deu uma brochada, mas depois de rever o episódio, o meu julgamento mudou bastante – pra melhor!
    2 – A Chegada de Stannis com todos aqueles “cavaleiros” foi épica, mas a batalha em si foi fraca, pois estavam lá acampados mais de 100 mil selvagens. Mance, Joh e mais uns poucos selvagens ficaram na rodinha observando tudo. Não vimos a debandada insana do povo livre.
    3 – Será que os diretores estão exigindo que Emília Clarke faça sempre aquela cara de paisagem? Ou se trata mesmo de deficiência de interpretação? Me diga Rafa.
    4 – A cremação de Igritte deveria ter ocorrido no episódio anterior, pois os produtores e os diretores estão se esforçando para Jon chorar – ou utilizaram colírio mesmo?
    4 – Em minha opinião, a Saga de Bran está meio sem sentido tanto nos livros como na série. A batalha com esqueletos me deixou a impressão que usaram os esqueletos do Pè na Cova. A única cena interessante foi ver nos olhos de Jojen a trajetória da bola de fogo.
    5 – A luta entre o Cão e Briene foi bem intensa, bem filmada: a melhor cena de luta até agora. E que dentes fortes tem a Briene! Contudo, o que mais me impressionou foi a expressão de Arya quando o pau começou: ela estava com fogo nos olhos. O olhar de indiferença para com o Cão Sarnento deu muitos crédito a atriz.
    6 – A fuga de Tyrion foi boa, mas esperava uma carga emotiva maior, talvez porque o roteiro ou os cortes de cena não ajudaram.
    7 – CERTAMENTE, foi a melhor temporada que já assisti! O coral de crianças cantando no final foi tocante.
    Abraço Rafa e que venha a nova Temporada.

  • Thaynan Galhardo

    Também lembrei dessa frase dela ao assistir a cena. Chorei com o desespero dos dragões…

  • Felipe

    Parabéns pela resenha, como sempre. Obrigado pelo seu tempo também!!! Abraço!

  • Clara

    Easter egg ou não, adorei a referência à Doctor Who na resenha 🙂

    e esse episódio me fez chorar em dois momentos: no aprisionamento dos dragões e na cena com o Corvo de Sangue. Tem algo naquele “… but you’ll fly” que me arrepia demais.

    No mais, ótima resenha, como sempre. Agora só nos resta esperar por mais um ano escuro e cheio de terrores.

  • até ano que vem Jean! obrigado e abraços!

  • corre com os livros Gabriel, próxima temporada virá cheia de spoilers, hahaha. abraços!

  • rapaz, aqueles minutos finais de O Retorno do Rei derrubam qualquer um, hahaha. muito obrigado Gabriel. abração e até o ano que vem!

  • hahaha. faz parte Devanil. eu acho que sou um dos poucos que gosta de Bran nos livros e na série. abração e até ano que vem!

  • você tem razão Beto, a cena do estupro não era pra ser estupro, os diretores e atores dizem que não foi estupro, mas certamente pareceu que sim. eu que agradeço seus comentários cara. um abraço e até ano que vem!

  • opa, eu que agradeço o comentário. quanto as notas aos episódios e a análise da quarta temporada, vamos fazer pelo Podcasteros! e vamos Iron Throne Awards, que é um tipo de votação que fazemos pra decidir os melhores do ano, hahaha. abraços!

  • concordo com você João! o bom de escrever essas análises sem spoilers é que aprendi a curtir a série sem essa sombra dos livros na minha cabeça. e recomendo! é mais divertido assistir sem estresse, hahaha. muito obrigado e abraços!

  • concordo inteiramente com você Charlie. Ramin é um gênio! muito obrigado e abraços!

  • bem oportuno seu cometário amigo, e explica um pouco a rixa de Pycelle e Qyburn. muito obrigado, abraços e até o ano que vem!

  • muito obrigado Marcelo! mas será um inverno cheio de novidades aqui no site. a próxima temporada promete. abraços!

  • também estou torcendo muito pelos Greyjoy, Marcos! espero que marquem presença! obrigado e abraços!

  • muito obrigado! que venha 2015 hahaha. abraços!

  • hahaha. será?

  • Marcos Veríssimo

    Ah, é mesmo!

  • rapaz, sinceramente eu nunca pensei nisso e duvido que os produtores tenham pensado também, o que significa que você é mais inteligente (ou pelo mais criativo) que a gente, hahaha. parabéns Junior! abraços!

  • Boa Eduardo! Esse lance da frase faz muito sentido mesmo! Muito obrigado, cara. Abraços!

  • Caramba, acho que concordo com tudo que você falou aí, Felagund. Fiquei até com vergonha do que escrevi lá em cima, hahaha. Valeu! Abraços!

  • Muito obrigado Ariane! Ano que vem prometo ser mais rápido e publicá-las mais cedo! 🙂

  • Muito obrigado Pablo! Fique ligado no Podcasteros dessa semana, falamos bastante das caverinhas lá, hahaha, Abraços!

  • Roberto Aprigio

    Esses Olhares entre Melissandre e Jon, foi uma cena rápida, mas que significa muito. Colocar Melissandre apenas nesse momento não pode ser por acaso. Quem leu os livros, sabe como essa relação Jon/Melissandre será importante, repleta de mistérios e simbolismos. Provavelmente na série essa relação será ainda mais profunda..( Não sei se romantica, a não ser que Melissandre assuma o papel de Val..cunhada de Mance).

  • Ele só menciona que Mag era o último de uma linhagem antiga de reis dos gigantes, mas isso não quer dizer que não existam outros.

  • Muito obrigadoThales! Posso estar enganado, mas acho que a morte de Jojen é só uma questão de tempo nos livros, hehehe. E a luta de Brienne realmente foi umas das mais brutais que eu já vi. Abraços!

  • Muito obrigado Juli! 🙂

  • Valeu Gabriel!

  • Ano que vem vamos fazer uma mudanças no esquema sim Rodolfo, espero que vocês gostem! Muito obrigado e abraços! Até lá!

  • Opa, muito obrigado Gabriel. Não sei se você viu, mas logo depois da análise publiquei um texto sobre a identidade do corvo de três olhos, achei o momento bem oportuno, hahaha. Abraços!

  • Eu que agradeço em nome do site Vitor. Muito obrigado mesmo. Abraços!

  • Muito obrigado mesmo Steffani. Um abração! 🙂

  • Rapaz, essa análise desconsidera os livros. Na série parece que Varys ajudou Tyrion por lealdade mesmo, ao menos por enquanto. Abraços!

  • Concordo Gabi. Muito obrigado! 🙂

  • Eu que agradeço Juli, vocês são 10. Abração e até a próxima! 🙂

  • E eu sentirei falta dos seus “humildes comentários” Beto, que são muito engraçados, hahaha (a do Cão Sarnento foi boa demais). Quanto à Emilia Clarke, eu gosto dela, mas assim como Kit Harington, ela é fraquinha quando comparada aos outros. Mas não dá pra negar que os dois são bem esforçados né? hahaha. Abraços cara! Muito obrigado!

  • Valar Dohaeris amigo. Eu que agradeço. Abração!

  • Muito obrigado Clara. Como ainda não vi nada na internet com relação à Face of Boe, estou começando a achar que foi viagem da minha cabeça mesmo, hahaha. Abraços e até a próxima! 🙂

  • é como eu disse, a série gosta de colocar romance onde nos livros não existe tanto, hehehe.

  • Roberto Pereira

    Cara, vou ficar com mais saudade das suas análises do que da série. Sem brincadeira. Só não estou mais deprê porque ainda restam umas 400 páginas do quinto livro para ler.

    Não tenho nada a acrescentar ao que já disse nos comentários do episódio. O que eu reparei é que eles adiantaram coisas do núcleo do Bran que nem tem no quinto livro até a parte que li. E também inventaram esse encontro da Arya com a Brienne. Mas isso não muda em nada o arco dos personagens: Arya foi pra Bravos e a Brienne, tendo perdido Arya, continuará procurando a Sansa.

    Certamente os atores que fazem Jon e Daenerys não ganharam Emmys de melhores atores, mas tbm não vejo maiores problemas. Já me acostumei com os atores e acho que ambos encarnam bem os personagens.

    A parte do Bran também foi a que mais gostei nesse episódio final. Eu quando comparo GoT com SdA sempre o faço como elogio. Acho que não há elogio maior para uma série de fantasia do que ser comparada ao épico de Tolkien. Ainda que no todo GoT seja bem diferente.

    Abraço!

  • Concordo com você. Tem gente usando “Senhor dos Anéis” quase como xingamento. Um absurdo, hehehe. Muito obrigado cara. Leia com calma essas 400 páginas, pra não ficar sofrendo com a espera pelo livro 6. Abraços!

  • Donald Blake

    Nas mãos da Cersei sera um perigo hahahahaha!

  • Martins

    “E é claro que onde há fogo, há Melisandre”. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Mto boa análise cara!!

    Acho q Jon não pediu pela vida do Mance só por uma questão de dívida (o Mance podia ter matado ele e torturado tbm quando teve a chance)…..mas tbm por uma questão de estratégia. Antes de tudo, Mance foi um patrulheiro que desertou e, por Ned, sua cabeça teria rolado o mais rápido possível. Mas é preciso ter em mente que Ned ignorou o patrulheiro do primeiro episódio da 1º temporada, quando ele relatou que fugiu por que viu criaturas que mtos acreditam não existir..(zumbis e tal). Não estou dizendo que fugir da patrulha sem ao menos avisá-los sobre a situação além-muralha foi algo aceitável, estou dizendo que Jon tem consciência de que Mance pode – e deve – ter mta informação sobre os movimentos dos Outros…..

  • She-Ra

    Resumo tão bom como o último episódio. Parabéns!

  • Victor Santos

    Cara essa série é mesmo de arrepiar não é? Adorei sua análise, tão bem escrita quanto o episódio em si! Sentirei saudade de ambas nessa longa jornada rumo ao desconhecido! Obrigado pela análise impecável e vale ressaltar, eu ri com essa: “Tywin Lannister pode até não cagar ouro como as pessoas dizem, mas morreu de maneira adequada para alguém que por muito tempo teve os Sete Reinos nas mãos: sentado no trono.”

  • Joao Palmadas

    Poderiam ter dado mais destaque a Shireen na muralha, já que ela está lá porque o senhor da luz tem planos para ela, lá. Ela só apareceu uma vez, e não disse nada. Acho que a explicação ficará para a próxima temporada. Oh, não precisaria ser uma explicação com todos os detalhes. Só uma pequena pista, para mim estaria bem.

    Mas isso não tira o brilho do episódio. É realmente o melhor episódio final de uma temporada, até hoje. E sua resenha também está boa, parabéns.

  • Sara

    Espero que agora que vão gastar menos grana com os dragões, comecem a investir mais nos lobos né…

  • Anneliese Ribeiro

    Belíssimo episódio. Foi triste ver a Khaleesi acorrentando seus filhos, mas quando o pastor mostra o ossos de sua filha queimada é muito mais. Gosto muito quando a fantasia dá as caras, afinal ela foi prometida no primeiro episódio da série. The Children foi repleto de bons momentos e pra mim é fácil escolher meu favorito, tendo a Arya como predileta o final (ou recomeço) da personagem traz no mínimo um pouco de esperança.

  • Pablo Meireles da Rosa

    Ouvirei. =)

  • brunna

    Eu, rainha particular do mimimi, fiquei chocada pela quantidade de gente que ODIOU o episódio. E confesso que achei que a análise não iria sair nem tão cedo, até pq tem um ano inteiro pela frente 🙁 Ótima análise!

  • Elvis Alves Ferreira

    SERÁ QUE ATÉ LÁ NÃO PODERÍAMOS BRINCAR DE ROTEIRISTAS, MAS SEM CONTAR OS RESUMOS DOS LIVROS, TUDO SERIA INVENTADO POR NÓS OS FUTUROS DOS RESPECTIVOS PERSONAGENS, QUE TAL MONTARMOS UM BLOG SÓ PRA ISSO, O VC ACHA Rafael Bacellar? TENHO CERTEZA QUE O SEUS POSTs SERIAM UM DOS MELHORES!

  • Juirew Lonenata

    não… apenas não

  • Don Ramon

    o nome disso é fanfic.

  • Fernando Luiz

    Juntaram os 2 núcleos mais chatinhos da série, será que com essa junção eles vão ficar mais legais? É esperar pra ver.

    A sequência do Bran também foi a minha preferida do episódio, ela realmente me surpreendeu (já que eu tinha levado o spoiler de que o tywin morria) e aquela luta me lembrou o épico Skyrim.

    Como sempre uma ótima análise que me faz perceber os detalhes que passam despercebidos!
    Éh, parece que dessa vez o Tywin, Tylose :v

  • Wes

    Seria bacana.

  • Elvis Alves Ferreira

    valeu seu madruga, digo, digo, digo, Don Ramon, não sabia msmo que isso já existia, achei um q parece ser legal http://fanfiction.com.br/categoria/1958/game_of_thrones/ , acho vc já deve conhecer!

  • Wellington Rodrigo Quitério

    Parabéns Rafael, ler suas resenhas é como ler meus livros preferidos, acho que você devia escrever um livro ou virar roterista.
    Quanto a temporada, foi a que mas gostei, junto com a 1º, nelas o tema fantasioso estiveram mais vezes presentes, o que é ótimo.
    Também sou fã de Tolkien, e o legal é que Game of Thrones não fica parecido, apenas nos faz lembrar desse maravilhoso mundo.
    Daria nota 9, mas senti uma falta danada da Coração de Pedra.
    Enfim, boa temporada, saudade já está batendo. Até mais!

  • idas

    Só achei ruim por que os cara fizeram Caca na história do tyrion no último
    episódio da série, mudaram tudo pra pior, se eles tivessem deixado a parte
    final como no livro teria sido infinitamente melhor!!!!!!

  • Boa Martins. Muito obrigado cara! Abraço!

  • Muito obrigado Princesa Adora, hahaha. Abração!

  • HAHAHA! Eu que agradeço Vitão! Ano que vem tem mais! Abraço!

  • Valeu João. Abraço!

  • Muito obrigado vossa graça do mimimi, hahaha. Abração! 🙂

  • HAHAHA! Sacanagem com o velho. Obrigado e abraços Fernando!

  • Muito obrigado sor Wellington. Abraço grande!

  • Eduardo Felix

    Qual é o nome do porto onde a Arya chega??

  • Salinas.

  • Anderson Assis

    Esse MONTANHA que aparece nesse ,e no episódio anterior “The Mountain
    and the Viper”,não é o mesmo da 1° temporada (atores são
    diferentes).Alguem mais notou?

  • Eckhart Muller

    Acabei de assistir o último episódio da quarta temporada ( por insistência de um amigo meu ) ( consegui assistir a série inteira em duas semanas, um recorde para mim! ). E tenho de afirmar que esta série é, disparado, a melhor a que assisti até hoje! Não li os livros, mas estou cogitando em lê-los! Comecei a ler os seus comentários, após cada episódio, a respeito de GOT a partir desta última temporada e quero agradecer a você, Rafael Bacellar!! Tenho de afirmar que suas análises são absolutamente fantásticas em todos os sentidos ( cenário, atuação, direção, roteiro e diálogos, e inúmeros “detalhes” que não são em absoluto detalhes), que nunca poderia notar ou, mesmo cogitar, se não lesse os seus textos. MUITO OBRIGADO MESMO! Acabei de assistir o último episódio e já estou sentindo falta da quinta temporada…obviamente fiquei viciado! E continuarei lendo as suas críticas com afinco, Bacellar!

  • Nossa, eu que agradeço cara, muito obrigado mesmo. Esse ano tem mais. Um abraço grande!

  • Patrick Ramos

    O montanha da primeira temporada havia saído, fou substituído por um outro na segunda temporada e depois foi substituído novamente por esse ator que vimos na última temporada.