Análise do episódio 4.09: “The Watchers on the Wall” (sem spoilers)

Esse texto NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS e é destinado principalmente para aqueles que não terminaram ou sequer começaram a leitura dos mesmos. Se você já leu ou não se importa em saber o que vai acontecer, confira a análise COM SPOILERS, que em breve deve tá saindo por aí.

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Antes de tudo, “The Watchers on the Wall” foi, se não o melhor episódio da temporada, certamente o mais audacioso. Quem sabe até de toda a série. É o mínimo que se pode falar da decisão dos produtores de pegar um dos núcleos menos favorecidos da adaptação e dedicar a ele uma hora inteira preenchida por uma das batalhas mais grandiosas já vistas na TV. Aos cuidados do inspirado diretor Neil Marshall, responsável pela também incrível batalha da Água Negra, não tinha como ter sido diferente.

Vamos lá?

A noite chega, e vemos Jon ao lado de Samwell, patrulhando no topo da Muralha, assim como Alliser Thorne ordenou que fizessem em “Mockingbird”. É a típica calmaria antes da tempestade. Eles começaram falando de algo que aparentemente foi o tema principal das primeiras cenas antes do início da batalha: o amor. O papo foi bacana pra mostrar o quanto os dois ainda são jovens que tiveram que amadurecer rapidamente, e como Jon ainda é um garoto introspectivo e reservado, não um poeta, ou o líder formado que ele precisou se tornar momentos mais tarde.

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“I’m not a bleeding poet!”

O diálogo terminou quando Jon despachou o amigo para baixo, o que foi bem compreensível. Ultimamente, aturá-lo está sendo um teste de paciência até pra nós que estamos do lado de fora da tela. Mas nesse episódio as coisas mudam um pouco. A cena entre Sam e Aemon Targaryen foi uma das mais bem escritas da série. Assim como Jon, Aemon escolheu dever no lugar do amor. “O amor é a morte do dever”, e Robb Stark foi a prova viva disso. Já o “Matador” é a prova de que às vezes o amor também pode fortalecer. O Caminhante Branco de “Second Sons” que o diga. Sam prometeu a Gilly que não morreria e cumpriu a promessa. É isso que os homens fazem. 

A coruja no topo da Muralha foi um recurso muito inteligente, que serviu de ponte pra que o episódio transitasse de Castelo Negro ao pequeno acampamento de selvagens. É bom que a série esteja mergulhando de cabeça na fantasia através das habilidades dos wargs, que a algum tempo já não são mais apenas restringidas a Bran. Nessa cena, Tormund começa a contar uma história a respeito de um envolvimento amoroso entre ele e uma ursa chamada Sheila. Ok. Ygritte o interrompeu pontualmente. Game of Thrones é conhecida por suas infames cenas de incesto, estupros…  mas zoofilia já é apelação. Embora a história dele tenha sido claramente uma mentira, não interessa. Nós não queríamos ouvir sobre a ursa que Tormund não comeu.  Nós queríamos a batalha que nos foi prometida desde a última temporada.

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“She’s more real than you are.”

Mas nada como um pouco mais de Rose Leslie antes disso… O jeito como ela enfrentou Styr e os outros selvagens, ameaçando atirar uma flecha em qualquer um que se colocasse entre ela e Jon Snow foi sensacional. Mas eram apenas palavras vazias, como o próprio Magnar de Thenn fez questão de apontar. Ela era uma exímia atiradora, como a batalha nos mostrou posteriormente. Se ela quisesse ter matado o bastardo, ela teria feito isso em “Mhysa”. Mas se o cara hoje está andando e defendendo a Muralha, é por que ela deixou ele ir. 

E por falar em pessoas que Ygritte deixou ir embora, vocês perceberam que Gilly e o bebê passaram bem perto de onde estava o bando de Tormund e dos Thenns? É quase inacreditável o fato de eles não terem percebido ela se esgueirando por ali. Aliás, ela também é selvagem, não? Talvez por causa disso o sneaking dela seja elevadíssimo.

Em questão de minutos a guria chegou a Castelo Negro, e aí percebemos que os selvagens também estavam coladinhos na parada. Sam conseguiu convencer Pyp a abrir os portões ameaçando acertá-lo nas costas com uma adaga de obsidiana, ele e a guria começaram a derramar seu blá blá blá romântico em cima da gente e aí, finalmente, ouvimos o sopro do berrante. Duas vezes. (Uma para patrulheiros retornando, duas para selvagens e três para Caminhantes Brancos, lembram?) 

Assim começou nossa patrulha.

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“More words than arrows.”

A trilha sonora que toca quando os patrulheiros avistam a fogueira é uma das melhores que eu já ouvi em toda a série. O set que representou o topo da Muralha realmente lembrou bastante as trincheiras do filme “Glória Feita de Sangue” (Paths of Glory, 1957), do Kubrick, que remete muito ao conceito de guerra. A direção de arte fez um trabalho fantástico, assim como a equipe responsável pelos efeitos visuais. Em raros momentos do episódio, o CGI pareceu meio precário (tanto que a batalha foi filmada à noite justamente pra facilitar essa transposição digital), mas foram tantas outras coisas incríveis que eles fizeram que ficou fácil perdoar. O momento em que Mag, o Poderoso, surgiu na floresta, montado em um mamute e acompanhado de outro gigante, ao lado de milhares de selvagens foi sensacional! 

Os produtores também capricharam na defesa da Muralha. Óleo, arpões, arqueiros inclinados atirando flechas flamejantes (imagina que louco um simulador daquela parada), barris explosivos e uma foice monstruosa que, não se sabe como foi colocada ali, mas que foi genial. Quando Jon disse a Edd pra “usar a foice” eu imaginei que fosse algum tipo de código, mas nunca aquilo. Muito bom! Tamanha criatividade permitiu que Neil Marshall brincasse bastante (ele mesmo fez cameo em uma das cenas). Mas aquele gigante arqueiro foi um pouco demais. A flechada dele quase levou o patrulheiro até a capital.

Como se não bastasse tudo isso, a Muralha ainda defende a si mesma. Basta nos lembrarmos de como ela começou rachar quando Jon, Ygritte, Tormund e o resto do bando a escalaram em “The Climb”. Os selvagens nunca conseguiriam chegar ao topo, independente da pressa que tinham. O único jeito deles conseguirem passar era o portão, que devia ter sido selado a uns dois episódios atrás.  

Os erros cometidos pelos corvos, como explodir e derrubar barris, só ajudaram a tornar tudo mais real. Duas semanas atrás os caras eram camponeses, estupradores e batedores de carteira. Seria difícil que, de uma hora pra outra, eles aprendessem a agir como soldados.

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Tão envolvente quanto o ataque dos selvagens vindos do norte, foi o ataque do pequeno bando que veio do sul. A escolha da própria Muralha como ponto de transição entre as duas zonas de batalha foi perfeito. Imaginem o quão difícil deve ter sido coordenar e dirigir aquela porrada de dublês e figurantes que não paravam por um segundo. Há quem diga que tinham mais de 102 patrulheiros ali mas, sinceramente, eu não parei pra contar. Às vezes eu esquecia de parar até pra respirar.

Diferente do que vimos “Blackwater”, onde o combate era vezes interrompido para mostrar uma cena de Cersei bêbada, ou Sansa, aqui foi tudo mais intenso. E tivemos algumas coisas bem inovadoras também, como a câmera que nos proporcionou ter uma visão dos disparos de Ygritte em primeira-pessoa (eu quero um simulador daquilo também) e o incrível plano-sequência de 360º que nos colocou no meio do pátio de Castelo Negro, mostrando uma sucessividade de acontecimentos e combates paralelos.  Essa pra mim foi uma das maiores surpresas do episódio. Em termos de duração, não chegou nem perto do plano-sequência histórico de seis minutos da minha outra série favorita, True Detective, mas ainda assim foi o movimento de direção mais corajoso já visto em Game of Thrones.

Quando Jon disse a Sam que precisava mais de Fantasma do que dele eu quase respondi “Sim, eu também!”. Uma pena que a participação do lobo gigante tenha sido tão pequena, mas, de qualquer forma, eu fiquei feliz que o bonitão não tenha sido esquecido, como muitas vezes já aconteceu na série.

Quem surpreendeu bastante foi Alliser Thorne, que demonstrou fibra, e até certo caráter, ao comandar seus homens (diferente de seu comparsa Janos Slynt, aquele rato). A luta entre ele e Tormund foi uma das melhores, e eu realmente achei que um dos dois fosse morrer ali. Mas felizmente (ou não), sor Alliser foi derrubado e caiu em um monte de palha no chão. Fala sério! Depois ele foi levado pra dentro do castelo, num segmento que lembrou um pouco a retirada de Stannis na Água Negra, com seus homens o arrastando de volta para os navios e ele querendo lutar. No próximo episódio já podemos voltar a odiá-lo.  

Eu queria Pyp e Grenn tivessem tido tanta sorte. 

Um homem pode ainda ser corajoso se ele está com medo? Pyp nos mostrou que sim. O ator Josef Atlin conseguiu transmitir bem o nervosismo do garoto, que sim, não passava de um garoto, e estava prestes a morrer na guerra. Foi legal ver Samwell, que sempre foi chamado de covarde, conseguir motivar o companheiro a lutar, assim como fez com o garotinho Olly. O modo como Pyp ficou empolgado ao conseguir matar um selvagem só tornou mais triste sua morte, que aconteceu logo em seguida. Também foi muito bravo da parte de Sam confortar o amigo enquanto ele morria em seus braços, dizendo que Meistre Aemon chegaria logo, quando na verdade isso seria impossível.

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Mas bravo mesmo foi Grenn e seus cinco companheiros, que sozinhos conseguiram defender os portões e derrubar o gigante. Aquela cena certamente foi a que melhor traduziu o espírito do episódio e da própria patrulha: jovens que, obrigados ou não, arriscam a vida para que os reis, senhoras, senhores e príncipes do sul e da capital joguem seu interminável jogo dos tronos. Como deixou claro o juramento que eles recitaram ferozmente antes de Mag irromper contra o portão, eles são o escudo que protege os reinos dos homens.

Alguma vez você já se perguntou qual a verdadeira motivação do povo livre? Ou por que eles simplesmente não atravessam a Muralha em outro ponto ao invés de enfrentarem as defesas da Patrulha?

Eles estão lutando pra atravessar a Muralha por que a qualquer momento os White Walkers vão tomar conta da terra deles (o verdadeiro Norte!). Quer motivo melhor que o medo pra unir dezenas de tribos diferentes em um único exército? Organizar uma escalada de 100.000 na parede de gelo gigantesca não seria uma boa ideia. E acredito que fazer um buraco na Muralha, mesmo com aquela quantidade absurda de gente, levaria muito tempo (aliás, de que adianta fazer um buraco na única defesa que você terá contra os Caminhantes?). Portanto, por incrível que pareça, o mais fácil mesmo é invadir por Castelo Negro, com seus poucos patrulheiros e seus portões. O problema é que essa motivação deles ficou meio perdida na série. Parece que eles só estão lá pra invadir, saquear, e matar, quando na verdade o que querem mesmo é sobreviver 

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Resumindo: uma boa conversa poderia ter evitado toda aquela matança. Poderia. Um acordo com os selvagens não seria nada fácil. Um vez do outro lado da Muralha, eles não se ajoelhariam perante rei algum, e existem GIGANTES entre eles. Pior que isso: existem ThennsI fucking hate Thenns.

Eu realmente vibrei quando vi um dos canibais ser atingido na cabeça por Sam, “o gatilho mais rápido do Norte”, depois de perseguí-lo como quem persegue um pedaço de bacon, e mais ainda quando Jon enfiou o martelo na cabeça de Styr. O cara era assustador, e como se não bastasse ter o dobro da altura de Jon ele balançava aquele machado enorme como se fosse uma pena. O bastardo certamente teria sido quebrado ao meio se não tivesse aprendido a lutar sujo com Karl Tanner, que também cuspiu sangue na cara dele em “First of His Name”.

Infelizmente, não são só aqueles que odiamos que morrem em Game of Thrones.

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Depois de matar Pyp, Ygritte encontrou seu fim da mesma maneira. Eu diria que essa foi uma das mortes mais bonitas da série (se é que se pode dizer algo do tipo), ou pelo menos uma das mais tristes. A carga dramática da cena foi bem pesada, além das performances convincentes dos dois atores. O slow-motion utilizado enquanto a câmera mostrava o casal e a batalha acontecendo ao fundo caiu realmente muito bem. Esse recurso é raramente usado na série por que David e Dan o acham “brega”. Se não me engano, ele foi usado pela primeira vez em “Blackwater”, também dirigido por Marshall, quando o Cão de Caça se viu aterrorizado pela baía em chamas. Neil pode tudo mesmo.

Enquanto a relação de Sam e Gilly começou de fato com aquele beijo, a de Jon e Ygritte encontrou na batalha um término definitivo. O cara realmente não sabe nada, né? Ele deveria ter ficado naquela gruta com ela. Eu ficaria.

Se nada mais, a morte de Ygritte foi cheia de ironias, assim como a velhice. Em todas as suas últimas aparições, ela esteve furiosamente fabricando suas flechas – ou furiosamente matando pessoas com elas. Foi no mínimo cruel o fato de ela ter morrido com uma FLECHA atravessada NO CORAÇÃO! Quem esperava por isso? E foi uma flecha atirada pelo garoto cujo pai ela matou da mesma maneira em “Breaker of Chains”… Foi o  “arco de Chekhov” entrando em ação.

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“You know nothing, Jon Snow.”

Bem que o garoto avisou que era o melhor arqueiro daquela vila…

(Assim como o Cão de Caça e as galinhas em “Two Swords”, Olly foi a maior fonte de memes e piadas na internet depois da exibição desse. A que achei mais engraçada foi esse vídeo.)

Água Negra ou Castelo Negro?

Além do diretor e dos nomes (não existe cor melhor que o “negro” pra representar a morte), as duas grandes batalhas tiveram algumas outras semelhanças. E já que todo mundo (inclusive os produtores da série) insistem em compará-las, então que seja. Como disse o Meistre Aemon, nada torna o passado mais doce que o prospecto do fim iminente.

Primeiro eu gostaria de começar com a seguinte pergunta: Qual das duas foi melhor? Para mim, foi a Batalha de Castelo Negro. Sim. Embora fantástica, a Batalha da Água Negra não foi tão ousada e desafiadora quanto essa. O corpo-a-corpo, a imersão, os recursos visuais, o modo como Neil Marshall fez uso deles e a intensidade com que a violência do combate foi retratada em “The Watchers on the Wall” é muito superior. Mas é importante dizer que estou julgando A BATALHA em si. Não o episódio, e nem o que ela representa. Afinal de contas, a Batalha da Água Negra aconteceu na capital, um núcleo que é muito mais bem desenvolvido (e diria até que, por conta disso, mais querido pelos fãs) que o núcleo da Muralha. Além disso, aquela foi uma batalha pelo poder do Trono de Ferro, e não por mera sobrevivência. Ou seja, dentro da história, “Blackwater” significou mais que “The Watchers on the Wall”, até por que o primeiro foi “conclusivo”, enquanto o segundo, como o próprio Jon e Edd Doloroso deram a entender no final, foi apenas o começo.

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As duas batalhas tiveram “protagonistas improváveis”. Na Água Negra, Tyrion teve que assumir o comando da luta, o que ele fez tremendamente bem. Dessa vez, vimos Jon Snow finalmente tomar a liderança que vinha sido prometida a ele desde que o Lorde Comandante Mormont o escolheu como intendente pessoal. O bastardo também executou heroicamente o seu papel mas, diferente de Tyrion, ele não carregou a batalha nas costas, não sozinho. Nesse episódio vimos Grenn, Pyp, Alliser Thorne, Sam e até o pequeno Olly darem o seu melhor. Isso foi legal, pois mostrou que os Patrulheiros e a Muralha, juntos, formam um único grande guardião.

E convenhamos que entre Tyrion e Jon Snow existe uma diferença considerável no que diz respeito à previsibilidade. É muito mais provável que Jon Snow consiga comandar e vencer uma grande batalha do que Tyrion, ao menos se julgarmos as capacidades físicas de ambos. O anão tem a desvantagem do tamanho e de nunca ter estado em uma batalha antes de enfrentar Stannis na capital (a não ser que você considere o fiasco dele em “Baelor” como uma experiência válida), enquanto Jon cresceu em um castelo, aprendendo desde criança como empunhar uma espada. Basta lembrar como ele já chegou na Muralha dando aula a todo mundo em “Lord Snow”. É claro que livros (principalmente os de guerra) fazem a diferença. Nesse aspecto, Tyrion é muito mais como Sam, que usa o cérebro ao invés dos braços. Isso certamente contou como um ponto positivo pra “Blackwater”. E vamos combinar que, em termos de atuação, se colocarmos Peter Dinklage de um lado da balança e Kit Harington do outro, o primeiro tem muito mais peso. Mesmo que John Bradley esteja montado nas costas do segundo.

Isso sem falar que Stannis Baratheon é um oponente bem mais notável que o quase sem-rosto Mance Rayder não? Os dois brigam constantemente pelo título de “rei mais rejeitado pelos produtores da série” mas ao menos Stannis deu as caras no cerco que ele comandava, enquanto Mance… Vocês lembram da cara dele? O homem sumiu desde que prometeu acender THE BIGGEST FIRE THE NORTH HAS EVER SEEN em “Walk of Punishment”, terceiro episódio da terceira temporada. É triste ver um ator tão bom como Ciarán Hinds ser desperdiçado dessa maneira.

Mas eu ainda fico com a Batalha da Muralha, por mais que os elementos apontados acima sugiram o contrário.

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“They held the gate.”

Quantas pessoas morreram na Baía na Água Negra? Várias. Mas a única que tinha nome era Matthos Seaworth. Matthos Seaworth. Davos que me perdoe, o rapaz era gente fina, mas nem de longe fará tanta falta quanto a beleza selvagem de Ygritte ou a lealdade de Grenn e Pyp, que estiveram com a gente desde a primeira temporada. As mortes heróicas desses personagens trouxeram muito mais peso à batalha. Ainda tivemos gigantes, mamutes, escaladas, a maior fogueira (e a maior foice) que o Norte já viu, uma trilha sonora impecável, um discurso bem parecido com o do filme 300 (o que foi muito apropriado), uma parede de gelo colossal (que serviu bem pra dividir os dois pólos onde aconteciam as lutas extremamente bem coreografadas), um dos planos-sequência mais bem executados que eu já vi e uma atmosfera de cinema sem igual.

Então, novamente, se alguém me perguntasse qual das duas foi a melhor batalha, eu escolheria a de Castelo Negro. Agora, se me perguntassem qual foi o melhor EPISÓDIO, eu talvez respondesse “Blackwater”. Talvez.

Um dos fatores que me levariam a escolher “Blackwater” como melhor episódio, além dos que foram citados acima (e do roteirista, George R. R. Martin, muito melhor melhor que D&D), é o final. Enquanto nele tivemos o elemento surpresa da chegada de Tywin acompanhado pelo exército da Campina, em “The Watchers on the Wall” tivemos aquela cena em que Jon, planejando ir até Mance Rayder, atravessa o portão antes protegido por Grenn. Uma cena bonita, porém sem graça. Principalmente se levarmos em conta que foi um episódio nove, e que todos eles terminaram com grandes cliffhangers (além da Água Negra, tivemos a morte de Ned na primeira temporada e o Casamento Vermelho na terceira).

Isso foi um problema, e aparentemente influenciou muitas das pessoas que criticaram o episódio. Depois das coisas terem esquentado incrivelmente durante o ataque dos selvagens, elas esfriaram muito depois que ele acabou. Caramba, HBO! Ainda faltavam um dez minutos de episódio! Dava pra ter, pelo menos, mostrado o bendito rei-pra-lá-da-Muralha!

Talvez tenha sido uma maneira de acalmar os corações dos fãs depois do final chocante de “The Mountain and the Viper“, só que aquela história de Jon se voluntariar para ir sozinho matar Mance Rayder também não foi muito aceitável. É uma puta missão suicida. Mas se pararmos pra pensar, a própria insistência dos corvos em defender a Muralha nas atuais condições pode ser vista como suicídio. E como ninguém tem um plano melhor…

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Tudo bem, apesar disso e dos personagens queridos que nos foram tirados, semana que vem estaremos novamente sentados em nossos sofás, firmes e fortes, para acompanhar o season finale (que tem tudo pra ser um dos melhores!). Afinal, assim como nossos intrépidos irmãos da Patrulha da Noite, nós devemos viver e morrer em nosso posto.

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  • Alessandro

    Um dos episódios que não me agradou, como deixei claro lá nos comentários, e consequentemente uma das poucas análises que não concordo.
    Sobre achar o recurso utilizado na morte de Ygrit brega, eu concordo totalmente com os criadores (não só o recurso, mas toda aquela cena).
    E enfim, talvez com um pouco mais de cessão de descrença eu tivesse gostado mais do episódio, talvez se realmente tivessem dado mais atenção a esse núcleo anteriormente, mas não aconteceu… então realmente achei o episódio bem abaixo da expectativa.
    E a batalha de água negra achei muito mais interessante que essa, que pareceu alguma de Senhor dos Anéis com baixo orçamento.

  • João Fernandes

    Excelente resenha, Rafael! No combate entre Jon e Styr, me impressionei com a força do golpe sofrido pelo Jon em sua boca e imaginei muitos dos seus dentes quebrados.. Pena que não aconteceu… Abraço!

  • Deivis Mendel

    eu sempre aguardo sua analise para tornar minha opinião sobre o episódio… pena q demora muito sempre…rsrs

  • Felisberto Albuquerque

    Jon Snow fazendo Starkisses… Bela análise do melhor episódio Sor Rafael Bacellar…
    Talvez eu tenha sido o único que vibrou com a morte de Ygritte … Pô ela matou o pai na frente do filho… O Olhar dela ao matar o pai de Olly mostrou a raiva e o ódio… Aliás o que Tormmund, Ygritte, Styr , juntamente com os selvagens e os Thenns fizeram foi digno de Sor Gregor Clegane: MASSACRE INDISCRIMINADO… Assassinatos a sangue frio de pessoas indefesas… sabia desde aquele episódio que seria Olly quem daria fim na Sortuda-beijada-pelo-fogo….. E vibrei mesmo… Assim como vibrei MUITO quando Jon deu aquela martelada furiosa no cocuruto daquele MERDA do Styr… Agora pra mim é uma licença poética a captura do Tormmund… Pelo que fez, espalhando uma trilha de sangue sem justificativa até Castle Black e por ter ferido Sor Alisser Thorne, merecia ser decapitado ali mesmo pelo Jon, coisa que eu adoraria que ele tivesse feito…

  • Mateus

    Isso é sem spoilers? O que seria com spoilers então? Sorte que eu já vi o episódio.

  • Samuel

    Parabéns pela análise Bacellar, ótima como sempre. Concordo contigo em quase tudo, principalmente quando tu diferencia qualidade da batalha com qualidade do episódio. Em termos de batalha, Castle Black, para mim, superou BlackWater em tudo: criatividade, ousadia, direção, dublês, carga dramática, lutas…enfim. A questão é que Blackwater pareceu mais importante para a história central, o núcleo da muralha tá muito deslocado do eixo principal da história, o que faz muita gente considerá-la menos importante. Dá pra traçar um paralelo entre parte dos espectadores e Porto Real, onde os lordes brigam pelo trono de ferro, enquanto a grande ameaça (que vem mesmo é do norte) é ignorada. Como episódio acho que Blackwater e The Watchers on the Wall se equivalem, não consigo escolher entre os dois. Agora é segurar a ansiedade até o ep. 10, hehehe. Abraço cara!

  • Shizuka Hiou

    Fiquei curiosa para saber quem foi o amor do Meistre Aemon. Por um segundo, quando ele falou em morte de uma mãe e a criança eu lembrei da Elia MarteLLL, hahahaha Efeito Oberyn ecoando na minha mente.

  • Abigail De Souza Pereira

    Não consegui encontrar um defeitozinho sequer no texto. Impecável a análise, Rafael. PS: o vídeo foi impagável

  • Luh

    Lendo algumas críticas, percebi q todos (se não os fãs mais irritantes) concordaram q a batalha foi fantástica. Muitos amaram o episódio, mas para alguns, o fato de ter se passado o episódio inteiro na muralha teve mais peso do que para outros. Honestamente, n teve peso pra mim, mas eu compreendo q muitas pessoas n se sintam tão emocionalmente investidas no núcleo da muralha do q no resto, ainda mais dps do cliffhanger de the mountain and the viper. Isso eu já acho q vem de cada um, eu por exemplo já vi pessoas q só assistem a série e q amam a parte do Jon e da muralha, e outras nem tanto. A única critica q eu tive a fazer ao fim do episódio foi o final, q eu realmente senti como se estivesse faltando dez minutos, por isso n saí dele como gostaria de ter saído. Ainda assim o episódio foi incrível. Notei tbm uma critica, q eu tbm n necessariamente discordo, de q esse episódio teve muitas batalhas e um bom desenvolvimento de personagens, mas n teve nenhuma intriga, nem aquele fator de “o jogo virou”. Acho um argumento válido q, de novo, pode ter tido mais peso para alguns, como por exemplo pessoas q n são tão fãs de muitas cenas de batalha e q n se sentem muito conectadas com aql núcleo. Agr, gnt, compartilhando uma experiência, eu conheci a série ano passado e assisti as três temporadas em quatro dias. Sendo assim, nunca tive aquela sensação de “n aconteceu nada” ou de “enrolação”. Por isso, por grandes batalhas serem um elemento um tanto falante em GoT, por motivos de orçamento e tal, e por essa ter sido tão grandiosa, eu afirmo com toda certeza, q se algum dia desses alguém resolver assistir tudo de novo, essa batalha vai ser uma experiência e tanto, até pq deste jeito, toda a trama dos selvagens contra a patrulha, e Jon e Ygritte, estarão mais frescos em nossas mentes.

  • Pablo Rodrigues Alves Ferreira

    Qdo vc de não ser aceitavel essa historia do Jon ir para o outro lado matar Mance eu discordo. Ele tem um senso de perigo muito apurado e analisou bem a coisa, ir sozinho é um alvo mais difícil de ser localizado do que uma galera (até pq causa um pouco de desleixo para o adversário caso ele se confronte com mais de 1 pessoa, pois acharam que ele já esta dominado), e ele não tem mais nada a perder, pois o q ele mais tinha apreço na vida era a família (hj destroçada pois para ele apenas Sansa e os dois irmãos mais novos estão vivos) e o seu “grande amor” morreu. Ou seja, é isso ou ir atrás dos irmão do outro lado da Muralha…. então acho normal essa atitude dele.

  • João Victor

    Que análise perfeita! Lendo isso, fica ainda mais difícil acreditar que teve gente que não gostou desse episódio fantástico!

  • Victor

    Gosto demais das suas análises!
    Eu amei o episódio, a batalha foi linda, o plano-sequência também (mas aqui concordo contigo, não bate True Detective), Acho notável como o Kit e os diretores/roteiristas conseguiram melhorar o João das Neves Inocente nessa temporada, mesmo com o pouco destaque que vinha sendo dado a eles.
    Tenho nem o que falar das cenas, tava meio óbvio que o Olly ia dar cabo da Ygritte mas mesmo assim foi ótima a cena, o slow motion fez diferença.
    Não consegui nem piscar na hora que apareceu os gigantes e os mamutes… E aquela ceifadora!!!!
    Mais triste pelo Grenn e pelo Pyp do que pela Ygritte… Acho que a coragem dos dois ficou muito evidente no episódio, e só tornou pior a despedida. Na realidade, acho que tanto Pyp como Grenn e todos os patrulheiros ali na verdade, todos tinham medo, mas eles lutaram mesmo assim pra defender a si mesmos e a muralha…
    Ficaram muitas coisas pro episódio 10 né? Que 66 minutos sejam o suficiente… (Pela confiança da HBO, espero que sim)

  • Raysa Barbosa

    Se não foi o melhor episódio, sem dúvida foi a melhor análise da temporada! Parabéns 😉

  • Eduardo Barbosa Barros

    Parabéns pela análise. Gostei muito das comparações com a obra de Kubrick e com True Detective e 300. Essa guerra está apenas começando, continuemos em nosso posto.

  • Willian

    Achei o final do episódio o mais fraco da temporada.

  • Alan Furman

    Que beleza de texto! Achei as criticas dos fãs ao episódio muito pesadas, a batalha de Castelo negro certamente foi a melhor da série, só não foi o melhor Ep 09.

  • jorge_lito

    Grande Bacellar acho que foi a melhor resenha que eu já li em sua autoria. Definiu tudo o que sentir no episódio, pois também achei essa batalha a melhor. E digo mais ela entrou no meu ranking das melhores batalhas que já vi na tv junto com a batalha final de Spartacus, o Cerco de Bastogne (em Band of Brothers, talvez a maior que já a vi na tv) e claro Blackwater. E não posso esquecer da melhor Batalha que vi no cinema que foi a do Abismo de Helm.
    Rafa, já que todos estamos em clima de batalha, qual foi a melhor batalha que você já viu na tv e no cinema? Um grande abraço e até o Podcasteros…

  • Joao Palmadas

    Podemos comparar as mortes de Pyp, Green, do chefão dos Thens e de Ygritte com as mortes de Robb, Talisa e Catelyn? Os Starks tinham muito mais importância na história do que os que morreram na batalha de castle black, inclusive Ygritte. Se o Jon, o Sam e o Mance Raider tivessem morrido junto, aí sim o episódio seria épico.

  • Sem spoilers dos livros, se acompanhasse o site ia saber.

  • a verdade

    concordo

  • a verdade

    pra mim, sem dúvida a melhor batalha, basta ver os efeitos e tal. agora, claro q por ela ter sido na muralha, um núcleo não tão querido pelos fãs, ela abre mais críticas

  • Thaynan Galhardo

    Como sempre, e não poderia ser diferente. Uma análise impressionante. Eu achei o episódio incrível, a não ser pelo final. Realmente comparado com os outros, esse foi o mais fraco. Mas já sofremos demais no episódio 4.08 e pelo visto o 4.10 será igualmente incrível. Tirando o final o resto foi tudo perfeito. Sofri muito com a cena da morte do Pyp, do Grenn e da Ygritte… e agora só aguardar o último episódio…

  • Laerte Bach

    acho apenas que nao deviam ter focado somente na muralha. o episodio ficou demais, mas queria ver o resto tb.

  • Sano

    Também senti falta do Mance, mas não via como encaixá-lo nesse episódio, talvez no começo, conversando com o pessoal, tipo um preleção motivacional e voltando pro seu cantinho.

    Se o Mance estivesse mais presente, certamente iria comandar o ataque no campo de batalha. Como o Jon tinha que ir falar com ele no acampamento, iria se ferir e ser levado embora do combate. Acabaria repetindo o que foi feito com o Stannis na Água Negra e com o Alliser Thorne nesse episódio.

    O papel de Mance foi destinado ao Tormund pra mim, o que não foi ruim se você analisar a batalha.

  • Kally Trevisan

    ótima análise, como sempre! é mesmo difícil não comparar com blackwater, apesar de eu nem ter pensado na batalha de king’s landing durante esse último episódio. não dava tempo!!! parecia que se você desse uma piscadinha que fosse, iria perder algo muito importante. isso foi o melhor do episódio, essa sensação de aflição, de não saber o que vai rolar direito (mesmo pra quem lê os livros), o que é bem o espírito que a HBO tem tentado passar. a morte da ygritte foi triste mesmo, mas necessária. eles mal mostram o núcleo da muralha, seria injusto que continuassem com o amorzinho impossível do jon (que vai ter que endurecer bem mais ainda). fiquei muito feliz em ver o sam crescer tanto na série. ele ainda é o único da série que enfrentou um white walker e, apesar da série ter deixado essa parte de lado um pouquinho, não pode ser totalmente esquecida. porra, a série começou com um white walker, toda essa batalha é culpa deles. batalha lindíssima, falando nisso. cada cena foi linda, mas a morte de grenn e dos outros patrulheiros ao defender o portão foi sensacional. achei ótimo que allister tenha vivido pra ele perceber as consequências de não ter escutado jon quando ele sugeriu selar os portões. ninguém falou do cara escondido com gilly! achei legal mostrarem como aqueles garotos quase sem preparo foram muito mais corajosos e lutaram com honra enquanto uns se escondiam. o lance do jon indo atrás de mance é bem compreensível, na minha opinião. o cara tá sem rumo, ele sabe que castle black não vai resistir muito e ele acabou de ver que seus melhores amigos estavam mortos, morreram pra defender e honrar a patrulha. como vocês se sentiriam? levando que jon já perdeu várias pessoas e a essa altura ele já não vê mesmo sua própria vida como um bem tão precioso assim. lamentável mesmo é ver mance sendo praticamente ignorado, deixado pra ser um daqueles personagens que muita gente nem lembra quem é.
    a melhor coisa realmente foi ter um episódio inteiro dedicado à muralha. depois de uma temporada super focada em king’s landing, e depois da morte trágica de oberyn, foi bom sair um pouco de lá. não só pra aliviar um pouco a tensão da capital na nossa cabeça, como também pra criar mais expectativa com relação ao destino dos lannister e dos martell, que deve (eu espero) ficar ainda mais balançada pra também preparar o terreno pra quinta temporada.
    todo o gelo (a foice!), o ghost lutando, ygritte e jon, o clima de guerra foi muito bom porque deu uma sensação de nostalgia boa. mesmo não gostando tanto desse núcleo da série, esse episódio foi, sem dúvida, épico.

  • Muito bom episódio e muito boa análise. Parabéns, Rafael.

  • João Victor

    Então um episódio só pode ser épico quando ocorre mortes importantes?

  • PHSA

    Ótima análise Bacellar! Também gostei muito do episódio. O final acho que foi meio pra fazer diferente. Tivemos um episódio emocionante em grande parte e no fim tivemos algo mais morno depois de tanta luta. Mas também acho que eles poderiam ter dado algo mais, não precisava ser algo tão grandioso quanto os outro x09, mas poderiam colocar o Mance dizendo que tinha o Berrante de Joramun. Seria um bom final.

  • aline

    Novamente, maravilhosa sua análise, Rafael!

    Embora eu não tenha gostado do Ciarán Hinds como Mance, também senti falta. No mínimo era uma boa chance de aumentar a importância do personagem dele na série. No livro, é um cara super carismático e na série mal dá pra lembrar dele. Achei mancada não o aproveitarem bem, também.

  • Don Ramon

    exato. E a galera dos livros então… deve ser difícil entender que uma coisa é uma coisa e a outra é a outra. Não conseguem curtir as diferenças ou ver o episódio por ele.

  • Joao Palmadas

    Talvez não. Mas que ajuda, ajuda.

  • “Sam prometeu a Gilly que não morreria e cumpriu a promessa. É isso que os homens fazem.”

    Agora faz sentido. Pense bem: ‘Todos os homens devem morrer’. George talvez ainda não via Sam como um homem de verdade, coitado. Por isso Sam sobreviveu, e assim ele provou ser um homem de verdade! Agora sim, George poderá matá-lo. Lógica bastante doce! Whatever…

    Eu gostei do episódio, mas talvez por eu não ter criado bons laços com esse núcleo, eu não me infiltrei o suficiente. Bem, que venha o que têm dito ser o melhor episódio da série!

  • tcb

    Menina, vc é implacável

  • drmingus

    Suas análises estão cada vez melhores Bacellar. Parabéns! Pelo jeito acho que só eu não vi nada de errado com o final. Achei coerente a saída do Jon, embora seja um péssimo plano, como Jon e Sam concluiram. O fato de parecer que o capítulo foi pequeno parece mais um problema do capítulo em si do que do final propriamente dito. Em suma, achei ótima a batalha, vibrei com a foice quase tanto como vibrei com o fogo vivo em Blackwater, mas lá não tinha gigantes arqueiros disparando arpões a mais de duzentos metros de altura, nem o juramento da Patrulha, que foi de arrrepiar. No entanto, Neil Marshall que me perdoe, mas achei que o slow motion ficou meio brega mesmo.

  • Sor Vete

    Legal a análise. Faltou protagonista, mas disso não irei mais falar. Este episódio mostrou batalhas épicas, planos de filmagens muito bonitos, gigantes e soldados honrados, porém o final foi simplesmente frio. Se não tinha como cliffhangear na muralha, porque tiveram que focar tudo lá? Uns sete minutos a mais e dava pra enganchar outra coisa. Mas agora já foi e vem ai – OMG – SEASON FINALE. Estou com altas expectativas. Muito obrigado e um forte abraço!

  • Roberto

    Parabéns Rafa. Fiquei esperando ansiosamente a sua análise – sempre ótima e esclarecedora. Abaixo meus humildes comentários:
    1 – Desenvolver o episódio com apenas um único núcleo, foi muito interessante e inovador na série.
    2 – As cenas de batalha mano a mano, filmadas com câmeras nos ombros e seguindo o lutadores: cara, foi muito empolgante.
    3 – Parabéns aos atores, dublês, figurantes, câmeras e técnicos de efeitos visuais e sonoros.
    4 – O som da corneta gelou meu sangue, cara.
    5 – A Paraíba Ygrette enfrentando o autão do Thenn foi bem forte e infelizmente, a sua morte, mesmo sendo um clichê, me emocionou de verdade.
    6 – Meu, os gigantes, o manute, as fogueiras ficaram perfeitas e nada devendo aos grandes filmes.
    7 – O fantasma novamente me decepcionou. Ele deveria aparecer ao lado de Jon o tempo todo trucidando os selvagens.
    8 – Finalmente, Grenn e seus homens defendendo o portão…mesmo não tendo sido mostrado a batalha propriamente dita, me emocionou também.
    9 – Domingo: chegue logo.

    abs Rafa.

  • Pequeno Cícero Aposentado

    Hey, bitch, SHOT THROUGH THE HEART!

  • Junior Valadares

    Excelente análise. Entrei aqui só para falar que o juramento da Patrulha da Noite é melhor que o dos Lanternas Verdes.

  • Tattinha

    Não acompanho True Detective, mas abri o link pra ver como era a cena citada e preciso dizer uma coisa: isso é televisão??? Caraca! Inacreditável!!! Fiquei maluca aqui com a sequencia! Boa demais!
    Quanto ao episódio, tenho uma outra coisa que reparei quando comparo a batalha da Água Negra com a de Castelo Negro: para a estética e a filmagem fica ótimo, mas qual o sentido logístico de se atacar a noite?

  • Kelly Kosttha

    Meeu! Foi só eu que xinguei a Ygritte por muitos ep. e quase sambou na hora em que ela morreu??? Tinha certeza que aquela vaca desgraçada ia matar o Jon!!! Aaahhh!!! KKkk

    Curti a batalha. o romance, os erros que deram maior credibilidaade e tal; mas um ep. inteiro?? E pior, uma luta que envolve só um núcleo??? Faça-me o favor!!!

    Mas não deixa de ser foda nem por um segundo! 😀

  • Daiana

    Issso mermo lidianycs!

  • Don Ramon

    Água Negra não faz mesmo, até porque Stannis tinha a vantagem estratégica e numérica, mas no caso da muralha servia para dificultar a visão dos patrulheiros.

  • LadyTargaryen

    Hehehe estou aqui me perguntando como seria uma “análise” sem citar as cenas do episódio… Aiai, nunca vou entender o que se passa pela cabeça de vento desse povo xD

  • jamesson

    A questão de atacar a noite é puramente técnica.. fica mais fácil de aplicar efeitos visuais, e mais barato também..

  • A primeira temporada de True Detective é sensacional. Até escrevi um pouco sobre ela aqui: http://www.gameofthronesbr.com/2014/02/true-detective-boa-razao-pra-assinar-hbo-um-pouco-mais-cedo.html. Ah, e não é TV, é HBO! hahaha. Recomendo.

  • hahaha! Valeu Junior!

  • Eu que agradeço os seus “humildes comentários” mais uma vez, Beto, hahaha. Abração!

  • Eu que agradeço Sor Vete. Um grande abraço!

  • Muito obrigado Dr.Mingus. Achei que “The Mountain and the Viper” terminou muito mais como um capítulo 9 do que esse, hahaha. Abração!

  • E nem vai sobrar tempo pra ele aparecer muito no próximo episódio com tanta coisa pra acontecer, hahaha. Muito obrigado Aline! Abração!

  • Concordo amigo! Muito obrigado e abraços!

  • Obrigado Márcia! Abraços! 🙂

  • Muito obrigado Kelly! Concordo com tudo que você disse aí, hahaha. Abraços! 🙂

  • O Tormund da série é mil vezes mais legal que o Mance, mas não chega nem perto do Tormund dos livros, har! Abraços!

  • Muito obrigado Thaynan, um abraço grande! 🙂

  • Esse texto foi o que eu achei mais difícil de escrever, hahaha. Agradeço muito, Jorge. É difícil dizer qual a melhor batalha que eu vi na TV ou no cinema. Se tratando de fantasia épica, acho que fico a de Castelo Negro e a do Abismo de Helm também, respectivamente. Mas se for uma batalha com soldados e tanques de guerra, existem várias incríveis, hahaha. Abração cara, até o Podcasteros!

  • Concordo Alan! Muito obrigado e um abraço grande!

  • Isso aí Eduardo! Muito obrigado cara! Abraços!

  • Opa. Muito obrigado mesmo Raysa. Abração! 🙂

  • Estamos todos ansiosos conterrâneo. Muito obrigado! Abração!

  • Eu também achei bem difícil de acreditar, hahaha. Obrigado João! Um abraço grande!

  • hahaha! Muito obrigado Abigail! Um abraço grande! 🙂

  • Muito obrigado Samuel! Um abraço grande pra você amigo!

  • Talvez Jon entenda o lado dos selvagens, por ter vivido entre eles, aí decidiu não matar o Tormund. Talvez ele negocie a liberdade do cara com o Mance, não sei. Muito brigado sor Felisberto. Abração!

  • Perdão! Tentarei publicar a próxima um pouco mais cedo, hehehe.

  • Imagina o sorriso banguela dele pra Ygritte, hahaha! Muito obrigado João! Um abraço!

  • Mesmo uma batalha do Senhor dos Anéis com baixo orçamento parece boa pra mim, hahaha. Mas é claro que respeito sua opinião Alessandro. Obrigado e abraços!

  • Hernan Gonzalez

    nao acredito que ta acabando…

  • Abigail De Souza Pereira

    A Paraíba, foi engraçado. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Matt Oliver

    A batalha de Jon e Styr me lembrou muito star wars, principalmente depois de ver esse video https://www.youtube.com/watch?v=KLV5SXlzW-k kkkkk, zuerinha no final

  • Alessandro

    Haha. Sim! Não quis dizer que foi de todo ruim. Quis dizer que enquanto a de água negra ficou mais no tom do seriado, com várias tramas sombrias, essa aí fugiu do tom que o seriado impõe para tentar ser mais aventuresca e com menos profundidade, como Senhor dos Anéis, só que sem a mesma qualidade.

  • Alessandro

    Po, vai sair a série do Constantine, pela Warner, e vai ficar parecendo Supernatural… fico imaginando se fosse HBO.

  • Lane Lothlórien

    Excelente resenha, como sempre!

    As minhas favoritas são as do Rafael, mesmo já tendo lido os livros, sempre corro pra ver a análise sem spoilers!

  • A visão do tabuleiro de xadrez que tanto mencionam nunca se fez tão evidente, dessa vez ficou claro que um corvo com o seu juramento praticamente “casto” não deve possuir nada além do que seu dever, pensando por esse lado, acredito que a única coisa que realmente possuem é a morte. Talvez seja triste, poético e um tanto macabro pensar que sua missão é morrer (eu particularmente me sentiria mal nessa posição), esse episódio foi sem dúvida o mais filosófico de todos, acredito que o Jon Snow esteja apenas saindo da posição de “peão”, se for suicídio ou não acho que o bicho tem muito estilo, convenhamos que para o cara sair por aí, perambulando com a mão na frente e outra atrás, na neve plena e com o frio de doer os ossos, tem que ter um certo cacife, ou um trunfo na manga muito genial, afinal, “se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas”, acredito que se o Tyrion estivesse assistindo a cena concordaria que o ímpeto de um bastardo é realmente algo extraordinário, a imprevisibilidade (marreta) é a melhor de todas as armas! Hahaha, Não sei o que vai acontecer no próximo episódio, mas torço para que dê tudo certo ( o que sempre me assusta infinitamente). Ps: “Despachou o amigo para baixo. Ultimamente, aturá-lo está sendo um teste de paciência até pra nós que estamos do lado de fora da tela.” Isso foi tipo um “go to hell” compartilhado? Hehehe Parabéns pela resenha, Rafael!

  • Juliana Ribas

    Rafa tive que dar um google em várias expressões suas hahaha (sneaking, cameo…) me senti uma old girl… preciso descobrir onde me atualizar sobre este linguajar da internet rs

    Bom eu amei o epi e nesse momento não vou complementar seu texto porque to ansiosa pra assistir novamente após ler sua análise e a da Ana. Mas man tenho que dizer que você é mestre em frases de efeito! Essa última me arrebatou! Vamos viver e morrer em nossos postos sim! Bjos!

  • Juliana, depois entra em uma mesa de D&D o que mais vai rolar são essas expressões. Hehehe.

  • Thales Quintiliano

    Cara ja tinha assistido esse episodio de True Detective e achei fantastico mesmo,mas não tinha reparado que a cena não tinha nenhum corte ou edição,é direto!!!!!Essa serie é sensacional!!E por falar em HBO outra serie que já esta marcando presença é Penny Dreadful .Comecei a assistir depois da dica do Marcos Noriega no podcasteros,virei fan no primeiro episodio,produção de alto nível , recomendo!!E mais uma vez,ótima análise Rafa,valeu !!

  • Maurício Machado

    Eu achei a análise ruim comparado com os demais. Muita comparação com a outra batalha e detalhes técnicos. O episódio mostra o amor. O amor de Jon e Ygrit, suplantado pela origem e objetivos dos dois e o amor entre Sam e a guria lá. Sam sobreviveu pelo amor e Ygrit morreu por ele.

  • Juliana Ribas

    Primeiro vi no google o que é uma mesa de D&D rsrs, mas curti a idéia! 😉

  • Excelente resenha, Rafa! Só acho que faltou uma revisão antes de postar. Além do uso excessivo de superlativos, algumas palavras foram omitidas, mas entendi pelo contexto. Enfim, só um feedback. De qualquer forma, como sempre o episódio passa e algumas coisas passam despercebidas aos olhos de meros espectadores como eu. Por isso sempre venho aqui para uma análise mais a fundo. Obrigado por mais essa!

  • Abigail De Souza Pereira

    Vi hoje de manhã e fiquei maravilhada. Vou baixar a série toda depois que a temporada de GoT acabar

  • Anneliese Ribeiro

    The Laws of Gods and Men foi meu episódio favorito dessa temporada e The Watchers on the Wall fica fácil em segundo lugar. Gostei muito do episódio e não entendi porque tanta gente falou mal. E olha que a parte da Muralha é a minha menos favorita da série. Fiquei com tanta raiva da Ygritte quando ela matou o Pyp, que torci para que o Sam a matasse, mas a verdade é que fiquei triste quando ela morreu, só achei muito cafona e desnecessário ela repetir sua famosa frase, ok o Snow sabe de nada mesmo, mas a gente releva haha. Para mim, o Jon Snow continua sendo o personagem mais chato da série, se ele tivesse morrido eu não lamentaria, só espero que mantenham o Sam e o Fantasma vivos.

  • Eu que agradeço Thales, os elogios e a recomendação. Abraços grandes!

  • Rapaz, só fã de Constantine, por isso estou com medo. Mas vai sair pela NBC (de Hannibal), que é um pouco melhor que a CW (de Supernatural), mas se fosse HBO seria perfeito!

  • É uma honra Lane, muito obrigado! Abraços grandes! 🙂

  • Cara, todo mundo mandando Sam ir dormir não foi à toa, hahaha. Valeu Denny! Abraços!

  • Desculpa Juli, é coisa de nerd mesmo, hahaha. Muito obrigado pelo comentário! Beijão! 🙂

  • Rapaz, acho (acho) que eu dediquei quase um parágrafo inteiro a isso que você falou. Mas você tem razão, é muito pouco. Eu tenho mania de ignorar essa questão do romantismo, ainda mais quando tem uma batalha épica em jogo, hahaha. Vou melhorar. Abraços Maurício!

  • Opa, você tem razão, não revisei como deveria (e a questão dos superlativos é um problema meu mesmo, hahaha) . Corrigirei os erros, e agradeço muito o feedback Rogerio. Abraços!

  • só pra avisar: revisei, a coisa tava feia mesmo, hahaha. Valeu!

  • Hehe..ficou ótimo, Rafa! Depois de certo tempo escrevendo um texto, a leitura do próprio escritor fica automática, quase decorada. Quem o lê pronto e pela primeira vez nota melhor esses pequenos detalhes. Quem é chato o suficiente aponta (vulgo eu, haha). O que importa, como disse antes, é a análise e observações em si, que sempre são ótimas. Mal posso esperar pela próxima! Season Finale = )

  • Fernando Luiz

    Campanha: Levem aquele careca covarde e devolvam o Pyp e o Grenn!!

  • Fanuel Mota

    Jon Snow não sabe de nada, inocente!

  • Bill T.Prefect

    a analise ja valeu pelo “sneaking” dos selvagens hahaha ri demais
    Otima analise, como sempre rafa.

  • Cássio Almeida

    Mais uma bela análise. Valeu!
    (o plano sequência de True Detective, simplesmente genial!)
    https://www.youtube.com/watch?v=s_HuFuKiq8U

  • Eduarda de Albuquerque

    Muito emocionante a análise, uma das melhores que já li até hoje.

  • Cláudio Fiorito

    Como sempre, análise espetacular. Esse foi pra mim o MELHOR episódio de toda a série, de longe, e de um dos núcleos que eu menos curto nos livros. O Sam esteve sensacional, o Jon nem se fala, até do Sor Alliser eu gostei, mas o Grenn foi demais, arrepiei muito na hora dos votos e o gigante vindo pelo túnel, PQP!!! Valar Morghulis

  • hahahaha. Brigadão Bill. Abraços grandes!

  • Valeu Cássio! Abração!

  • Muito obrigado Cláudio! Abração!

  • Agradeço muito Eduarda! Abraços grandes! 🙂

  • ZIZÃO Bolado

    Análise realmente fascinante … estão de parabens
    PQP!!

  • Carolina Rodrigues

    só eu q fiquei com lágrimas nos olhos na hora q a Ygrette morreu??