Análise do Episódio 4.08 “The Mountain and the Viper” (com spoilers)

O texto a seguir possui spoilers dos livros A Tormenta de Espadas, O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões que ainda não foram adaptados na série de TV. Leia por sua conta. The Mountain and the Viper adaptou os capítulos Dany V (pág 583), Dany VI (pág 730) e Tyrion X (pág. 718) de ATdEAlayne I (pág 285) e Alayne II (pág 519) de OFdC; Fedor II (pág 221) de ADdD.
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No começo da semana eu estava no metrô aqui em São Paulo e vi um menino lendo A Guerra dos Tronos. Me lembrei da época em que todas as pessoas no metrô estavam lendo os livros das Crônicas. Vocês se lembram disso? Isso aconteceu nas cidades de vocês também? Todo mundo estava lendo, meio que devorando a história por todos os poros e com todo fôlego que tinham. Era muito legal ver isso. Naquela época, de alguma forma os livros eram muito mais importantes, porque a série de TV ainda não havia adaptado A Tormenta de Espadas, e daí os grandes acontecimentos da história ainda estavam por vir. E todo mundo guardava os spoilers com bastante entusiasmo. As dores, os segredos e as jornadas dos personagens ainda não faziam um bar inteiro parar. Era muito mais difícil superar certas coisas quando os memes eram apenas piadas muito internas e a maioria dos nossos amigos não fazia ideia do que estávamos falando.

O duelo do julgamento de Tyrion, assim como o Casamento Vermelho, tomaram um novo corpo uma vez que Game of Thrones, a série mais popular da história da HBO, derramou sobre literalmente milhões e milhões de pessoas, algumas das cenas mais violentas e inconcebíveis que já tivemos o azar ou sorte de testemunhar. Daí, esse sentimento vira algo muito mais universal e diferente daquele que sentimos sentados naquele banco de metrô, com vergonha de chorar.

Acredite, eu não estou reclamando disso. Eu adoro o sucesso da série, acho que o Martin merece que sua obra seja conhecida por muitas e muitas pessoas e adoro fazer parte disso em tempo real. Mas fico um pouco melancólica ao pensar que estamos superando essas coisas muito rápido, sabe? A morte do Oberyn, mesmo nos livros, sem a presença sensível do Pedro Pascal, já era uma lance que ninguém conseguiu superar. Dar um rosto definitivo pra esse personagem, um ator tão bom e tão espirituoso, deveria deixar toda a relação com essa cena de duelo muito pior. E deixou, durante alguns dias, principalmente logo após a exibição do episódio. Mas sinto que hoje, enquanto você lê esse texto, já superamos. Mas porquê? Bom, antes, let’s recapitular…

 

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O episódio começa em Vila Toupeira, com aquela cena caricata da prostituta arrotando O Urso e a Bela Donzela, falando que alguém tem o pau pequeno e depois ameaçando matar um bebê. Seria mais uma noite de pura alegria e emoção na vida de Gilly se os deuses não tivessem preparado algo ainda mais especial pra ela.

Eu tive a sensação de que essa cena inicial foi dirigida pelo Neil Marshall e não pelo Alex Graves porque o clima dela, que é o clima de guerra noturno que ele vai abordar no episódio que vem, foi muito diferente de todo o resto do episódio, que optou por usar câmeras subjetivas e muitos closes (tirando a cena de luta). Quando vemos a câmera seguir os Thenn, Ygritte e Tormund em sua matança, dá pra perceber o quanto essa cena é diferente plasticamente das outras. É energético e bastante poderoso.

E aí tem um detalhe muito bacana que é o fato de Ygritte poupar a vida da Gilly. Como vimos com o menino Olly, os selvagens parecem ser mais delicados quando o assunto é criança, mas é interessante perceber que Ygritte pondera bastante antes de tomar uma decisão e colocar o dedos nos lábios em sinal de silêncio. Me recuso a acreditar em uma possível gravidez, David e Dan repetir a tragédia de Talisa seria tosqueira demais, embora essa temporada esteja sendo em alguns momentos uma grande repetição de velhos temas. Temos várias repetições nesse episódio, como o quase encontro dos Starks, a morte de Kenning que lembra muito a maneira como nocautearam Theon em Winterfell, o monólogo na cela como já vimos Tyrion fazer diversas vezes antes e por aí vai.

Daí depois cortamos pra cena dos amigos reunidos. Jon, Sam, Grenn, Pyp e Edd Doloroso, Os Trapalhões e os irmãos de verdade, que são bonzinhos, foram parar ali injustamente e não são figurantes em uma banda de metal ou tiozões do mal, como todo o resto da Patrulha. Embora essa cena tenha irritado muita gente por conta da tosca lagriminha escorrendo no rosto de Sam, tenho a sensação de que ela serviu pra mostrá-los juntos pela última ou penúltima vez, mostrar como eles se apoiam e se gostam. Pelo que vimos no trailer do episódio, pelo menos um deles parece que não irá voltar da batalha pra contar história, então… faz sentido.


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Do lado de fora de Meereen, um homem mergulha na água. Vemos os Imaculados se banhando e Verme Cinzento saindo por debaixo d’água, olhando para o outro lado. Ele observa as meninas tomando banho e entre elas está um Missandei nua.

Toda essas cenas de Missandei no rio, tendo o cabelo trançado por Daenerys e depois conversando com Verme cinzento na sala do trono tomaram bastante tempo do episódio (cinco minutos). A de Tyrion e Jaime na cela foi a mesma coisa, cinco minutos. Mas, tirando o fato de que Daenerys usou palavras muito inocentes pra falar sobre sexo com uma garota que já é crescida (pilar e pedras, que conceito), todas essas cenas ‘novas’ foram boas, de verdade. Eu não sei até que ponto a gente saber como o pau do Verme Cinzento funciona é relevante (pra história da série ou para as nossas vidas). Aliás, não funciona, ponto.

 

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Mas …o enredo criado foi bem doce e bucólico… E evoca talvez o amor jovem que veremos ainda mais na série como Myrcella, Tommen, ou até mesmo Sansa que agora está em poder de si mesma. Lembrando que a Nathalie Emmanuel foi promovida para o elenco regular e ela vai precisar ter história e coisas acontecendo pra ela. O esforço é bom, principalmente pra deixar atores negros terem sua própria história e incrementar o núcleo da Dany. Em um episódio onde a cabeça de um homem é esmagada… a gente precisar ter um pouquinho de açúcar.

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Em mais uma cena em que vemos o conceito dos corvos se banqueteando, Theon tem que enganar seu povo para tomar Fosso Cailin, enredo de A Dança dos Dragões em um dos capítulos mais fortes do personagem. Gente, o núcleo dos Bolton é perfeito na série. O Roose tem o ator perfeito, o Ramsay também, e o Theon eu nem preciso falar. Bem eu vou falar, pela 100ª vez: Alfie Allen entende cada centímetro desse personagem… por exemplo quando o guarda pergunta quem ele é, seus olhos enchem-se de lágrimas, e ele engole a saliva uma vez, e duas e três com medo de falar Theon Greyjoy. Aliás, e Ramsay fazendo-o colocar aquela luva com a mão faltando o dedo mindinho? Por isso não importa quantas incoerências a gente vê na história desse núcleo, os atores fazem tudo ficar um pouco mais equilibrado

Quais incoerência? Por exemplo, não se joga o mapa de Westeros no lixo. Para entrar em Fosso Cailin você precisa passar pelos cranogmanos, o povo de Howland Reed, papai de Jojen e Meera, o homem mais procurado de todos os tempos. Não se invade Fosso Cailin sem tomar de graça uma ou duas flechas envenenadas. E é por isso que os homens de ferro estão mais podres do que qualquer outra coisa nessa cena dos livros. Doentes e caindo mortos. Na série, eles simplesmente estão doentes por uma motivo X. Aliás, Ramsay meio que esclarece isso dizendo, no começo da cena queas lulas são fortes no mar, mas fora da água não têm ossos e entram em colapso”. O que tem bastante a ver na verdade, os homens de ferro não conseguem viver longe do mar. Saqueiam, matam, estupram, roubam mas sempre voltam. De todas as famílias, a tradição e a mitologia deles é a mais forte.

 

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A série se apega a alguns detalhes do livro que são bem respeitosos. Aliás, essa cena em si, tirando essas pequenas incoerências é bastante parecida com a original. A carcaça do cavalo, o estado de calamidade, e a própria postura dos homens de ferro, principalmente Kenning. A essa altura, nos livros, Balon Greyjoy já está morto. E isso é interessante porque a série pode usar a morte dele para fazer Theon fugir de Winterfell, por exemplo. Vamos ver…

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Todas as tomadas desse núcleo Bolton foram muito belas. O norte é belo. O texto de Roose Bolton é muito bacana: “Se cavalgar por 700 milhas nessa direção você ainda está no Norte “, diz ele. “Há 400 milhas para o outro lado e você ainda está no Norte, e 300 quilômetros em outra direção também. O Norte é maior do que os outros seis reinos combinados, e ele agora o Norte é meu”. E então agora Ramsay é oficialmente um Bolton, e vemos o exército marchando em direção a Winterfell. Não temos ainda uma falsa Arya, se é que teremos, mas voltar a ver Winterfell e o inverno chegando lá vai ser muito legal. Aliás, vocês perceberam o frio que fazia ali no Gargalo?

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Bom, vamos falar de Sansa. Eu sinto que Martin só não fez o que a série fez com Sansa no livro porque não se pode ser alguém mais inteligente do que Mindinho. É meio que impossível.  A série optou por fazê-lo parecer burro e sem um plano B para que Sansa pudesse ter seu momento de poder. E está tudo bem, até porque a Darth Sansa é um conceito bem interessante.

Qual a diferença dos livros? Toda. Jogaram o Festim dos Corvos pela janela. E está tudo bem. Vamos comparar algumas coisas…

UM ÁLIBI: Mindinho nos livros tem um álibi. Não se joga a Senhora do Vale pela Porta da Lua sem um. Ele tinha o bardo Marillion, que estava ali e viu tudo, o culpou, o torturou pra que confessasse (Marillion teve os olhos arrancados e alguns dedos cortados, lembram-se?). No final das contas fica subentendido que Marillion morre de tanto ser torturado, mas Sansa e Robin ainda o ouvem cantar a noite, e é assustador. Bem, este é o Mindinho dos livros.

OS LORDES, ‘SENHORES DECLARANTES’: Meus queridos, Littlefinger é o grande vencedor do jogo, saiu por cima, tramou através do caos, mentiu, matou… até que ele chega no Ninho e é esmagado pela desconfiança dos lordes. Os lordes são um negócio bem legal que a série até fez direitinho, mas infelizmente os diminuiu em número. Se tem uma coisa que fez o Mindinho ser quem ele é, é justamente a maneira com que ele sempre foi tratado pelas famílias nobres. Lorde Tully não o deixou ser feliz com Catelyn, porque ele era pobre. Então ele foi lá e arranjou toda essa bagunça que vimos nos últimos quatro anos em Game of Thrones. Quando ele consegue o que quer (um castelo só pra ele, uma menina ruiva com sangue Tully) os senhores ricos vão lá e fazem ele se sentir um cocôzinho de novo. Esse conceito está no livro e na série. Mas… no livro, Mindinho tem um dos lordes sendo agente duplo, trazendo para  tudo o que os lordes pretendem usar contra ele e etc. No caso é Lyn Corbray, e Mindinho até dá a entender que ele é pedófilo e Mindinho arranja uns garotinhos pra ele em troca de seus serviços. Bem, este é o Mindinho dos livros.

Curiosidade: Um dos lordes sentados no ‘julgamento’ de Mindinho era justamente um personagem que a série criou chamado Vance Corbray. Hum… E Yohn Royce era o pai daquele patrulheiro

E O QUE MINDINHO QUER? Sansa diz saber e fica toda bonita, parecendo responder a essa pergunta. Mas não saber o que mindinho quer é a graça da história, certo?

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Sansa foi incrível, e a série tomou o cuidado de mostrá-la mexendo na aliança de casamento na primeira cena, meio que deixando de ser a esposa de Tyrion naquele momento. Depois a vemos no quarto, sem olhar diretamente para Mindinho, costurando algo. E ela estava costurando as penas de corvo em seu vestido. Sansa passou tanto tempo presa, tendo que usar as roupas que os outros mandavam, falando o que os outros mandavam, casando-se com quem os outros mandavam… que agora ela finalmente pode ser quem ela quer, mesmo que seja longe de casa. Faz todo sentido, mas rola uma ansiedade em saber como a série vai lidar com essa mudança. Tudo o que é novo é bacana e acho que vai ser bem bom.

Há no vestido dela e no cabelo de Alayne Stone (usado pelos motivos errados) toda uma construção bacana. Sansa pode ser ‘Senhora da Ninho’ usando suas asas negras que podem ser a de uma águia, mas que também podem ser as asas ‘do passarinho do Mindinho’. E, o fato dela usar negro é a possibilidade de finalmente poder estar de luto por todas as coisas que ela passou. Além disso, a figura do corvo é em si o tema do livro quatro. Logo, tudo isso aparenta ser uma homenagem ao livro que essa cena fez questão de jogar fora e sair correndo.

Quanto ao Mindinho não ser inteligente o bastante sequer para combinar que falaria que foi suicídio com Sansa (furo bem estranho no roteiro, mas que foi resolvido como mágica)… nunca me esqueço o quanto Mindinho incomodava na segunda temporada. Aquela cena ‘power is power’ que foi tão controversa e o fato de que Aidan Gillen não parecia confortável dentro da pele do personagem, em nenhuma cena. As coisas mudaram muito na terceira temporada com o discurso da escalada da Muralha e principalmente nas cenas da quarta temporada. É um puta personagem que movimentou o mundo. E ele vai querer continuar a ter mais do que uma menina bonita bem vestida. O que ele ainda quer, e que Sansa pensa saber mas não sabe, a gente vai demorar um pouco para saber. Aliás, prefiro a ideia de que ele não sabe o que quer, mas Sansa vai fazê-lo descobrir em doses homeopáticas, manipulando-o e sendo awesome.

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Esse é o meu momento menos favorito do episódio. Embora seja muito engraçado ver a Maisie Williams insana desse jeito, rir junto e depois pensar como isso mostra que Arya está quebrada e não se conserta mais é até um exercício bacana. Aliás, aquele discurso sobre matar Joffrey com um osso de galinha exemplifica isso. Mas essa história de fazer os Stark quase se encontrarem, toda vez, sendo que a gente sabe que isso não vai acontecer é mancada. Esse pra mim é o principal problema: ficar gritando por aí que você é Arya Stark e ninguém te oferece nem um copo de água. Sor Donnel Waynwood pareceu não ligar e, se ela não é tão importante assim, qual o sentido de fazer parte de uma família?

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Quando Dany chega em Meereen nos livros, temos a luta de Belwas com o Herói, e temos Ben Mulato ajudando Dany a entender como funciona as coisas por ali. Daí ele fala pra Dany dos esgotos e tal… e ok. A noite, Dany sai pra caminhar pelas tendas do povo, pra conhecer a galera, fazer amizades. Nisso ela é atacada pelo Mero de Bravos, o Bastardo do Titã. O Arstan Barba Branca o mata com um bastão que sempre está com ele e daí a gente fica pensando: como esse velhinho é ninja…

Quando Dany conta pra Jorah, ele fica chocado ao saber que um escudeiro (sim, Barristan era escudeiro do Belwas, LOL) com seu bastão foi capaz de derrotar Mero com tanta facilidade. Daí o vovô revela que é um cavaleiro e Jorah finalmente reconhece que é Barristan, o Ousado. Jorah fica puto e fala que ele era guarda do Robert. Daí Barristan fala que fez parte de algumas reuniões do conselho e sabia que Jorah espionou Dany a mando de Varys em troca de ganhar o perdão real. Dany fica puta e manda todo mundo pro esgoto. Na volta, Meereen é dela, Barristan pede desculpas. Jorah fica ‘sentido’ e se recusa a pedir perdão. Ela manda ele as favas e ele vai. Na série…

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Dany só fica brava e manda ele ir PAH-PUTA-QUE-PARIU. E ele vai. E que dó. Ele diz que a amava, tenta falar com ela, nada adianta. A diferença da postura que o personagem de Jorah tem na relação ‘série X livro’ é bem grande. E Dany realmente parecia uma doida nessa cena, tirando ódio de onde não tinha. Gente, não tinha. E em falar em doida, nos livros, quando eles voltam dos esgotos, Barristan começa com aquelas historinhas de vovô dele pra ganhar a amizade dela. E é a primeira vez que ele manda a real sobre os Targaryen serem malucos pra ela. Ele fala algo que ele já disse na série:

Os Targaryen sempre dançaram muito perto da loucura. Rei Jaehaerys me disse uma vez que loucura e grandeza são dois lados da mesma moeda. Cada vez que um Targaryen nasce, os deuses jogam uma moeda no ar e o mundo prende a respiração para ver como ela vai pousar.”

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Jorah diz que sempre a protegeu, lutou e matou por ela. Daenerys fala por cima das palavras dele, não o deixa a chamar de khaleesi, ignorando o apelo, dizendo que ele a traiu. Jorah olha para ela e diz que ele a amava. Daenerys pergunta como ele pode dizer isso, e finalmente olha para ele . Ela diz que qualquer outro homem teria sido executado por isso. E então ela ordena que ele deixe Meereen e volte para Porto Real, para seus senhores. Ele tenta tocar a mão dela e ela o afasta, dizendo para nunca se atrever a tentar tocá-la novamente ou até mesmo falar o nome dela. Ela ordena-lhe que se vá até o anoitecer, porque se for encontrado em Meereen, sua cabeça será jogada na Baía dos Escravos… E então o vemos montado em seu cavalo, fora dos portões da cidade caminhando em direção da estrada. Tchau Jorah. Encontre Tyrion logo, ele estará sozinho e perdido, precisando de um amigo.

 

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Acho que deu para sentir falta de mais um papo entre Tyrion e Oberyn, antes que Oberyn partisse. Em Tyrion IX (pág 669), Oberyn fala para ele sobre o desejo dos Martell em coroar Myrcella. Aqui teríamos uma ótima ponte para a 5ª temporada. Nesse papo, (que é aquele que ele diz que será o campeão dele), é quando ele fala que Cersei tentou fazê-lo se interessar por ela como uma possível esposa, e que até Ellaria havia ficado empolgada com a ideia, por querer se deitar com a rainha sempre que quisesse. Quando Oberyn diz que Cersei teria que escolher Myrcella no lugar de Tommen se fosse para Dorne, Tyrion diz que Cersei teria uma difícil escolha, e que Tywin jamais deixaria. E Oberyn responde: “Seu pai pode não viver para sempre”. Tyrion acha essa frase sinistraça e fica todo arrepiado.

Outro detalhe muito importante desta conversa é o fato de Oberyn citar que foi Armory Lorch que matou a baby Rhaenys (a arrastou para baixo da cama de Rhaegar e a apunhalou até a morte). E o Montanha matou Aegon e Elia. Ou não matou Aegon, né? Se o Jovem Griff realmente for quem as pessoas dizem que ele é. Mas Armory Lorch foi comido por um urso em Harrenhal, e só sobrou o Montanha. Não há em Oberyn a intenção de fazer com que Tywin confesse quem deu a ordem, como na cena da série (que foi realmente forte e boa nesse sentido). Por que não? Porque parece que Oberyn no final das contas conseguiu dar a Tywin a sua vingança. Neste capítulo ele até pergunta a Tyrion se foi o pai que deu a ordem, e Tyrion mente dizendo que não, mas Oberyn diz que foi ele quem apresentou os dois bebês, enrolados em um manto carmesim, oras. E a obsessão não acaba aqui, falarei sobre isso mais detalhadamente já já.

O papo do besouro com Jaime foi longo, mas foi bom. Foi o que David e Dan bolaram pra gente digerir melhor a palhaçada que estava por vir. Entre inúmeras interpretações, temos uma metáfora para Gregor Clegane ser o primo Orson, já que o Montanha é conhecido por torturar, estuprar e matar sem motivo. Lembram-se da jornada de Arya a caminho de Harrenhal? Ou mesmo já em Harrenhal? Bom, também temos um papo sobre a própria estrutura da história da série que é violenta e conhecida por isso. E o último suspiro de Tyrion se mostrando inocente, já que existe uma grande diferença entre ele e o próprio Jaime nesse lance da violência, já que para Jaime é bem mais fácil matar alguém. E é por isso que ele nem vê sentido no que Tyrion diz. No livro, aquela é a primeira noite que Tyrion consegue dormir bem em muito tempo.

Apenas acho um pouco contraditório Tyrion ter sido tão curioso pela natureza selvagem de Orson e não ter sido assim com Joffrey, que era mais ou menos a mesma coisa. Mas ah, que cena, né? Muito importante Jaime ficar ali com o irmão até o último momento. Mas os sinos tocam, e chegou a hora.

 

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No livro temos ainda mais uma conversa entre Tyrion e Oberyn antes de tudo. Oberyn conta pra Tyrion que ele planeja usar uma lâmina envenenada e uma armadura leve. (Se isso fosse dito na série, ninguém estaria se perguntando se o Montanha morreu ou não.) Daí Oberyn convida Tyrion e Sansa, quando ele a encontrar, a visitar Dorne e conversar sobre a coroação de Myrcella. Oberyn comenta que Tyrion e Doran teriam muito assunto pra falar como por exemplo música, comércio, história, vinho, moeda… as leis de herança e sucessão.

 

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Oberyn também fala sobre quando visitou Lanisporto com a mãe e Elia, e essa é a continuação da história de quando Oberyn conheceu Tyrion ainda bebê. Aqui está a cereja do bolo nessa história de Oberyn querer encerrar a alegria de Tywin:

Lembra-se da historia que lhe contei quando nos encontramos pela primeira vez, Duende? – perguntou o Príncipe Oberyn, enquanto o Bastardo de Gracadivina ajoelhava a sua frente para prender suas grevas. – Não foi apenas devido a sua cauda que eu e minha irmã fomos a Rochedo Casterly. Andávamos numa espécie de demanda. Uma demanda que nos levou a Tombastela, a Árvore, a Vilavelha, as Ilhas Escudo, a Crakehall e, por fim, a Rochedo Casterly… mas nosso verdadeiro destino era o casamento. Doran estava prometido a Senhora Mellario de Norvos, portanto foi deixado para trás, como castelão de Lançassolar. Minha irmã e eu ainda não estávamos comprometidos.

“Elia achou tudo aquilo empolgante. Estava nessa idade, e sua saúde delicada nunca lhe permitira muitas viagens. Eu preferia me divertir caçoando dos pretendentes de minha irmã. Houve o Pequeno Senhor Vesgo, o Escudeiro Boca-de-Esguicho, um que chamei de Baleia que Caminha, esse tipo de coisa. O único minimamente apresentável foi o jovem Baelor Hightower. Era um rapaz bonito, e minha irmã andou meio apaixonada por ele até que o rapaz teve o infortúnio de peidar uma vez na nossa presença. Imediatamente o apelidei de Baelor Peidorreiro, e depois disso Elia não conseguia olhá-lo sem rir. Eu era um jovenzinho monstruoso, alguém devia ter cortado minha língua perversa.”

Sim, concordou Tyrion em silencio. Baelor Hightower ja não era jovem, mas continuava sendo o herdeiro de Lorde Leyton; rico, bonito e um cavaleiro de magnífica reputação. Agora chamavam-lhe Baelor Sorriso Brilhante. Se Elia tivesse se casado com ele em vez de Rhaegar Targaryen, poderia estar em Vilavelha com os filhos crescendo a sua volta. Perguntou a si mesmo quantas vidas teriam sido apagadas por aquele pum.

– Lanisporto era o fim de nossa viagem – prosseguiu o Príncipe Oberyn, enquanto Sor Arron Qorgyle o auxiliava a vestir uma túnica almofadada de couro e começava a atá-la nas costas. – Sabia que as nossas mães se conheciam desde muito antes?

– Creio recordar que tinham estado juntas na corte quando meninas. Companheiras da Princesa Rhaella?

– Exatamente. Eu estava convencido de que as mães tinham cozinhado aquela trama entre si. O Escudeiro Boca-de-Esguicho e os de sua laia, e as várias jovens donzelas cheias de espinhas que me tinham sido exibidas eram as amêndoas antes do banquete, destinando-se apenas a abrir nossos apetites. O prato principal deveria ser servido em Rochedo Casterly.

– Cersei e Jaime.

– Que anão mais esperto. Elia e eu éramos mais velhos, certamente. Seus irmãos não podiam ter mais de oito ou nove anos. Em todo o caso, uma diferença de cinco ou seis anos é bastante pequena. E havia uma cabine vazia no nosso navio, uma cabine muito boa, o tipo de cabine que poderia se destinar a uma pessoa de nascimento elevado. Como se a intenção fosse levarmos alguém para Lançassolar. Um jovem pajem, talvez. Ou uma companheira para Elia. A senhora sua mãe pretendia prometer Jaime a minha irmã, ou Cersei a mim. Talvez ambos.

– Talvez – disse Tyrion -, mas o meu pai…

– … governava os Sete Reinos, mas em casa era governado pela senhora sua esposa, ou pelo menos era o que a minha mãe sempre dizia. – O Principe Oberyn ergueu os braços para que Lorde Dagos Manwoody e o Bastardo de Graçadivina pudessem enfiar uma longa camisa de cota de malha por sua cabeça. – Em Vilavelha ficamos sabendo da morte de sua mãe e do filho monstruoso que ela dera a luz. Podíamos ter voltado naquele momento, mas minha mãe decidiu prosseguir. Já lhe contei sobre o acolhimento que encontramos em Rochedo Casterly.

“O que não lhe contei e que a minha mãe esperou o tempo que era decente, e então abordou o seu pai com aquilo que nos levara ali. Anos mais tarde, em seu leito de morte, ela contou-me que Lorde Tywin nos recusou bruscamente. Informou-a de que a filha estava destinada ao Principe Rhaegar. E quando ela perguntou por Jaime, para desposar Elia, ele ofereceu a sua pessoa.

– Oferta essa que ela recebeu como um ultraje.

– E era. Até você pode ver isso, certamente.

– Oh, certamente. – Tudo vem de trás e mais de trás, pensou Tyrion, de nossas mães e pais e dos que vieram antes deles. Somos marionetes a dançar, presos aos cordéis daqueles que chegaram antes de nós, e um dia nossos filhos ficarão com nossos cordéis e dançarão em nosso lugar. – Bem, o Príncipe Rhaegar casou-se com Elia de Dorne, não com Cersei Lannister de Rochedo Casterly. Portanto, parece que a sua mãe ganhou essa justa.

– Ela achou que sim – concordou o Principe Oberyn -, mas o seu pai não é homem para esquecer tais desfeitas. Ensinou um dia essa lição ao Senhor e a Senhora Tarbeck, e aos Reyne de Castamere. E, em Porto Real, ensinou-a a minha irmã. O elmo, Dagos. – Mandwoody entregou-o a ele; um elmo elevado e dourado com um disco de cobre montado na testa, o sol de Dorne. Tyrion viu que a viseira havia sido removida. – Elia e os filhos esperam justiça há muito tempo. – O Principe Oberyn calcou luvas flexíveis de couro vermelho e voltou a pegar na lança. – Mas hoje vão obtê-la.

Entendem como Oberyn veio a Porto Real para matar o véio Lannister? Na série não temos esse contexto, mas temos uma ideia clara de que quando Oberyn aponta para Tywin, exigindo que o Montanha diga quem foi que deu a ordem para ele matar Elia, ele está sendo apenas… um bom irmão. Não um homem obcecado e louco. Que perdeu o duelo porque foi burro e se mostrou demais.

A maneira que filmaram essa luta foi muito bonita, mas um pouquinho ‘medrosa’. Porque Oberyn por exemplo só tinha Ellaria e um escudeiro com ele em sua tenda, quando deveria estar rodeado por suas comitiva dornesa, assim como acontece nos livros. Onde foi parar aquela galera que vimos se apresentar a Tyrion no começo da temporada? Nos livros, a luta é bem de rua mesmo, com os dois no meio de uma multidão de populares ao redor. Montanha até acaba matando um deles sem querer, porque sua espada é muito longa e aquilo não é nada seguro. Na série temos essa cenografia linda que vemos na imagem acima.

 

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A série foi certeira em mostrar como o povo dornês é focado e ardente, não só no sexo e nas pimentas, mas no modo de pensar. Eu poderia me demorar aqui em falar como o figurino dessa luta é maravilhoso: a armadura de Oberyn que parece escamas de cobra e a roupa sensacional de Ellaria. Mas essa cena do beijo, com o sol apagando suas silhuetas antes do começo de tudo, já diz tanto que… é o motivo pelo qual a série é linda demais, sempre, através desses pequenos gestos com linguagem que o cinema os deixa brincar.

Todas essas frases de efeito foram muito boas: “Hoje não é o dia que eu morro “. “Eu vou matar aquilo”. “Não me deixe sozinha nesse mundo”.

“Nunca”.

O jeito que a cena da luta foi montado na sala de edição ficou bem perceptível. Muitos cortes secos em momentos oportunos, muitas câmeras aéreas onde Oberyn era na verdade o dublê. Mas mesmo assim, o resultado foi muito, muito bom! De acordo com diversas entrevistas da produção e os vídeos de bastidores, sabemos que o duelo levou uma semana inteira pra ser feito: alguns dias de ensaio e mais 3 ou 4 de gravação. Três ou quatro dias para a gente ver na TV TRÊS MINUTOS. Olha, verdade seja dita, essa cena no livro toma apenas uma quatro páginas. E eu tenho certeza que pra TV alongar isso seria ainda pior porque toda a parte da conversa estilo Dragonball Z foi bem construída. Se alongassem mais, seria mais tempo nos enganando que Oberyn poderia ganhar. E olha que por alguns momentos a série deixou essa sensação. De que seria diferente e que de alguma maneira ele viveria.

 

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Se vocês assistirem a essa entrevista maravilhosa do David e Dan no The Writer’s Room, vão perceber que a cena de Ned sendo morto, por exemplo, não foi nem um pouco ‘gore’. Eles estudaram MUITO o corte de cena perfeito para que isso não acontecesse. Tanto que a cena é LIN-DA. Então, por qual motivo, depois da segunda temporada, a série começou a ir pra esse caminho? A quarta temporada, nesse quesito, está quebrando todas as barreiras. Eu sei que a morte de Ned se trata de um ponto de vista da Arya, da época que ela estava longe de ser uma assassina e que isso faz parte da linguagem dos POVs, descrever exatamente da maneira que o personagem pensa ou vê. Mas é interessante pensar em como a série parece se desamarrar de certos nós e se superar, aliás, superar qualquer série de TV nesse sentido.

Eu falo isso porque tive muita dificuldade em assistir de novo a cena da cabeça explodindo. Do mesmo jeito que achei repugnante ver Joffrey morrer daquele jeito, roxo e gorfando, sangrando pelos olhos. No caso do Oberyn, que é um ator querido por todos, tá sendo meio foda. O Tumblr tá meio fora de controle, aliás. E é esse meu ponto lá do começo desse texto. A série não pode deixar de querer sempre se superar e glamorizar o sangue e as paradas mega loucas que George criou. Mas, ao glamorizar, banaliza. E através da repetição, dos memes e da zoeira da galera a gente consegue superar essas coisas muito rápido.

E eu me recuso a superar isso.

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E quer saber? O Oberyn também, gente. Ele se recusa, e aponta pro vovô, exige que o Montanha diga. QUEM TE DEU A ORDEM? QUEM TE DEU A ORDEEEEEEEEM? VOCÊ MATOU OS FILHOS DELA! “Você a estuprou! Você a matou!” “DIGA!”

Oberyn corre em círculos, pula, dá cambalhotas, mortais. É lindo, é artístico e intenso. O Montanha é apenas duro, pesado e irritado. Mas forte. Muito forte. Nos livros ele é até alguém com mais personalidade, por incrível que pareça, mostrando-se irritado com o falatório. “Elia Martell!” ruge a Montanha, enquanto os gritos de Oberyn crescem em sua agonia. “Eu matei seus filhos, e então a estuprei! Então eu esmaguei a cabeça: as-sim!” A multidão grita, Ellaria grita de terror.

É como um sábio comentarista escreveu neste post do AV. Club: Neste episódio, você sente a mão pesada de George RR Martin em torno de sua cabeça, esmagando suas esperanças enquanto ri de você e do outro lado Ramsay Bolton está chamando você Fedor”. Alex Graves fez um belo trabalho em todas as cenas e trazer esse senso de brutalidade que é tão inédito, irreal e ao mesmo tempo tão verdadeiro. Deixando todo mundo com a alma quebrada: Sam, Ellaria, Jorah, Arya, Reek… e a gente.

Oberyn deixou uma marca definitiva na série de TV e fez com que a família Martell fosse muito bem posicionada na cabeça das pessoas. Acho isso lindo, e queria que Oberyn tivesse vivo para levar Tyrion para passear, brincar com as filhas, beber, dançar, pegar uma galera, beijar Ellaria quantas vezes ele pudesse e ela quisesse. Oberyn era um homem que gostava muito de viver, tanto, que sempre estava dançando muito perto da morte. Imagine você, carregar por mais de quinze anos a ideia de vingar a sua família, sua irmã querida, seu sangue. Você também não faria questão de fazer isso do jeito mais elegante possível?

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  • Samir Saif Tomaz

    Algumas possibilidades para un campeão de Tyrion: se Jaime fosse seu campeão. Cersei NUNCA escolheria Gregor para ser o campeão dela e talvez pudessemos ver as tripas de um Trant manchar o campo de batalha. Outra possibilidadde seria Brienne que por sia vez poderia usar sua cumpridora de promessas de forma mais eficaz e teria muito mais chances de vencer o embate já que ela é maiss centrada e não se deixa levar pela emoção. E que luta seria…
    Quanto a Sansa Stark, Mindinho foi o melhor infortúnio que já apareceu em sua vida até então, sempre soube disso.

  • Guilherme Limberger

    Como sempre Ana, bela resenha, mas desta vez, com muito mais “paixão”!

    Concordo em grau e gênero com tuas opiniões, inclusive o pessoal com quem assisto achou desnecessária a conversa do Tyrion com Jaime, mas como você mesmo apontou, ali existe um pequeno limiar, ao meu ver, do que a mente de uma pessoa pode ou não fazer para satisfazer seus desejos… Desejos estes que, aos olhos dos demais, são coisas insignificantes!

  • Gianluca Sousa

    Lindo texto, Ana!
    Eu achei incrível a interpretação do Alfie na cena do Fosso, uma mistura de insanidade e medo que ele consegue transparecer muito bem! O núcleo é perfeito.
    O núcleo da Dany tem tão pouca “história”, é tão seco, uma pena. Poderia ser mais orgânico.
    E, sem dúvida, a apresentação de Oberyn para introduzir a família Martell foi a maior conquista dessa temporada. Que continuem fazendo jus na próxima.

  • Vinícius Andriolli

    Não vi o Oberyn como um bom irmão, ou como um maluco, mas sim com uma pessoa cega pela vingança. Entendo que ela amava a irmã e queria vingança,mas para mim foi a chave para o Montanha derrubar ele.

  • Leonardo

    Belo texto, mas acho que algo que tb contribui para o pessoal superar a morte do Oberyn mais rápido é pq o próprio Martin banaliza seus personagens como se eles valessem pouco ou quase nada. Nós já aprendemos que com o Martin ninguém está a salvo então ele não precisaria ficar sempre batendo na mesma tecla e matando um personagem importante a cada capítulo.

  • $44309792

    Muito amor por Oberyn, foi a morte mais sentida por mim nos livros 🙁

  • yuri

    Adorei a Analise to até chorando aqui.

  • Mickey Lucas

    estou tremendo novamente. rest in peace obe, rest in peace.

  • Willian

    E a parte que Mindinho fala com Robin que as pessoas podem morrer em qualquer lugar, inclusive sentada no penico?

  • reborn

    cara como eu queria que o gregor estivesse rindo no final quando dao a aeria, dele ao lado do corpo do oberyn.

  • Clara

    Que resenha linda! Chorei aqui, de novo, assim como no domingo, assim como em 2012, quando li aSoS. Pascal fez um Oberyn impecável, conseguiu potencializar um dos meus personagens favoritos de toda a saga. Enrolaram tanto o Cão nessa temporada, bem que podiam esticar um pouco com o Oberyn hahaha. Mas que venham as Serpentes da Areia, Arianne, Doran, e todo aquele povo caliente do sul. Unbowed, unbent, unbroken.

  • PHSA

    Eu acho que a banalização parte mais da galera que já leu, e que meio que ri do sentimento de perda da galera que não leu ou que não superou. É aquilo: “Há! Vcs caíram de novo seus trouxas! Como eu já sabia, não sofro por isso.”. Pra mim, não é assim. Eu senti a perda e fiquei triste (de novo) mesmo assim. O Casamento Vermelho é algo que, quando se olha pra trás, se percebe o quanto aquilo estava na nossa venta e não vimos. A morte do Oberyn foi algo com “data” marcada. Algo que tínhamos esperanças. Algo difícil de superar. Algo que mesmo que passe, vai ser sempre lembrado com aquela pontada de dor. Marcante. Mas nunca algo banal (nos livros). O Martin não lida com banalidades. Oberyn morreu pq se deixou levar, vacilou no último momento. Pq não estava preocupado com matar a Montanha. Estava preocupado com ouvir sua confissão (isso no livro e na série). Ele morreu por um motivo, e no fim ainda alcançou seu objetivo. Se fosse pra matar todos os bons personagens, muitos aí já tinham ido pro saco. Mas não aconteceu nada pra eles morrerem. Não houve um motivo. E não é do feitio do George matar sem motivo. Como a Ana disse: “eu me recuso a superar isso”. Mesmo que a zuera da galera queira o contrário. Boa análise Ana! Parabéns! Agora, eu me recuso a concordar com certas (algumas) críticas veladas (ou não) a série, mas tudo bem. E sobre o papo do Tyrion com o Jaime, aquilo pra mim foi construção de personagem, e também de relação entre irmãos. Onde está toda essa proximidade e todo esse amor entre eles que não aparece (aparecia) na série? Essas, pra mim, são as cenas mais verdadeiras do Peter e do Nicolaj. São cenas que aproximam os dois, e nos dizem: “Aqui há carinho e respeito mútuo.” Ótimas cenas.

  • Bianca Gomes

    Eu ainda não superei, e nem consigo rever a cena, sinceramente, doeu muito mais que Ned e o casamento vermelho, pq – eu não li os livros – mas no começo eu achava que ele tão pequeno em relação ao Montanha, era obvio que ia perder, mas a cena conseguiu me fazer pensar que ia dar certo de alguma forma. E agora to aqui, desesperada por spoilers e saber que algo de bom vai FINALMENTE acontecer.

  • Diego Natan Canteri

    No momento só tenho duas coisas a dizer, na verdade duas notas de falecimento:

    1 – R.I.P Oberyn Martell
    2 – R.I.P Petyr Baelish

  • Carla

    Excelente análise. Agora que podemos abordar spoilers, acho que o relacionamento entre a Missandei e o Verme Cinzento é a representação micro da situação dos Imaculados em geral e no que está, em tese, previsto p/ acontecer – quando eles passam a buscar mulheres por carência e começam a serem assassinados. Se a série vendeu a imagem deles como um grupo robótico, preciso e focado em batalhas, a humanização (e fragilidade) do Verme Cinzento muito provavelmente ecoará no futuro quando as coisas começarem a ficar ainda mais complicadas p/ a Daenerys.

    Jorah foi perfeito e acho que ali tb pesou muito p/ a Dany o próprio orgulho. Se ele havia feito algo errado, ele já havia se redimido há muito tempo. Lembro que na temporada passada ele e Barristan conversavam sobre como a Dany lidaria com o fato dele ter vendido escravos e acabou que isso virou um ‘non issue’. Talvez tenha transparecido na interpretação a própria opinião da Emilia Clarke que disse que sabia que a personagem estava tomando uma decisão errada assim como foi apontado no texto o quanto o Mindinho e seu intérprete não estavam em tanta sintonia em temporadas anteriores (o que eu discordo, ao menos na lógica da série).

    Os livros tem tantos momentos “e se” e um passado tão interessante que me faz desejar que a série tivesse começado não onde o livro começou, mas antes da Rebelião do Robert, durante a juventude dos atuais adultos.

    E acho que Tyrion ñ procurou investigar a natureza do Joffrey como ele fez no caso do Orson pq o sobrinho era muito mais perigoso p/ ele enquanto os ‘inimigos’ do Orson eram bichos.

    Oberyn, que dor, que dor. A sensação da cena da luta me lembrou a arena de Jogos Vorazes – uma tragédia em meio à fanfarra. Enquanto alguns se distraiam com os golpes (notadamente Jaime), outros mantinham-se sérios diante do que estava sendo dito. Mentalmente até fiz coro com o Oberyn exigindo justiça – e ele repetiu tantas vezes que ficava até difícil ñ acompanhar – e quando a luta chegou ao final só uma dor angustiante restou (o quesito gore ñ me incomodou pq assisto True Blood e estou vacinada). Seus gritos vão ficar conosco como o da Catelyn quando o Roose matou o Robb.

  • Heartless

    Análise espetacularmente bem feita. Ainda fiquei meio chateado do Oberyn não ter destruído o Montanha (nos livros, não assisto a série), posto que era mais rápido, tinha mais alcance e estava usando veneno. Aliás, aí cabe uma das minhas reclamações sobre As Crônicas de Gelo e Fogo: Às vezes parece que o Martin “mata” personagens de sacanagem, como se estivesse usando como recurso algo na cabeça dos leitores, que no meu caso grita, tão irritado quanto a Montanha: “Olha, se esses caras muito legais morreram, ESPERA SÓ PRA VER O QUE ELE VAI FAZER COM A CORJA DE FILHAS DA P****!”. E, realmente, isso chegou a acontecer, com Joffrey, Tywin e até mesmo com o próprio Gregor Clegane. O problema é que acompanhar personagens é uma parte importante do livro, e se o autor toma esse tipo de liberdade em eliminar personagens a torto e a direito, você não consegue achar ligação com os livros (a não ser pela história em si, o que não devia carregar os livros até o final), desenvolvimento de personagem costuma ficar pra trás, ainda mais com personagens com tanto potencial (Arys Oakheart e o próprio Oberyn, por exemplo). As Crônicas de Gelo e Fogo são uma história e mundo fascinantes, mas ao invés de matar personagens, George podia se concentrar em responder algumas perguntas cruciais à trama.

  • Dapmartins

    Por mais que eu tenha visto milhares de memes, eu nunca vou superar essa morte. NUNCA! Kkkkk. Parabéns pela análise!

  • Gustavo Costa

    Adorei a resenha, muito bem feita!
    O pessoal sempre disse que o plano do Mindinho foi infalivel, que tinha testemunha etc, mas no livro há o mesmo defeito no plano dele, a Sansa também poderia ter contado toda a verdade, mas mentiu pra ajuda-lo, porém ele assumiu um risco grande, então não vi toda essa diferença dos livros.
    O Martin ja disse que a Sansa não é uma narradora confiavel, então as vezes lendo o livro eu acho que a Sansa tenta convencer a si mesma nos Povs que Mindinho só quer ajudá-la, mas la no fundo ela sabe como ele é perigoso e que ela tem que saber jogar com ele.
    Só quero ver quando ela descobrir que ele provocou a morte do Ned e o que ele fez com a melhor amiga dela…

  • “E eu me recuso a superar isso.” Eu também Ana, eu também…

    Como sempre, mais uma análise muito bem feita e tocando pontos importantes. Só gostaria de acrescentar que achei o duelo muito, muito curto e rápido. Os diversoooooooooos cortes de câmara deram uma impressão de MUITA velocidade. Claro que o Víbora Vermelha é rapido, mas é um duelo truncado, demorado, e cheio de estratégia. Concordo que para a TV teria que ser uma coisa mais resumida, não da pra ter 10 minutos de um cara desviando de golpes e o outro tentando acertar um, mas 3 minutos foi muito pouco… e a cena do Tyrion com o Jaime foi muito longa. Tira 2 minutos dela e coloca no duelo, pô!

    Por fim, eu estava com medo da forma que a série iria retratar a morte do Oberyn. No livro foi algo tão monstruoso (acho que essa é a palavra) e impactante, que fiquei com medo deles diminuírem isso. (in)Felizmente, não isso que aconteceu. Ver uma cabeça explodindo foi a coisa mais traumatizante que já vi na TV (isso pq já assisti muito os programas do Datena). Eu sinceramente acreditei que não ligaria para a morte do Dornense, mas ao ver a cena (gritei como a Ellaria) tive até ânsia de vômito. Dormir não foi fácil naquele domingo. Acessar o Tumblr, repleto de gif’s da cena, muito menos.

    E que venha the watchers on the wall!!!

  • Pequeno Cícero Aposentado

    Pois é… que venha Selton Mello!

  • André Fournier

    Parabéns pela sensacional análise de vocês, mais uma vez estão de parabéns, o site todo está! Eu confesso que a morte do Oberyn foi visualmente muito pior do que eu imaginei quando lia A Tormenta de Espadas, e precisei ficar dias longe do livro, com vontade de jogá-lo no lixo de tanta raiva que senti. Fiquei com mais raiva da morte de Oberyn do que no Casamento Vermelho. Fiquei com mais raiva da morte de Oberyn do que da morte de Ned Stark, e confesso que quando assisti aquilo fiquei sinceramente transtornando com a crueldade visual daquela cena. Nenhuma morte foi tão brutal ou impactante quanto a dele pra mim. Eu sei que a culpa dele foi do seu excesso de confiança, e da sede de justiça (ou vingança, já que as duas coisas praticamente se confundem quando o assunto é Oberyn Martell), e o único responsável por isso foi próprio Oberyn, que teve a chance de voltar para Dorne vitorioso ao invés de morto.

    SPOILERS!!!

    Contudo, eu fiquei sinceramente contente quanto Tyrion foge e acerta aquela flecha no Tywin. Meu pensamento quando lia foi: Oberyn conseguiu sua vingança mesmo perdendo a luta. Armory Lorch morto, Gregor Clegane morto (?) e agora Tywin Lannister morto. Isso me deu um sentimento de justiça, de vingança pelo que os Martell amargaram por tantos anos que foi algo novo pra mim lendo um livro. Coisas que só George Martin consegue fazer a gente sentir. Desde então, os Martell passaram a ser a única família pra qual eu torço nos livros, assumi o risco e criei um vínculo com o núcleo de Dorne, que é bem diferente de qualquer outro núcleo já visto na série, visto seus costumes, suas tradições e sua sede de justiça. Espero ansiosamente pela 5ª Temporada, por Doran Martell, A Grama Que Esconde A Víbora, as Serpentes da Areia, e é claro pela Princesa Arianne. Unbowed, Unbent, Unbroken.

  • Chris Vieira

    Gostei da análise Ana, muito interessante, mas não vejo muita relevância entre o papo do Tyrion, com os acontecimentos que viriam a seguir. Acho na minha humilde opinião, que o primo que matava besouros repetidamente era autista, se fosse hoje em dia certamente seria diagnosticado com autismo grave. Já o Montanha é ruim de natureza, um psicopata mesmo, sem dó e sem pena, que o diga seu irmão que teve a metade da cara queimada, ui que horror. Eu acredito mesmo é no Tyrion associando, metaforicamente, como ele sendo o besouro, e seu pai Tywin e sua irmã Cersei tentando esmaga-lo a todo instante.

  • Paulo Ricardo Santos

    S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L !

  • PoisonPam

    Sabe o mais impressionante? Apesar de ter lido o Tormenta de Espadas há 4 anos (e inclusive ja ter relido 2 anos depois), ou seja, ja tinha uma imagem criada pela minha imaginação bem construida de todos os personagens, com vozes inclusive. E hoje enquanto fui lendo sua análise, quando cheguei no trecho do dialogo do livro do Oberyn com o Tyrion, li as falas “ouvindo” a voz do Pedro Pascal. Isso é incrivel. Porque sou geralmente enjoada com isso… atores nunca correspondem a como eu imaginava os personagens que li. Por exemplo, amo a Lena mas ela nao é a “minha” Cersei. Ela é a Cersei da TV e eu gosto dela… mas quando eu pego o livro pra ver, eu visualizo e “ouço a voz” de uma Cersei que eu imaginei…
    Enfim, isso de ler o trecho com a voz do Pedro foi fenomenal pra mim HAHAHAHAHA Vou ate reler o Tormenta pra ver qual é >.< O trabalho do Pedro foi realmente incrível <3

    E sua resenha esta igualmente incrível. Como sempre, um ponto alto na semana <3

  • Eu não superei não…

  • DragonQueen42

    Fiquei pulando na cama durante a luta mesmo sabendo no que ía dar.
    Mas depois que acabou eu fiquei lembrando o que eu estava esperando durante essas duas semanas de espera… Eu esperava uma luta tensa e demorada. Queria ver várias esquivas do Víbora e aquela enorme quantidade de golpes de lança nos pontos fracos da armadura de Gregor. Enfim… Me sinto um pouco ruim em criticar os episódios pois eu não comecei a ver série por causa dos livros e sim o contrário. Mas realmente achei que faltou um pouco de duelo nesse duelo.

  • Não acho que a série esteja banalizando a violência, apenas mostrando de forma nua e crua a violência onipresente dos livros. Pelo menos na minha cabeça, enquanto lia a morte de Oberyn, a cena foi ainda mais violenta e chocante.

    Talvez as pessoas que leram o livro, tenham tido uma visão mais ingênua ou romanciada da morte, mas a morte, principalmente em combate e ainda mais quando falamos de uma época que se compara a medieval, nunca foi uma coisa bonita de se ver.

    Na verdade o que choca é o realismo que por si só é chocante e não podemos falar da série banalizar a morte e a violência pois elas já estão banalizadas no mundo em que vivemos, infelizmente. Só dois exemplos que ilustram a natureza do ser humano é o esquartejamento do zelador e o achado de mais de 500 esqueletos de crianças enterradas em valas em um antigo mosteiro irlandês. Notícias essas que foram divulgadas na mesma semana a série.

    Apesar de discordar do texto nesse sentido, foi muito bem escrito a análise, parabéns.

  • Júlio

    Muito bom!

  • Roberto Junior

    Eu também me recuso a superar a morte do Oberyn tão rápido, tanto que fiquei meio longe do Tumblr e os 0348947038434 memes que sairam essa semana. A série me chocou muito mais que nos livros, e com todo o contexto que eu já sabia… não.

    A Arya e aquela risada bizarra dela pra mim foi como se a última esperança dela reencontrar algo próximo de uma família fosse quebrada. Me veio na cabeça “é amiga, ta na hora de ir pra Bravos…”

  • Eduardo Cruz

    “… quando Oberyn aponta para Tywin, exigindo que o Montanha diga quem foi que deu a ordem para ele matar Elia, ele está sendo apenas… um bom irmão. Não um homem obcecado e louco. Que perdeu o duelo porque foi burro e se mostrou demais.”

    Apesar de as reviews aqui do site serem sempre ótimas, e a do Rafa dessa semana também estar espetacular, achei essa a melhor review que já li aqui no site. Quando li o livro, não dei muita importância pra oberyn (talvez por não ter a história da morte de elia muito clara na cabeça), até simpatizava com a vingança dele… mas eu estava preocupado era com o tyrion, se ele ia morrer ou não.

    Mas assistindo a temporada esse ano, exatamente por dar um rosto ao personagem, me identifiquei mais com ele. E apesar de já ter aceitado a morte dele antes mesmo de a luta começar domingo, ao ler a review hoje eu percebi que também sinto muita falta dele. Foi um ótimo personagem e não foi um homem obcecado e burro, foi um bom irmão.

    A vontade é agora é ler A Tormenta todo de novo, simplesmente pra poder acompanhar de novo a jornada dele, com outra visão agora. Parabéns, ótima análise.


    Demais essa imagem dele apontando o dedo pro tywin.

  • Alessandra Sousa

    Muito boa a análise desse episódio! Realmente ter visualizado a cena da luta foi bem pior do que eu esperava, mesmo sabendo do resultado. Vai ser difícil assisti-lá de novo! Também senti falta do diálogo citado na resenha entre o Oberyn e o Tyrion antes da luta, mas os autores da série devem saber o que fazem.

  • drmingus

    SPOILER
    Não vai acontecer algo de bom.

  • drmingus

    Excelente análise, Ana. O Casamento Vermelho me chocou demais e até então eu nunca havia lido nada em ficção que mexesse tanto comigo. Assim, a morte do Oberyn me pegou meio anestesiado. Mas nem por isso eu superei facilmente e agora, com a abordagem da série, voltou a dificuldade em superar, principalmente porque acho que nunca vou esquecer o grito da Ellaria no final.
    Gostei muito de sua análise sobre o Theon. Nem tinha me passado pela cabeça o conflito de identidade na mente dele, naquele momento em que ele está ainda fora do castelo e lhe perguntam quem ele é. Parabéns pela análise e por todo o trabalho dessa equipe.

  • Luis Eduardo

    A Ana realmente se superou nessa análise! E enquanto eu lia esse último parágrafo um pouco de suor escorreu pelos meus olhos…Enfim, parabéns pelo ótimo texto e já estou aqui aqui ansioso pelo próximo Podcasteros!

  • Joao Palmadas

    “Do lado de fora de Meereen, um homem mergulha na água. Vemos os Imaculados se banhando e Verme Cinzento saindo por debaixo d’água, olhando para o outro lado. Ele observa as meninas tomando banho e entre elas está um Missandei nua.”

    É, e a única personagem totalmente nua nessa cena é a… Missandei. A donzela inocente fica toda nua, o resto do povo no máximo com o peito, as pernas e a barriga de fora, as outras moças com uma espécie de toalinha enrolada na cintura. E os imaculados, que teoricamente não tem nada a esconder, de calças. A série perdeu uma chance de mostrar um corpo masculino castrado. Teria sido chocante. Talvez tenha sido para não estragar o romantismo inocente da cena…. Mas ficou estranho, a donzela inocente pelada e o guerreiro feroz de calças, tomando banho no mesmo riacho. Isso ficou muito estranho.

    Bem, eu gostaria de ler um resenhista fazendo um paralelo entre a troca de olhares de Missandei e Verme Cinzento, de um lado, e a troca de olhares entre a Sansa e o Mindinho, do outro. Na primeira cena, os personagens estão nus ou quase nus e é uma cena cheia de inocência e pureza. Na outra cena, os personagens estão vestidos da cabeça aos pés e é uma cena cheia de malícia e maldade. É fascinante.

  • Helber Bittencourt

    Parabéns pela análise. Bem, divergimos em algumas questões, acho o núcleo Bolton-theon muito mal colocado e mal feito na série, pra mim a atuação do Alfie é que ta carregando esse núcleo. Achei a cena de Dany muito boa, tirando a parte daquela carta que n entendi muito bem e foi muito mal explicada, achei o ódio justificável se tratando da série, pois a dany da série é muito implacável mesmo com aqueles que a traem e seus inimigos. Por fim, achei o monólogo do besouro bastante desnecessário, muito longo e angustiante porque tava ansioso para a batalha, esses momentos mais filosóficos na série sempre fecham com algum sentido no final e esse foi totalmente away, melhor pegar esse tempo e explicar melhor algumas coisas.

  • Jean Paulo

    Analise excepcional, Ana. Parabéns!
    Mas o episodio foi muito bom. 9,0 em 10.
    confesso que o oberyn me deu as esperanças de sair vivo dali e entao… vcs sabem.
    eu odiei a risada da Arya. Muito sem noção. To curioso pra saber que fim deu ela depois dali. Se eles foram embora ou sei lá.
    a expulsão do jorah foi sem calor e sem emoção. Pareceu forçado. No livro eh melhor.
    Eu Quero ver o Tywin morrer logo.

  • Joel

    Só uma dúvida: não foi o bardo da Margaery que teve olho e dedos arrancados não?

  • Mekzael

    Chis Vieira. Eu vi dessa forma o papo do Tyrion.
    Tyrion naquele momento não dispunha de esperanças na vitoria de Oberyn sobre o Montanha. Tanto que questiona Jayme acerca do fato. Então…A beira da morte, quando todos poderiam esperar algo desesperador vindo dele, ou uma possível confissão. Ele nos brinda mais uma vez com esse comportamento de gênio, em se preocupar com algo que o atormentara por muito tempo, e pior, por não ter conseguido encontrar uma explicação para o comportamento do primo matador de besouros. Vi essa cena como se Tyrion fosse um Psicologo em fim de carreira, lamentando mais a falta de explicações para o caso, do que sua morte iminente.

  • Marcy M

    nao sei se vou superar a morte do Oberyn…very sad.

  • Diego Natan Canteri

    O desenvolvimento dos personagens fica nos que tem pontos de vista. As mortes normalmente são premeditadas pra não travar a estoria e justamente dar desenvolvimento aos personagens, se o Oberyn vencesse a luta ele provavelmente travaria a estoria toda, assim como Drogo, Ned e Robb. Talvez o que esteja faltando no núcleo da Dany seja até uma morte ou outra pra ficar mais interessante, hein? Por mim seria da própria Daniela, hehehe…

    Normalmente quando um personagem morre em ASOIF é pensado e tem peso vital na trama e nos personagens, pelo menos quando morre um personagem importante… mas se você quer ver um lugar onde personagens morrem porque deu na telha do escritor, leia a revista em quadrinhos do The Walking Dead, lá tem gente morrendo do nada, por nada e pra nada… te dá até saudades do Martin.

  • Diego Natan Canteri

    Não acho que esse tenha sido um defeito nem nos livros nem na série, desde quando a Sansa é uma pessoa imprevisível? O defeito principal (na série) foi que não dava pra ter defeito no plano (da série), porque o Mindinho não tinha plano! Esse não é Mindinho dos livros, que faz tudo calculadamente cinco passos na frente dos mais inteligentes e que está a par apenas do Varys, na série ele morreu e foi trocado por outro personagem, hehe, deve ser a Mística trocando de franquia e fingindo ser o Mindinho…

  • Aline Moreira

    Pelos Sete! Tem um pouco de suor escorrendo pelos meus olhos.
    Eu NUNCA vou superar a morte do Oberyn Martell, e na verdade já construi até um outro rumo pra história na minha mente, onde ele está vivo e tudo indo por outro rumo. Acho que não sou a única.
    Acho foda o fato de ficar tão abalada com o destino de alguns personagens no livro/série. Já prometi me livrar das Crônicas mas não consigo.

  • sfrigola

    Linda análise. Eu nunca vou superar a morte de Oberyn.

  • sfrigola

    Linda análise. Eu nunca vou superar a morte de Oberyn.

  • Jana Vasconcelos

    Confesso que também não posso rever essas cenas do duelo. me dói ver um personagem tão rico em detalhes ir embora assim. por mai que já soubesse do seu destino, ver esta cena materializada foi dilacerante. Agora só nos resta esperar a próxima dor que este autor maravilhoso está preparando sem dó nem piedade para seus ávidos leitores e telesp.ctadores

  • Thales Quintiliano

    Vc é ótima!! Mais uma análise sensacional. Parabéns

  • Eduardo Barbosa Barros

    Excelente análise Ana. Há tempos você n se mostrava tão inspirada. Obrigado por relembrar o quanto o livro é mais lindo sempre, adorei a grande citação que vc colocou.

  • Bruno Tardelli

    Parabéns pela análise. Realmente, pareceu mais fácil superar isso, acho que porque para mim nenhum dos grandes acontecimentos da série, a exceção da morte de Ned que vi primeiro na série, tiveram o mesmo impacto dos livros, apenas uma confirmação daquilo que já se esperava. Mas mesmo assim triste de ver porque traz a tona todo aquele sentimento de quando estávamos lendo os livros. Eu me lembro que quando Tyrion tinha sido acusado eu fiquei pensando como Martin vai fazer para livrar o anão dessa, porque na minha mente Tyrion não ia morrer, não podia, pelo menos não agora no livro três. Dae Oberyn se torna campeão dele, e eu pensei “a entao é assim que tu vai livrar o anão né”. Para mim estava certo que Oberyn ia vencer, ele era menor e mais fraco que o montanha certamente, mas tinha fama de ser um guerreiro mortal, venenoso, era mais ágil e mais esperto, e acima de tudo, tinha motivação. E que motivação! Durante a luta tudo confirmava minha convicção de que ele ia ganhar até aquelas últimas linhas em que tudo desaba e vc fica pensando (novamente) “Velho FDP!” Como raios o Tyrion vai sair dessa agora… e vc passa a temer realmente pelo destino personagem. Isso tudo só me deixa mais fã deste escritor fantástico (FDP, sim, mas fantástico) que consegue causar todas essas sensações na gente.

  • Rafael

    Tem uma coisa que estava pensando agora sobre a Dany na serie…Ela nem questiona os motivos de Barristan estar do lado dela e ele serviu Robert por anos, ela apenas aceita e pronto, mas quando ela descobre sobre Jorah ela age de forma irredutível.

    Estranho isso né, Jorah, salvou ela, protegeu, aconselhou, ensinou ela, já Barristan apareceu matou um bichinho e pronto, meio duro demais com um cara que esteve do lado dela por tanto tempo.

    Assim existe a questão principal que na realidade ele traiu do Trono de Ferro por causa dela, se ele não tivesse trocado de lado ela teria bebido o vinho, será que outros fariam o mesmo?

    No livro é melhor,pois ele não dá motivos pra ser perdoado no livro. Pessoalmente, ainda acho a decisão errada, pois claramente ele era fiel a ela a muito tempo e nunca pensou em trai-la, ela poderia ter jogado ela na prisão, como Stannis fez com Davos.

  • LyannaStarkWIC

    Se existem 7 infernos, espero que também haja 7 céus e que o Oberyn tenha passe livre por todos. Amei a representação de Pedro Pascal, menção honrosa para o sotaque castelhano, me derretia todo momento que ele falava Elia Martell.

    Gosto de algumas mudanças na série e acho interessante o relacionamento entre Missandei e Grey Worm, mas tomou muito tempo do episódio. Poderiam ter focado mais na ruptura de Jorah e Dany, um relacionamento de quatro temporadas não deve ser rompido da forma que foi.

  • Silvanir Blackfyre

    Oberyn foi muito foda!! mas olhando agora, a armadura dele parece um tatu..

  • Lucas Facó

    Muito bom…

    Minha parte favorita é o olhar real de choque, pavor e terror no rosto e os gritos de dor do Príncipe Oberyn Martell e que ele se esforça em vão para salvar sua vida, quando “A Montanha que Cavalga” o agarra no final da luta. A Víbora Vermelha de Dorne facilmente poderia ser retratado como um desafiante inabalável e uma caricatura da ira vingativa até o final e, provavelmente, foi antes, no entanto, o ator Pedro Pascal nos dá algo bastante diferente e na minha opinião bem mais interessante. Seu Oberyn Martell é subitamente confrontado com o alto preço que ele vai ter pagar pela confissão e vingança por sua irmã Elia Martell (violentada e assassinada) e percebe que nos últimos segundos de sua vida fútil e estúpida que ele realmente não queria pagar esse preço…

    … Mas já é tarde demais!

  • Allan Souza Santos

    Análise perfeita, nunca vou superar essa morte, RIP oberyn

  • Luis Felipe

    Oberyn foda de mais, perfeito na serie e nos livros, Pedro Pascal calo a boca de muita gente interpretando a personagem, ele foi o cara mais foda que já aparece nos livros, mas se não tivesse ido pela vingança e matado o montanha logo naquele pulo ele ainda estaria por ae. Agora e espera por Arianne, Doran, Obara, Nym e outras figuras dornesas que (Eu) amo.

  • Isabelle Lopes

    Análise excelente! Consegui ver expressas nas suas palavras minhas próprias conjecturas. Parabéns! RIP Oberyn.

  • Carlos Eduardo De Souza

    Ótima análise. Acabou de passar algo pela minha cabeça, será que no próximo episódio eles vão poupar a Ygritte, pra ela englobar o que a Val faz no livro? não duvido… só espero que não matem o Tormund, as conversas dele com o Jon são muito boas.

  • Sales

    Obrigada Ana! Me sinto contemplada com a sua excelente resenha e a do Rafael também.

    Em especial, fico agradecida pelos esclarecimentos quanto ao núcleo da Dany.

    Se (no livro) Jorah tivesse tido a mesma humildade que demonstrou na telinha, Dany o teria perdoado.

    Mas não foi assim (no livro) e Dany teve que bani-lo.

    A série não podia deixar de mostrar o banimento (pelas implicações futuras), mas ficou parecendo que Dany foi rígida demais.

    “Os Targaryen sempre dançaram muito perto da loucura…” e, por isso, Barristan não se apresentou com seu nome verdadeiro.

    Ele queria observar, antes de jurar lealdade, se Dany tinha a “mácula da loucura” (como o irmão Viserys e o pai).

    Aliás, creio que está justamente no vovô Barristan (e suas historinhas), um dos segredos principais das “Crônicas”.

    Risada da Arya: pode ter sido insana, mas não totalmente fora de propósito.

    Riso da frustração dos planos de Sandor.

    Riso (histérico) da ironia da morte de um familiar sempre que ela chega perto.

    As penas de corvo da Sansa me lembraram uma famosa frase da Velha Ama: “Todos os corvos são mentirosos…”

    Seria uma metáfora para a nova performance da personagem?

  • Pequeno Cícero Aposentado

    Kkkkkk se existem 7 céus e infernos, o Oberyn vai chamar todo mundo pra um grande bacanal.

  • Nymeria Sand

    O figurino do Oberyn sempre foi o meu favorito na série, era claro, alegre, resplandecia vida, enquanto todos os outros são sombrios, frios e sérios.

    O Oberyn chega em um momento muito difícil: acabamos de perder mais dos amados Starks de forma injusta e chocante, no casamento vermelho. Estamos revoltados e impotentes diante dos poderosos Lannisters. E aí chega Oberyn, sedento de justiça, como todos nós. Ele vem e fala (em voz alta e pra quem quiser ouvir) tudo o que queremos falar sobre os Lannisters e ele quer vingança. Nos apegamos a ele. O amamos ainda mais quando ele se oferece para defender Tyrion, o único Lannister que se mostrou digno de nossa afeição desde o princípio. Ele é basicamente o nosso cavaleiro de armadura brilhante, brilhante como o sol.E quente, muito, muito quente…

    Daí nos lembramos de Ramsey ex-Snow, agora Bolton, herdeiro de todo o Norte: Se você acha que isso terá um final feliz, você não deve estar prestanto atenção. Quando li o livro, eu fiquei revoltada com a morte de Oberyn. Me senti traída, enganada, com aquela sensação de quando tudo está uma merda e finalmente você vê uma saída, mas depois a vida esfrega na sua cara que no final, nem tudo dá certo.

    Assisti ao episódio com com dó no coração, mas quando vi a cena, fiquei chocada. Até agora isso não tinha contecido. Por saber o que vai acontecer, sempre tenho espectativas, mas nenhuma das mortes, mesmo o Casamento Vermelho tinha me deixado perplexa. Dessa vez eu fiquei. Meu herói foi morto em busca por sua vingança e também não tivemos a nossa. Essa morte não superarei tão cedo.

  • Abigail De Souza Pereira

    Apesar de ter o lido o livro esse ano, junto com uma ruma de spoilers, fiquei chocado com a morte do Oberyn. Morreu não pela bobeira, mas porque ele estava mais preocupado com uma confissão que com a própria vida.
    Esse filler da Missandrei e do Verme Cinzento é só um alento, pro aborrecimento daquele núcleo e com a brutalidade da série
    Arya tem um encosto, toda vez que se aproxima de alguém esse alguém morre. Toma um banho de Sal guria.
    Ramsey me deixa com medo toda vez que aparece e o Theon me dá arrepios – Alfie Allen arrasou na interpretação.
    Sansa fazendo a mulher gato, costurando aquele vestido só com uma agulhinha veia, sambou em cima da Donatella Versace. Ela toda sexy com Mindinho, arrepiou
    Finalmente, o Lord friendzone sumiu de cena, tava mais que na hora. Exilo no exilio, é duplamente foda

    Ana parabens pela resenha

  • Roberto

    Ana, talvez essa tenha sido a sua melhor resenha até agora: completa e vigorosa. Li cada paragrafo bem devagar, viajando contigo. Parabéns!

  • Roberto

    Seria ótimo cara. Bem pensado!

  • Samuel

    Seria até legal, gosto muito da atriz, mas a Ygritte não é da família do Mance, não faria sentido eles tentarem arrumar um casamento dela com o Jon como uma espécie de acordo (Sei que esse negócio de sangue real não importa para os selvagens, mas Stannis não entende isso).

  • AP

    É realmente muito triste que o Martin tenha matado Oberyn,digo,um cara que desafia Tywin Lannister na frente de todo mundo,humilha Sor Gregor Clegane em um combate,ele seria o personagem favorito para qualquer um que gosta de acão,mas pelo jeito teremos que se contentar com Victarion Greyjoy e Areo Hotah,por enquanto até Rickon voltar de Skagos,talvez aí os Starks voltem a serem meus prediletos.
    Ou eu simplesmente não deveria escolher meus personagens favoritos,ja sabemos onde isso vai dar…

  • Victor

    Que resenha linda! Parabéns!

  • Victor

    Duvido… Sempre achei que a morte dela meio que molda o Jon depois da batalha…

  • Victor

    E Petyr morreu desde quando? hahaha

  • pablomaz

    PARECE que desse mato dá pra sair coelho sim.
    hehehehe
    [editado]

  • Giuliano

    Se falarmos em mudanças eu gostei muito da troca das risadas. Ficou muito melhor a Arya dando aquela boa gargalhada do que o Tyrion.

  • Thaiza Costa

    Suas resenhas são MUITO boas! O jeito como você relaciona os fatos é bem legal. Sobre a parte do “banalizar”, eu estava justamente falando um dia desses com meus amigos sobre isso. O Casamento Vermelho, por exemplo, me marcou muito quando li. Toda vez que os personagens mencionavam dava aquele sentimento de revolta e The north remembers! Mas acho que o sentimento dos espectadores é diferente. Até porque, além do The zuera never ends, você assiste 10 episódios e espera um ano para a próxima temporada. O envolvimento do leitor é bem maior porque não há esse tempo de espera e você tem mais contato com a história.

  • Acho que é seguro dizer que você se superou absolutamente com essa análise. Um episódio perfeito com uma análise perfeita.

    A única coisa que eu ousaria questionar no seu texto foi o lance do Tyrion não ter se intrigado com o Joffrey, e eu acho que isso acontece porque o Joffrey era cruel mas não nesse sentido. Ele era essencialmente um covarde, não o tipo de pessoa que matava sem parar por “razão nenhuma”. Nesse quesito eu acho que só se enquadra o Montanha mesmo.

    Mas, novamente, meus parabéns!

  • Patrick

    Eu já li os cinco livros e até hoje não superei a morte do Oberyn,acho que só vou me conformar quando a família Lannister ,for finalmente expulsa do Trono de Ferro,os Targaryen recuperarem o que seu por direito e os Martell tiverem sua vingança.

  • Caue Queijin

    boa analise, mas discordo d q vao jogar o nucleo Eyre do quarto livro no lixo, acho q ao contrario, vao intensificar e mostrar mais até do q vemos nos livros
    aliás nos livros eu já achava q a sansa MANIPULA forte o robin, mesmo q inconcientemente, e ela é a melhor nisso, e era óbvio q ela iria virar uma badass bitch ela passou todo aquele tempo com a cersei e agora é tutelada pelo mindinho
    sobre o oberyn ñ tem mais o q comentar, doeu, eu sabia mais doeu, foi BEM mais grotesco do q o q eu tinha imaginado, a palavra certa é g’rafico mesmo
    e a risada da arya… a cara de louca da maise foi fantastica, essa menina tem futuro
    e já saiu o episodio nove, is rakharo all over again D=

  • Exato. Lembro como fiquei boladão com a “morte” do Sor Davos no quarto livro. Um dos meus personagens preferidos sendo morto e a morte dele nem ter um POV? Sendo contada meio por cima em um dos POV da Cersei. Aposto que na série não terá esse efeito.

  • Rodrigo Santos

    achei muito melodramática a análise, de não superar e tals.

  • Diego Natan Canteri

    Não sei desde quando, mas foi antes desse ultimo episódio em que ele supostamente aparece. Foi substituído por um sósia. Ou você acredita que mindinho não teria um plano? Esse ultimo episodio foi o atestado de óbito do personagem… que não andava bem desde POWER IS POWER…

  • Rafael

    Só uma dúvida: Atalaia da Água Cinzenta não fica mais ao sul de Fosso Cailin? Se for isso mesmo, os Bolton, vindo de Forte do Pavor, não precisariam passar pela sede da Casa Reed.

  • Helder Lagoa

    A expressão e os gritos de dor e desespero do Oberyn, foram no meu ponto de vista, o mais realista que já vi em cinema, superando até mesmo o genero terror. A cena foi tão perfeita que poderia ser real. Merece um oscar.

  • Eduardo Soares

    Gostei muito da resenha, ótima! Concordo em quase tudo. 😀

  • j l v

    vocês viram a olhadinha esperançosa e cheia de amor que o oberyn dá pra ellaria qnd acredita estar prestes a arrancar a confissão e matar o montanhudo? nossa, aquele olhar e o que acontece em seguida.. ngm aguenta. essa morte é insuperável

  • Thaiza Costa

    Pois é, eu também fiquei assim…Cada mídia tem sua vantagem e desvantagem, por isso li os livros e vejo a série para tentar pegar o melhor dos dois mundos.Mas espero que Martin lance logo o 6 livro porque quero ter a emoção de ver as coisas primeiro no livro =/

  • Israel Ferreira

    HAHAHAHA A suruba vai ser muito foda

  • Victor Hugo Macedo

    Ana, você está de parabéns! Na minha opinião uma de suas melhores análises, concordo em praticamente tudo! Não sei vocês mas eu ria mais histericamente do que a Arya assistindo a cena da luta, não conseguia me conter, arrepiado da cabeça aos pés!

    Eu lembro que quando eu li pela primeira vez não conseguia parar de pensar quando acabei o capítulo: “You raped her, you murdered her. You killed her children” aqueles gritos ecoaram na minha cabeça e ao ver aquilo ali, na minha frente, foi… Sensacional! Até hoje não superei a morte de um personagem tão marcante durante a leitura… O que me acalenta é ler sobre os gritos do Montanha por quase todo o Festim dos Corvos, todo capítulo que começava com o castelo escutando seu sofrimento me dava um novo ar de esperança! George Remembers…

  • Andson Nogueira

    Ana, você é maravilhosa!! Li todos os livros, acompanho a série ferozmente, e sou fascinado por GRRM, mas ultimamente uma coisa que me deixa ansioso são suas analises. Realmente maravilhosa!!

  • Wandir Mello

    A pior parte? Não foi propriamente a implosão da cabeça da Víbora Vermelha. Foi um pouco antes: todo personagem fodão como Oberyn sempre morre lutando ou com uma frase de efeito na boca, nunca perde a sua dignidade, por assim dizer, não importa o quão violenta seja a sua morte. Mas, nesse caso, o que me chocou foi quando A Montanha começou a apertar os seus olhos e o Oberyn GRITOU. E gritou como qualquer camponês torturado por Joffrey ou um como um mero escravo da Baía. Aquele grito ressoou fundo nas almas dos telespectadores. E a “cena de acidente de trânsito do Youtube” que vimos no final só serviu para gravar a cena por mais dias na minha cabeça. Não sou de me incomodar com esse tipo de coisa. Mas a plasticidade daquilo tudo, mesmo que o seu desfecho não fosse segredo para mim, me fez sentir estranho. Sei lá…

  • Marco Floriani

    Gostei muito de suas análises e gostaria de fazer umas ressalvas: prefiro as suas análises das outras temporadas quando você se apegava em expressamente colocar as diferenças da série x livro e suas explicações. Assim como eu, várias pessoas já leram os livros a muito tempo e não se lembram de certos detalhes que você aborda e que são primordiais. Gostaria de ver mais explicações sobre as diferenças de Sansa por exemplo, da Arya e várias outras mudanças que a série aborda, adoro quando você coloca um trecho do livro e explica as diferenças entre cena x livro. Acho que quando você narra as cenas e as comenta cabe mais para a análise sem spoiler. Seu trabalho aqui no site é sensacional. Parabéns