Análise do episódio 3.06 “The Climb (com spoilers)

O texto a seguir possui spoilers do livro A Tormenta de Espadas que ainda não foram abordados na série de TV. Leia por sua conta. Este episódio adaptou pedacinhos (realmente pequenos) dos capítulos Sam III, Jon IV, Catelyn V e Jaime V, sendo de longe o episódio mais autoral, transitório, e menos literal ao conteúdo do livro da série até agora.  Para ver o conteúdo geral destes capítulos, clique aqui.

The Climb, episódio que contemplou o tema da escalada literal e filosófica, tivemos a oportunidade de ver a tão esperada cena em que Jon e Ygritte escalam a Muralha de Gelo enquanto a Muralha tenta se defender. Em contraponto, vemos Mindinho em seu momento mais assustador e niilista em toda a série até então. Como disse a crítica de TV do io9, o episódio é sobre darwinismo social. Essa é a primeira vez que Game of Thrones mostrou o quanto o poder que os produtores possuem em cima da obra original é importante para a adaptação e para a obra de maneira geral. Ou alguém aqui esperava por aqueles ‘spoilers’ na cena com Melisandre?

Este foi o episódio menos bem avaliado pelos espectadores (leitores ou não). Temos por trás dele a direção de Alik Sakharov, diretor e cinematógrafo que sempre fica com algumas cenas bem simbólicas em Game of Thrones. Foi ele quem dirigiu o “What is Dead May never Die” ano passado, aquele episódio em que Theon é batizado e o episódio termina com o garoto Lommy morto pelos homens Lannister. Assim como vemos Ros morta, da maneira mais macabra de todas, neste aqui também.

No início temos Sam, Gilly e o bebê, sozinhos se aquecendo em um dos lugares mais frios e perigosos do mundo. Ignorando o fato e que Sam está se aproveitando do único tempo que tem para tentar ser alguém para uma moça (sendo que ele não pode), essa foi uma cena doce, cheia de canção e religião. Como se estivéssemos respirando bem fundo para enfrentar uma nuvem negra de mau agouro e más notícias. É muito bonita a maneira como a série tem colocado as músicas dos livros nas cenas, não é? E olha só, Sam resolve mostrar para a amiga a adaga de obsidiana que achou no Punho, mesmo que ele ainda não saiba muito bem ainda sua serventia. O uso da canção foi tirado de Samwell III no livro. Uma cena realmente muito bonita.
Parece besteira, mas mostrar que Osha e Meera precisam de muito tempo pra discutir a relação e se tornarem toleráveis uma à outra é uma ótima preocupação da série em relação aos diferentes tipos de pessoas e crenças dentro desse universo. Principalmente a dinâmica dos selvagens em relação as pessoas que se ajoelham. E aí a cena corta para algo maior do aquilo, que é Jojen tendo ataques durante suas visões. É um aspecto inexistente nos livros, e uma maneira de deixar as coisas menos místicas, menos CGI, menos gastos. Jon está rodeado de inimigos. Mas quem não está?


O tema do episódio busca mostrar as relações entre os nossos deveres em relação a uma crença ou grupo em contraponto com a nossa lealdade com algo ou alguém. Ygritte colocando isso na cabeça de Jon, reforça o motivo pelo qual a Patrulha da Noite exige voto de castidade. Simbolicamente vemos  o quanto isso é forte no momento em que Orell corta os dois para fora da corda. Eles precisam sobreviver sozinhos. Se posicionar o relacionamento deles como “somos nós contra eles” é algo valido para a personagem da Ygritte eu não sei, isso não está no texto original, e a personagem é bem menos desapegada a isso, e é por isso que a beleza dela é algo que tem a ver com a liberdade que ele não só sente em relação a Mance, como a Jon também. Ela é livre, e todos os selvagens são. Mas, talvez isso tenha sido colocado para fazer com que a memória da personagem mais pra frente seja mais pessoal para Jon. Como se o amor tenha acontecido pra ele de maneira integral com ela.

A questão do poder do dinheiro nos é colocada novamente, mostrando assim como no livro, como a Irmandade carrega essa ideologia heróica tão bonita, mas… no fundo a noite é escura e cheia de terrores. E é necessário aço, mantimentos, cavalos. Ouro. Portanto Gendry, eles vendem você. Portanto Arya, eles querem pedir o seu resgate.

Mas não só disso se trata esse enigmático encontro de Melisandre com Arya, Gendry, Thoros e Beric. Primeiro temos Melisandre horrorizada com o fato de que Beric foi trazido à vida através de R’hllor. E, pior ainda, quando chegou ao outro lado não havia nada, apenas escuridão.

Desde que ficou claro nos trailers que Melisandre se encontraria com Arya, tive essa sensação de que a sacerdotiza teria um papel parecido com o da Fantasma de Coração Alto nos livros. Apenas pra relembrar, as previsões mais expressivas dessa personagem nos livros acontecem no capítulo Arya VIII:

“O rei da lula gigante está morto e lorde Hoster também. O bode senta sozinho e febril no salão dos reis enquanto o grande Cão cai sobre ele; sonhou com um lobo uivando na chuva com ninguém para ouvi-lo, um clangor com tambores, berrantes, flautas e gritos e o som triste de pequenas campainhas. Sonhou com uma donzela em um banquete com serpente roxas nos cabelos e veneno pingando de suas presas. Sonhou também com a mesma donzela matando um gigante selvagem em um castelo feito de neve.” De repente ela avista Arya e a chama de “criança de sangue… é cruel ao vir ao meu monte. Empanturrei-me de pesar em Solarestival, não preciso do seu. Desapareça daqui, coração negro.”

No entanto é Melisandre quem aparece para Arya, para profetizar e assustar. Diz que vê morte nos olhos dela, olhos azuis, verdes a castanhos. E vê que elas se encontrarão novamente. Isso é algo novo, definitivamente. Ainda sobre Melisandre, é realmente intrigante que ela tenha presenciado o sombrio poder de trazer as pessoas da morte, algo que parece uma possibilidade pra ela depois de um dos acontecimentos mais fundamentais que ela presencia e até prevê em A Dança dos Dragões. Achei a cena valiosíssima, e uma espécie de deboche dos produtores, mostrando que eles sabem mais do que a gente, e que isso é ótimo.

Pra terminar esta parte, gostaria de dizer o quanto é bacana ver a Carice e o Paul falando em alto valiriano. Ainda mais ver a reação de Arya escutando “valar morghulis” e relacionando aquilo a seu tutor, Jaqen. E bem, neste episódio, Beric realmente se pareceu com um espantalho. Não foi a toa que Melisandre ficou horrorizada.


E nessa questão do garoto que tortura Theon, dá pra perceber que dentro desse personagem existe a questão do que ele precisa fazer capturando Theon em contraponto com o que ele quer fazer. O que ele precisa e o que ele quer fazer são coisas diferentes. Porque o abuso ali é claramente gratuito. Não há motivo para Theon ter seu dedo esfolado de maneira tão cruel e vagarosa a ponto de o personagem se ver gritando pedindo para que seu dedo seja arrancado, tamanha a dor. A diferença que causa estranheza aqui é o fato de que Theon não faz ideia de quem seja esse garoto, algo diferente dos livros, em diversos níveis. Se há alguém perturbado que gosta de esfolar pessoas, de quem estamos falando, Theon? É claro que não de um Karstark.

Eu não me lembro de ter visto uma cena tão violenta e torturante para o espectador dessa maneira. E isso apenas reforça o fato que que este “bastardo”, e apenas ele, é capaz de fazer isso. Uma mente tão doente e má, que no mínimo sonhou em ter um brinquedo como Theon durante muito tempo.

chapéus divertidos da família Frey

E nesse episódio tivemos as conversas definitivas sobre dois dos casamentos de A Tormenta de Espadas. Conhecemos Walder Negro e Lothar “Coxo” Frey, com seus chapéus esquisitos. Nos livros eles já estão em Correrrio na época no funeral de Hoster Tully. Há algo fundamental que acredito que faltou no texto da cena em que eles obrigam Edmure a aceitar o casamento com Roslin: o fato de que Edmure no livro coloca que Brynden não estaria na posição de obrigá-lo a se casar, uma vez que ele mesmo se recusou a fazer algo parecido no passado. Tirando isso, achei a perspectiva de que Edmure está pagando pelos pecados de Robb, e que isso não cheira bem, algo muito forte. Talvez a mensagem seja mais forte porque estamos olhando pra isso com olhos de quem já sabe que acontecerá. A gentileza de Robb perante aos Freys e a esperança do jovem rei em relação a essa aliança é algo tão puro… a boa vontade dele de tentar resolver isso da melhor maneira, em contraponto com a relação que os líderes em Porto Real lidam com as questões de casamento arranjado é bem interessante. No final, é tudo monstruoso, mas há em Robb a inocência de que “no final, tudo dará certo”. Essa cena é uma adaptação de Catelyn IV.

“As an authority on myself, I must disagree.”

E, enquanto isso, temos Olenna e Tywin em um duelo divertidíssimo de palavras, acusações e exibição de poder e nome. Uma das melhores cenas stand-out da temporada. Mas embora a mensagem seja bastante divertida, ela é moderna demais para um ambiente medieval. Olenna soltando pérolas como dizer que Loras é um “sword-swallowing through and through”, ou sugerindo que Tywin poderia ter se aventurado nos lençois dos primos e amigos quando mais novo, apenas para vê-lo ainda mais irritado com a sua maneira prática e livre de ver o mundo. Eu particularmente gosto muito da mensagem que a série tenta passar através dos Tyrell, pessoas a frente de seu tempo. Mas não acho que uma senhora com as ideias como as de Olenna seria respeitada nesse “contexto histórico”.

No livro Cersei é recusada pela família Tyrell, e então Tywin resolve achar outro pretendente pra ela. Estou muito curiosa pra saber onde a série levará isso. Gostei bastante da maneira como colocaram uma possibilidade para Loras entrar para a Guarda Real… ainda que essa ideia tenha começado a ser construída apenas agora.


Agora vamos falar da adaptação de Jaime V. A incapacidade de Jaime ao tentar se alimentar, Brienne vestida de maneira bizarra, a química entre os dois personagens, tudo nessa cena foi bem sucedido. Não há como não sentir que a família Bolton foi muito bem escalada na série. O Roose interpretado por Michael McElhatton é algo realmente incrível. Na semana passada falei sobre seus estranhos olhos gentis. Hoje gostaria de falar sobre sua voz cavernosa, algo que nem sequer parece natural, mas é. E isso é assustador. Fico pensando que tipo de homem se orgulha em ter um homem esfolado em seu estandarte. É algo que faz com que ele sinta orgulho de sua casa? Argh. Medo.

Nessa capítulo do livro, é citada a presença de Elmar Frey junto de Roose Bolton. Oh, well.
A cena de escalada foi uma sequência de ação extremamente bem editada e bem construída. Embora bem diferente do clima e dos elementos apresentados nos livros, que não possui nessa cena os personagens Tormund e Orell, por exemplo. O líder da escalada nos livros é o Magnar of Thenn e há profissionais liderando o processo. Algo diferente dos livros também  é o fato de que é meia noite quando Jon chega ao topo. Além disso, Ygritte no livro odeia a Muralha e chora quando chega ao topo, falando sobre o fato de que não acharam o berrante do Joramun para derrubá-la. Não há romance, não há sol.

Achei incrível a maneira como mostraram que a Muralha se defende. A escalada é uma adaptação de Jon IV e mostrou de maneira bastante genuína não só como o homems são pequenos perto na força daquela natureza, mas como a Muralha é algo impossível de se enfrentar. E isso diz muito sobre os selvagens, os únicos loucos o bastante de terem dentro do peito essa coragem, de enfrentar esse impossível. Algo que talvez a gente veja entre os nortenhos também, em suas ações e em suas crenças.

E ainda há a ideia de que Bran e Sam movem-se em direção a esta mesma muralha. Cada um deles em uma direção oposta. Isso é insano, não estamos falando de um montinho de neve.

Acho que como o orgulho de “Jardim de Cima”, Loras poderia saber se comportar melhor ao falar com as pessoas. A cena de Sansa e Loras conversando no jardim é doce, leve, engraçada e juvenil, mas eu gostaria muito que Loras levantasse a bandeira gay sem precisar se utilizar de tantos clichês. Mas esse foi um episódio de inúmeros clichês. E Loras sendo assim, por outro lado, abre-se uma imensa possibilidade de ele ser doutrinado por Jaime na Guarda Real, mais pra frente. O personagem pode crescer, e isso é algo bom.

A mulher mais bela dos Sete Reinos?

Há algo em Cersei que sabe que, no final das contas, tudo estará bem com ela. Talvez depois de passar por várias experiências de quase suicídio em Blackwater, e o pensamento em Jaime. Nesta cena por exemplo, ficamos sabendo que foi Joffrey quem encomendou o assassinato de Tyrion, embora nos livros isso nunca tenha sido de fato esclarecido.

Quando Tywin diz a Tyrion que o anão é uma criaturinha desagradável, invejosa e rancorosa naquela conversa do episodio 3.01, ele estava falando da essência do que Tyrion passa ao pai e a todos a sua volta nos livros. Na série, Tyrion é um homem muito mais doce, passivo. Ele aparece em tela apenas para perguntar gentilmente a todos quem tentou matá-lo em Blackwater… talvez ele poderia estar mais envolvido com os outros personagens. Mas bem, ele definitivamente terá Sansa e a dinâmica dos dois pode ser algo surpreendente.
A abstração de Varys ao se colocar como protetor do reino e do trono, ainda é algo muito irrisório para a série que conta as passagens desse personagem de maneira tão rápida e com muito alegorismo. E para os leitores, chegar a conclusão de que Mindinho causa o caos deliberadamente para atingir seus objetivos é deliciosa. A série vem nos entregando isso de bandeja, no entanto. O discurso sobre o caos, algo que vimos na primeira promo da 3ª temporada há meses é algo realmente bem escrito e feito pra trazer este como o tema do episódio. Mas gente… ser surpreendido não é muito mais legal? Como o editor do Westeros disse, Mindinho é quase um vilão com bigode do 007 aqui.

Mas acho que a cena de Sansa chorando ao ver o navio de Mindinho partindo foi tão genuína, mas tão genuína do ponto de vista dessa personagem (em relação a todas as cenas de Porto Real desse episódio) que fica uma sensação muito legal de que Sansa precisa de vingança e logo. E de que, se existe alguém que pode derrubar Mindinho do topo de sua escada, essa pessoa é ela. Mesmo que ela nem saiba disso ainda. Mesmo que ela não saiba que talvez seja ele o culpado por todos os seus problemas. Inclusive os que ainda estão por vir.

Adeus, Ros.
Na tarde de domingo, como infelizmente tem sido tradição, vazaram alguns screencaps do episódio. Era justamente a cena de Ros pendurada no dossel, perfurada pela besta de Joffrey. Compartilhamos as imagens entre nós aqui da equipe do site e todos ficamos absurdamente devastados. Por ser Ros, personagem que nunca nos foi controversa como muitos dizem. Por ser daquela maneira. E por ser Joffrey e Mindinho. Assim como o espantalho de Arya no início do episódio, Ros tem flechas em seu rosto, virilha e seios. Enquanto a câmera se aproxima, vemos o quanto seu corpo está quebrado e sem vida. É um horror infinito, que traduz muito do que Game of Thrones se trata. A gente as vezes estranha a maneira como Joffrey é retratado na série, mas nos esquecemos de lembrar de alguns elementos dos livros que são inacreditavelmente violentos. Como Ramsay que deixa sua esposa comer os próprios dedos de tanta fome. Ou o que sabemos que Victartion Greyjoy fez com a própria mulher. Ou o que Tywin fez com a prostituta de seu pai, ou com a ex-mulher de Tyrion. Ou ainda todas as vezes que Sansa é espancada ou humilhada pelo rei. Esses elementos de violência contra as mulheres estão presentes nos livros de maneira muito mais significativa. E acho que essa é a primeira vez que a série é tão honesta sobre isso. Ainda mais tratando-se de Ros, uma atriz tão inspirada, uma personagem tão polêmica à alguns. Sabe o que é mais terrível? Não foi dado a essa personagem a possibilidade de morrer apropriadamente. A cena é mais importante do que o valor de Ros. Entendem o que quero dizer? A morte não foi sobre ela, foi sobre outras pessoas. Foi sobre Mindinho e Joffrey. Ela estava completamente sexualizada na cena, enquanto Joffrey vestia roupas. E mesmo assim, a cena foi sobre ele. Acho sinceramente que Ros merecia mais.

E depois de tanto lutar para subir, chega o descanso e o ar puro e fresco nos pulmões. Quando suas cordas foram cortadas, nenhum rei, lorde, comandante ou irmão poderia salvá-los. Mas um salvou ao outro. O que é quase (mas sabemos que não) um sopro de alívio através do discurso de Mindinho, que promove a escalada social através do caos. Porque o que Ygritte e Jon encontram, além de um do outro, é o mundo verde, vivo e quente esperando por eles.

Eu acho que escalar por seus sonhos, seus objetivos e suas crenças acaba sendo uma atividade bastante solitária, algo que Ygritte coloca bastante aqui. E é por isso que talvez este seja um episódio que pareça tão descolado. Só acho que, parafraseando aquele garoto sem nome, se você acha que este foi um episódio que não merece atenção, você não tem prestado muita atenção.

[x] Em todas as minhas resenhas sempre garimpo imagens e gifs do Tumblr pra ilustrar o texto. Aqui você encontrou imagens retiradas de sites como o wicnet, fuckyeahwinterfell capsofthrones. O trabalho desses tumblrs na criação e tratamento dessas imagens é muito bacana, bem feito, completo e especial. Não deixe de acompanhá-los.

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  • Hodor

    Hodor!

  • Felipe Bini

    Elio do Westeros agradece

  • Gostei da resenha Ana.

    Acho que a primeira vez que eu discordo de muita coisa que você escreveu, mas isso não é necessariamente ruim, até porque a resenha está muito bem escrita. Alguns pontos importantes sobre cada uma das cenas narradas:

    Sam e Gilly: Foi uma cena infantil, bonita, mas infantil, e pouco enriquecedora para a série. Temos a obsidiana, ok, mas e o Velho Urso? Nenhum comentário a respeito? E o Rast que pode estar por aí caçando eles? E os Outros? Só me pareceu que eles deveriam ter muito mais assunto do que “canções”. Eu entendo a motivação dos personagens, mas os produtores sempre usaram os diálogos para nos ensinar coisas importantes, ou nos lembrar coisas importantes, e acho que essa cena devia ter sido sobre isso, essencialmente.

    Bran e cia: Desenvolver a rivalidade entre Meera e Osha é interessante, até porque pode sugerir que essa virá a ser a razão para que elas se separem futuramente (Osha com Rickon e o resto pra Muralha). Talvez, é claro, porque não sei até que ponto eles querem se livrar de Natalia Tena na série, ela é ótima. O que mais me incomodou foi o Jojen tendo um sonho tão aleatório, que pareceu só servir de gancho para a entrada do Jon, e ainda por cima tirou um pouco o sentido de tudo que eles estão fazendo. “Go to the Wall. Go to Jon” disse o Luwin, e no entanto agora eles sabem que o Jon está “do lado errado da Muralha” e cercado de inimigos. Isso não deveria influenciar nos planos deles? Na minha opinião o encontro de Bran com Jon não será tão breve e apenas através do Verão como foi nos livros, e eles estão preparando terreno pra isso.

    Mel e a Irmandade: Para mim a melhor mudança drástica que já fizeram na história dos livros. Sempre me perguntei como seria um encontro de personagens assim, como Thoros e Melisandre, porque nunca ficou exatamente clara a extensão dos poderes deles, ou o conhecimento que cada um tinha do outro, sabe? Nós não sabemos de todos sacerdotes são capazes de fazer o que eles fazem, e esse tipo de cena começa a “ensinar” que mesmo para eles essas práticas ainda são novas e surpreendentes. Usar o Gendry foi uma escolha óbvia e que funcionou muito bem, e a “profecia” para a Arya foi algo curioso, no mínimo. A conversa em Alto Valiriano foi perfeita.

    Theon e o “garoto”: Acho que a cena apelou demais para a tortura e a crueldade (e sem dúvida, como você falou, isso está muito presente nos livros, mas é chocante quando toma forma numa série) mas o problema não foi nem esse, e sim que a cena foi na verdade pura enrolação. Porque não trouxe nada novo, e porque todo o núcleo de Theon está assim nessa temporada. Achei cara de pau deles citar os Umber sendo que o Great Jon simplesmente sumiu da série depois da 1ª temporada.

    Robb e os Frey: Tudo que consigo pensar nas cenas do Robb é “burro, burro, burro, burro, burro…” não tem jeito hahaha. O Edmure virou a representação do babaca e o Brynden a representação do sensato, embora não seja exatamente assim nos livros, não tenho problema com isso. Eles são “peixe-pequeno” mesmo rsrs.

    Olenna e Tywin: Não é como se Olenna estivesse levantando uma bandeira em prol ao casamento gay, eu acho que você se equivocou um pouco na análise dessa cena. O que está em jogo aí é que o poder dos Tyrell está estabelecido, e ela tem consciência disso, e portanto pouco importa o que Loras faz no seu quarto de noite. De certa forma é a mesma coisa que os Lannister. Ele é filho da Cersei com o Jaime, e no entanto ele está no Trono, e mesmo todos sabendo disso, ninguém liga, ninguém vai contra. Então ela apenas rebate o “gay” com o “incesto” e tudo bem. É algo como “meu neto é gay e ainda sim é o herdeiro de Jardim de Cima, o mais desejado e etc etc” e o Tywin responde com “e minha filha pode ser apaixonada pelo irmão mas é a mulher mais linda dos Sete Reinos, rainha regente e etc etc”. Eles se testam a todo momento, e por isso o diálogo é tão bom. Única coisa que me surpreendeu nisso tudo foi o fato de que o Loras poderia ser “obrigado” a servir a Guarda Real. Eu sempre achei que os votos tivessem que ser feitos por livre e espontânea vontade, estilo Patrulha da Noite.

    Jaime e Brienne: Ótima cena, mas o mais importante nela é a traição explícita de Roose Bolton. Ele é um vassalo de Robb, o mais presente na história até agora, e simplesmente concordou em entregar o Regicida de volta para os Lannister. Roose é tão calmo e sinistro que as pessoas acabaram menos chocadas do que deveriam nessa cena. Mas para quem está atento, já ficou tudo muito claro: no contexto da série Robb perdeu metade do exército quando matou o Karstark, e agora perdeu o apoio dos Bolton, ou seja…?

    Loras e Sansa: https://twitter.com/RafaMerz/status/331971518051545089/photo/1

    Tyrion e Cersei: Essas cenas são fodas por alguns motivos: primeiro, porque elas não existem hahaha, segundo porque é legal ver pessoas que se odeiam se unindo por um problema ou medo em comum, e terceiro porque é mais legal ainda se os atores são Peter Dinklage e Lena Headey. Novamente culparam o Joffrey por alguma coisa que não era explicitamente culpa dele, e eu acho isso ok, porque o Joffrey deve ser culpado de tudo mesmo já que ele é um babaca, and everyone is his to torment. “Seven Kingdooms united in fear of Tywin Lannister” foi legal porque é exatamente sobre isso que se desenvolve o diálogo de Jaime com Roose.

    Petyr e Varys: Bom, eu já comento positivamente sobre a rivalidade desses dois desde o primeiro momento em que isso começou a ser trabalhado na série, e sou super fã de todos os diálogos deles frente ao Trono, porque eles sempre 1) contam histórias boas 2) tem falas épicas e simbólicas 3) terminam com alguma revelação; e no caso terminamos com a querida Ros fazendo cosplay de tiro ao alvo. Todo mundo tá culpando o Mindinho, mas olha só, ele já tinha avisado pra ela que não gosta de maus investimentos, e esse não é um cara com quem você deve brincar, então como a própria Esmé disse na entrevista, Ros decidiu correr o risco e estava ciente disso. Um dos culpados é o Varys, por não conseguir ter a astúcia suficiente para proteger ela de alguma forma, e a Margaery, por sugerir para o Joffrey como deve ser “excitante ver você apertar aqui e ver alguém morrer logo ali”.

    Jon e Ygritte: Assim como a ação é exacerbada em alguns momentos, eu acho justo que isso aconteça com o romance também. E gente, não é a primeira vez que vemos isso, é só olhar todo arco do Tyrion com a Shae e comparar com o que vemos nos livros. Isso faz parte da produção cinematográfica, e tudo bem, acho que teve gente demais reclamando desse final, sem necessidade.

    Agora de cabeça é isso hehehe mas novamente parabéns pela resenha.

  • Marcos

    Haha Ros, prostituta faill..
    Talvez assim, a chefa da prostituição morta, para de prostituir os episodios de Game of Thrones kkk

  • Felipe Bini

    Tem uma outra coisa…
    Não se pode ter certeza de que a frase da Melisandre para a Arya seja um spoiler como se tem alardeado por aí.
    Lembremo-nos que a Mel prevê para o bastardo que “Arya Stark” vai chegar na Muralha montada num cavalo, quando na verdade era Alys Karstark. Por que não estar confundindo mais uma vez?
    Já vi gente na internet também supondo que a Melisandre é quem vá dirigir a Arya para o treinamento faceless, e é uma suposição válida também, penso eu, devido a alguns fatos na série. Essa saudação “valar morghulis/dohaeris” entre Mel e Thoros, que foi meio fora de lugar (apesar de não ser exclusiva dos faceless), a referência do Jaqen na S02 ao “red god”, e essa previsão sobre os olhos agora. Acho que não vai ter muita diferenciação na série entre O de Muitas Faces e R’hllor (que por sinal nem é referido assim, é o “Senhor da Luz”), porque D&D como sabemos acham que os espectadores têm QI de 25 e seriam incapazes de entender mais uma religião.

  • Hmn, eu aé gostei da cena da Ros. Veja bem, não por ela ter morrido (adoro ela), mas achei uma cena bem feita e muito forte. Mostra poder e dá um ar de “you can run, but you can’t hide…”. Maaas como todos, fiquei #chat.
    Não foi um graaaande episódio, mas foi importante pro resto da história. Mas a cena do Jon com a Ygritte foi… ridícula! Fiquei um pouco decepcionada com a escalada :’/ nada do que eu esperava… Mas gogo GoT! Oremos pelo ep07!

  • Achei esse um dos melhores episódios da série. Além de diálogos muito bem elaborados, cenas que vão aos extremos dos sentimentos: Da beleza e romance com Sam e Goiva e Jon e Ygritte ao horror com Ros e Joffrey e Theon e o “personagem sem nome”. Não faço questão de que a série siga os livros ao pé da letra, afinal já li todos os lançados até então e sei exatamente o que acontece. Espero que continuem colocando novas cenas e jogadas, claro que sem avacalhar.

  • Aline

    nhai, eu achei este um dos melhores episódios apesar de ser muito apegada aos livros. achei que todas as adaptações foram as que mais contribuíram para amarrar a série até agora. alguns personagens estão um pouco “diferentes”, mais estereotipados, com menos nuances, como os dois Tully, a Ygritte, etc. mas acho que fizeram isso realmente porque não dá pra mostrar todas essas nuances na série, então é uma perda “menor”.

    tb não concordo muito com a coisa da Olenna ser provavelmente mais respeitada do que deveria se a série fosse mais fiel a uma época antiga – ela é rica e poderosa rs, só isso já a diferenciaria de uma bruxa doida qualquer, e quer queira quer não ela representa os interesses da sua família em Porto Real, então Tywin e cia. sabem que têm de engoli-la.

    e sobre a Ros, sinceramente achei que o fim dela teve tudo a ver também, não achei “pouco”. a cena é muito forte e representa bem o que pode acontecer quando pessoas se envolvem com o jogo dos tronos sem nada de “costas quentes” e com relativamente pouca astúcia. a coisa de ela ser mulher, sempre mais frágil etc., tb tem tudo a ver.

  • Parabéns pela análise!
    Só gostaria de comentar sobre os chapéus esquisitos dos Frey. Eles são “arming caps”, bem comuns no período medieval.
    http://www.southernswords.co.uk/ekmps/shops/southernswords/images/padded-arming-cap-355-p.jpg

  • Felipe Bini

    Não tem nada a ver com a Olenna “defender” os gays. A crítica à cena da Olenna e do Tywin é que soa muito moderno, até (e principalmente) a escolha de palavras e a ironia da velha quando se refere à homossexualidade do Loras, ou quando insinua que o Tywin pode ter brincado com os primos quando jovem também, ficou fora de lugar numa sociedade de inspiração medieval como é a westerosi, eu acho uma crítica válida. É como aquela cena do jantar após a Margaery visitar os órfãos da Blackwater, em que (se não me engano), o Loras diz que a irmã “ajuda os pobres”. Isso também foi fora de lugar, isso é um conceito da sociedade moderna, acho que teria pouco cabimento na sociedade westerosi.

  • David_Martins
  • Fiquei com bastante pena da Ross, mas já era previsível que ela iria se dar mal. E sobre essa revelação de que o Joffrey mandou matar o Tyrion, fiquei bastante surpreso, assim como [spoiler] fiquei surpreso quando li no livro que foi ele quem havia mandado matar o Bran[/spoiler].

  • Felipe Bini

    Sobre a nomeação para a Guarda Real, dois pontos: a Patrulha não recebe só Jon Snows que foram pra lá por livre e espontânea vontade, muitos o fazem como punição, como exaustivamente exposto nos livros (escolher entre a Patrulha e a morte não é livre e espontânea vontade né). Sobre a Guarda Real, não é um mero “convite”, é altamente improvável que qualquer cavaleiro recuse a nomeação para o cargo, isso deve ser visto como uma afronta enorme ao Rei ou à Mão. Jaime aceitou (ainda que por motivos próprios) a nomeação de Aerys, mesmo sabendo que Tywin ia ficar puto, e deu no que deu. Por sinal, como bem lembra também o Elio, algo que a Olenna poderia ter dito ao Tywin, se ele se lembrava do destino de Aerys nas mãos do Jaime, meio que indicando que poderia acontecer algo semelhante entre ele e Loras.

  • Stenio Camara

    Pelo jeito que estao tratando o arco de Jon, qndo Ygritti morrer ho que vai ser bem traumatico para o telespecador…

  • EddieMartins

    [spoiler DANÇA DOS DRAGÕES] A partir daqui vemos que Melisandre aprenderá o ritual de ressurreição, e o usará possivelmente com Jon Snow.

    Já sabemos que Arya matará pelo menos um Lannister (olhos verdes), seria Arya a ‘valonqar’ (lembrando que muitas vezes ela é chamada de ‘boy’) de Cersei? Ou a aclamada ‘escuridão’ que envolverá Arya poderia surgir quando ela matasse um inocente como Tommen?

    Sobre olhos azuis, temos tantas possibilidades… Stannis, quem sabe? Talvez Ilyn ou Meryn, ou qualquer ândalo. Talvez a escuridão a envolta ao matar um parente… visto que Bran, Rickon, Sansa, Lysa, Edmure, Robert, Catelyn, Brynden têm olhos azuis.

    Olhos castanhos é ainda mais difícil de prever. Nem vou tentar…

  • Marcos

    O de Muitas Faces e R’hllor não são o mesmo deus, é importante entender isso para chega a conclusão que será preciso forçar muito a barra para que essa idéia de que será Melisandre quem irá encaminhar Arya para o treinamento como faceless.

  • David_Martins

    Parabéns Ana, belo texto!

    Sobre Jon e Ygritte, acho que a cena deles, além de tudo o que foi falado, também serviu para, de certa forma, dar esperanças que alguma coisa boa pudesse vir dessa relação, já que o que está reinando em Westeros é o caos por todo lado.

    É claro que isso seria apenas para depois vim um menino mau chutando o nosso castelinho de areia… e isso tem sido o que George Martim vem fazendo com a gente esse tempo todo.

    Velhinho mau 🙁

    http://25.media.tumblr.com/7a30f7dc57003bd3cf6c4c5e19ca33be/tumblr_mgxr40UJUb1rq41c0o1_250.gif

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  • Marcos

    Só um reparo no seu comentário: entrar para a Guarda Real é uma escolha em termos. Jaime Lannister não entrou para a Guarda Real por sua vontade, mas por uma imposição de Aerys, que quis humilhar o Tywin, privando-o do seu legítimos herdeiro.

  • Shizuka Hiou

    [spoiler] Entendi a escuridão como sendo a cegueira.

  • Tem também aquela teoria de que, sendo um “Homem Sem Rosto” a Arya pode se “disfarçar” de Tyrion ou Jaime e matar a Cersei. Daí a interpretação do valonqar. Mas eu não acho que a Arya matará a Cersei não…

  • Mas o Jaime diz várias vezes que entrar pra Guarda Real era o que ele queria, pois privava ele de se casar (se não me engano a pretendente era a Lysa) e ao mesmo tempo permitia que ele ficasse mais próximo de Cersei (o que não aconteceu necessariamente, na época).

  • A Melisandre não se confundiu no seu exemplo, ela diz que vê uma menina e quem conclui que é a Arya é o Jon, até porque ela nunca viu a Arya e não teria como saber que é ela. Ela falou com muita certeza “nos veremos de novo”, não foi uma visão que ela teve nas chamas, mas sim uma certeza que teve ao encarar a Arya, não acho que seja um fake-spoiler ou algo assim, mas também não venha a ser nada demais.

  • Alderley

    Mas perde-se o significado da palavra e por consequência da profecia, né? E nessa teoria repassada, pra Arya assumir o rosto de um dos irmãos de Cercei, esse irmão tem que estar morto, né?

  • Aham, e como eu não acho que o George vá matar o Tyrion ou o Jaime tão cedo… hahaha

  • rodrigo_Seven

    Cara, eu enxergo isso como (claro) uma critica social a sociedade presente(pq faz todo o sentido, afinal o pensamento de quem assiste o seriado é o que conta, afinal é um seriado ambientado na idade média para pessoas do seculo 21) 😉 E também acho que o dialogo nesse caso não é sobre ela “defender” os gays… a questão é discutir isso é futilidade, pois eles já tem o poder e são uma aliança indispensável para os Lannisters. O que o Loras faz ou deixa de fazer é irrelevante na atual circunstancia em que se encontram. Então deixa o cara fazer o que quiser… ainda assim, isso é menos polêmico do que o “boato” de que Joffrey não é o herdeiro legitimo do trono. 😉 Acho que foi isso que o dialogo quis mostrar.

  • Larissa_Alves

    Há tantos Lannisters ainda pra matar…Tem também Mycella que está a caminho para Porto Real…
    Olhos castanhos podem ser alguns Freys também, eles merecem morrer…
    Azuis…Boltons?Ahhh…Os olhos deles são beeem mais claros, não sei, pode ser até que esses acabem morrendo enterrados na neve…

  • estrelisia

    Suas resenhas são sempre boas. Essa não foi diferente, e parabéns especialmente pela parte “Adeus Ros”. Que texto bonito, traçando um paralelo da triste morte dela com o tratamento dado às mulheres na história. Esse já é um dos meus episódios preferidos da série. Fiquei finalmente grata em ver o Jon e seu núcleo mostrados em cenas importantes e emocionantes – velho, O QUE É AQUELA MURALHA, hein? Fiquei hipnotizada com a cena da escalada e deliciada com o discurso completamente niilista do Mindinho. Uma história com um vilão desses sempre ganha em complexidade.

  • wildfire35

    Gostei de sua analise Ana, ficou bem melhor que a da semana passada, parabens.

    Gostei da escalada, gostei do discusso de Mindinho, mas so uma coisa nao me entra, que Varys é um defensor do reino, Varys nos livros sempre tentou desagregar os sete reinos.

    Se nao me engano, existe rumores no livro que ele jogou Aerys contra Rhaegar, para mim ele é um Blackfyre e estar trabalhando com Illyrio pra colocar Aegon no trono.

  • erichideki

    Parabéns pelos seus comentários e observações. Ainda estou lendo o segundo livro e acompanhando a série ṕela TV, e ver essas comparações sem discriminação e compreendendo as ideias que a produção deve fazer para que a história se desenvolva melhor é muito importante.

  • ana maria

    ninguem achou estranho a Melisandre pegar o Gendry, sera um spoiler para o proximo livro ?

  • Outro motivo de Ross ter saído tão rápido – a atriz pode começar a trabalhar em outra série que é Supernatural ou Sobrenatural . ela faz o Demônio Abbadon.

  • Chris

    Acho que o Tywin nunca faria a oferta de casamento da Cersei com o Loras para a Olenna e sim para o Mace. Só espero que ele apareça na 4ª temporada!

  • Jhonatan Borges

    No final da segunda temporada o Loras pediu pra entrar pra guarda real certo? acho que na verdade enrolaram a confirmação desse pedido (de alguma maneira burocratica, talvez com uma assinatura ou algo do tipo) pra ter isso como carta na manga.

  • Messinho’

    Depois de ler foi que percebi o nome e a foto, #CRISEDERISOS

  • Messinho’

    Cara, essa tua review da review ficou melhor que a review propriamente dita! kkkkk

  • Júlio

    Boa análise, como sempre uma boa leitura para reviver os ânimos para o domingo!

    Adoro passagens que não estão nos livros. Como leitor, acredito que elas me agregam e me proporcionam uma série de novos ângulos de visão para analisar e entender os personagem, ou seja, elas complementam a leitura do livro. É claro que há cenas que causam algum tipo de estranheza, mas acredito que, na soma dos ganhos e perdas, ficamos no lucro.

    Só uma coisa…não entendo porque é certo, agora, afirmar que foi Joffrey quem mandou Sor Mandou matar o tio. Na cena, Tyrion faz a pergunta à Cersei, mas ela só responde com silêncio, e ele começa a deduzir as coisas em meio a esse silêncio, que, para mim, é muito ambíguo. Assim, pode-se interpretar a cena de um jeito diferente, até porque, pela minha leitura do livro, acho que quem teria mais motivos e ousadia para ordenar o assassinato seria a Cersei.

  • Felipe Bini

    Ela pra se “disfarçar” dessas pessoas teria que matá-las primeiro, penso eu, ou no mínimo que elas fossem mortas por outros pra pegarem o rosto. Não acho que o modus operandi dos faceless inclua usar rostos de gente notória – Jaime e Tyrion são “famosos” – acho que aquela “rostoteca” deles deve ser só de gente comum das ruas.

  • Felipe Bini

    Nós que já lemos sabemos dessa diferença, o espectador comum nem sabe o que é R’hllor direito.

  • Felipe Bini

    Em ADWD:
    Melisandre: “The heart is all that matters. Do not despair, Lord Snow. Despair is a weapon of the enemy, whose name may not be spoken. Your sister is not lost to you.”
    (…)
    Melisandre: “What is her name, this little sister that you do not have?”

    Jon Snow: “Arya.” His voice was hoarse. “My half-sister, truly …”

    Melisandre: ““… for you are bastard born. I had not forgotten. I have seen your sister in my fires, fleeing from this marriage they have made for her. Coming here, to you. A girl in grey on a dying horse, I have seen itplain as day. It has not happened yet, but it will.””

    Ela não sabe ao certo o nome da Arya, mas diz ao Snow que é a irmã dele quem vem a cavalo. Agora, como se explica essa “certeza” que ela teve ao encarar a Arya na série? Não entendo muito bem isso.

    Pra mim isso de forma alguma é pacífico quanto a ser um spoiler. Por que fariam isso? Se for, talvez se encontrem daqui a pouco, duvido que vá ser um spoiler de livros que nem lançados foram ainda.

  • lara oliveira

    Achei o episódio até interessante, mas precisava de um final tão brega??

  • Marcos Vinícius

    Melhor resenha até agora!!

    De fato foi o episódio menos literal ao conteúdo do livro. Mas foi o episódio que mais me trouxe o sentimento de proximidade com as crônicas e seus personagens!

    Esse final do Jon e da Ygritte foi sensacional. Além do que você disse: todos os seus votos vencidos ali, no topo do lugar que os representa!

  • Toda vez que vejo cenas com o Robb se esforçando e acreditando que da pra ganhar a guerra fico meio triste…

    http://24.media.tumblr.com/842b32b938f945df791ad02576d6d0b5/tumblr_mktv3reHNH1s6sfl3o1_500.jpg

  • Tesla

    Vocês vão ter que me desculpar, mas teve alguns pontos nas falas que pareceram uma fanfic mal escrita. Realmente, essa ‘modernização’ faz tudo parecer mal feito, não sei. Da pra sensação estranha e te tira do clima.

  • Aaron Engel Gondim Peixoto

    Um ponto a ser esclarecido: Foram apenas os 4 que chegaram ao topo da Muralha? Como 4 pessoas irão atacar Castle Black sozinhas?

  • Felipe Bini

    Não faz parte do perfil de GoT (nem de ASoIaF) apresentar “críticas sociais” à sociedade presente, não vi isso em nenhum dos livros nem em nenhum dos episódios até agora.
    Acho que vc não entendeu muito bem, a crítica da autora da análise, e que eu concordei no meu post, é quanto à construção do diálogo e das ideias da Olenna, que parecem fora de lugar para aquela sociedade, ficou meio inverossímil aquela conversa na sociedade westerosi. Quiseram botar ela com pensamentos muito “pra frente”, mas soou, pra mim, e percebo que pra outros, como forçado e fora de contexto o jeito com que ela falou isso com o Tywin. Ainda que se aceite que ela não se importe com o fato do Loras se relacionar com homens (e isso ser notoriamente um tabu à època), a própria escolha de palavras ficou, na minha opinião, inadequada pro “setting” de GoT/ASoIaF.

  • Laís Batista

    Quando saiu o post pra comentar sobre o 3×06, eu falei que achava que substituíram a velha anã dos livros pela Melissandre. Você só reforçou meu ponto de vista. É exatamente deste trecho do livro que eu lembrei. Quando a velha chama a Arya de Coração Negro. Na série isso foi muito bem feito, foi a minha cena preferia no episódio. Muita gente pensou que eu comparei ela com Maggy, a rã. Mas não. Eu estava falando desta velha, anã, dos cabelos brancos que contava o sonhos em troca de canções. Obrigada Carol! Adoro suas resenhas =)

  • gabriel

    foram vários grupos de 4 pessoas, no início da cena dá pra ver muito bem.

  • O Varys é realmente um defensor do reino, mas pra você entender isso rolaria um super spoiller do 5º livro…

  • gabriel

    Achei a cena da Ros impactante e muito boa para relembrar quem o Littlefinger realmente é, só acho que essa personagem tinha muito potencial, foi uma pena ela ter saído tão “”cedo”” (sem contar que a Esmé estava muito boa).

    E o Kit Harington parece estar melhorzinho se comparando ao começo, me lembrou um pouco do Jon dos livros. E, por um lado, é até bom esse romance “Casal Capricho do Ano” entre a Ygritte e o João, vai ser pior ainda quando a ruiva morrer. 🙁

  • Lu

    Muito interessante a sua resenha, Ana! Acho incrível como você e o Bacellar sempre conseguem trazer um ponto de vista novo de cada episódio.

    Sobre a violência, eu não estranho tanto esse Joffrey da série. Acho que ele é uma evolução do Joffrey que nós conhecemos, que já apresentava um comportamento bastante violento e perturbado. Que tipo de pessoa leva a noiva para ver a cabeça do pai num espeto? Se Joffrey tivesse vivido uns dois ou três anos, ele teria evoluído para o que o vemos agora. E vai ser interessante ver como Tywin vai tentar domar esse pequeno rei psicopata que Cersei criou. Imagino que ele vai sentir um certo déja vu: lá vai ele ser Mão do Rei de outro maluco. De novo.

  • David_Martins

    No livro os primeiros que chegam jogam uma espécie de escada para os outros subirem.

  • David_Martins

    Gendry, a partir de agora, substitui o Edric Storm dos livros.

  • Laís Batista

    Como assim você não ver criticas sociais em GoT???! Eu vejo elas o tempo todo (tanto no livro como na série). GoT é tão realista que por si só já é uma critica social. Seja do modo de como trata a prostituição, fome, torturas, assassinatos, intrigas, poder. Isso que é legal, não é só uma história sobre guerras, mortes, coisas absurdas e abstratas. Tem jogos de poder, de políticas, que fazem parte da realidade social de qualquer sociedade.

  • Jan Santos

    Fora que Lysa já foi morta, e nao lembro direito se os da Catelyn permaneceram os mesmo depois de Stoneheart Rises… Acho mais fácil ser o Stannis, dada a fala da Melisandre

  • Hahaha valeu!

  • Eu não lembro… Ele pediu? Haha preciso rever ^^’

  • Não acho que ficou à frente do tempo ou fora de contexto porque Game of Thrones busca tratar assuntos universais, e que sempre estiveram presentes na sociedade, não é a toa que a religião é um fator crucial na história. Como eu disse no meu primeiro comentário, e outras pessoas também citaram, a Olenna tem consciência do poder dos Tyrell, e da importância da aliança deles com os Lannister, por isso ela não precisa de meias palavras para se expressar. É claro que temos aí uma escolha de palavras mais voltada a tornar o diálogo divertido e interessante para quem está assistindo, algo além de uma mera discussão política, mas isso faz parte do entretenimento da série, e aparece sempre, principalmente nos diálogos em Porto Real.

  • Da forma como eu enxergo ela só diz que é a Arya porque é o que parece ser. Não é a primeira vez que ela interpreta o que vê, ao invés de simplesmente narrar. O que ela viu foi uma menina com uma capa vindo à cavalo, o resto é especulação. Eu concordo com você que não é algo certo, mas eu não vejo porque colocar uma cena tão simbólica e depois não trabalhar isso futuramente, por isso acho que foi um spoiler sim.

  • Na verdade não ficou ainda claro o que o Varys quer, pois as ações dele muitas vezes se contradizem, ao contrário do Mindinho, que tem uma linha de atitudes que deixam bem claros os seus objetivos. Dizer que o Varys é um protetor do reino é se precipitar bastante.

  • Mas o Loras é o herdeiro na série né, o que o Tywin quer é um Lannister em cada canto dos Sete Reinos hahaha

  • Messinho’

    “Casal Capricho do Ano” kkkkkkkkkkkk essa foi boa!

  • Felipe Bini

    Eu admito também a possibilidade de ser um spoiler, só fico meio resistente a isso porque acho que é meio burrice fazer spoiler de qualquer coisa na própria série, ainda mais tão claramente dessa forma. Até pro espectador unsullied é pior saber que Melisandre e Arya vão se reencontrar no futuro.
    É por isso que penso também na possibilidade de elas se reencontrarem dentro em breve em mais uma modificação livros-série, e não muito mais tarde, como somos tentados a crer nós que já lemos os livros, porque até ADWD elas não se encontraram.

  • Messinho’

    Pobre criança nascida no verão… =/

  • Felipe Bini

    E isso é crítica à sociedade presente onde? Isso é simplesmente mostrar como são as relações humanas de forma crua, não é pra fazer ninguém refletir quanto à sociedade moderna especificamente. A reflexão que pode trazer é quanto à natureza humana em qualquer ambiente, pensar que pessoas vão acabar cometendo os mesmos atos ruins e bons em qualquer lugar – até num mundo fictício mas que nos é apresentado como muito crível, mérito do GRRM – mas não vejo intuito dele de fazer paralelos com a sociedade em que vivemos ou criticá-la como ideia central.

  • Yep, foi o que comentei na resenha sem spoilers, pode ser um spoiler exclusivo do que vai acontecer na série, e não ter nenhuma relação com a história dos livros.

  • Aaron Engel Gondim Peixoto

    Bem lembrado. E o Jon foi pelas escadas depois do grupo do Magnar, não foi? Na série ele fez o mais difícil.

  • Laís Batista

    Sim, você mesmo respondeu com um argumento que explica umas da criticas sociais do livro “A reflexão que pode trazer é quanto à natureza humana em qualquer ambiente, pensar que pessoas vão acabar cometendo os mesmos atos ruins e bons em qualquer lugar” É exatamente isso! Ele criou um universo fictício, onde existe magia, dragões, gigantes… E nesse mesmo universo existe os mesmo problemas e relações que há numa situação moderna e real. Já li aquele livro famoso “O príncipe”, de Maquiavel. O conceito de Estado, política, poder É tão próxima a nossa realidade, como a realidade de Westeros. Mas acho que isso é mais uma questão de ponto de vista, do que de observação.

  • Wellington Rodrigo Quitério

    Ana do céu, me arrepiei em alguns pontos da sua analise. Parabéns, foi um ótimo ep. Muito emocional até. Um beijo!

  • HU3zileiro

    A cena de tortura do Theon foi punk.
    Malditos neurônios espelho que me fizeram agonizar junto com o Theon! (^.^)’

  • Lanah

    Acho que na série ele não pede. Em troca dos serviços prestados pelos Tyrell em Blackwater, ele pede que o Joffrey se case com a irmã dele

  • Oda Júnior

    Alguém tem um link ou algo assim da música da cena final?

  • Aaron Engel Gondim Peixoto

    Será que teremos uma OST dessa temporada igual aconteceu nos dois últimos anos? Não percebi muitas músicas novas até agora.

  • Gustavinho34

    A série mostrou 3 grupos de 4, se não me engano (12). Mas o Mance disse pro Tormund levar o Jon e mais 20 com ele no episódio passado.

  • Laís Batista

    Me lembrei de Jogos mortais “I want to play a game”
    Foi massa!

  • Shizuka Hiou

    Não achei o final clichê ou brega, se for ver assim a cena do cavalheiro da guarda real salvando a donzela em apuros do terrível urso também será.

  • Felipe Bini

    Então não entendi o que vc tentava dizer. Sinceramente não vejo ASoIaF como crítica social, GRRM simplesmente apresenta uma sociedade onde as pessoas fazem coisas que já vimos várias vezes na própria história, o ficcional da história é a ambientação e os personagens, mas as relações são bem plausíveis. O que inova na obra é apresentar essa realidade num setting fantástico-medieval que ao longo do tempo, pós-Tolkien, ficou meio como conto de fada. O Príncipe não é uma obra de ficção, Maquiavel não criou um universo como GRRM, as intenções dos autores são completamente diferentes. O Príncipe é um tratado sobre política, especialmente a contemporânea de Maquiavel, ASOIAF passa longe disto.
    Realmente não entendi o ponto de vista.

  • drmingus

    Porém, nos livros a participação do Edric Storm é mínima enquanto a do Gendry tem sido bem grande e com potencial para ir bem adiante. Não acho que irão deixar todo o histórico do Gendry só para lhe tirarem um pouquinho de sangue para um feitiço.

  • Gustavo Monjardim

    Um comentário sobre o site, não sei se é pq eu sou burro mas desde que o site mudou não consigo encontrar mais nada aqui, tive que pegar o link desse post no facebook pq não encontro ele na pagina inical

  • Guilherme Castro

    Eu contava com a Ros cumprindo um papel de Dontos, com o Mindinho designando que futuramente ela iria ajudar a Sansa na fuga e quando chegasse o dia e Ros levasse a Sansa até ele (poderia ser no mesmo esquema do livro, num barco), ela morresse com os tiros de besta assim como o Dontos, ou de qualquer outra forma. Acho que seria um fim bem legal pra personagem, cumprindo seu papel por mais tempo, tampando a lacuna do Dontos e Mindinho mostrando que sabia de tudo e eliminando ela.

  • gabriel

    só que o tal de cavalheiro seria um anti-herói, que torna tudo mais interessante.

  • Bruna M.

    Adorei o gif, acho que essa realmente é a intenção dele.

  • Laís Batista

    Eu não comparei as obras, eu apenas disse que o Príncipe traz um conceito de política, estado, como “organizar” uma sociedade. E esses conceitos eu vejo claramente na política de Westeros. Tywin, Mindinho, Tyrion, as vezes nos dão falas que me lembram coisas, conceito que li no Príncipe. Por isso vejo Critica social nas crônicas. (Não consigo explica melhor que do isso, espero que entenda). Agora em seu ponto de vista, em apenas 1 coisa eu concordo. Tolkien é fantástico, mas depois das crônicas de gelo e fogo, ficou parecendo conto de fadas. Surreal. (Agora é o momento onde as pessoas fanáticas por senhor do anéis me lixam). Mas é só minha opinião.

  • mari_machado_disqus

    Olha, o Martin não é lá essas coisas em estilo de escrita também não. Ele é ótimo em estruturar a história e caracterizar os personagens, mas a prosa dele não é lá essas coisas. Na minha modestíssima opinião, algumas vezes a tradução do Candeias ficou melhor do que o original em inglês.

  • mari_machado_disqus

    Concordo que as intenções do Varys não ficam claras e o Mindinho, ao contrário, sempre se mostrou ambicioso. Ao ler os livros, somos levados a subestimá-lo como os personagens dos POVs fazem.
    Na série, ele é subestimado por todo mundo, menos pelo espectador. A Cercei vai pedir ajuda para ele depois daquela coisa do “Power is power”. Mais tarde, mesmo sendo ele quem estraga os planos Sansa-Loras, os Tyrell vão pedir ajuda para ele para acontecer o que acontece no casamento de Joffrey.
    Na série, os espectadores sabem que Varys é poderoso e perigoso (bruxo na caixa), mas não sabem o que ele quer. Quem não leu os livros compra essa coisa de proteger o reino…

  • Tamir M. Silva

    Ai valeu a pena esperar pela Analise. Tive essa mesma visão sobre a maior parte do episódio, e concordo em numero, gênero e grau sobre a morte da Ros, foi chocante, foi, mas ela merecia mais que isso.

  • João Victor Paz

    Sansa precisa de vingança e logo. E de que, se existe alguém que pode derrubar Mindinho do topo de sua escada, essa pessoa é ela.

    Sonhou também com a mesma donzela matando um gigante selvagem em um castelo feito de neve.

    Me lembro no último capítulo de Alayne ela comparando o Ninho da Águia como um castelo de gelo/cristal…

    A personagem Sansa é interessantísima.

  • max

    As pessoas estão muito preocupadas com episódio-a-episódio, relatando muitas vezes cenas que parecem sem sentido, sem a oportunidade de ver a frente as possibilidades. Isso gera muitos comentários individuais, baseados na sensação de momento. Isso é legal, afinal, gera discussão, comoção e assunto pra trocar com os fãs, mas particularmente nesta série, ainda não vi episódio que possa considerar “inútil”, e mesmo os que ainda me parecem confusos, tenho esperança que sabiamente vão se encaixar no que há por vir. (um bom exemplo de série que tem, sem dúvida, capitulos inúteis, é LOST, então estou usando esse tipo de comparação).

  • max

    não se esqueçam que tyrion já humilhou joffrey algumas vezes. e não seria a primeira vez que joffrey faz uma coisa por puro impeto, como foi quando mandou matar os bastardos do Robert.

  • Vinicius

    Não sei exatamente o que houve, mas achei a análise dessa semana muito mal escrita. Espero que a Ana Carol não fique chateada, mas a escrita ficou muito confusa. Acho que vale a pena escrever de forma mais objetiva e evitar usar tantas vírgulas. As ideias as vezes ficam extensas demais e complicadas de serem compreendidas. Alguns exemplos abaixo:
    “Há algo fundamental que acredito que faltou no texto da cena em que eles obrigam Edmure a aceitar o casamento com Roslin: o fato de que Edmure no livro coloca que Brynden não estaria na posição de obrigá-lo a se casar, uma vez que ele mesmo se recusou a fazer algo parecido no passado.”

    “Mas acho que a cena de Sansa chorando ao ver o navio de Mindinho partindo foi tão genuína, mas tão genuína do ponto de vista dessa personagem (em relação a todas as cenas de Porto Real desse episódio) que fica uma sensação muito legal de que Sansa precisa de vingança e logo.”

    “Há algo em Cersei que sabe que, no final das contas, tudo estará bem com ela.”

  • Messinho’

    Filho, vá aprender um pouco de interpretação de textos, porque tudo bem que o primeiro trecho é um pouco mais rebuscado, embora não afete o meu entendimento pelo menos. Agora é sacanagem dizer que esses dois últimos trechos estão difíceis de entender. Fala sério!

  • Marcio Bovary

    Sinceramente achei o episodio muito ruim, cenas muito clichês, diálogos deslocados,muitas mudanças importante na história, enrolação emalgo que devia ser sucinto e coeso.
    Os diálogos sobre sexo vem empobrecendo a série em troca de pequenas risadas visando agradar a massa.

  • Vinicius

    Prezado “Messinho”,
    Se você acho fácil de entender, parabéns pela sua genialidade!

    Apenas registrei que os trechos foram prolixos em alguns momentos, o que não condiz com a qualidade do que estou acostumado a ver no site, com textos objetivos, simplificados e de fácil entendimento.

  • Messinho’

    Caro “Vinícius”,
    Não me considero um exemplo a ser seguido, e não sei se lhe agradeço por esse elogio, porque ele faz com que eu seja superior a você, algo que eu acredito que não sou. Porém é inegável sua birra contra a pessoa que escreveu essa review, porque esse é um site sobre o mundo de Westeros e a série que se baseia nesse mundo, e como os moderadores do site são fãs declarados das duas obras, eles devem sim escolher como suas análises serão feitas. Com relação ao “prolixo” eu não concordo com você justamente porque sou a favor de debates mais contextualizados. E sendo este um site dos mais completos (senão o mais completo) no Brasil sobre essas obras, acredito que eles devem prezar pela qualidade, promover reflexões e mostrar outros pontos de vista sobre aquilo que foi exibido, no caso da série. Se você quer apenar um resumo dos episódios procure em outro lugar. Aqui, graças aos deuses, temos outras interpretações de um mesmo objeto de análise e isso é com certeza uma coisa boa.

  • Erika

    E a cena que dá o título do episódio?! Sem comentários?!

  • Erika

    A gte pode saber que o Mindinho é ambicioso, mas não sabemos exatamente aonde ele quer chegar e o Varys parece acreditar que está do lado do “reino”, mas que reino é esse e oq significa ser protetor estão longe de estarem claros ao meu ver.

  • Vinicius

    Caro “Messinho”,
    Mais uma vez, parabéns pela sua genialidade! Quer dizer então que você entra na minha mente, e sabe se eu tenho ou não birra do autor do análise do episódio?! Você é realmente fantástico!

    Você achou a análise boa, eu não. Ponto. Você tem o direito de não concordar e eu tenho o direito de ter achado prolixo, redundante e mal escrito. Se você não sabe respeitar isso, talvez você seja mais genial do que eu pensava.

    Sem mais.

  • Messinho’

    Voltando a trecho do meu primeiro comentário, pois cansei de tentar conversar com você:
    (…)Agora é sacanagem dizer que esses dois últimos trechos estão difíceis de entender. Fala sério!(…)
    E seu último comentário também possui um trecho legal:
    (…)Você achou a análise boa, eu não. Ponto. Você tem o direito de não concordar e eu tenho o direito de ter achado prolixo, redundante e mal escrito(…)

    Explicitam bem nossos pontos de vista, por mim já deu.

  • Samantha

    Tá brincando que estão fazendo esse drama todo por causa da Ros?
    AHUHEUAHEUHAHEAHH