Visita à ‘Game of Thrones: The Exhibition’ e encontro com atores

Nesta quinta-feira (25/04) a Game of Thrones: The Exhibition abriu as portas ao público, e nós do GOTBR, como embaixadores do evento no Brasil, fomos convidados para conferir a exposição um pouco antes da abertura oficial.

Como vocês já sabem, a exposição está sendo realizada em São Paulo, no Shopping JK, dos dias 25 ao dia 30 de abril, e todos os ingressos já estão esgotados. A seguir, algumas fotos do acervo que contemplava armas, figurino e outros acessórios simbólicos da série (todos originais e usados em filmagem) e a nossa impressão do evento de forma geral. Nosso objetivo não é estragar a surpresa de quem ainda vai, mas sim poder mostrar um pouco do que está rolando por lá e também levar isso para quem não conseguiu ingresso para participar.

A HBO criou uma dinâmica interessante para a publicação das fotos no Trono de Ferro. Logo de cara, ainda na fila, o pessoal que trabalha no evento te recepciona com iPads para que você possa autorizar seus logins do Facebook a publicar a foto que tirar no trono de ferro automaticamente. É prático e rápido, e não é obrigatório, só faz o login quem quer a foto postada automaticamente.

Lá dentro você vai dar logo de cara com o figurino e as informações sobre a casa que mais vem sofrendo em Westeros nos últimos tempos: os Stark! E, cara, é impressionante como as roupas são bem feitas, é o tipo de coisa que vocês precisam ver de perto pra entender.
É engraçado porque as roupas estão enfileiradas de tal maneira que lembram uma das primeiras cenas do primeiro episódio lá da primeira temporada, bem antes do inverno chegar, quando os Starks estão recebendo a comitiva de Robert em Winterfell e são uma família feliz e todos tem suas cabeças nos devidos lugares (literalmente falando).
O ambiente também é bem legal, luzes amarelas dão uma iluminação meio sombria ao evento, embora em alguns pontos elas não tenham funcionado tão bem (principalmente na seção que exibe os pôsteres). A música de abertura fica tocando em loop, e eu me peguei fazendo “panpan parararanpam pararanpam” durante a exposição inteira, é viciante. Cada painel também tem um LED que fica rodando trailers e promos da série, um deles em particular tem aquela cena do Mance Rayder gritando “I’m gonna light the biggest fire the North has ever seen!” e depois da 5ª vez ouvindo ele gritar isso você começa a ficar tentado à se unir à Patrulha da Noite.
A casa Baratheon tem uma seção cheia de acessórios, você pode ver as belíssimas coroas de Robert e Renly, o cálice e o gorjal com rubi da Melisandre, e até mesmo os dedos do Davos! É bem legal. Nessa parte em particular eu senti falta de algumas coisas dos Tyrell, principalmente os vestidos da Margaery, que tinham um acabamento bem diferente.

 

Ah, e eu mencionei que toda seção tem informações diversas sobre os personagens e casas? Eles inclusive criaram pequenas infografias com árvores genealógicas das famílias em cada stand, para comunicar ao público. É o tipo de coisa que ajuda demais caso você esteja visitando a exposição com os seus pais, avós ou amigos que viram alguns episódios da série mas perguntam constantemente quem é quem na história.

A casa Lannister fundiu-se ao núcleo Porto Real, e foi lá que a iluminação se mostrou mais eficaz. As armaduras ficaram simplesmente fantásticas. Temos à poucos centímetros a armadura de Tyrion, Jaime e também da Guarda Real, além de um lindo vestido da Cersei e uma daquelas túnicas do Joffrey. Foram as armaduras que eu achei mais impressionantes. Esse espaço também exibe alguns itens legais, como o pequeno frasco de Night’s Shade (aquela substância que o Meistre Pycelle dá a Cersei no episódio de Blackwater para que ela possa cometer suicídio caso a cidade fosse tomada por Stannis) e o braço (sim, O BRAÇO) decepado do Alto Septão, hahaha. Falando em coisas decepadas, também é dos Lannister a cabeça do nosso querido Ned, que decora o stand espetada lá no topo. Joffrey approves!

À direita você pode ver o stand da casa Targaryen, com fotos e informações sobre Viserys e Daenerys. Eles exibem dois vestidos da Dany, um de khaleesi e outro de princesa (I’m not your little princess!). Acima deles um Drogon de tamanho mediano faz cara feia pros visitantes. Outro Drogon menor pode ser visto através de um vidro. O que mais me chamou atenção nessa parte foram os ovos dos dragões, parecem realmente reais, é uma pena que também estejam protegidos por esse vidro que não é anti-reflexo, por isso as fotos ficam meio estranhas (lá dentro é quase obrigatório o uso de flash). Uma curiosidade legal a respeito dos ovos é que apenas o ovo do Drogon (escuro) e do Viserion (creme) estão expostos. O terceiro ovo, do Rhaegal (verde) foi dado de presente pelos produtores ao George e sua esposa no dia de seu casamento!

No núcleo “Além da Muralha” podemos ver a roupa de Jon, Mance e Ygritte respectivamente. A roupa do Jon eu achei fantástica, eles colocaram até um pouco de neve artificial nela para manter a fidelidade. A roupa dos selvagens também é muito legal, lembra demais os trajes dos esquimós, eu senti frio só de chegar perto.

Fora os stands das casas, nós temos alguns painéis falando sobre os Greyjoy, que, muito embora tenham seu emblema estampado nas artes oficiais da exposição, não tiveram quase nada do seu figurino exposto. Sorry Balon, da próxima vez tente subornar o pessoal da HBO. Um detalhe que eu gostei muito e está vinculado diretamente aos Greyjoy é a carta que Theon escreve para Robb e posteriormente, na mesma cena, queima. Pra quem nunca conseguiu ler ela inteira durante a exibição do episódio e foi preguiçoso demais para buscar na Internet, taí a foto com todo conteúdo escrito naquelas letras que só podiam ser feitas na Idade Média mesmo.

Temos, também, uma seção só com armas, elmos e escudos. É incrível! Lá podemos ver o elmo de touro do Gendry; bem como o enorme elmo do Cão de Caça; a gigantesca espada de aço valiriano do Ned, Gelo; o martelo de guerra de Robert; o besta do Joffrey (literalmente), a Agulha de Arya, entre outros!
Para fechar a visita, existem duas dinâmicas mais interativas. A primeira é a experiência de Blackwater Bay, que remonta a cena em que Bronn atira a flecha e incendeia o rio com fogovivo. Três arcos ficam posicionados em frente à três monitores e as pessoas podem brincar de acabar com a felicidade do Stannis por alguns minutos.
Não queria dizer nada mas queimei quase a frota inteira num tiro só – o Trono de Ferro é meu! (só que não)
E por fim temos o objeto mais simbólico e importante dos Sete Reinos: o Trono de Ferro!
Pessoalmente, o trono foi um pouco diferente do que eu esperava, mas por fotos ele parece bastante autêntico mesmo. E quem se importa? É o Trono de Ferro! Por alguns segundos todos podem se sentir reis e rainhas de Westeros, e mesmo quem não se cadastrou com o Facebook pode retirar a foto impressa no stand da HBO!
De forma geral, a exposição foi uma experiência muito bacana, principalmente tendo em mente que tudo que vimos ali foi realmente utilizado na produção da série, e isso se confirma quando você examina as peças e o acabamento. É sem dúvida uma experiência que eu recomendo para qualquer fã da série.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Saindo de lá, fomos sequestrados convidados pela HBO a entrar numa van com a promessa de uma surpresa. E que surpresa! Um café da manhã com os atores Alfie Allen (Theon Greyjoy) e Liam Cunningham (Davos Seaworth), que haviam desembarcado no Brasil um dia antes. Wow!

Pois bem, logo que chegamos no hotel já demos de cara com o herdeiro das Ilhas de Ferro perambulando de roupão. É. Ele acenou discretamente ao perceber que alguns fãs enlouquecidos tinham acabado de chegar e pegou o elevador pro seu quarto. Nós fomos pra cobertura, esperar por eles. Um tempinho depois, Sor Davos e Prince Theon chegaram, e sentaram-se cada um em uma mesa (estávamos divididos em duas mesas).

Liam sentou na nossa primeiro, e eu devo dizer que ele é surpreendente carismático. Quero dizer, ele tem classe, mas ao mesmo tempo não te deixa nem um pouco desconfortável. Poder conversar com ele foi o máximo, e olha que eu nunca fui nenhum grande fã do Davos nas séries ou nos livros.

Nós falamos sobre a terceira temporada, e o papel de Davos, e o Liam foi bem humilde durante toda conversa. Ele falou sobre uma das cenas que ele mais espera (ligando aqui o spoiler alert), a visita de Stannis à cela em que Davos está preso, em Pedra do Dragão. Ele disse que foi uma cena profunda, e muito sincera, e que naquele momento Davos sente que é o único que pode salvar Stannis do monstro que ele está se tornando, e que tudo isso é culpa da Melisandre, segundo Davos. Nós conversamos um pouco mais, e eu disse pra ele que minha frase favorita do Davos em toda série é a resposta que ele dá a Melisandre quando ela pergunta “Are you afraid of the dark, sor Davos?” e ele diz “Someone once told me the night is dark and full of terrors”. Eu acho que essa frase sintetiza muito da personalidade dele, ele teme Melisandre, mas não ao ponto de se deixar intimidar por ela, pois ele serve Stannis, e não a ela. E ele concordou. A Ana também perguntou como foi trabalhar com a Carice Van Houten (Melisandre) e ele disse que a princípio foi estranho, pois eles já haviam atuado juntos em Black Butterflies como um casal, e que agora, bom, agora ele a odeia (seu personagem em Game of Thrones, claro).

A Ana perguntou pra ele o que passou pela cabeça dele quando leu no roteiro a cena no parto da sombra. Liam ficou bastante confuso pra responder, deu a impressão que até agora ele não entendeu o que foi bem aquilo, foi muito engraçado! Mas ele disse que foi surreal e que a todo momento, seja lendo o roteiro ou assistindo a série ele coloca a mão na cabeça e fala “OMG…”. Ela também perguntou pra ele quanto tempo leva entre ler o roteiro e ir gravar e ele surpreendentemente disse que o processo leva um mês em média.

Nós perguntamos para ele qual era, além de Davos, o personagem favorito dele na série, e ele disse que era o Lorde Tywin sem dúvida, porque ele adora ver como os Lannister se tornam crianças quando lidam com ele, seja Cersei, Tyrion ou Jaime, todos se sentem intimidados. E ele adora isso. Acha que o personagem tem uma força incrível, além de elogiar a atuação de Charles Dance.

Falamos, também, sobre a devoção de Davos ao Stannis, e o Liam pontuou que Davos não é só leal e honrado pelo fato de Stannis ser o herdeiro legítimo do Trono, mas sim porque ele acredita que Stannis é o homem ideal para o cargo. Ele acredita cegamente no senso de justiça de Stannis, e se convenceu de que tudo de errado que está acontecendo com o seu rei é culpa da maldita feiticeira vermelha. Liam disse também que nunca leu os livros, e que só o figurino e toda a produção da equipe da série já tornam a atuação muito simples, e que são essenciais. Perguntei também sobre os dedos dele, eu disse que havíamos visto os dedos dele na exposição, e ele riu e disse que aquilo devia ser estranho, aí perguntamos como eles fazem para simular os dedos cortados, e ele disse que 90% do tempo ele usa uma luva que literalmente faz ele dobrar os quatro dedos, mas que em algumas poucas cenas mais complexas (como a primeira da 3 temporada) foram usados efeitos especiais para esconder-los. Foi um papo muito legal, e simples, sem aquele negócio de perguntas e respostas pautadas, mas sim uma verdadeira conversa enquanto comíamos.

Depois disso ele e o Alfie trocaram de mesa, e nós nos vimos sentados na mesma mesa que o último filho vivo de Balon Greyjoy – e loiro, muito loiro! Hahaha.

Alfie Allen é o tipo de cara que chega sorridente, vestindo uma camiseta de Game of Thrones e diz “e aí galera? eu vim uniformizado!” e depois começa a rir. Em seguida, senta e acende um cigarro (e oferece pra gente, a todo momento) enquanto conversamos. O cara é uma figura! Conversar com ele foi mais desafiador, pois ele falava mais rápido e nós tinhamos muita coisa que queríamos perguntar, mas ao mesmo tempo ele estava tão animado e disposto que ficou uma ambiente super bacana.

Alfie Allen assistindo paródia de abertura de Game of Thrones

E nós sentamos lá, e começamos a contar pra ele como as pessoas odiavam o personagem dele, mas que ao mesmo tempo o público brasileiro simplesmente pirava com Game of Thrones, e com ele em particular, e que se nós apenas tuitássemos onde estávamos naquele momento provavelmente uma multidão ia começar a se formar no hotel, e ele ficou tipo “wow, that’s awesome!”. E ele disse que é incrível fazer parte de algo tão grande, e foi super, super simpático! Falamos sobre a vinda do Kit e do Richard no ano anterior, e como tinha rolado um stress quando os fãs tentaram invadir o hotel, e perguntamos pra ele se ele estava meio assustado por estar aqui, e ele disse que de forma alguma, e que estava amando a cidade. Perguntamos se era a primeira vez que ele vinha ao Brasil, e ele disse que não, mas que na primeira vez era muito pequeno.

Nós começamos a conversar sobre Theon na terceira temporada, e ele falou que esse era o momento mais “negro” de Theon na série, e que embora ele tenha lido os livros ele tenta não trazer o Theon dos livros para a tela, mas sim atuar de acordo com o script que os produtores da série lhe passam. Ele diz que acha que se alguma coisa não está nos scripts mas está nos livros, é porque existe uma razão, e não cabe a ele questionar. O que vocês acham?

Depois falamos um pouco sobre o fato de que Game of Thrones é exibido mundialmente ao mesmo tempo, e como isso é um grande passo e um belo diferencial proporcionado pela HBO, e então perguntamos a ele qual o personagem favorito dele, fora Theon, e ele disse que aquilo era muito mainstream, mas que ele amava Arya e Daenerys e que também curtia muito o Bronn.



A clássica pergunta sobre o figurino surgiu, e ele, como todos os outros, elogiou muito a produção, mas disse que nessa temporada em particular estava sendo um pouco diferente, porque na maioria das cenas ele está sem roupa! Ele disse também que já sabia cavalgar antes da série, mas que teve que melhorar muito desde então. “Now I can RIDE”, ele enfatizou, de óculos escuros e rindo bastante. Começamos a discutir o personagem dele, e dissemos que Theon é um dos personagens mais odiados, porém é também muito humano em suas ações, e falamos das motivações e frustrações que ele sofre ao longo da vida, e o caminho que virá a seguir. Alfie parece gostar bastante do seu personagem, pois ele é “cinza”, como o próprio George costuma dizer. Nesse momento eu citei a cena da carta, e falei que achei ela muito interessante, pois embora não exista no livro e aquela cena conseguiu passar muito bem o que se passava na cabeça do personagem, todas as dúvidas, o dilema de estar entre sua família de sangue e a família que o criou, e a busca pela admiração do pai em contradição à lealdade e amizade ao Robb. Ele concordou, dizendo que a cena conseguiu enfatizar muito bem isso.

Eu e Ana Carol com o Alfie

Para terminar, a Ana deu a ele uma camiseta confeccionada pelo GOTBR, com uma arte do Rafa Bacellar, com uma ilustração do Theon e as palavras “What is dead may never die”, e ele ficou realmente muito agradecido, disse que era a camiseta mais bonita que já tinha ganhado de GOT e fez questão de levantar e abraçar a Ana. Em breve vocês vão saber mais sobre essas camisetas rs. Foi bem legal mesmo!

Nossos crachás meio acabados depois de um dia inteiro 🙂

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