Análise do episódio 3.03 “Walk of Punishment” (com spoilers)

O texto a seguir possui spoilers do livro A Tormenta de Espadas que ainda não foram abordados na série até a presente data (19/04). Leia por sua conta. No episódio foram abordadas cenas descritas nos capítulos: Catelyn II, Catelyn IV, Tyrion III, Jaime III, Jaime IV, Arya III, Jon II, Sam II, Dany II e Dany III. Para encontrar o conteúdo geral destes capítulos, clique aqui.

Ligar a TV todo domingo as dez da noite durante essa temporada tem sido algo surreal. Talvez do mesmo jeito que era durante a primeira temporada, quando tudo era novo e realmente emocionante. Walk of Punishment, dirigido por David Benioff (que estreia na direção) e escrito por ele mesmo em parceria com D. B. Weiss, entrega o que talvez tenha sido o primeiro episódio integralmente autoral dos dois produtores. Um eletrizante, bem humorado e cruel episódio que, apesar de ter entregado demais a linguagem dos livros em certos pontos e de menos em outros, foi certeiro em dar vida a algumas das cenas mais icônicas dos livros. Estupros, crucificação, mutilação, carnificina de animais… quem disse que isso é tão menos desgastate quanto as cenas de nudez?

Adeus, Lorde Hoster. Foi realmente uma pena não termos a oportunidade de conhecer o senhor.

O funeral do avô de Robb é uma adaptação de Catelyn IV. É gostoso ver personagens secundários dos livros
ganharem vida na TV, como os Tully, e especialmente Edmure e Peixe
Negro
. Porque Edmure é figura central no casamento vermelho, e porque são
personagens vivos que se encontram em uma situação bastante peculiar
nos livros publicados até então. Observem o detalhe da armadura do tio de Catelyn. Toda vez que alguém te perguntar o porquê que o design de produção da série é tão fabuloso, lembre-se deste exemplo. Não há dúvidas de que o homem é, de fato, um Peixe Negro:

Ainda falando sobre Brynden Tully, há nos livros a teoria de que lorde Hoster odiou o irmão por trinta anos, não somente por este ter se recusado a se casar, mas pelo real motivo da recusa: Peixe Nego seria gay. Isso é algo que Martin nunca revelou (como fez com Renly e Loras e um certo personagem de A Dança dos Dragões), e estou muito curiosa pra saber se a série talvez levará isso a diante. Nos livros, o Peixe Negro trabalhava no Ninho da Águia com a sobrinha Lysa antes de começar a trabalhar na campanha de Robb em A Guerra dos Tronos (livro 1). Esse Tully é um personagem tão bacana que deveria estar na série desde a primeira temporada. E quanto a Edmure, bem, toda essa discussão dele com Robb é adaptação de Catelyn II. Muitas coisas e circustâncias foram modificadas em relação a este capítulo, mas se o papel da série é mostrar o quanto Edmure é teimoso e ingênuo, ponto pra eles.

Nos livros, tem todo o lance de que, quando moribundo, sor Hoster murmura para Cat: “Tansy (Tanásia)… perdoe-me… o sangue…você terá outros… bebês amorosos, e legítimos…” e ela deduz que Tansy (Tanásia) é uma criança abortada por Lysa, antes de ter se casado com Jon Arryn. Uma criança que ela concebeu com Mindinho.

Ah, os Tully… uma família do barulho. Todos teimosos e muito emotivos. Lysa é… uma pessoa horrível e idiota, para dizer o mínimo. O patriarca Hoster teve a capacidade de ficar 30 anos sem falar com o irmão por puro recalque. Edmure é um panaca e tanto quanto Robb. Catelyn é apenas um reflexo de tudo isso. E vemos que os Stark que puxaram os cabelos ruivos da parte da família são também os que replicam essa personalidade: Robb e Sansa. Mas olha, simbolismo dessa família é muito belo, principalmente a maneira como eles se comportam durante a guerra, verdadeiros bastiões do Norte. É muito bacana conhecê-los, finalmente.

Com elementos de Tyrion III, esta cena do Pequeno Conselho muito parecida com o livro, tirando o fato de que não temos aqui os patriarcas Tyrell, Rowan e Redwyne, afinal de contas, sem eles não haveria vitória na Blackwater Bay.

A economia do universo de Game of Thrones é algo que vamos aprendendo na leitura através dos capítulos de Tyrion n’A Tormenta, Jon e Dany n’A Dança e com Cersei em O Festim (é claro que durante os outros livros também, mas nestes exemplos principalmente). E o papel de Mindinho nessa história é absolutamente crucial: ele quebrou as economias do Trono de Ferro de propósito ou Robert fez isso sozinho?

O papel dos Lannister para desenhar essa teia tão complicada é muito interessante. O que é dinheiro em O Senhor dos Anéis? Nada, ou ao menos nada é explorado nese sentido. Todo o tesouro que Bilbo ganha fica guardado, e, se você é um hobbit sem muito dinheiro, você é feliz mesmo assim. Pode não ter tudo o que quer, mas sempre terá alguém pra pagar sua cerveja e sempre terá frutas, carne e bolos na sua mesa. O que é dinheiro em A Guerra dos Tronos? Bem, é o que vai financiar homens para a guerra, o que vai produzir espadas, é o que vai construir navios e é o que vai pagar as prostitutas e toda a comida que está sendo servida na sua mesa. Festas, torneios, casamentos não são de graça, muito menos baratos. A manutenção da Fortaleza Vermelha, com milhares de nobres enchendo o caneco e não fazendo nada o dia inteiro não vem do nada. Enquanto isso, milhares de órfãos não tem nem o que vestir e muita gente passa fome nas ruas. Não tem dinheiro pra nada disso? Peça aos Lannister, há ouro até em suas latrinas. Mas tudo isso terá que ser pago de volta e com juros. E como você paga isso? Você pode pedir impréstimo ao Banco de Ferro de Braavos. E não se esqueça que, como entidade, você deve a eles outros impostos para manter a economia funcionando. E daí você morre e os Lannister estão sentados no trono que era seu. Mas peraí, era seu mesmo, Robert? Ou era de quem tinha o dinheiro?

A verdade é que Tywin é sábio e sabe que não há ninguém melhor do que Tyrion para manter o patrimônio da família e continuar a exercer o trabalho mais sujo dos Sete Reinos. Porque pra ele Tyrion é sujo, e vai encontrar nos livros e na sua falácia uma maneira de perpetuar esse trabalho. Dinheiro é poder, e um Lannister sempre paga suas dívidas. Mas dinheiro nem sempre resolve as coisas, como Jaime aprende na última cena do episódio. No entanto, em Porto Real é assim que funciona. Mindinho consegue absolutamente tudo o que almeja através desta posição de Mestre da Moeda. Mas à sua maneira de jogar. Tyrion não pode tentar fazer o correto. Mas ele vai, não é mesmo, gente? Ele vai. 🙁

A despedida de Hot Pie (Torta Quente em português, e Pastel Caliente em
espanhol. Como não amar?) foi muito honesta e triste, inspirada em parte do capítulo Arya III. Mas mostra pelo
menos algo na original personalidade de Arya, o fato de que ela é
desapegada. Bem Arya, nós nos lembramos de Mycah, mas o Cão não. E metade da audiência não faz ideia de que essa hospedaria seja a mesma em que Lady morreu. Se isso é tão importante, porque os roteiristas não escreveram isso direito?

Enquanto o garoto Lannister mostra o quanto teme Robb, que ele se transforma em lobo e mata todo mundo a noite e tudo mais, na verdade vemos que Robb já não é respeitado por ninguém e se parece cada vez menos com um rei. O que é uma pena. Qual seria o ponto, aqui? Ok, a teoria de que Talisa é sim a mesma personagem que Jeyne Westerling é nos livros. Mas não é como se essa cena fizesse diferença. Estes garotos Lannister são substitutos aos personagens Willem Lannister e Tion Frey, futuras vítimas do Karstark.

E então temos a cena que claramente é uma homenagem bizarra a O Poderoso Chefão. Qual o lance com essas White Walkers da série que eles são todos artísticos e fazem esses símbolos com os mortos? Não sei, acho que isso está sendo usado apenas como recurso de linguagem pra chocar e que não vai dar em nada, como tudo relacionado as criaturas geladas na série.

O bacana é que Mance Rayder viu que os corvos foram atacados e já se antecipou a mandar Jon Snow, Orell, Ygritte e Tormund Giantsbane pra escalar a Muralha e abrir caminho pra ele passar. Mas de novo, esse núcleo está literalmente frio e respingado entre um episódio e outro. Esta cena de Jon tem elementos de Jon II, o mesmo capítulo em que Jon é atacado pela águia do Orell. Sendo que Orell foi morto por Jon em A Fúria dos Reis, mas parte de sua consciência ainda está em seu animal.

Mas a adaptação de Samwell II é legal. O clima de tensão na casa do Craster está muito bem construído. Ele
falando sobre os “deuses verdadeiros” foi bastante sombrio. O Craster
tem essa pinta de Hannibal Lecter que serve muito bem a adaptação de TV.
Muitos personagens visivelmente perturbados são, na maioria das vezes,
interpretados de maneira passiva (como os selvagens e muitos dos bannermen de Robb, por
exemplo. Saudades do Grande Jon Umber…). Craster no entanto tem muita
presença, mesmo que o núcleo dele acabe provavelmente no capítulo de
domingo que vem, o qual o título já diz tudo (And Now his Watch Has
Ended). Mas… porque as piadas de gordo com Sam? Não é como se Craster
estivesse em forma, vamos combinar.

Foram muitos minutos de tela dedicados a mostrar Theon sendo torturado,
perseguido, espancado e quase estuprado. Muito triste saber, porém,
que era óbvio que ele seria alcançado durante a belíssima cena de
perseguição. Essa temporada é de ação. É legal lembrar que Alfie Allen
foi o ator mais presente na 2ª temporada, e apesar de ser óbvio, esse é
um dos motivos para a linha de história dele estar sendo mostrada este
ano. Essas cenas provavelmente serão cada vez mais violentas e
aterrorizantes. E enquanto temos isso, falta Arya, falta mais da
Irmandade e de todos os camponeses que defendem as ideias da Irmandade.
Falta Mance e Tormund. Se sexo e violência estão sendo mostrados em demasia, porque as pessoas só reclamam do sexo?

Mas ok, além da tão expressiva paisagem de comerciais da Marlboro e o fato de que Alfie Allen é um tremendo artista, temos “boy”, que agora temos certeza ser um “bastardo”. Assim como vocês, estou muito curiosa com a ascenção de Ramsay será contada na TV. O que dá pra perceber, é que ele levará esse prêmio ao pai. Na série, ele não tem a fama que tinha nos livros desde o começo, não casou-se a força com a senhora Hornwood e não a esfolou, muito menos tornou-se senhor de Winterfell. Enfim, depois do casamento vermelho os Bolton estarão em destaque. Acho que tudo está caminhando neste sentido.

Todo mundo em Game of Thrones agora é um exímio arqueiro, não é mesmo? Jojen, Meera, Bran, Ygritte, O Bastardo Bolton, Os Tully, Talisa, everyone.

O cabelo da Melisandre está muito mais escuro, muito mais adequado. Ela era a única personagem que, apesar de tudo, parecia muito um cosplay. Mas, voltando ao “assassinato da caracterização dos personagens“: Stannis exigiria uma sombra de Melisandre pra poder chegar ao trono de ferro? Ele faria isso, o homem mais justo, mão de ferro e honesto dos Sete Reinos? O homem mais “correto” de todos, que abomina promiscuidade? O homem sem fogo que Melisandre confronta é justamente o homem que é o caráter de Stannis. Se Stannis perde isso, não há motivo para Davos amá-lo e admirá-lo. Quem dera Stannis tivesse tanto tesão em fazer as coisas acontecerem… mas não é isso o que ele mostra ao longo de todos os livros publicados até agora. Apesar disso, a cena foi muito bacana e o sotaque holandês da Carice é muito fofo.

É legal perceber o semblante da Dany, que mostra bem mais inteligência e astúcia do que na temporada passada. É muito estranho também, porque é um pouco cruel. Ela parece se sentir um pouco superior a Kraznys, e parte disso vem do fato de que, ele não sabe, mas ela entende perfeitamente a língua que ele fala e sabe exatamente o que fazer (embora do texto do Martin as coisas não sejam exatamente assim). E daí, o medo de que ela pareça prepotente demais desaparece quando percebemos que ela parece quebrar ao observar os escravos e o povo daquele lugar. É bem bonito de se ver. É bem complicada a campanha da Dany porque, entre os pretendentes ao trono, ela é a única que de fato não é uma guerreira. Ela tem três armas de destruição em massa e um nome. E bem, basicamente se sente pra caramba. Mas acho que esse é o fogo do dragão.

A presença de Dany no episódio tem elementos dos capítulos Daenerys II e Daenerys III. Toda a dinâmica do acerto de trocar os Imaculados com os dragões não teve o mesmo impacto dos livros. Me lembro de ler aquilo e odiar George por ter feito isso com sua personagem. Eu acreditei que Dany estava trocando Drogon, porque foi exatamente isso o que ela ia fazer. Ela estava com medo e desesperada. Na série ela não tem medo e não está desesperada. E quando acontece a cena da troca, para o leitor, é o momento mais legal de Dany em todos os livros, por conta dessa essa justaposição que Martin fez: medo, luta e conquista. Aqui serão apenas palavras e conquista. Não foi George quem duvidou da personagem, fomos nós. E descobrir isso na leitura é lindo. Na série? Não é lindo, mas é quase.

Dan Hildebrand é um excelente Kraznys e eu adoro a maneira como a língua
valiriana (especialmente o valiriano ghiscari) foi criada e é
pronunciada (estamos preparando um especial com alguns termos em alto
valiriano na série, aguardem).

Tyrion é um senhor bastante generoso, e, para aqueles poucos que se propõe a trabalhar com ele, ele mostra-se um verdadeiro amigo. E então, para recompensar Pod por ter salvo sua vida, ele decide presenteá-lo com muita diversão com as garotas do Mindinho. Nos livros, Podrick Payne é um garoto de 12 anos. A cena é engraçada de fato, principalmente porque Podrick é um personagem querido e extremamente inocente. Quando ele volta com a bolsinha de dinheiro intacta, temos inúmeras teorias do que pode ter acontecido, porque Pod ser um Deus do sexo é uma piada realmente muito fraca a essa altura do campeonato. Tem que haver algo por trás disso. Talvez a dinâmica mais provável seja a de que Mindinho esteja revertendo as posições de poder para Tyrion, uma vez que na cena anterior, Tyrion mostrou-se superior a ele. Como se Mindinho mandasse a mensagem: “aqui sou eu que mando, e eu não preciso do seu dinheiro”.

Jaime fez isso com Tyrion no passado, e isso o fez muito feliz (Tysha). E agora Tyrion fez com Podrick. Não há nada de errado nisso, é algo que Tyrion faria mesmo. O problema é todo o espetaculo por trás disso, não é mesmo? Será que Tyrion foi ao bordel e treinou as moças para que cada uma saísse de sua cortina em sincronia?

E há sim a possibilidade de Podrick não ter feito nada e sentado durante alguns minutos com as moças perguntando a elas quem são, de onde vieram e o que desejam. Podrick sendo o anjo da guarda que ele é. Porque as moças podem ser úteis no futuro, e Podrick talvez veja isso. Vale lembrar que, se você trabalha para o Mindinho, você não é feliz. Se matam o seu bebê porque ele é bastardo do rei, você deve engolir o choro e continuar trabalhando. Vimos isso no ano passado, lembram-se?

O “Nó Meerense” foi durante muito tempo uma expressão que R. R. Martin
criou enquanto escrevia a Dança dos Dragões para exemplificar o quão
complicado estava sendo escrever aquela plotline
(tanto que todo mundo sabe, não é muito fácil ler aquilo, e a
dificuldade de George se refletiu claramente no livro). E bem, é claro
que a série traduz essa piada internet dos fãs em uma posição sexual.
Vale lembrar que anunciamos aqui quando a contorcionista da cena
confirmou que estaria na série (e na 4ª temporada também).

A conversa inicial de Locke com Jaime enquanto Brienne e os homens Bolton discutem ao fundo é fenomenal. Isso é crédito pra edição e mixagem de som deste ano, que está excelente. E enquanto Brienne é trazida de volta, e ela percebe que Jaime conversa com Locke, seu olhar parece querer mostrar incredulidade quando na verdade, ela pressente que algo de muito errado está acontecendo. Atriz maravilhosa.

Sobre a canção The Bear and the Maiden Fair: eu que acompanhei durante a semana toda todos os comentários possíveis e imagináveis sobre o assunto, acho que a frustração geral é justificada por um ponto bastante simples: a versão da música e a banda escolhida. O problema não foi a música ter sido tocada de maneira tarantinesca, em um contexto esquisito pra te deixar desconfortável. O problema é que a versão para a música, que é tão queria para os fãs, é bastante categórica.

É uma questão de gosto. A versão do Hold Steady, para parte das pessoas, é inferior ao padrão musical da série que vemos na banda The National e nas composições originais do Ramin Djawadi.

O que me chama mais atenção nessa discussão toda é que, tirando o fato de que você achar que uma música é boa ou não é algo bastante pessoal e subjetivo… vocês compreendem qual é a mensagem da música, certo? Porque é isso que importa e, voltando ao contexto da série, isso é o mais importante na hora de analisarmos pra ver se “funcionou” ou não.

Bem, vamos lá. Clique aqui e veja a letra em português na tradução da editora Leya (Jorge Candeias). A música fala sobre uma mulher e um urso dançarino, e ela é mostrada já no início do episódio sendo entoada pelos possíveis estupradores de Brienne. Na letra, vemos uma donzela que resiste, até que o urso lambe o mel de seu cabelo“, e, em seguida, ela ‘esperneia, chora, suspira e grita‘. A mensagem é bem clara, certo? A história sobre uma mulher aprendendo a gostar de ser dominada por uma besta, que é o tipo de coisa que está por trás da cultura de estupro. Jaime confirma a mensagem quando diz durante um diálogo: Feche os olhos, e finja que é Renly. Essa é a mensagem da música. A melodia é outra história e vou me abster de comentar o que realmente achei pra não dividir opiniões. Mas, repito: lembrem-se da mensagem da canção. Essa mensagem se encaixa em basicamente todas as cenas do episódio.

Inclusive, esta conversa em Jaime e Brienne é uma adaptação de Jaime IV e a cena final é adaptação de Jaime III. Em todos os povs de Jaime a caminho de Harrenhal ele conta pouco a pouco através de monólogos internos o que aconteceu no dia em que matou Aerys e é a primeira vez que a verdade sobre o Regicida começa a nos ser contada. Na série, não.

Acho que a única coisa que resta pra falar sobre a cena da mutilação de Jaime é o seguinte: É extremamente difícil trazer para a TV as cenas icônicas dos livros e essa foi uma das felizes ocasiões em que a emoção que senti na TV foi mais forte do que a emoção que senti lendo. E sei que com vocês foi assim também. Eu fiquei horrorizada e emocionada. Algumas pessoas acharam muito engraçado. Outras pularam de alegria. O importante é que de fato foi algo brilhante. A reação de Jaime, que demorou pra entender o que havia acontecido com sua mão foi absolutamente espetacular. Algumas pessoas vieram nos avisar via Twitter que alguns arquivos de torrent estavam com problema no áudio durante essa cena, então, só pra deixar claro, na TV a música só começa a tocar segundos depois que sobem os créditos, porque conseguimos ouvir o grito de dor do Regicida durante algum tempo. Então a cena pode ser sido estragada pra quem assistiu través de downloads.
Em um episódio cheio de brutalidade e abuso da linguagem que mostra que mulheres devem ser abusadas e tratadas como propriedade, Daenerys se destaca ao acolher Missandei mostrando pra ela que o mundo é cruel e que todos os homens sim, devem morrer. Valar Morghulis. Mas elas, bem, elas duas não são homens coisa alguma, audiência. Walk of Punishment é o nome de uma rua em Astapor, mas também mostra a recompensa ou punição que cada personagem parece ganhar. Jaime é mutilado por ser um fodedor de irmãs e um Lannister. Tyrion, você queria visão e prestígio? Então toma este trabalho horrível como punição. Dany, você quer um exército? Então me dê o seu dragão. E por aí vai… e sabe o que é mais aflitivo? Para todos esses personagens, a jornada vai ficando cada vez mais sombria. E estar crucificado e exposto à morte é apenas uma figura de linguagem que exemplifica o que é tentar lutar pelo que se quer no universo desta série.

[PODCAST] Não esqueça de
enviar o áudio de suas impressões do episódio para participar do
Masmorra Cast no final da temporada. Vale lembrar que você só pode
mandar um áudio durante toda a temporada, então, se você curtiu bastante
esse episódio, corre lá.

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x] Em todas as minhas resenhas sempre garimpo imagens e gifs do Tumblr pra ilustrar o texto. Aqui você encontrou imagens retiradas de sites como: wicnet,th3-woman-woman e capsofthrones. O trabalho desses tumblrs na criação e tratamento dessas imagens é muito bacana, bem feito, completo e especial. Não deixe de acompanhá-los.

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  • Celso Velasquez

    Então, os Outro são ETS? Será que ninguém percebe?!

  • Muito bom a sua análise, tirando a parte que falou dos Senhor dos Anéis, LoTR é sagrado, não se pode dizer essas heresias sobre ele 😛

  • Helder Guastti

    EXCELENTE review!

    Como sempre.

  • Victor Conde

    Adoro suas analises, concordo plenamente sobre a questão da música, muita gente esquece o principal por conta da melodia.

  • Rafael

    Sei lá, não concordo tanto com o ultimo paragrafo, como já disse algumas vezes, o preconceito discrito no livro é atirado para todos os lados então a injustiça reina em Westeros e Essos.

    Não tenho muito o que reclamar deste episodio, foi excelente a parte do Pod acho que era apenas um piada com o garoto, nada além disso, a parte das cadeiras foi excelente o timing com a cena foi otimo.

    A unica coisa que não gostei foi a cena do Stannis, pois se Stannis é Azor Ahai ele é Deus e como uma sarcedotisa vermelha diria não ao Deus Vermelho? A cena foi mau construida, eles queriam mostrar que tinha algo entre os dois, mas foi má executada.

    Dany tá mostrando as garras dela, é engraçado que o quanto ela é inteligente para conquistar não mostra o mesmo para governar, nem perto disso..

    E sobre Jaime…o legal no livro é que você vê um cara totalmente cinico e que entende o quanto aquele mundo é falso, uma pessoa que perdeu algo por causa deste mundo, seu idealismo é isso que ele vê em Brienne, ele vê em Brienne a pessoa que ele queria ter sido no passado e se tornou o contrario disso, e a unica coisa que o definia que não fazia ele se sentir mau com o que ele é, ele perde por mero capricho de alguém, se fosse um ator queria interpretar Jaime Lannister.

  • Polly

    Ótima análise!!!

  • leticia

    muito muito muito boa análise. esta é a primeira temporada que assisto já tendo lido todos os livros e está sendo muito interessante perceber as diferenças no meu olhar entre esta temporada e as duas primeiras.

  • Gilson Filho

    Análise muito bem feita, parabéns!

  • Victor Welbert

    acho que vocês poderiam ter falado um pouco mais sobre a cena da missandei, eu gostei muito de como a dany a acolheu no livro e na verdade não foi ela que pediu, o próprio Kraznys a entregou pra dany como um presente, enquanto na série ela foi apenas meio que jogada como um brinde com os imaculados, não sei, tô muito preocupado com a storyline da dany porque eu acho que eles só querem colocar ela como a “badass” da história, acho que a relação dela com a missandei poderia ser mais fraternal como nos livros.

  • Rafael

    Concordo, achei meio fora de proposito isso, tem muitas coisas que tem no SDA e toda mitologia de Tolkien que falta de ASOIF.

    O que é melhor ou pior é opinião de cada um e cada um tem sua razão.

  • Leonardo Rondon

    Boa análise. Mal posso esperar pra ver mais do núcleo Dragonstone e da Melisandre, ótima atriz, me surpreende toda vez que aparece! Só senti falta do Stannis ao falar sobre querer os outros reis mortos, não citou Balon Greyjoy, será que isso será cortado?

  • Jan Santos

    Curioso pra entender o papel da Melisandre no Tridente… Será que ela vai buscar o sangue do Gendry? Não sei se ela precisa ficar nua pra isso :p

  • Guilherme Gonçalves

    Só não sei porque até hoje estão preocupados com a série destruir a personalidade do Stannis. Ela foi destruída muito tempo atrás, no primeiro episódio em que o personagem aparece, quando ele descumprindo o acordo feito com Renly manda a Melissandra matar o próprio irmão. Naquele exato momento tudo que o Stannis é no livro foi jogado na privada.

  • Parabéns pela análise Ana, mas discordo sobre o proposito da canção (estar relacionada com estupros). Acho que ela trata da diferença que as garotinhas (Sansa, por exemplo) veem os homens, os cavaleiros e como eles realmente são em Westeros. Tanto é que a donzela reclama que ela queria um cavaleiro e acabou ganhando um urso (o cara que não traz flores e nem salva as donzelas dos perigos), mas que o final das contas, o urso acaba agradando ela.

    “Lambeu-lhe
    o mel dos cabelos!

    Então suspirou e guinchou
    e até ’sperneou!
    Meu urso! Cantou.
    Meu urso tão belo!
    E daqui para lá
    foram pelo percurso,
    o urso, o urso
    e a bela donzela”

  • Patrik

    Continuo achando a cena do Jaime muito descontextualizada, enquanto nos livros ele perde a mão meio que por justiça digamos assim, na série pareceu que foi só por pura maldade.

  • Selene

    Nunca achei que uma música pudesse dar tanto o que falar em um episódio, ainda nesse episodio fantástico.

    Masss eu enxerguei como você, a musica teve tudo a ver com o contexto, principalmente do que estava acontecendo com o Jaime e a Brienne. Só que, na cena final, a musica cantada naquele ritmo, deu uma quebrada do que eu pelo menos esperava na cena da mutilação do Jaime (e não, não vi com o áudio com problemas não). Não vou dizer que ficou ruim, mas não era como eu esperava, eu acho. Mas ok. O episodio foi incrivel e muito mais que isso. É que, depois da versão perfeita da Rains of Castamere, ficamos exigentes hahahaha

    E sim, eu ando desenvolvendo uma relação de amor-e-ódio com a Dany…. sendo que nos livros era só amor. Acho a Dany da série desde a temporada passada realmente se achando demais rsrs. Eu entendo que ela tenha que passar uma altivez natural, um porte de rainha e tal, mas acho que ainda não acertou na mão, porque ela soa mais agressiva do que régia… E uma agressividade/rispidez que de certa forma me irrita.

  • Joao

    quem que é o gay do 5 livro? eu nao percebi nada nao, ou nao me lembro

  • Emanuel J Santos

    Um certo personagem d’A Dança? Quem?

  • eu não lembro de ter dito na comparação que eu fiz se isso era melhor ou pior. eu escrevi que isso não existe no universo do tolkien, em contraponto com o fato de que dinheiro é uma merda e é por isso que westeros é o pior lugar pra se viver no mundo de fantasia.

  • linkei.

  • Fabio

    Ana Carol, gosto MUITO das suas análises, do jeito como você escreve e das interpretações – pois é só isso o que são… e o texto do Martin permite várias outras – que você faz. Sobre o episódio, achei excepcional, to voltando a sentir a empolgação com essa série como tive nos primeiros episódios da Season 1. Concordo com você também que foi tempo demais de Theon e Ramsay, que podem ter seu enredo desenvolvido sem pressa, e tempo de menos de Irmandade Sem Bandeiras, e do carisma de Mance Rayder (que até agora continua parecendo um “Snape” maltrapilho e rabugento), e de Tormund. Valeu!

  • Rafael Stark

    Concordo, eu acho melhor não comparar os dois universos porque vai dar uma treta bem grande, o próprio Martin já disse em entrevistas que embora se sinta honrado em ser comparado com Tolkien a forma de escrever dele é totalmente diferente.

  • Daniela

    Não acho que ela tenha criticado LoTR ou algo assim, gente. Foi só uma comparação nessa questão da economia. Não que falte isso em LoTR nem nada do tipo, até porque são contextos completamente diferentes.

  • Fernando Nito

    Gostei muito da teoria do Pod/Mindinho. Na série, o Mindinho não demonstra ter nem 10% da inteligência que demonstra nos livros.

    Essa seria uma boa forma de ‘recuperarem’ o verdadeiro Mindinho na série.

  • Lucas Emanoel Janke

    Só eu que não percebi nada a respeito? E olha que eu li duas vezes!

    Pensando bem ele tinha uma admiração estranha pelo Rhaegar…

  • Suas analises são sempre geniais. A única cena que me desagradou, como a maioria, foi o Stannis e a Mel, pq nunca, em tempo algum, pude imaginar a personagem passando por uma humilhação desse tipo, já que que tem um orgulho enorme. A não ser que já queiram começar a introduzir desde já, o fato de que a Melisandre já está com o pé atrás sobre Stannis ser Azor Ahai. Outra coisa que correu muito e não deu pra demonstrar bem na série como no livro, são as “justificativas” pras atrocidades que o Jaime comete. Pq como no livro ele justifica por exemplo, ter matado o Rei Aerys pq ele queria incendiar toda a cidade e era muito cruel, meio que começa a surgir um sentimento de “poxa, ele não é tão mal assim”. Não que isso seja o suficiente, ele ainda é um filho da puta, mas conforme a personagem vai sendo construída, vc fica com dó quando ele perde a mão. Mas pra quem não leu o livro não acontece assim. Uma amiga minha que não leu os livros me disse: bem feito, deveria ter morrido! E eu fiquei tipo: O que? Mas eu conhecia esse lado dele nos livros que ainda não existe na série. Mas de repente esse seja mesmo o objetivo dos produtores ou coloquem mais a frente. De qualquer forma estou gostando muito da adaptação, entendo que pra colocar todos os elementos dos livros na séria seriam necessárias umas 5 temporadas pra cada livro.

  • Bruno Lacerda Balbi

    Belíssimo texto, Ana Carol. Gosto muito de ler as análises após cada episódio e espero que, independente de concordarem ou não com o que é dito nele, os leitores do site saibam a preciosidade que possuem em mãos.

  • João Pedro Gonçalves

    Acho que ficou meio óbvio na série que a Dany vai queimar tudo depois de trocar o exército pelo dragão. Não teve a mesma emoção do livro, e que você realmente achava que ela ia trocar.

  • Sou só eu que acho o Jaime um personagem sensacional?
    Eu torço mtoo pro Starks se darem bem, principalmente Jon (aah vai, ele é um Stark) e Arya…Sou quase um Starkista…
    Mas tenho que confessar que os melhores personagens e até suas adaptações pra TV são Tyrion e Jaime…

  • Lucas Emanoel Janke

    “Se sexo e violência estão sendo mostrados em demasia, porque as pessoas só reclamam do sexo?”

    Tanto cenas de sexo quanto violência tem que ter um motivo (o que seria esse “motivo” é um ponto aberto para discussões / partindo desse princípio, se a série for composta só com os dois, não vejo problema), como as cenas de Theon tem, agora aquelas amadas cenas de sexo no no bordel do mindinho eram no mínimo inúteis.

    Quanto a cena final, eu gostei de O Urso e a Donzela, mas não gostei de como ela foi utilizada – de forma tarantinesca, diz o review (e algumas outras pessoas), mas o problema é que tarantino tem um clima que ele segue durante todo o filme, e então aplica as musicas dentro deste conceito. A série tem duas temporadas, não dá pra quebrar todo o estilo no final do episódio 23 e fingir que é normal. Se isso tivesse acontecido em Breaking Bad, por exemplo, eu teria achado o máximo.

    A cena de Stannis foi vergonhosa. Me senti constrangido vendo aquilo.
    Acho que Tyrion pagou as putas do Pod.

    A cenas de Arya e Torta Quente, as cadeiras e a mão de Jaime foram boas demais!

  • Sou fã de LOTR e achei o comentário da Ana totalmente plausível. Senhor dos Anéis é uma história maniqueísta, onde o que importa é a luta entre o Bem e o Mal, portanto não ter um “Mestre da Moeda” não faz diferença significativa nesse contexto. A Ana só fez a ponte com LOTR para tentar mostrar como numa fantasia do caráter de Game of Thrones esse tipo de detalhe é importante.

    É engraçado esse fenômeno que acontece com os fãs de grandes sucessos como Senhor dos Anéis ou Harry Potter, você não pode falar um “a” que não seja louvando a produção que já ficam ofendidos. Take it easy.

  • Aline Lacroc

    Achei ótimo o texto, casou muito com as impressões que eu tive vendo o episódio. Sobre a Dany, realmente faltou a parte em que acreditamos piamente que ela entregaria o Dragão.. e como isso mexe com nossos sentimentos em relação ao Martim. Com relação ao Pod, gostei muito da cena extra que deram à ele, já que é um personagem mais apagado nos livros. E acho que a cena dele foi criada propositalmente para se chocar com a cena da Brienne. A cena nos dá a entender que ele faz algo que praticamente não existe no mundo machista de Westeros, que é colocar a mulher em primeiro lugar (mesmo não sabendo se ele fez em forma sexual ou através de conversas). E logo depois temos a cena da Brienne que é tratada de uma forma grotesca. É até interessante que isso aconteça desta forma, já que são personagens que se juntam na história mais a frente e que podem desenvolver um relacionamento interessante, já que ambos são inocentes e primam pela justiça e honra.

  • Fica implícita a paixão do Jon Connington pelo Rhaegar.

  • Laís Batista

    Analise com Spolier demorou, mas sua chegada foi muito bem vinda… Parabéns

  • Como de costume, ótima resenha. Eu gosto muito de ler os seus textos, porque parece que quase sempre você tem uma visão muito parecida à minha, principalmente nos paralelo com os livros, mas ao mesmo tempo você não se impõe nesse sentido, apenas sugere e explica o por quê.

    Cara, agora lendo isso, eu sinto que poderia comentar muita coisa mesmo, mas ia ficar um texto enorme e acho melhor não hahaha, mas vou tentar falar um pouco de tudo.

    Núcleo Correrrio: Gostei da apresentação dos Tully, a cena do funeral foi muito simbólica, e acho que desenvolveram ela da melhor forma possível (o ideal, como você mesma disse, é que o Brynden já tivesse sido inserido muito antes, mas enfim). Já ficou claro desde o começo que vão ao extremo com a babaquice do Edmure, vão ressaltar ele pra jogá-lo num esteriótipo mais reconhecível e aceitável pela audiência, penso eu. Um pouco injusto, talvez, mas já vimos injustiças piores com personagens mais importantes. Atuação de tirar o chapéu para o Clive Russel, combinado com um figurino que fez jus à série e parceiros de cena igualmente louváveis (Michelle Fairley <3). A cena da Talisa foi dispensável e mal construída, parece que eles só procuram qualquer forma de jogar a Oona Chaplin na tela. Eles deviam usar esse tempo para tentar lembrar pros telespectadores quem são os Frey.

    Núcleo Porto Real: Como sempre com cenas que exploram bem a tensão e a intriga entre os personagens. Eles construiram desde o princípio uma disputinha tão gostosa entre Mindinho e Varys que não existe necessariamente dessa forma nos livros, e Cersei e Tyrion como sempre dão show nas suas cenas juntos. Pra mim só a cena das cadeiras sozinha dava conta de toda parte cômica do episódio. Não vi nenhuma necessidade das cenas com o Pod, nenhuma mesmo, pra mim foi screenplay jogado fora. Se fosse para tentar dar destaque ao personagem, que fizessem isso antes de Blackwater, que é quando ele de fato faz alguma coisa útil. Como disse no outro comentário, o paralelo com LOTR coube muito bem.

    Núcleo Além da Muralha: zzzzz. A única coisa que me fazia prestar um pouco de atenção neles era a Rose Leslie. Tormund está apagadíssimo, se não tiver diálogo verídico (com "har!" e tudo) dele com o Jon futuramente vou ficar bolado. White Walkers artista parece piada, como se os produtores lessem os comics e sátiras que soltam por aí. Desde o primeiro episódio da primeira temporada eu nunca entendi essa necessidade de passar essa aura de filme de terror barato pra eles. Enfim, next.

    Núcleo Pedra do Dragão: http://media.tumblr.com/tumblr_m0s1q6b8Jj1qcq2nh.gif

    Núcleo Astapor: Daenerys crescendo muito mais rápido, algo que já era de se esperar. Decisões sendo tomadas, também, numa velocidade muito maior. Concordei 100% no que você falou sobre os dragões. Quando lie u xinguei a Dany, e xinguei o Martin. Não sei bem o que pensar de tudo isso, a Dany entra cada vez mais nos POVs mais complexos dos livros e eu quero ver como eles vão dar cambalhotas pra reproduzir isso. Queria mais destaque pro Sor Vovô.

    Núcleo Irmandade: Arya sofreu muito menos do que deveria na temporada passada, e acho que por isso estou meio sem saco pra ela. Não achei a despedida tocante, nem nada demais. Meu pai do meu lado perguntou quem era esse gordinho e eu não consegui segurar o riso. Well, next.

    Núcleo Theon: Cada vez mais fico intrigado com o que estão fazendo com a história do Theon nessa temporada. E embora ache sim que aquele é o Ramsay, vale pontuar que "bastard" pode ser meramente um adjetivo, e não necessariamente o cara chamando ele de "Snow". E acho que agora oficialmente o Alfie Allen já mostrou de tudo (ou não né rs).

    Núcleo Jaime e Briennão: Estou amando tudo a respeito desses dois, mas acho que vou sempre sentir um pouco de falta daquilo que os livros conseguem passar tão bem: os pensamentos dos personagens. Com Sansa e com Jaime eu sinto isso, principalmente. São personagens que podem ser odiados por não serem totalmente compreendidos. E sim, mesmo compreendidos eles podem ser odiados, mas aí de forma consciente. Jaime começa nessa temporada uma espécie de "caminho de redenção", e eu acho que seria importante mostrar passar isso de alguma forma mais eficiente. Cena da mão ficou maravilhosa. Odiei a música mas nem vou bater mais nessa tecla.

    Ufa, hahaha. Acho que eu poderia falar muito mais, mas basicamente é isso aí. Parabéns novamente e continue com o ótimo trabalho 🙂

  • Mas acho que ficou só pela impressão sobre essa admiração mesmo. Se houverem mais argumentos, que venha um post

  • Matheus Almeida

    “Todo mundo em Game of Thrones agora é um exímio arqueiro, não é mesmo?” Edmund Tully não curtiu isso, kkkkk

  • Gabriel Augusto

    a cada dia as análises ficam cada vez melhores! A equipe está mais do que de parabéns.

  • Calvin

    Talvéz a intenção seja essa mesma, dar a impressão que o Mindinho não é tão brilhante, ássim quando vier sua queda ela não parecerá forçada.

  • Eu não fiquei ofendido, muito pelo contrário, falei em tom de brincadeira, pra evitar interpretações como a sua que coloquei o smile no final. Até porque mesmo sendo totalmente fã de todo o universo criado pelo gênio J.R.R. Tolkien, hoje acho que mesmo não estando finalizado as Crônicas de Gelo e Fogo são livros ainda melhores no quesito entreterimento.

    Mas LoTR é realmente “sagrado”, ele que deu início a todo um gênero e apesar de na terra média ser tudo em preto e branco e não em escalas de cinza como na vida real, acho que é impossível comparar aSoIaF com LoTR até porque apesar de terem o mesmo estilo, tem propostas totalmente diferentes e apesar do George R. R. Martin ser um baita escritor, nunca vai chegar no nível do venerável Tolkien.

  • Calvin

    Uma de minhas maiores dúvidas sobre o final, maior até que quem será o rei, é como esse rei (seja ele quem for) vai conseguir saldar as dívidas da coroa. Algum palpite?

  • diegomarcelini

    Boa resenha, só discordo qdo vc disse q a melisandre melhorou pq não parece mas cosplay sendo q esse tipo de vestimenta é examente para fãs que querem parecer com personagens de fantasia como nas cronicas de gelo e fogo pelo menos pra mim tinha q ser bem fantasiado e colorido pra parecer um mundo novo e não um filme perdido do rei arthur to esperando a capa rosa do Ramsay kkkkkkkkkkk

  • Gianluca Sousa

    É sempre ótimo ler essas análises, a Ana consegue ligar os pontos brilhantemente.

    Eu sei que é cedo pra falar sobre isso, mas venho pensando sobre a próxima temporada. Existem três acontecimentos importantes no livro fora o RW: Casamento do Jof, Batalha na Muralha e Meereen. E eu ando a questionar que não há como o Casamento e a Batalha ficarem pra depois do meio da 4ª temporada, porque senão a história não vai progredir de jeito nenhum. É só lembrar o tanto de coisa que acontece depois da morte do Jof, ou depois da Batalha na Muralha (é claro, ainda nem sabemos se a Batalha do Castelo Negro vai ser nesta temporada).

    Às vezes parece que a série vai explodir de tantos personagens e plots!

  • Chris

    ainda acho que as 3 prostitutas do Pod vão substituir o papel do Symon Lïngua de Prata

  • estrelisia

    Sempre leio as resenhas dos episódios com spoiler e vcs são muito boas! Adoro. Concordo com quase tudo o que vc escreveu. Só queria comentar que, pessoalmente, achei muito boa a cena em que o Robb Stark passa o sermão no Edmund. Excelente atuação do Richard Madden, e ali ele mostrou-se como muito mais do que apenas um garoto bobo. E a música de abertura começando a tocar baixinho durante a fala dele foi de arrepiar.

  • Lu

    Muito boa a sua análise, Ana!

    Pessoalmente, achei a cena da Mel com o Stannis mais avulsa do que propriamente a cena do Theon. Stannis não está fazendo nada, então, outros personagens poderiam ter mais tempo de cena, como você bem falou.

    Eu realmente espero que as cenas do Jon deem um salto de qualidade, pela importância que o personagem tem. O núcleo dos selvagens é muito bom.

    Sobre a tal música. Adorei a versão medieval, mas achei a versão moderninha meio estranha. Nem tanto o impacto no final…. até curti o choque. Mais a música mesmo. Acho que não curti o estilo.

    Achei o episódio o melhor até agora. Tem lá suas falhas, mas a adaptação está boa, considerando todas as dificuldades que um livro tão cheio de tramas e personagens como esse tem.

  • Júlio

    Suas análises são muito bem escritas. Para o leitor assíduo, é um deleite para compartilhar os sentimentos em comum que travamos ao tentar absorver o encadeamento da série e a lógica estruturada em torno dos personagens, que simplesmente não podem sumir por serem atores, e obviamente caros, ao bolso e ao telespectador comum, em comparação ao encadeamento do livro. Ademais os desvios de personalidade de certos personagens, dos quais, na maioria, não vejo benefício, a série é fantástica, porque é difícil capacitar a mente para, a todo momento, captar e criar imagens coerentes das descrições do livro. Enfim, episódio bom, enredo excelente, que venham os próximos.

  • Edmure*

  • Andrews M Reis

    Acho que a cena do Pod tem somente uma função: dar destaque ao personagem. Quando eu li O Festim de Corvos e ele começou a acompanhar a Brienne eu pensei: WTF, nem me importo com esse ai… Vai morrer e nem sentirei falta.

    Na série acho que vai ser diferente. Ele vai aparecer e iremos já ter uma certa identificação com ele.

  • Victor Antunes Campos

    E pensar que as pessoas conseguiam odiar Jaime Lannister.. acho esse personagem incrível

  • João Pedro Gonçalves

    o problema é: será que Stannis é realmente azor ahai, não vou dizer mais pq não sei se vc leu o 5º livro

  • #Bullying.
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!

  • Adorei a análise! A cena da mão cortada foi realmente muito bem feita (e me partiu o coração uma vez mais). Quero muito ver quando eles começarem a mostrar a morte do rei Aerys pelo pov do Jaime, porque acho muito importante esses monólogos para a gente entender melhor o personagem. 🙂

  • Rafael Stark

    Queda do Mindinho? WTF?

  • Ronildo Pinheiro

    O Martin falou numa entrevista que um personagem gay estaria nos capítulos ABCD. Que são coincidentemente do tal “dito cujo”.

    Somando 2+2, dá para entender a tal admiração.

  • Ronildo Pinheiro

    Eles podiam inovar e fazer um flashback incrível. Imaginou ver Aerys, piromante e os starks naquela cena ;D.. ia escorrer lágrimas.

  • Bruno Fraga

    Só não concordo com uma coisa.. não acho que o Peixe Negro seja gay.. acho que ele é honrado demais pra não aceitar se casar e brigar com o irmão por ser gay.
    Se ele fosse gay acho que se casaria e manteria sua opção não sei. E nunca percebi isso nos livros

    Já quanto ao figurino eu acho que o Edmure está com a mesma armadura que a dele então o negro não foi especifico do Brynden mas do elenco dos Tully em si!

  • Éder Leão

    A primeira percepção que tive na parte que Pod volta do prostíbulo e revela que não cobraram pagamento, foi que, embora pareça que Tyrion e Bronn fiquem curiosos (e a cena foi bem engraçada) em saber da proeza do garotão, eles queriam saber de mais algo, acho que Tyrion sabe que estava no território de Mindinho, logo o próprio Pod poderia revela num momento de luxúria ou outro revelar algo ou até ouvir algo.

  • Paulinho SPN

    Mas o Stannis mata o Renly daquela forma, porém a cena em que ele manda Davos levar a Melisandre de barco, no livro, é para matar o castelão em Ponta Tempestade, então eles meio que mesclaram as cenas da morte do Renly (Capítulo de Cat) com a do castelão (que não me recordo quem é)(Capitulo Davos).

  • Murilo Negrello

    Sem comentários com relação à cena de Stannis e Melisandre. Além de ter sido o momento mais ridículo e tosco do episódio, acho que foi a cena mais mal feita e sem sentido de toda a série até agora. O Stannis é um homem sério e rígido, que por mais que sinta atração pela Melisandre e se utilize de sombras e sacrifícios ao fogo como último recurso quando sua honra e valores não podem ser mais usados, ainda tem um senso de justiça que não o deixaria se cegar nunca daquela maneira. Eu não vejo Stannis como um fanático religioso apaixonado e babaca caindo aos pés de uma feiticeira vermelha na frente de seus homens, apenas para conseguir o trono. Stannis não demonstra esse nível de fraqueza. A personalidade e a complexidade do personagem foram esvaziadas ali. Sem falar na impotência sexual que eles usaram para ridicularizá-lo, pois no livro não é esse o motivo, e sim as sombras, que estão retirando sua energia. Quando esses produtores vão entender que Stannis NÃO É um homem cego pelo poder?

  • Camarada Moderado

    ficava ouvindo harpinha, apaixounou-se

  • GILMAR CARDOSO

    Estou fascinando com seu texto,reflete bem oque penso a respeito dos livros , parabéns Ana . E quanto ao regicida, eu pulei da cadeira ao ver aquela punição:cruel ,fria e brilhante

  • Eduardo Ramos Brovine

    “Não foi George quem duvidou da personagem, fomos nós.”

    Exatamente

  • Rafael

    Ele não é AA, mas para sua sacerdotiza ele é, enfim no livro ela é bem fanatica com essa ideia, e na seria pode ser que eles querem dar uma diferente ideia.

  • Só não concordo que Tanásia seja o nome do bebê de Lysa. Nos livros deixa claro que é uma flor usada pra induzir o aborto.

  • Rafael

    Não disse que você fez uma comparação de melhor e pior, quis dizer nao geral, não diretamente para você.

    Mas nunca é interessante comparar nada de fantasia com a obra de Tolkien, o que acho que você poderia fazer o mesmo ponto sem usar essa comparação.

    Martin usa isso pq ele se baseia na idade media, onde surgiu o conceito de guerra total, que é basicamente que quando um conflito belico ocorre todos os setores da sociedade sofrem por causa disso, é exatamente o que ele tenta retratar.

    Mas voltando a parte do mestre das moedas, no livro se não me engano, Tyrion não chega uma conclusão concreta do que Mindinho fazia, a impressão que pelo menos eu fiquei é que Mindinho fez um esquema corrupto, não apenas de pegar imprestimo mas desviar o dinheiro do tesouro, essa é uma parte obscura no livro, como Jon Arryn deixaria isso acontecer?
    Robert era um bebado, mas ele sabe o que é dever dinheiro e principalmente para Braavos que faz qualquer um tremer, como Mindinho escondia isso nos livros, isso seria interessante saber.

  • Tamires

    Também achei a cena final do Jaime perfeita, excelente e tudo o que vc disse aí em cima kkk =)

  • Tamires

    Também gosto muito do Jaime

  • Tamires

    Também acho. Eles podem fazer algumas alterações, é claro. Mas contrariar completamente o caráter de um personagem tão irredutível como o Stannis é o cúmulo

  • wesley Dantas

    cara no 3º livro vc começa ver Jaime de 1 ponto de vista completamente diferente, oq é legal pq ate o segundo livro ele não era descrito como 1 personagem mt “amável”

  • Diogo Araújo

    Alguém reclama do sexo? Esta série não é adulta? Adultos não fazem (ou deveriam fazer) sexo? Sexo e violência são o melhor tempero para as histórias de GoT.

  • Saulo Guilherme

    Mais uma ótima análise de episódio, agora toda semana venho aqui às sextas-feiras… parabéns!

  • Caio Rodrigo

    Pra mim, a única coisa que faltou nesse episódio foi o Sam – Matador :/

  • Ia ser ótimo! 😀

  • Calvin

    Martin já disse que nem todos os “vilões” vão acabar mal, mas duvido que Petyr se inclua nesse grupo.

  • Gente eu sei que a serie tem muitas cenas de sexo e tudo que envolve e tal! Mais bem que os produtores poderiam investir em Jon Snow e Ygritte né? coitado ainda continua virgem o cara. Enquanto Pod tah ai com toda!

  • Messinho’

    Ou de alguma mulher chamada Tanásia. Ou pensando bem, algum nome de bebê que uma certa mãe sonhava em ter, pois já estava grávida…

  • Messinho’

    Eu ia escrever isso, kkk

  • Messinho’

    Por favor, releia o texto onde a autora fala sobre essas comparações e reflita novamente, acredito que você não entendeu qual o sentido que ela quis se expressar falando disso…

  • Messinho’

    Não é a personagem, porque praticamente tudo ou quase tudo ali na série também vem dos livros, mas sim com a atriz, o que me incomoda, porque ela só faz levantar a cabeça e deixar o queixo bem alto para mostrar altivez, penso que na escalação de Jon e Dany, se eles forem mesmo os protagonistas, o pessoal que escolheu os dois atores se equivocaram tremendamente… É só compará-los com os atores ao seu redor. Até o ator que interpreta Hodor o faz direito.

  • Wellington Rodrigo Quitério

    Adorei o texto, como sempre vocês provando que são exímios entendedores de Game of Thrones. Esse episódio é melhor que toda a 2° temporada junta. Ainda meio pasmo… Bom demais. Abraços e até hoje a noite!

  • Melhor review EVER!

    Jaime se tornou um dos meus personagens favoritos e com aquele grito no final… Meu Deus que atuação <3

    Eu ainda sinto falta da Arya dos livros, Maise é perfeita, mas o roteiro não ajuda.
    Edmure é MUITO loser HAHAHHA

    Eu não gostei da música, acho que me chocou… mas do jeito errado.- e olha que eu AMO esse estilo de música. Mas me apaixonei pela versão dos homens do Bolton!

  • Victória

    Essa temporada é de Jaime e Brienne…

  • Meu Bazar

    Olá! Temos com exclusividade no Brasil o Colar Ovo de Dragão da série e gostaríamos de convidá-los para visitar nossa loja: http://meubazar.com/

    Abraço!

  • Rafael

    Exatamente o que acontece comigo rsrs, pela primeira vez tenho oportunidade de acompanhar a serie ja tendo lido todos os livros. A percepção que eu tenho é totalmente diferente, as coisas ficam bem mais “claras” por assim dizer rsrs.

  • Selene

    Na 2ª temporada então, ela só fazia gritar. Toda vez que a Dany aparecia, lá estava ela aos gritos. Exigindo coisas lá em Qarth, ou depois procurando os dragões. Aquilo estava me irritando a beça. E olha que a Dany dos livros (e da temporada 1) era bem querida pra mim.
    Mas o episódio dessa noite foi bem legal a parte dela… só teve grito quando realmente precisou HAHAHAHA. Vamos torcer pra a direção acertar mais com a atriz/personagem.

  • Rafael Stark

    Ah isso é uma especulação então, porque a última vez que o mindinho apareceu nos livros ele estava muito bem encaminhado.

  • Bruna C

    Ótima resenha! Só não concordo com uma coisa: Peixe Negro ser gay. Acho que ficaria sem sentido, e se a série mostrar isso, pode ficar apelativo demais. Sei lá… Deixa isso pra Jardim de Cima. Hahaha

  • Messinho’

    Acertar mesmo seria outra pessoa no lugar dela, kkkkk

  • Calvin

    Assim como todos antes de suas respectivas quedas! Álias, a serie tem reforçado aquilo que muitos acreditam será a causa de sua ruína: sua obsessão por Sansa.

  • Alex Vieira Rêgo

    Jaime é um dos meus personagens favoritos

  • Vish, então tá certo.

  • Geneval Mendes

    Sobre a parte do Pod, e de toda a encenação das cortinas, imaginei q o Tyrion podia já ter pago akele showzinho pro Pod…. O “Prêmio” dele era akele espetáculo, com direito a abertura de cortinas coreografadas e uma hiper massagem no ego com a recusa de pagamento….. hehehehe Podia ser tb……

  • Calvin

    Também não entendo porque tantos cismaram que ele é gay, há outros motivos para não querer se casar.

  • Jose Leitao

    Inuteis para voce, eu não sabia o que era um nó meerense, até que vi explicitado na cena do Pod.