Análise do episódio 3.03: “Walk Of Punishment” (Sem spoilers)

Depois de saírem das mãos trêmulas de Vanessa Taylor, os personagens da série retornaram para as mãos de seus guardiões originais, David Benioff e D. B. Weiss, que parecem saber um pouco melhor o que fazer com cada um deles. Além de ser responsável pelo roteiro, Benioff também atuou como diretor pela primeira vez, e devo dizer que o resultado não foi nada desapontador. Embora não tenha sido perfeito como o aclamado “Blackwater”, “Walk Of Punishment”foi, sem dúvidas, um dos melhores acontecimentos da série até então. Ou, pelo menos, um dos mais controversos.

O texto abaixo NÃO CONTÉM SPOILERS DOS LIVROS.


Vamos começar falando da abertura? Sim, por que a tensão já começa por aí.

Eu não devo ser o único que fica prestando atenção nos nomes dos atores e atrizes pra saber de antemão quem vai e quem não vai aparecer no episódio que se segue. Neste por exemplo, não tivemos cenas de Bran, Sansa, Joffrey, Margaery, e outros que também marcaram presença em “Dark Wings, Dark Words” e “Valar Dohaeris”.
Além disso, na abertura tivemos o nosso primeiro vislumbre do tão falado castelo de Correrio, sede da Casa Tully. E é nele que começa nosso Caminho da Punição.
No capítulo anterior, ficamos sabendo através de asas escuras sobre a morte de Hoster Tully, Senhor de Correrio e pai de Cat. Então somos lançados bem no meio do seu funeral. Uma cena incrivelmente bem executada, tanto pelo diretor quanto pelos atores que mostram, mesmo sem palavras, tudo aquilo que tem que mostrar.
As características principais dos novos personagens ali apresentados são ressaltadas por meio de um recurso simples: os disparos das flechas, que evidenciam o despreparo de Edmure e a experiência de seu tio, o Peixe Negro, que sabiamente examina a direção do vento antes de atirar, e acerta.

 

Essas características e as divergências entre eles ficam ainda mais claras na cena seguinte, onde Robb discute com ambos a respeito de um erro tolo cometido por Edmure que, contrariando as ordens recebidas, ao invés de esperar, atacou diretamente o exército de Gregor Clegane, vencendo, mas permitindo que ele fugisse.
Os argumentos usados pelo novo Senhor de Correrio para justificar seus atos são fracos, assim como sua presença, e o Peixe Negro se diverte com isso. O ator Tobias Menzies, conhecido por ter vivido o Brutus na série ‘Roma’, também da HBO, fez um ótimo trabalho em deixar o sobrinho impaciente, ao contrário do inimigo, Tywin Lannister.
Outra passagem que diz muito, mesmo sem o uso de palavras, é aquela das cadeiras no início da reunião do Pequeno Conselho na capital. Os movimentos de cada uma das “peças” aqui revela um pouco de suas personalidades e do papel que desempenham (ou que querem desempenhar) nos jogos do poder.

Varys e Mindinho sempre estão disputando entre si, por isso ambos esperavam sentar-se mais perto de Tywin. A Aranha faz o primeiro movimento, mas, por ser mais comedido, acaba sendo ultrapassado pelo oponente sem escrúpulos enquanto Pycelle senta mais longe. Cersei, como boa filha que é, carrega sua cadeira e a coloca ao lado do velho, deixando a última para Tyrion que, como sempre, é o mais atrevido, e coloca a cadeira em frente a do pai, claramente desafiando-o a lhe dar a atenção que merece, ainda mais depois da conversa nada amigável que tiveram em “Valar Dohaeris”. E o anão é quem quebra o silêncio na sala.

Para rebater, Tywin pergunta a respeito do seu favorito, Jaime, e  – depois que o Varys lança uma “indireta” bem direcionada ao Mindinho a respeito da senhoria de Harrenhal, que foi dada a ele por Joffrey em “Valar Morghulis” – revela seu plano de tornar Petyr o esposo de Lysa Arryn e, consequentemente, o Protetor do Vale, adquirindo assim mais um poderoso aliado na sua guerra contra os nortenhos.
Vocês lembram-se da Lysa, certo? A irmã de Cat, tia de Robb, viúva de Jon Arryn e mãe do pequeno Robin. Aquela que manteve Tyrion como prisioneiro no Ninho da Águia durante alguns episódios da primeira temporada. Aliás, Tyrion foi parar lá por culpa do próprio Mindinho, que aparentemente mentiu para Cat a respeito da adaga usada para assassinar Bran em “The Kingsroad”. Será que ele esqueceu?

No primeiro episódio da temporada, quando o Duende exigiu que o pai lhe entregasse Rochedo Casterly, Tywin deixou claro que lhe daria tudo, menos aquilo, e nesse “tudo” estaria incluído um novo cargo. Bem, um Lannister sempre paga as suas dívidas, e Tywin então cumpriu sua promessa, tornando o filho o novo Mestre da Moeda depois da saída de Baelish. Seus inimigos declarados, Cersei e Pycelle, se divertem com aquilo, pois tem certeza de que Tyrion falhará em sua nova missão. Mal sabem eles que essas duvidas só o tornam ainda mais forte. Ele ama desapontá-los.

A estrela da noite nos foi apresentada pela primeira vez na sequência seguinte. Não, eu não estou falando do Regicida, mas sim da canção “The Bear And The Maiden Fair” (O Urso e a Bela Donzela), que nessa primeira vez foi entoada pelo vocalista da banda Snow Patrol, Gary Lightbody, em uma participação como um dos membros do grupo do Locke. Essa versão da música foi um pouco diferente daquela que ouvimos no final e que causou uma discussão enorme entre os fãs. Só que vou falar dela mais pra frente. O foco agora está no diálogo entre Jaime e Brienne. É sempre tão natural eles dois interagindo um com o outro. De certa maneira, a Brienne passou boa parte da sua vida tentando fugir do que era, uma lady de sangue nobre. Mas o Jaime sabia que naquela noite as coisas seriam diferentes, e ela também. Por mais forte que fosse, ela não poderia lutar contra um bando inteiro sozinha.  É aí que seu companheiro a aconselha a se entregar e deixar que eles façam com ela o que bem entendem, contanto que ela fique viva. Isso nos faz refletir um pouco sobre a condição das mulheres em Westeros.

Foi a primeira vez que Jaime mostra alguma preocupação pela sua antiga captora… Ou talvez seja só pena.  No fim da conversa a Brienne pergunta ao Jaime o que ele faria se fosse uma mulher, e isso levantou outra questão perturbadora na minha mente: Se Jaime fosse mulher, ele seria outra Cersei? O que vocês acham? Imaginem duas figuras daquela no mesmo continente. Pobre Tyrion…

Arya e a Irmandade ainda encontram-se na mesma estalagem em que estavam no capítulo anterior, que por sinal é a mesma estalagem onde ela esteve com o pai e a comitiva do rei Robert Baratheon quando todos estavam indo para Porto Real no segundo episódio da série. Tanto que ela confronta o Cão de Caça perguntando se ele recordava-se daquele dia. O dia em que ele matou o antigo amigo dela, Mycah, o filho do carniceiro, a mando do Joffrey e da Rainha.

Maisie Williams, Ben Hawkey e Joe Dempsie sempre foram ótimos juntos, mas na cena de despedida do Torta Quente eles se superaram, talvez por ter sido a cena mais relevante deles como um trio e não apenas focada na Arya. É bacana perceber o quanto eles se tornaram amigos mesmo em meio à tantas desgraças.

Pelo visto, os rumores que a Arya espalhou a respeito do irmão na segunda temporada realmente chegaram aos ouvidos dos Lannisters. O jovem Martyn, prisioneiro de Edmure em Correrio, pergunta se eles são mesmo verdadeiros e a Talisa confirma. Não há muito o que discutir aqui, a cena é bem curta e direta. A participação desses garotos será importante mais tarde.

Assistir a Michelle Fairley atuando é sempre um prazer, ainda mais agora que ela está muito bem acompanhada pelo Clive Russell. Eles parecem mesmo ser da mesma família. Aqui nós ficamos sabendo um pouco sobre a relação deles com o falecido Hoster e vemos a Catelyn finalmente assumir que não acredita inteiramente na sobrevivência de Bran e Rickon. Sua última esperança de reunir o restante de sua família agora reside nas mãos de Brienne… Tá, e nas mãos de Jaime, o que faz com que suas chances tenham sido consideravelmente reduzidas depois desse capítulo.

 

Enquanto Starks e Lannisters estão em guerra, em muitos lugares do mundo absolutamente nada está acontecendo… É verdade em Pedra do Dragão. Lembram quando eu disse lá em cima que David e Dan sabiam o que fazer com os personagens? Isso parece não ter funcionado bem com Stannis.

Ou a Melisandre é realmente muito, mas muito boa de cama – uma versão feminina do Pod – ou os nossos roteiristas esqueceram-se de como era o Stannis. Um homem forte que não se curvava perante nada e que no episódio final da última temporada quase matou a sacerdotisa, agora aparece implorando de maneira ridícula para que ela não o deixasse. Sinceramente, acho que a única coisa que salvou essa cena foi a boa interpretação dos atores – que estão entre os melhores do elenco, em minha opinião. Mas se o texto continuar seguindo essa linha “- Eu vi nas chamas que tal coisa vai acontecer… – Beleza.”, temo que no futuro nem mesmo isso seja o suficiente.

Depois das boas cenas de abertura da temporada envolvendo a Patrulha, Jon e os selvagens, esse núcleo todo também ficou meio paradão. Quando o exercito de Mance chega ao Punho dos Primeiros Homens e encontra apenas cavalos mortos onde a águia de Orell antes tinha visto homens, ele deduz que todos tenham virado corpos de olhos azuis. Aproveitando-se disso, o rei selvagem decide enviar Tormund e mais alguns homens, incluindo Jon, escalarem a Muralha e esperarem pelo sinal para que assim ataquem Castelo Negro juntos de ambos os lados. Essa cena serviu mais como uma promessa daquilo que ainda está por vir. No mais, o movimento da câmera usado para mostrar a obra de arte dos Caminhantes Brancos do alto a medida que se afasta do grupo no centro foi realmente muito bem pensado… Always the artists.


Não muito longe dali, os homens da Patrulha retornam á casa de Craster, o selvagem que lhes ofereceu abrigo no início da segunda temporada. A piada feita com Sam durante a refeição é a deixa para que ele saia da cabana e reencontre a Gilly – uma das filhas/esposas do velho por quem ele se apaixonou,  que justo nesse momento está dando a luz ao seu filho. Isso mesmo, é um menino. E em “The Night Lands” nós descobrimos o que o Craster faz com os meninos…

Outro ponto alto do episódio foram as cenas do Theon. Depois de ser finalmente libertado pelo espião de Yara, ele foge em direção a ela. Só que a felicidade dele nunca dura por muito tempo. Os homens logo o encontram e começam a caçá-lo no meio da mata como um animal. Devo dizer que essas foi uma das mais tensas cenas de perseguição a cavalo que eu me lembro de ter visto. Muito bem filmada. Até que ele é capturado, e quase estuprado, antes de ser novamente salvo pelo cara das vassouras, que se revela um arqueiro muito superior ao Edmure, quase um Peixe Negro.

Alguém mais achou aquilo um pouco estranho? Aliás, até então tudo tem sido um pouco estranho quando se trata deste arco em particular.

O alívio cômico ficou por conta de Tyrion, Bronn e Podrick. E a sequência também serviu para que a HBO preenchesse a cota de nudismo deste e do último episódio. Mas além das belas visões de Ros e das novas meninas do Mindinho – dentre as quais estava inclusa a famosa contorcionista Pixie Le Knot, responsável pelo nó Meereenense (piada interna dos roteiristas que apenas aqueles que leram os livros puderam entender), houveram outros pontos importantes pra história nos diálogos travados entre os personagens.

Primeiro, Tyrion confronta o Mindinho a respeito de Barra (a pequena filha bastarda do rei Robert, que foi assassinada dentro do bordel em “The North Remembers”), e este, por sua vez, manda uma indireta a respeito de Shae. Um atirando os podres do outro, é sempre assim.

 

Na cena seguinte ele descobre que o Mindinho esteve pegando muito dinheiro emprestado do Banco de Ferro de Braavos, que financia os inimigos do beneficiado pelo empréstimo caso este não seja pago. Mas a maior descoberta vem depois, quando Pod volta do bordel e devolve a Tyrion o dinheiro que ele deu ás meninas. Ou seja: Elas gostaram tanto do rapaz que não aceitaram ser pagas pelo tempo que passaram com ele. Uma pena que a cena é cortada antes que nós possamos escutar quais os segredos do mestre.

Acho que faltou um pouco de explicação sobre o que aconteceu com a Daenerys depois que tentaram assassina-la em “Valar Dohaeris”. Mas ok. Ao invés disso já nos mostram ela andando em direção á estátua gigante da harpia, uma das coisas mais lindas que já vi na série em termos de CGI, onde ela se encontrará com Mestre Kraznys, acompanhada de seus dois conselheiros. Antes de chegar, Sor Barristan, que se demonstra contra as opiniões de Jorah a respeito dos Imaculados, fala a khaleesi sobre seu falecido irmão, Rhaegar, dizendo que ele foi uma das pessoas mais gentis que conheceu, amado e respeitado pelos seus homens. Um versão totalmente diferente da que ouvimos do Robert na primeira temporada.

Dan Hildebrand é ótimo como Kraznys, e os roteiristas acertaram quando lhe deram uma nova oportunidade de aproveitar-se da aparente ignorância de Dany em relação a sua língua pra chacotas com ela. Embora curta, a negociação que se segue também é muito bem escrita e cheia de minucias, até o momento fatídico quando Daenerys oferece um dos seus dragões em troca dos 8 mil soldados escravos de Astapor… E oferece o maior e mais forte deles.

Alguém mais se divertiu com a Dany reprimindo o Jorah apenas com o olhar?

Como prova da boa vontade do Mestre, Dany também exige que ele lhe entregue a belíssima Missandei, afinal, depois que suas aias morreram em Qarth, ela precisa de alguma companhia feminina além dos dois velhos barbudos. Além disso, a Missandei sabe falar a língua local tanto quanto a língua comum de Westeros. Eu quero ver o Kraznys fazer piadinhas da próxima vez… Mas peraí… Quando a Missandei fala “Valar Morghulis” a Dany responde com o significado: “Todos os homens devem morrer”. Talvez ela entenda mais de valiriano do que o Kraznys imagina.

 

Nessa sequência também viemos a saber o significado do nome do episódio. Walk Of Punishment, ou Caminho da Punição, é o nome dado ao trajeto onde escravos que desrespeitaram seus mestres de alguma maneira são crucificados e expostos para que os outros escravos vejam e saibam o que acontecerá com eles caso cometam os mesmos “delitos”.

Mas fora isso, vimos muito sobre punição nesse episódio, não? Theon pagando pela traição cometida, o Cão sendo arrastado como prisioneiro no mesmo lugar em que matara o filho do carniceiro e Jaime, que no final perde a mesma mão com a qual empurrou Bran da torre em “Winter Is Coming” e  (na verdade ele empurrou o Bran da torre com esquerda, mas o corte serviu como punição pra isso também) a mão da espada com a qual perfurou a barriga de Aerys Targaryen, ganhando assim o apelido de Regicida.

E que cena, meus amigos! Eu não preciso nem falar das atuações que foram excelentes, incluindo a do Noah Taylor (Locke).

Depois de salvar a honra de Brienne, talvez a única atitude admirável dele durante toda a sua trajetória, ele recebe uma mão cortada como pagamento. Game Of Thrones tem dessas… A exemplo de Stannis, que cortou as pontas dos dedos de Davos por ele ser contrabandista mesmo depois deste ter salvo sua vida no cerco á Ponta Tempestade alegando que “Uma boa ação não apaga aquelas ruins”…

Quem sabe agora o Jaime também não se regenera, não é mesmo?

Depois do corte, a versão de “The Bear And The Maiden Fair” gravada pela banda Hold Steady começa a tocar nos créditos finais, o que dividiu a opinião dos fãs por ser uma música muito moderna para estar na trilha sonora de uma produção medieval. Eu particularmente gostei, e entendi qual foi a intenção dos produtores, que eles explicaram aqui.

Enfim, como eu já disse e repito: “Walk Of Punishment” foi um dos melhores momentos da série desde a sua estréia, com diálogos marcantes, cheios de peculiaridades, e tomadas sensacionais. Não foi a toa que bateu todos os recordes de audiencia no último domingo.

Mas agora eu também quero saber a opinião de vocês… O que acharam? O espaço de comentários está aí pra isso.

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  • Gabriel Augusto

    Incrível análise, incrível episódio, incrível série! Todos de parabéns!

  • G.Marcellus

    A música foi muito foda no final do episódio! Embora eu tenha achado que poderia ser usada em outro final de outro episódio… nesse até que não ficou muito ruim! Jaime não merece musiquinha triste no final do episódio não…

  • Caio Alcântara

    Sobre a música ser boa ou não, é questão de gosto e acho que nunca chegaremos a uma conclusão. Porém vale lembrar do PÉSSIMO momento que escolheram para introduzi-la na série, uma música animada nos créditos que cortou todo o clima de tensão produzido pela cena do Jaime, muito mal colocada.

  • ótima Review só uma coisa kkkk sendo chato, o Jaime empurra o Bran da Janela com a mão esquerda então, ele só pagou por Aerys até agr rçrç

  • angelo

    ótima análise.. pow.. não gostei do jaime ter perdido a mão.. =/

  • Esse foi o melhor dos 3 episódios, em minha opinião. E a música reforçou a situação de surrealidade da última cena, justamente por ser uma versão inesperada. Gostei muito.

  • Leonardo Capeletti

    Na verdade, Jaime empurrou Bran com a mão esquerda. HAHAHAHAHA.

  • Just call me Tripod

  • Ana Paula Vasconcelos

    Em poucas palavras, excelente…eu gostei da música no final tb…nos arremeteu a loucura do coto do Jaime sangrando…show!

  • Dr Prof. X – Morto mas feliz

    Concordo totalmente. Um dos melhores episódios da série. A cena do conselho é cheia de “pequenos detalhes”, Daenerys VS Kraznys é hilário, Mindinho e Tyrion têm sempre bons “duelos verbais”… E a combinação da ótima cena final com a ótima e surpreendente música dos créditos é inacreditável.

    Só dois defeitos; a piada do Pod com as prostitutas foi bobinha. E o Barristan de repente já é um dos melhores amigos para sempre da Daenerys? Já está andando junto e dando conselhos? Nem parece a moça que aprendeu a não confiar em ninguém, nas outras duas temporadas…

  • Guest

    Em A Storm of Swords, The Bear and the Maiden Fair é tocada nos momentos mais oportunos (como, por exemplo, quando Sansa pensa que vai casar com o lindo Ser Loras e descobre que na verdade querem casá-la com Willas – grande, velho, feio e manco). Pensando por esse ângulo, a última cena desse 3º episódio encaixa Jaime na posição do urso perto da sua donzela Cersei. Jaime, sem mão, não é ninguém – e ainda é grotesco: um urso.
    Mas nada justifica a escolha de um arranjo moderno indie/punk para a balada medieval. Pra começar, os roteiristas precisaram EXPLICAR para o público o porquê da escolha. Isso já me irritou. Minha mãe sempre diz que a gente tem que saber interpretar, pq quando a gente compra um livro, a gente não leva o autor junto pra casa. Uma obra precisa passar sua mensagem por si só. Mas pra isso há de haver coerência, o que aparentemente não houve.
    A justificativa dos roteiristas foi a de que eles queriam um contraste para a cena impactante da mutilação de Jaime, uma quebra de expectativa. Mas, ao meu ver, quebraram justamente o impacto que a cena deveria ter. Na primeira temporada, quando Viserys é “coroado” com ouro derretido (melhor cena da série pra mim até agora), se tocasse um rock alegre na cena, isso descaracterizaria toda a seriedade do processo de emacipação da Daenerys e a nossa percepção da frieza dos Dothraki.
    E foi justamente o que aconteceu com Jaime – ele perdeu a mão da espada. A mão com que acariciava Cersei (ou a mão com que ele a deixava molhada, nas suas palavras). A mão que o fazia ser quem ele é. E olha a gente aqui comentando a música e não a cena. Ao invés de mergulharmos na cena e termos a dimensão da tragédia, somos trazidos de volta à nossa realidade, onde acordos com gravadoras e o desejo de agradar o público impera mais que Joffrey, infelizmente.

  • Não gostei muito, só do final, Jaime sem uma mão, isso sim eu gostei.

  • Anderson Santos

    Eu não gostei da musica no final do episodio eu tava com o clima OMFG cortaram a Mão dele mesmo eu ja sabendo que iria acontecer isso quebro o clima totalemente.

  • Não foi um dos meus episódios favoritos, embora eu não saiba exatamente o por quê. A única coisa que realmente me incomodou foi a cena da Melisandre com o Stannis, pois houve uma inversão muito grande de papéis entre os dois.

    Embora o público saiba que ela tem o poder, quem comanda é ele. Ele é o Azor Ahai. Ele é o rei. Mas acredito que, por conta da alteração que fizeram na série, eles foram obrigados a descaracterizar um pouco os personagens nessa cena e gerar essa inversão de papéis, afinal de contas a Melisandre nunca poderia deixar Pedra do Dragão sozinha sem a permissão do Stannis de uma forma que não ficasse estranha para quem leu os livros.

    Uma boa resenha Rafa, só acho que algumas imagens (embora engraçadas) tenham ficado um pouco fora de nexo em alguns momentos. Por exemplo quando você fala do olhar da Dany podia colocar uma screenshot do mesmo rs

  • Bacellar

    Revi a cena de novo e é verdade! Corrigido! 🙂

  • Bacellar

    Corrigi! Mas acho que o corte serviu de punição pra isso também 🙂

  • Bacellar

    Mas na segunda temporada o Roose fala que vai mandar o bastardo pra Winterfell e no segundo episódio da terceira ele recebe uma carta dizendo que seus homens realmente estiveram lá. O único problema é que o bastardo não apareceu ainda, hehe…

  • Bacellar

    Valeu, Gabriel! 🙂

  • breno martins

    Analizar mesmo vcs não analisaram quase nada. Foi mais uma transcrição do episódio.

    E o que diabos são aqueles desenhos a la “Sinais” que os white walkers fizeram com as cabeças de cavalos?

  • Bacellar

    LOL. Really? Como eu não tenho o olhar da Daenerys, e nem a imagem dele, eu te ofereço esse do Tommy Lee Jones: http://i.imgur.com/6Wmxw.gif

  • Laís Batista

    Achei que o nome da filha/esposa do Craster fosse Goiva… E não Gilly

  • Bacellar

    Ok. Desculpe o incômodo. 🙂

  • Bacellar

    Goiva é a tradução.

  • João

    Cara, eu nunca vou esquecer da sensaçao que eu tive quando começou a tocar a musica, foi muito doido, quase como um coito interrompido…

  • Laís Batista

    Sério???!!! Putz, então foi a mesma coisa que fizeram com o “Mindinho” que na verdade é “Littlefinger”

  • Jose Leitao

    Aquele desenho dos cavalos apareceu em uma série ‘Treshold’, de ficção, inclusive o nosso anão predileto era um dos personagens, junto com a maravilhosa Carla Cugino.

  • AUSHAUSHUAHSUHAUSHAUSHAUHSUA

  • Bacellar

    Pior que isso: Na versão dublada traduziram o apelido do Cão de Caça para ‘Perdigueiro’, kkkk.

  • Laís Batista

    Eu achei estranho esse negocio da Melissandre ir embora e deixar os Stanis sozinho… Seria mais legal se eles seguissem os acontecimentos dos livros. (fiquei ansiosa pra aquela cena das sanguessugas)
    Só discordo de ti em uma coisa (eu gostei muuuuito desse episódio) huahuaah

  • Messinho’

    kkkkkkkkkkk WHAT???

  • Laís Batista

    Dublagem sempre cagando tudo… Não duvido do Jon se chamar “João das Neves”

  • Messinho’

    Ótimo texto, posso até não concordar com alguma coisa, mas você expôs sua opinião muito bem, parabéns..

  • Bacellar

    Sim. Por que Perdigueiro é uma raça de cães de caça, mas como apelido fica medonho, hehehe.

  • Messinho’

    É cada coisa que aparece nesse mundo. kkkkkk Ainda acho que somos sortudos de a Leya não ter traduzido alguns nomes portugueses, como João das Neves por exemplo…

  • Bacellar

    E o mais estranho é que eles traduzem essas coisas mas mantém o nome dos lugarem em inglês, King’s Landing, Deepwood Motte e etc, hehe… Vai entender…

  • alexandre

    Essa tradução ficou maneira, foda mesmo é torta quente

  • Bacellar

    Hehehe. Mas no recém lançado livro de RPG em PT, que não é da Leya, eles traduziram tudo isso. Até o sobrenome do Davos…

  • Bacellar

    Oxe. Mas Torta Quente tá certo rapaz 🙂

  • Bacellar

    HAHAHA. É verdade. E nem explicaram o motivo daquela tentativa de assassinato.

  • Bacellar

    kkkkkkkkkkk

  • Bacellar

    Ainda mais estranho se você considerar o motivo pelo qual ela vai embora…

  • Messinho’

    DAvos Sea… Ficou como ? Esse povo não tem parafuso certo ?

  • Ricardo

    A música ficou excelente, serviu como um ponto de ruptura. Praticamente um balde de água fria radiofônica, pra nos alertar que esse maravilhoso episódio havia encerrado.

    PAosso ser suspeito por gostar do estilo da música, mas se tivesse sido tocada com uns acordes de um bandolim e cantada por um bardo não estaríamos a discutindo agora. Acredito que toda plêmica inteligente e bem eexecutada é saudável

  • Adrian S. Scarin

    Achei o melhor episódio dessa temporada até agora. No entanto, não gostei da música no final, além de não ter muita relação com os acontecimentos do episódio, só serviu para quebrar o clima e gerar burburinho nas redes sociais.

  • Bacellar

    Davos Pronto-ao-Mar.

  • Messinho’

    KKKKKKKKKKK é rir pra não chorar…

  • Andrade

    Também acho que rolou um spoiler nesse texto, em nenhum momento é falado com quem o Theon está. Acho que até quando o Robb pergunta pro Bolton sobre o Theon, ele diz que não tem nenhuma informação sobre o seu paradeiro.

  • Alan Cunha

    explica a piada do nó meerense!!!

  • Giuseppe Solimena

    muito bom
    so gostaria de pedir uma coisa,
    acho q ficaria bem mais claro pras pessoas q nao gravam tao facil os nomes dos atores que fazem GoT, voces poderia colocar
    NOME_DO_ATOR(PERSONAGEM_QUE_FAZ)
    acho que ficaria mais claro a todos =))

  • Bacellar

    Em momento nenhum? Pelo amor dos Sete. Na segunda temporada Robb pede que Roose faça uma acordo com os Homens de Ferro pra que eles entreguem Theon e sejam perdoados. O que eles fizeram? Entregaram. Só por que na série o Roose – por algum motivo – omitiu essa informação pro Robb, não quer dizer que ela não tenha sido dada aos telespectadores. Tudo o que foi comentado no texto está no episódio, com referências a episódios das temporadas anteriores. Não tem nenhum spoiler aí. :/

  • Bacellar

    Sem problemas. Valeu! 🙂

  • Bacellar

    HAHAHA. Aí isso seria spoiler.

  • Não podemos spoilear nesses comentários, mas pelos trailers já ficou claro para quem lê o livro o por quê dessa cena e tal rs

  • Bacellar

    Na verdade, acho que a canção fala de um Urso (que pode ser interpretado como um homem grotesco) tentando dominar uma moça. Pensando dessa forma, acho que o Jaime está mais pra donzela e o Locke pra o Urso, HAHA. Ou talvez você esteja certa e Jaime seja o urso, mas acho que nesse caso a donzela seria Brienne e não Cersei, e o título da música seja uma espécie de “brincadeira” com os dois. Afinal, Jaime pode ser bonito por fora mas, com ou sem mão, por dentro ele não valia muita coisa. Já a Brienne é justamente o contrário.

  • Guest

    Eu não sei se perdi algo nos livros ou não me lembro, mas tem esses circulos de cavalos nos livros? que pagina? e o que significam?

  • Andrade

    Realmente, toda essa parte do Roose, o bastardo e o Theon ficou muito confuso na série. Mas talvez isso seja de propósito, pra que no futuro algumas ações sejam justificadas.

  • leoff

    Os captores do Theon nunca se identificaram como sendo dos Bolton, não usam o símbolo deles (ou a camera não mostra), o castelo lá não foi identificado como sendo o Forte do Terror. Quando Winterfell foi sitiado nunca se disse abertamente que eram os Bolton. Não há FATOS que comprovem que Roose Bolton está mentindo. Dou razão a quem reclama.

  • Bacellar

    Mas o Theon não foi simplesmente capturado, ele foi traído e entregue pelos próprios homens, que em troca receberam (ou não) o perdão de Robb. Quem serviu de ponte pra esse acordo? Bolton. Tivemos essa cena na segunda temporada. Isso não é fato suficiente? Acho que você está subestimando um pouco os não-leitores dos livros. E no caso deles não terem entendido, a minha intenção nessa e nas outras análises é tentar explicar o que já foi dito na série e esclarecer o que ficou meio solto, não deixa-los na dúvida. Por que sim, isso já foi dito na série. Talvez tenha ficado confuso, mas não tem nada de novo, não tem nada de spoiler.

    E outra coisa engraçada é que todos os que vieram reclamar, até agora, foram os que já leram. Quando alguém que só vê a série vier aqui me dizer eu estraguei a surpresa (aliás, a grande surpresa envolvendo esse arco nem seria essa) e a experiência deles, aí sim, eu tirarei toda e qualquer referência sobre os Bolton que coloquei nesse e nos outros textos, desde a segunda temporada. Obrigado. 🙂

  • Adrian S. Scarin

    Gostei do episódio como um todo, mas a música no fim realmente foi como um anti-clímax. Serviu somente para gerar burburinho nas redes sociais. Antes tivessem colocado uma do Rhapsody of Fire ou Blind Guardian

  • Concordo com vc sobre o lance da música. Foi meio que para nos tirar daquele transe de: WTF?!

  • Análise mega legal. Congrats, Bacellar!

    Mas eu tô é rindo dos comentários e das respostas… tava precisando =)

    Só digo uma coisa, estou ainda chocada com o final do episódio. Fiquei tentando entender o que tinha acontecido, e tive que voltar a cena algumas vez, pq eu SEMPRE fecho os olhos na hora que ele corta a mão do Jamie. Então eu tecnicamente não assisto de fato HAHAHA

    E concordo com um colega aqui que fala q o estilo da música foi um lance para falar que o episódio tinha acabado daquele jeito mesmo, que não era um sonho… meio que para acordar a galera. Se for para comparar (vamos lá) seria tipo o final de Curtindo a vida Adoidado, em que o Ferris aparece do nada e fala: é isso ae galera, acabou, vão embora.

    A pergunta que não quer calar: Danyzinha vai ficar sem um dragão mesmo? Sério mesmo? Depois de tudo aquilo na segunda temporada de: Where are my dragons? Find my dragons! em looping infinito.

    E não esquente meninos, o Pod vai escrever um livro sobre isso.

  • Laís Batista

    O único spoiler que tem é o lance das sanguessugas, mas só entende quem leu o livro… O fato da Melissandre ir embora, está claro quando o Stanis pergunta “quanto tempo ficará fora?”

  • Na verdade o maior spoiler é a cena dela com o Gendry haha

  • Laís Batista

    Verdade… Estou ansiosa pra ver como eles fizeram essa “pequena” modificação.

  • Que risadinha marota foi essa quando Dany disse: But we are not men.
    Fiquei achando que a morena com ela é Jaqen H’gar.

  • Carol

    não?! pôxa, descobri as resenhas agora e leio todas pra entender tudo que deixei passar no episódio, nas entrelinhas..
    se isso não for uma análise, gostaria sinceramente que você fizesse uma.