Análise do episódio 3.02: “Dark Wings, Dark Words” (com spoilers)

O texto a seguir contém spoilers do livro A Tormenta de Espadas que ainda não foram abordados na série. Em alguns momentos do texto, você também passará por citações ao livro A Dança dos Dragões. Leia por sua conta.

Com mais vida, ação e humor, Dark Wings Dark Words escrito pela controversa roteirista Vanessa Taylor e dirigido novamente por Daniel Minahan foi um episódio curioso, estranho e bastante contemplativo no que diz respeito ao texto original de onde toda essa brincadeira é inspirada: A Tormenta de Espadas. Foram cobertos os capítulos Bran I, Jaime II, Sansa I, Jon II, Arya I, Arya II, Arya V, e Jaime III do livro.

O Daniel Minahan é extremamente competente, isso já sabemos. Ele foi responsável pela direção do primeiro episódio desta temporada, além de ser o homem por trás da câmera da primeira temporada da série em The Pointy End, You Win or You Die e A Golden Crown. O cara cria storytelling clássico, aquele tipo que dá um clima de sessão da tarde os takes, perfeito para dirigir cenas ao ar livre e com verde, como as de Catelyn e Talisa, Brienne e Jaime, Arya, Torta Quente e Gendry. No entanto, essa sensação de “estar em casa” vem em parte pelo fato de estarmos reencontrando velhos amigos que ainda não tínhamos visto na TV este ano.

O episódio começa com Bran correndo assustado pela Mata de Lobos enquanto um corvo de três olhos o assusta e o persegue. Bran tenta acertá-lo com seu arco, tenta se lembrar do que seus irmãos e seu pai lhe ensinaram em Winterfell. Que cena bonita! Acho que todo mundo se emocionou com esse reencontro sombrio dos Stark, uma cena que provavelmente se aproveitou do fato de que o núcleo da Patrulha da Noite estava na Irlanda do Norte pra gravar algumas cenas nessa temporada também. Os elementos de Bran I são bem representados porque esse capítulo só trata da viagem do Bran a Muralha.

Em seguida, Robb dá uns pegas em Talisa e é surpreendido com Roose Bolton que tem mensagens de Winterfell e Correrrio. Asas escuras, palavras escuras. E então temos Catelyn em pesar pela morte do pai. Além de saber que, quando o bastardo Bolton chegou em Winterfell, os Homens de Ferro já não estavam mais lá. Que confusão… O castelo foi passado pelo archote e Bran e Rickon não foram encontrados. Robb acha que eles são reféns de Theon, mas Catelyn indaga se ela recebeu alguma exigência do herdeiro da Lula Gigante. E então cortamos para…

Brienne e Jaime com elementos do capítulo Jaime II. Neste capítulo Jaime está careca e extremamente magro e frágil, além de terem a companhia de Cleos Frey.

Gwendoline Christie
 parece estar com outro semblante. Depois da tão calorosa recepção dos fãs  que sua interpretação da personagem teve, a atriz parece estar cada vez mais a vontade na pele da herdeira de Tarth. Tanto Nikolaj quanto ela parecem ter o texto muito claro e na ponta da língua, os personagens e os diálogos estão super naturais e leves. O peso do que eles terão que enfrentar nos episódios a frente ainda não parecem estar na atmosfera dos personagens. A sensação de perigo e a aura de Jaime ser um valioso prisioneiro não são muito expressivos nas cenas. Nessa primeira cena com eles, eles desfilam seus personagens, literalmente. O aspecto cômico é o mais importante neste episódio, o que é ótimo porque Jaime e Brienne são fundamentais nesta temporada e a série parece muito interessada em explorá-los da maneira literal em que suas histórias se apresentam nos livros.

Se me permitem eu vou declarar o meu amor por essa que pra mim é a melhor personagem dos livros: a Brienne é fragilíssima e forte, e eu realmente me emociono com ela em cena, sendo tão bem interpretada. Como disse uma pessoa inspirada no Facebook dia desses, ela é o que mais há de quixotesco na série e nos livros hoje. O seu porte esquisito em armadura combinado a sua educação e cortesia com palavras e voz são lindamente construídos… Dá pra enxergar uma mulher lindíssima dentro de um corpo feio, tão grande e estranho que dá essa sensação de que ela não cabe em si.E ela não cabe, a qualquer momento parece que ela vai explodir. Sei lá, é maravilhoso.

Quando Jaime decide matar aquele camponês, e Brienne se recusa, tive um flashback do dia em que ele tentou matar Bran. Algumas coisas precisam ser feitas e pessoas inocentes precisam morrer, por amor ou pelo dever. É o mesmo que ele vivenciou quando assassinou o rei Aerys. Jaime sabe disso mais do que qualquer pessoa. Aliás… será que já dá pra pensar em como será o reencontro desse Jaime com a irmã?

Quanto a essa nova dimensão da relação de Joffrey com Cersei, em paralelo com a relação de Robb com Catelyn, acho um equívoco. Porque os filhos precisam de suas mães nessa idade, e porque estamos falando de famílias que valorizam o manto e a tradição que defendem. Separar Joffrey e Robb de seus ninhos não faz o menor sentido, porque eles não são Stannis, que já é um homem feito e está acostumado com o peso de suas escolhas.

Sansa had once dreamt of having a sister like Margaery; beautiful and gentle, with all the world’s graces at her command.

Com elementos de Sansa I, o cena a seguir é bem parecida com a narrativa do livro, tirando o fato fundamental de que Sansa confessa seus sentimentos sobre Joffrey em circunstâncias muito mais seguras e ao som de The Bear and the Maiden Fair. Mas eles estão deixando a garota mais livre pra tramar bastante na TV. E também temos o fator Loras, que deveria estar usando uma armadura de membro da Guarda Real.

Quando Sansa e Loras caminham pelo pátio, não pude deixar de observar a presença de alguns membros quaisquer da corte ali. Seria muito bacana se a série se aprofundasse mais nisso, não os deixando somente como figurantes, pra não ficar tanto com cara de cenário. São pessoas que estão vivenciando essa história, com suas vidas, seus valores, suas crenças. Enriqueceria muito mais a história a relação dos personagens além do que nos é apresentado nos livros, já que é a isso que a série se propõe.

Sansa no livros só pensa, pensa e reza. Na série ela precisa falar. Portanto não se espantem se vocês observarem a garota falando, rindo e empolgada com acontecimentos sociais. Eles não refletem necessariamente seus sonhos, suas dores e seus medos primordiais dos capítulos nos livros.

A cena do cheese boy teve uma repercursão muito esquisita e engraçada na internet. Em parte porque a presença do ator Will Rastall causou bastante impacto, mas acho difícil vê-lo novamente na série, uma vez que o ator havia anunciado que sua participação se limitava a esta cena.

Olenna é… excelente. Uma fortíssima personagem que enriqueceu muito a série, sem precisar ser muito caricata e perua como nos livros. E ao mesmo tempo, muito perigosa. Ela falando a Sansa que a menina poderia confiar nela… não Sansa, você não pode. Mérito da atriz, que é lenda e está bastante inspirada.

O momento de Robb com o velho Karstark mostra o quanto os juramentados do rei do Norte perderam o respeito por ele quando Talisa se tornou rainha. Ainda mais se tratando de Karkstark, que teve os filhos mortos pelas mãos de Jaime. E é engraçado perceber que se um homem chato desses falasse assim com Balon, Dany, Joffrey, Stannis ou até mesmo o falecido Renly, ele teria perdido sua vida na hora. Mas bem, sabemos que a hora de Karstark chegará e é legal ver isso sendo construído.

Robb está SEMPRE ressentido. De todos os reis, mesmo casado ele é o mais solitário (ainda mais o da série, que se recusa a estar com a mãe). Nesse ponto o retratam muito como Stannis, mas a diferença nos livros é que Robb é amado por muitos. Na série… meio que não.

E bom, chegou a hora de falar sobre Catelyn.

A mulher deveria estar muito mais quebrada do que está na série, e a frustração das pessoas em relação ao que ela disse sobre Jon vem justamente daí. Catelyn é uma personagem dos livros que é odiada pela maioria, justamente por nunca ter dado uma chance dessa a Jon, de ter chamado os guardas quando o bastardo tentou se despedir de Bran em Winterfell, por fazê-lo comer na ponta da mesa. Durante toda sua estadia em Correrrio, enquanto estava em luto pelos filhos e por Ned, nunca ter pensado ou lembrado de Jon dessa maneira. Com culpa. E já que o fato de Jon ser um bastardo injustiçado na série é tão importante… porque raios isso foi tirado do texto na hora em que Jon conta a Mance suas motivações para trocar de lado? Mas temos aqui uma grande atriz. O que fazer? Um colunista da Newsweek chamou a cena com o monólogo de Catelyn de character assassination, mas esse “assassinato de personagem” que foi cometido com ela acontece em várias esferas na história, e não só nesta.

De qualquer maneira, Michelle Fairley é uma força da natureza. Percebam o timbre da sua voz e seus olhos. Eles dizem tudo, e isso importa. É um trabalho de personagem que já está se preparando para o que vai acontecer, da mesma maneira que vemos em Richard Madden. Se os produtores quiseram dar isso para as pessoas, esse lado da Catelyn que não é linear em relação as ações dela na primeira temporada, talvez eles tenham o direito. Porque eles estão mais preocupados em fazer as grandes cenas que eles plenejam do que em apresentar os Reeds na hora em que queremos, colocar Catelyn no lugar que queremos, etc. Até porque, até o que eu sei, as gravações do Casamento Vermelho foram o momento mais estranho e escuro da produção de Game of Thrones até hoje. E isso, meus amigos, é algo que deve ser levado em conta. Deixem Catelyn chorar e se arrepender pelo que ela quiser. Há pouco tempo, agora.

E ao falar “um filho sem mãe”,  a cena corta para Jon, em uma cena com elementos de Jon II. 

O que Dany teve de frases de efeito na temporada passada, Mance tem nessa. Ok, mas daí o rei dos selvagens passa a falar sobre a vasta e incrível quantidade de clãs que, com sua sabedoria e propósito, ele uniu. No entanto, essa variedade de culturas não foi mostrada na série até agora. Todo mundo curioso pra saber como um canibal de Skagos ou um homem do clã das cavernas se parece.  Mas tirando aquele gigante sensacional, são só pessoas passando muito frio.

E então temos Orell, a confusão da adaptação desse personagem e a maneira errada da utilização da palavra warg. Ok, temos Orell sendo warg e isso é bem legal. Temos Bran sendo avisado que é um também, todo mundo feliz. Então vamos analisar a situação.

Nos livros, Orell, Bran, Jon, Varamyr e tantos outros não são wargs. Eles são troca-peles, pessoas capazes de entrar na pele de seus animais. Só algumas pessoas podem ser consideradas wargs e este não é o caso, até porque warg é a maneira que os leigos encontram de justificar este comportamento. Além disso, colocar Orell como uma mistura entre Varamyr e o Magnar de Thenn é algo muito confuso. Sem contar o fato de que cada um desses selvagens morre em um período diferente dos livros, cada um de sua maneira sinistra…

Preciso dizer que achei bastante espirituosa a cena de Orell. O ator é excelente e sua atuação em si foi tremendamente mística e um pouco assustadora. O Mackenzie Crook se daria bem em basicamente qualquer papel em Game of Thrones e é por isso que eu não quero que ele morra.

Indo para a cena dos Patrulheiros rumando em direção a Muralha, temos um Sam dentro do personagem, mas o ambiente fora do foco da história. Eles deveriam no mínimo ainda estar correndo em fuga dos White Walkers. Correndo, não andando. E por isso Sam desistiria de viver, porque ele não consegue acompanhar os irmãos por conta de seu físico despreparado. Se andar daquele lado na Muralha fosse tranquilo, Mance Rayder e toda aquela galera não estariam saindo dali também.

E então voltamos a Bran. Osha voltou a ser a selvagem da primeira temporada. Com essa personagem nunca sabemos onde estamos pisando, porque não era pra ela estar aqui, certo? Certo. E essa Osha da série, quando está aquecida e alimentada em um castelo é uma, quando está na floresta vivendo perigos se torna outra. Realmente OUTRA. É muito curioso e talvez os produtores estejam tentando deixá-la mais parecida com o que uma selvagem deveria ser: um meio termo entre as duas coisas. Mas tudo bem, porque temos também a tão surpreendentemente divertida apresentação dos personagens Jojen e Meera Reed. Confesso que depois de tanto tempo, não imaginava que seria tão espirituoso e quase mágico. Os atores são muito bons, as circustâncias convenceram e a cena se encaixou perfeitamente com a personalidade do episódio. Voltando a falar sobre o capítulo Bran I, é interessante ressaltar que a esta altura, os Reeds já estavam o guardando e o aconselhando em relação a seus sonhos verdes. Jojen nunca chegou a “entrar” em um sonho dele, e essa ideia de que o corvo de três olhos representa Bran simbólicamente é nova. Em a Dança dos Dragões, o corvo é BEM REAL.

Temos que lembrar que o fato de Verão rosnar para Jojen reflete o lobo interior em Bran, que sentia medo. Gostaria muito que essa cena fosse mais longa, e que os Reeds se sentassem ao lado de Bran e contassem tudo o que pudessem, sem cortes para outras cenas. E sim, a atriz que fazia Verão mudou. Respeito ZERO pelo casting hein, HBO (hehehe)?

E aí temos um daqueles momentos muito bacanas onde a série coloca questões da audiência dentro do texto, como Gendry questionando Arya sobre as mortes que ela escolheu em Harrenhal. E enquanto os três mosqueteiros discutem, vem alguém cantando a música Lannister. Se eu não tivesse lido os livros, saberia que se alguém vem cantando a canção Lannister, eu poderia ter certeza que seria um homem do Montanha Clegane que chegou para me matar. Mas eram Thoros e Anguy.

E não adianta nada Arya dar uma de perigosa se ela não fez até agora nem metade das atrocidades dark que Arya comete nos livros. Ela não passou fome, ela não se machucou, não chorou, não matou e não sofreu todas aquelas atrocidades que conhecemos. Rezou apenas uma vez. Apenas passou por Tywin. E ele foi um senhor vovô com ela.

O Thoros de Myr de Paul Kaye na série é um mix de personagens. Vemos nele características do personagem Tom da Sete dos livros. A magia e charme do personagem é tão bacana na série que ele vai acabar se transformando em um personagem favorito, coisa que ele não é, o que é ÓTIMO.

Desde a temporada passada acho muito fofo a Shae com o Tyrion e essa nova personalidade que deram pra ela. Mesmo com toda essa injustificada amizade que ela sente por Sansa. A gente tem que entender que Peter Dinklage é sexy, e um dos homens mais prestigiados pela crítica de TV hoje. Então o cara tem que ser o galã em certos momentos, não tem jeito. E é muito por isso que essa linha da história foi criada. Esses diálogos românticos, essas cenas quentes e esse jeito lírico dos dois. E né, nem preciso falar que esse ciúmes está sendo construído de maneira maniqueísta. Shae é uma mulher livre, que capítulos atrás sugeriu que ela e Tyrion deveriam fugir para as cidades Livres, se embebedar e transar o dia inteiro. Uma mulher que pensa assim não deveria sentir ciúme de Sansa, Ros, ninguém. Mas é um ciúme que será justificado quando Tyrion se casar. E então teremos um bom pano de fundo para Tywin e sua latrina.

O interessante de cenas como essa de Joffrey e Margaery é que se tratam de personagens sem capítulos dos livros. Daí é tudo inédito e excitante pra se trabalhar coisas novas. E nesse caso específico, trata-se de Margaery trabalhando as informações da maravilhosa cena com Sansa e a avó. É aquela hora em que finalmente vemos a personagem por inteiro. E uau, como essa personagem da Margaery tem grandeza. Ela é inteligente como vemos poucas pessoas serem (apenas Tyrion, mas ele não é amado naquela sociedade, só aqui fora entre nós). E é interessante perceber como o Joffrey reage a amizade e o amor que ela oferece. Além da tara bizarra de matar coisas. Porque ele nunca teve isso antes, Sansa não fazia isso por ele. Com Margaery ele se sente mais poderoso, inteligente e seguro. Enquanto ela aponta a besta para seu reflexo no espelho. Oh, odiado Joffrey… Você é muito burro, e a gente ama isso.

Vi muitos sites falando sobre o o fato da cena ser uma mensagem sobre homofobia, bem como a lembrança forte que Renly ainda exerce em Brienne nas cenas com Jaime. Muitas críticas apontaram que a cena foi gravada na época em que Obama se declarou a favor da união homoafetiva, mas acho que a intenção do texto é mais universal, até porque coincidentemente estamos vivendo um momento na política brasileira que é fundamental a esse tema. E eu acho maravilhoso que exista um Joffrey Feliciano na dramaturgia, em uma das séries mais importantes da atualidade. Pra quem ainda tem uma bolinha de tênis no lugar do cérebro, fica aqui a nossa dica.

E assim como a alegoria da causa gay é muito bem retratada, o tema da tortura também é, trazendo Theon das masmorras mais sujas e obscuras de A Dança dos Dragões para contar sua história cronologicamente com os outros personagens da série. Da primeira vez que assisti o episódio eu não consegui sentir o horror da cena, acredito que em parte por conta da excitação de ver um episódio inédito. Depois, durante a reprise me senti muito mal e acredito que a interpretação do Alfie foi bem digna. Quanto ao “boy“… eu estou bastante assustada pra especular qualquer coisa, gente. Vamos mudar de assunto?

Rickon é insano. Eu adoro isso, deveríamos ter o prazer de ver Rickon fazer coisas loucas que crianças fazem mais vezes. Aliás, o ator que interpreta Rickon estava bem irritado no Twitter esses dias, por causa da pouca expressividade de seu personagem na história. Ele não tem texto, assim como Hodor. Eles simplesmente os jogam no set. Como ele é muito pequeno pra ler os livros, ele não entende. É o Rickon perfeito:

E…  Jojen explicando que Bran é um warg foi basicamente assim:

– Bran, você é um warg.
– Ok, jóia.

Mas não tem problema, porque sempre vamos ficar prestando muita atenção em Jojen pra ver se ele fala do pai novamente.

Neste episódio, as cenas de Arya tiveram elementos de Arya I, Arya II e Arya V. As diferenças ficam por conta do mix de personagens e a falta do nortenho Harwin que é quem reconhece Arya ao invés do Cão.

No final, temos o esperado momento em que a burrice de Jaime coloca tudo a perder. E o começo da transformação do personagem. A famosa cena dos livros em que ele e Brienne lutam acontecem em circunstâncias diferentes, sim. E Brienne estava lenta sim, porque a ideia era mantê-lo vivo. E o tempo todo tivemos a impressão de que os atores poderiam explodir em gargalhadas porque gravar algo do tipo com aquelas roupas difíceis deve ter sido extremamente delicado. Esta cena possui elementos de Jaime III onde percebemos que os Saltimbancos Sangrentos e Vargo Hoat foram substituídos pelo personagem Locke e homens de Roose Bolton.


Episódio muito forte, divertido e bom. Ainda estamos sendo apresentados as tramas desta temporada, e isso é inevitável em uma história tão intrincada e cheia de motivações e correntes distintas. Enquanto Bran despede-se da infância pra enfrentar sabe-se lá o quê, algo nele muda fundamentalmente. E isso também acontece com cada um dos personagens que vimos neste episódio.

Sem dragões ou gigantes, acompanhamos aqui o lado mais intimista dos temas, os sonhos escuros, a saudade, o árduo trabalho diário que é sobreviver neste mundo, mas sem internalizar muito as coisas Tirando você, né Catelyn? Será que dizer que Jon ficou doente significa que ele não é um Targaryen? As pessoas estão nos perguntando isso e não sabemos o que responder.

[IMPORTANTE] Não esqueça de enviar o áudio de suas impressões do episódio para participar do Masmorra Cast no final da temporada. vale lembrar que você só pode mandar um áudio durante toda a temporada, então, se você curtiu bastante esse episódio, corre lá.


x] Em todas as minhas resenhas sempre garimpo imagens e gifs do Tumblr pra ilustrar o texto. Aqui você encontrou imagens retiradas de sites como: wicnet,callmucouchcupcakeseptamordane1 e capsofthrones. O trabalho desses tumblrs na criação e tratamento dessas imagens é muito bacana, bem feito, completo e especial. Não deixe de acompanhá-los

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    Umas das melhores analises que já vi, parabéns!

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