Telegraph entrevista George R. R. Martin: Sua casa, sua esposa e sua vida pessoal

A entrevista é tão bacana e possui tantos relatos legais e fotos incríveis de George em sua casa que decidimos transcrever sua tradução integral aqui no site. Ele fala sobre a carreira, o processo criativo, a pressão dos leitores, a esposa Parris e muito mais:

Game of Thrones: Entrevista com George R. R. Martin
Como o escritor por trás do grande sucesso dos livros e série Game of Thrones, George RR Martin deve manter o controle não apenas dos sete reinos que ele criou, mas também das legiões de fãs insistindo pelo próximo volume. Jessica Salter o encontra em sua em casa.

George em sua casa, em Santa Fé/ Foto: Nancy Newberry

Enquanto olho através da janela da casa feita com tijolos adobe de George RR Martin em Santa Fé, Novo México, uma jovem mulher aparece atrás de mim. “Posso ajudar?” – ela pergunta, desconfiada. E tenho certeza que estou no lugar certo – do lado de fora há uma caixa de correio em forma de castelo com uma ponte levadiça, e na placa de um carro lê-se ‘GRRM’. A mulher é assistente de Martin e porteira, Raya, e ela tem motivo para tanta desconfiança – ultimamente, mais e mais fãs incondicionais foram aparecendo sem ser convidados, na esperança de encontrarem seu herói.

GRRM, como ele é conhecido por seus fãs, sai de sua sala de estudos para me cumprimentar, vestindo jeans preto com suspensórios e uma camisa azul aberta no pescoço, com uma barba de algodão doce que preenche toda sua mandíbula. “Oh, sim, eu tenho pessoas na casa, e-mails e telefonemas constantes”, diz ele enquanto nos aconchegamos em poltronas de couro marrom na parte inferior de sua “torre” – uma sala de pé-direito duplo forrado com estantes e janelas de vidro. “Talvez você deva tirar seu número de telefone da lista telefônica, então,” Raya diz provocativamente, enquanto lhe traz o café em uma caneca de Game of Thrones. “Sim, mas eu não gosto de fazer esse tipo de coisa”, ele responde. “Eu não quero que a fama suba para a minha cabeça.”

George com as pinturas de seus personagens em sua “torre”, em Santa Fé /Foto: Nancy Newberry

Martin é um dos autores mais famosos e mais vendidos do mundo. Sua série de fantasia épica, A Song of Ice and Fire, já vendeu mais de 20 milhões de livros em todo o mundo e foi traduzida em 40 línguas. Situada nos continentes imaginários de Westeros e Essos, a série fala sobre a complicada trama de luta e poder nos Sete Reinos, impulsionada por antigas dinastias que clamam por poder. Há disputas internas, mas também há ameaças que chegam do exterior – uma rainha que tem dragões no seu comando, e outras terríveis criaturas mitológicas, que destroem tudo que estão em seu caminho.

Martin, que está atualmente escrevendo o sexto e penúltimo livro da série, começou o primeiro, A Game of Thrones, em 1991, quando ele tinha 42 anos. Ele já era uma celebridade entre os fãs de ficção científica e fantasia, e lá pelo início do ano 2000 os três primeiros livros A Song of Ice and Fire já estavam nas listas populares dos mais vendidos. Mas foi na HBO, com a adaptação Game of Thrones que foi ao ar em abril de 2011, que tudo mudou. Mais de nove milhões de americanos assistiram a premiere série, seguido por 823.000 britânicos através da Sky Atlantic. Índices de audiência oficiais contam apenas parte da história: a segunda temporada já foi baixada ilegalmente 25 milhões de vezes, tornando Game of Thrones o programa mais pirateado de todos os tempos. A terceira temporada começa na Grã-Bretanha em 01 de abril, um dia depois de ir ao ar nos Estados Unidos, e vai chegar a 176 territórios em todo o mundo dentro de uma semana (a HBO espera diminuir os downloads).

Inicialmente Martin considerou que os livros seriam infilmáveis, mas os produtores, David Benioff e DB Weiss o convenceram, e Martin é agora produtor co-executivo e escritor. A HBO investiu enorme no orçamento da série: uma temporada custou cerca de US$ 60 milhões, com sets caríssimos, figurinos e locações espetaculares. 3/4 dos 106 dias de filmagem para a 2ª temporada envolveu duas tripulações trabalhando simultaneamente na Irlanda do Norte e Malta (as demais localidades incluem Marrocos e Islândia). Além de ganhar índices de audiência impressionantes, a série têm sido elogiada pela crítica. Os roteiros bem escritos e as performances elogiadas de um elenco de atores britânicos em sua maioria – incluindo Sean Bean, Charles Dance, Lena Headey e Roger Allam – já ganharam inúmeros prêmios, incluindo oito Emmys, um Globo de Ouro e 45 outras nomeações.

A televisão trouxe a Martin um grande número de novos admiradores, muitos deles não familiarizados com ficção de fantasia – no início do mês, quatro de seus livros estavam na lista de bestsellers do New York Times. Mas os groupies originais continuam crescendo. The Winds of Winter, sexto livro, está progredindo muito lentamente para o o gosto de todos (o último, de 1040 páginas, levou seis anos para ser escrito e foi publicado em 2011). ‘Eles me escrevem perguntando quando será concluído. Se eu escrevo no meu blog que eu assisti a um jogo de futebol, recebo comentários negativos, eles não gostam que eu faça outra coisa senão escrever”, diz Martin. “Infelizmente para eles, eu sou muito lento.” Em janeiro, ele lançou um teaser de capítulo em seu site para apaziguar os lobos latindo.

O rico imaginário de Martin foi formado em Bayonne, Nova Jersey, onde ele nasceu em 1948. Seu pai, Raymond C Martin (o primeiro “R” em GRRM, o segundo é para Richard, seu nome de batismo), trabalhou nas docas, e George assistia navios vindos de todo o mundo. A família – pai, mãe, Margaret, e duas irmãs mais novas, Darleen e Janet – viveram em uma casa de três quartos nos projetos habitacionais de baixa renda, não tinha carro e nunca teve férias.

Seu pai nunca lia (ele gostava de assistir futebol americano na televisão, uma paixão que ele passou para Martin) e sua mãe, Margaret, ocasionalmente comprava um bestseller. Mas Martin gostava de livros. “Talvez tenha sido uma reação ao fato de que minha vida inteira estava contida dentro de cinco blocos – eu vivia na First Street e frequentava a escola na Fifth Street, mas eu adorava ler sobre outros tempos e lugares”, diz ele em seu grave sotaque de Nova Jersey. Ele começou no mundo dos quadrinhos antes de se aprofundar em ficção científica e livros de fantasia, como Robert A Heinlein, Andre Norton e Tolkien. “Assim que eu abri um livro, de repente, eu estava em um mundo imaginário. As Minas de Moria são mais reais para mim do que algumas das coisas que realmente aconteceram comigo enquanto eu estava lendo sobre elas.”

Além de gostar de ler, ele criou histórias e as vendeu a outras crianças – as primeiras histórias foram baseadas em suas tartarugas de estimação, as quais que ele imaginou lutando para assumir cada um dos reinos. Na escola secundária, Martin foi o capitão do time de xadrez e editor do jornal estudantil, em seguida, passou a estudar jornalismo na Northwestern University, em Illinois. Em sua fotografia da formatura, em 1971, seu capelo foi personalizado com um sinal de paz branco. Era o auge do envolvimento dos Estados Unidos no Vietnã, e “como todo rapaz jovem americano de minha geração, eu tinha que expressar o que eu sentia em relação a isso”, conta. Ele inscreveu-se para o cargo de objector de consciência. “Eu não esperava conseguir, porque eu não era um pacifista. Senti na época, e sinto agora que às vezes a guerra é necessária”. Ele foi premiado com status C.O. e passou dois anos como Vista (Voluntários a Serviço dos EUA), em Chicago.

A guerra, ou a ameaça dela, é muito do mote de A Song of Ice and Fire – assim como grande parte da casa de Martin. Uma espada gigante e machado estão montados na parede salão, e quando ele aperta um interruptor na torre, dezenas de dioramas medievais se iluminam. “Eu sou fascinado pela guerra’, Martin admite. ‘Guerra traz o melhor e o pior das pessoas. No passado a literatura era usada para celebrar a glória da guerra e, depois, a geração hippie na década de 1970 escreveu sobre a feiúra dela. Eu acho que há verdade em ambos. ”

Ele passou por alguns anos de vacas magras depois de se formar, trabalhando como diretor de torneios de xadrez nos fins de semana e escrevendo durante a semana -, mas valeu a pena. Em 1975, ele ganhou um prêmio Hugo (o Oscar da ficção científica), por sua novela A Song for Lya e foi nomeado em 1978 por seu primeiro romance, Dying of the Light. Ele também começou a freqüentar convenções de ficção científica (ele ainda faz isso – está planejando uma viagem para o Texas, onde uma convenção mundial será realizada durante verão). Como escritor publicado, ele conta que “gozava de um certo nível de fama e benefícios” – regalias no caso eram fãs e garotas. Ele conheceu três namoradas em convenções, e conta como conheceu sua segunda esposa, Parris McBride, em 1975, em seu blog: “Nosso grupo estava dando uma festa na sauna de uma mulher e então ela entrou. Parece bastante selvagem, né?” – ri, Martin. Ele dá uma risada aguda – ‘Bem…’

McBride era uma fã. Suas primeiras palavras para Martin foram, “A Song for Lya me fez chorar.” Mas Martin já estava noivo de outra mulher, Gale Burnick, com quem se casou poucos meses depois. Quando se divorciaram em 1979, Martin se encontrou com McBride, e dois anos depois ela mudou-se para Santa Fé, onde Martin tinha recentemente se mudado para se concentrar em escrever romances. Eles se casaram em fevereiro de 2011 (“O que eu posso dizer, eu sou lento na escrita lenta, lento em outras coisas ‘), em uma cerimônia em sua sala de estar. O noivo vestia um terno preto, sem gravata, a noiva usava uma túnica medieval verde com mangas esvoaçante de ouro. Eles trocaram anéis celtas – Martin tem uma ametista púrpura, que “aparentemente, dá a ele algum tipo de superpotência”, McBride escreveu em seu blog. “Mas nós ainda não estamos totalmente comprometidos”, diz Martin. “Nós não fundimos nossos livros e coleções de discos.” Ambos são, diz ele, acumuladores, e têm uma outra casa na estrada, apelidada de armazém. Dois quartos são para livros de Martin, o terceiro é para os figurinos de O Senhor dos Anéis, de McBride.

George e a esposa Parris McBride

Quando o quarto romance de Martin, Armageddon Rag, publicado em 1983, bombou, ele mudou de rumo na carreira e começou a escrever para séries de televisão como The Twilight Zone. Inúmeras vezes ele foi informado de que suas idéias precisavam ser reduzidas por razões de orçamento. Finalmente, em 1994, ele deixou a televisão para voltar a escrever um livro “tão grande quanto a minha imaginação”, que tinha começado no verão de 1991. Dois anos depois, A Game of Thrones, foi publicado, inicialmente com pouco alarde. “Não foi de vento em popa desde o início,” Jane Johnson, a diretora de publicações da HarperCollins e editora britânico de Martin, admite. “Tivemos que relançar a versão paperback de A Game of Thrones duas vezes antes de realmente decolar. Mas uma vez que começou, o boca-a-boca espalhou-se como fogo, e logo os fãs estavam batendo as nossas portas para a próxima edição.”

Isto é o que Martin está tentando entregar agora. Quando ele escreve, ele começa lendo o trabalho do dia anterior, reescrevendo conforme o fluxo. Ele tem os arquivos em seu computador e pedaços de papel ao redor de sua sala de estudo para lembrá-lo das biografias dos personagens, eventos e lugares históricos, mas não tantas como se poderia pensar. “Está principalmente na minha cabeça”, diz ele. Ele tem o apoio de arquivo de um super fã, Elio Garcia, que, com sua esposa, Linda, trabalham no Westeros.org, um site de fãs. Martin escreve para Garcia na Suécia quando não pode se lembrar de um fato sobre o seu mundo imaginado. “É incrível”, diz Martin. “Ele tem uma memória fotográfica. Eu acho que ele vive mais nesse mundo do que eu. ”

Não há narrador onipresente nos livros, que são escritos a partir dos pontos de vista de diferentes personagens – atualmente 16 – cada um com uma voz inconfundível (“Eu vou ter que matar alguns*, são muitos”). “Há sempre obstáculos quando mudo de personagem. Se eu estou passando de Tyrion [um anão de língua afiada, interpretado na série da HBO por Peter Dinklage] para Arya [uma ‘tomboy’ de nove anos de idade, interpretado por Maisie Williams], então a primeira coisa que faço é re-ler todos os capítulos de Arya no livro, ou do livro anterior, para recuperar sua voz na minha cabeça. ”

[* termo original: kill some off. pode significar ‘descartar’ também.]

São as personagens femininas ricamente imaginadas que colocam Martin além de outros escritores de fantasia, que o fizeram ganhar legião de fãs do sexo feminino; leitoras mulheres fazem-se um pouco mais da metade de sua base de fãs, ele pensa. “É uma das coisas que mais me agradam. Tenho sorte que eu tenho um projeto tão grande, o que significa que posso ter muitos tipos diferentes de personagens femininas e assim evitar os estereótipos, que é o que os escritores de fantasia pode acabar fazendo “.

Ao contrário de muitos romances de fantasia, não há batalha entre o bem e o mal, e a ambigüidade moral é algo que Jane Johnson acredita que tenha contribuído para a popularidade dos livros. “Mesmo os personagens mais monstruosos têm momentos de quase-redenção, e os “bons”mostram suas falhas.’ Não há heróis, e a nenhum personagem é garantida a vida – um fã no Westeros.org contou 223 mortes nos primeiros três livros. “Ele não tem medo de matar ou mutilar os principais personagens”, diz ela, “de modo que durante a metade do tempo que você está virando as páginas com terror de perder um dos seus favoritos, e no resto do tempo você está rindo alto de alguma reviravolta esperta ou em algum diálogo espirituoso. Tyrion, personagem favorito de Martin, obtém os melhores falas. Quando perguntado por um brutamontes com um machado em punho como ele gostaria de morrer, a resposta Tyrion foi: ‘Na minha própria cama, com 80 anos e com a barriga cheia de vinho. ”

Apesar das inevitáveis comparações com Tolkien, o mundo de Martin inicialmente não possui muita fantasia, apenas no final do primeiro livro ele apresenta os dragões, que supostamente haviam sido mortos há 150 anos. Capítulo por capítulo, ele alimenta mais magia a conta-gotas – feitiços, sonhos proféticos, pessoas voltando dos mortos. ‘Sim, levo isso aos poucos “, diz ele. “Essa foi uma escolha deliberada. ‘Ao lado do realismo, o fantástico é extremamente importante para Martin, e algo que ele oferece através de intensa pesquisa. O topo de sua torre está cheia de livros de história – a história dos livros se assemelha a Guerra das Rosas. Descrições físicas refletem lugares que Martin já viu – os 700 pés de altura da Muralha de Gelo que protege os Sete Reinos são baseados na Muralha de Adriano, que ele visitou em 1981.
E ele se deleita em descrever detalhes sensoriais, especialmente de sexo e gastronomia, há muito de ambos. Alguns críticos se queixaram de que há muitas descrições sexuais (a HBO, naturalmente, evidenciou isso ainda mais para a televisão). Martin suspira quando eu trago o assunto. “O sexo é uma parte importante da vida, é algo que dá sentido às nossas vidas, para o bem ou para o mal, então eu acho que ele deve estar lá e deve ser mostrado.” Enquanto isso suas descrições deliciosas do estilo medieval de festas geraram um blog de fãs, o Inn at the Crossroads, proporcionando receitas dos pratos apresentados nos livros. Ele mostrou-se tão popular, com mais de três milhões de visitas, que foi publicado em livro. “Eu amo comida”, diz ele, batendo na barriga. “Mas eu não sou um foodie, eu como igual a um camponês. Minhas comidas favoritas são churrasco e comida mexicana.” Mais tarde naquela noite, ele me leva no ‘Maria’, um restaurante de família com um menu especial de margaritas, e me apresenta o seu prato favorito, carne adovada, com muitos chillies vermelhos e verdes. Ele tem razão – é delicioso.
São esses detalhes imersivos que Martin pensa colocar a criação literária em um ponto onde o gênero ficção não seja visto como “escapista”. ‘Eu odeio essa palavra”, diz ele. “A literatura privilegia a qualidade da prosa, como o que há de mais importante, enquanto que escritores de gênero são apenas contadores de histórias. Mas, dentro de 50 anos, acho que as grandes obras de ficção científica farão parte do cânone da literatura inglesa. A revista Time fez a primeira jogada quando nomeou A Dance with Dragons, o quinto livro da série, como o livro de 2012.
No entanto, a popularidade de seus livros fez Martin rico – a Forbes estimou que ele ganhou US$ 15 milhões ano passado. Mas sua vida parece financeiramente mansa. Sua placa personalizada está em um Mazda antigo. Ele tem três propriedades, mas elas estão na mesma rua em uma pequena parte da cidade. Ele gosta de viajar, mas a escrita o deixa muito ocupado, assim como a edição de antologias de ficção científica e a atualização de seu blog.

Martin tem três assistentes para organizar a sua vida cada vez mais megalomaníaca. O que eles não conseguem fazer (além de assustar os visitantes) é ajudar na pressão de entregar o livro seguinte de acordo com o peso crescente da expectativa. “Meus três primeiros romances, eu escrevi e os dei a minha editora”, diz ele. “Ninguém estava à espera do próximo, o que era muito bom.” Ele diz que quer terminar a série – ele sempre soube como ela vai acabar. Quando tudo acabar, disse: “vou fingir que estou morto, para que eu possa escrever em paz “. Ninguém está a salvo no mundo de George RR Martin, parece. Nem mesmo o próprio Martin.

O link original da matéria é esse aqui, em inglês.

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  • Excelente matéria! Muito obrigada pelo empenho de trazer uma entrevista tão boa para o site!

  • mhb

    eu estou lendo a serie e me inprecionei mas queria que nao acabase no 7 livro
    queria que continuace.George martin devia ter mas uma pessoa para continuar a escrever!obg

  • mhb

    muito bom george martin continue escrevendo nao tenha pressa pelo menos vai nos surpreender.E tomare que ele faça outra serie bem legal como essa.Voce esta de parabens.Obg GEORGE R.R.MARTIN

  • mhb

    é mesmo tbm me lembrou harry potter pela porta embaixo da escada

  • Gilson

    Os quadros dele, são fera demais

  • Felipe Oliveira

    eu gosto desse velho gordo

  • Malikoff

    A mim me pareceu ser o mago Gandalf, o branco, de senhor dos anéis! Alguém mais pensou assim?!

  • João Gabriel

    Parece um Outro .-.

  • Roberto Aprigio

    Olha aí é muita dedicação e paciência. É ler e reler os capitulos já escritos para dar continuidade a saga. Esse é um trabalho de uma vida 🙂 Parabens Martin 🙂

  • Gustavo Dias

    “Assim que eu abri um livro, de repente, eu estava em um mundo imaginário. As Minas de Moria são mais reais para mim do que algumas das coisas que realmente aconteceram comigo enquanto eu estava lendo sobre elas.” … Meu Deus :3

    Sou fã de um fã que é fã de Tolkien ! 😛

  • Gustavo Dias

    Sera veio ?! Pode ser… = ]

  • Gustavo Dias

    Um casinha no Condado…

  • Tassio Moreira Marques

    “Ninguém está a salvo no mundo de George RR”

    Isso já está claro! hauhauhau

  • Thiago Macedo

    Você está proibido de morrer antes de acabar a sua obra prima rsrsrs