Resenha do episódio 2.07 – A Man Without Honor [SEM SPOILERS]

Á pedido daqueles que não leram os livros e estavam reclamando do fato de que não fazíamos mais resenhas sem SPOILERS, aqui vai uma saindo do forno. Essa é referente ao último capítulo exibido na HBO, o episódio 2.07: “A Man Without Honor”, que dividiu a opinião dos fãs pela internet.
O episódio começa com o autointitulado “Príncipe de Winterfell”, Theon Greyjoy, acordando em sua cama e notando o lugar vazio que deveria estar sendo preenchido pela Osha. E a selvagem não só abandonou o colchão do príncipe como também a própria fortaleza, fugindo com os irmãos Bran e Rickon, e os gigantes Hodor, Verão e Cão Felpudo (esses dois últimos são lobos gigantes) e deixando um lugar vazio também na guarda do Greyjoy. Tomado pela raiva, diante do corpo de seu subordinado, Theon confronta Loren Negro, um dos Homens de Ferro que estiveram com ele no ataque à Costa Pedregosa e Winterfell (aquele gordinho que tava tirando onda com o Theon no episódio 2.05, lembra?). E quando o “gordinho”, também enfurecido, joga a culpa no Theon por ter sido seduzido pela Osha, este se revolta mais ainda e começa atacá-lo violentamente com socos e pontapés. O maníaco do Dagmer Boca-Rachada parece se divertir com os ataques de fúria do rapaz, que vem se tornando constantes, diga-se de passagem. Em seguida vemos a cena da caçada na Mata dos Lobos, onde Theon coloca os cachorros atrás dos fugitivos. Em um diálogo com o Meistre Luwin, Theon lembra que também tinha sido “prisioneiro” em Winterfell e que, diferente dos meninos Stark, tinha cumprido a sua palavra e não fugiu. Tsc. Como se ele fosse conseguir fugir sozinho. Ele não tinha Hodor, não tinha Osha, não tinha lobos e, principalmente, não tinha coragem pra isso.
A cena seguinte mostra os perseguidos Stark e companhia (com um breve vislumbre dos lobos), aproximando-se de uma pequena fazenda. Aparentemente eles já estão fora da Mata dos Lobos, e bem a frente dos Homens de Ferro. No entanto, Osha teme pelos cães farejadores atrás deles. Aliás, bem legal a interação da Osha com o Hodor, dois personagens relativamente queridos pelos fãs, e que vemos muito pouco no decorrer da série. E Rickon!
… as nozes vão ser importantes mais tarde…
Bran então se lembra de que, a alguns capítulos atrás, ele tinha mandado dois meninos órfãos para aquela mesma fazenda, a fim de que ajudassem com as tarefas diárias. O grupo então decide pedir ajuda (e comida, afinal de contas, Rickon não pode viver só de nozes). Quando nos perguntamos o que vai acontecer depois, somos arrastados para as terras gélidas além da Muralha…
… E só mesmo a bela, ruiva e selvagem Ygritte para dar alguma graça às cenas do bastardo. Quem já não estava cansado de ver toda vez aqueles mesmos patrulheiros, fazendo as mesmas coisas, e no mesmo cenário?
Se acostumem com essa frase.
Jon e Ygritte acordam juntos, mais juntos do que se lembravam de ter dormido na noite anterior. E isso só é mais um motivo para a selvagem debochar do companheiro, como se já não bastasse a cara de bobalhão que ele faz questão de demonstrar o tempo todo. E com isso ela descobre o “ponto fraco” do corvo, e faz questão de tocar no assunto a cada cena de diálogo que eles têm nesse episódio. Em certa passagem ela cita Mance Rayder, que para quem não se lembra, era um irmão da Patrulha da Noite que desertou depois se juntou aos selvagens e agora, por algum motivo, foi nomeado “Rei além da Muralha”. Pode não parecer, mas toda essa conversa dos dois sobre coito, além de divertir os fãs, teve um propósito. Alguém percebeu como a Ygritte quase sempre estava “guiando” o Snow com aquela corda que deveria servir para que ele a arrastasse? Vemos o resultado disso mais tarde, quando ela acaba fugindo e atraindo o patrulheiro para uma armadilha onde ele é cercado pelo chamado ‘povo livre’.
Hodor
Harrenhal… Arya… Tywin…Nada de Jaqen, ou Gendry ou Torta Quente, só o diálogo entre o velho leão e a jovem loba. Nada de nomes (aliás, só falta um). Primeiro Tywin conversa com o seu cão favorito diante da copeira. Não, não é o Cão de Caça, mas sim o seu irmão mais velho, Gregor Clegane, mais conhecido como “a Montanha que Cavalga”. Vocês lembram-se dele na primeira temporada? Pois é. Agora que o seu intérprete mudou, Sor Gregor parece mais um parente distante do Hodor do que aquela criatura medonha da qual os leitores dos livros estão acostumados. De importante nesse diálogo, só mesmo a citada Irmandade Sem Bandeiras… Guardem esse nome.
É sempre bom ver o Charles Dance e a pequena Maisie Williams atuarem juntos. Nessa cena eles falam sobre o ataque de Aegon, o Conquistador e suas irmãs-esposas Rhaenys e Visenya Targaryen que montavam, respectivamente, os dragões Balerion, Meraxes e Vhagar. Graças à esse ataque, Harrenhal, uma fortaleza inicialmente construída para ser a maior e mais resistente dos Sete Reinos, hoje não passa de uma ruína. Durante parte da conversa, Arya mira o pescoço de Lorde Tywin com uma sede assassina de cravar a faca do cordeiro em sua garganta. Será esse o motivo pelo qual ela ainda não disse o nome do Lorde Lannister ao Jaqen? Será que ela quer matá-lo com as próprias mãos? Se sim, por que ela não o fez ali mesmo naquele minuto? Ela está esperando a oportunidade certa ou está mesmo gostando do velho?
Do outro lado do Mar Estreito…
Correção: Pyat Pree não é a visão do inferno, não.
É a visão dos Sete! hahaha.
… A Mãe dos Dragões, Daenerys, continua se esgoelando em busca dos filhos desaparecidos. Naturalmente, ela desconfia dos homens de Qarth, inclusive do seu candidato a futuro marido, o mais que suspeito Xaro Xhoan Daxos. Ela lamenta a morte da aia Irri, que foi mostrada rapidamente caída no chão, no final do episódio anterior, e lamenta o fato de não ter mais em quem confiar, a não ser em Sor Jorah, que se mostra disposto a fazer de tudo para encontrar os dragões. Ele então vai até Quaithe, a mascarada misteriosa que ele conhecera dias antes, e pergunta sobre o paradeiro das criaturas. Quaithe, por sua vez, estava pintando nas costas de um homem uma espécie de selo mágico de proteção, que supostamente o ajudaria a cruzar os mares em torno da perdida Valíria.  Ela não diz onde estão os dragões, mas confirma o que todos já sabiam. Eles estão em poder de um dos Treze. E é exatamente com os Treze que Daenerys estava se reunindo nesse exato momento, tentando descobrir qual deles tinha tomado suas “crianças”. O Rei das Especiarias, bem como os outros, se sentem ofendidos com as ameaças feitas por ela. Ele desdenha de Daenerys como sempre fez desde que ela veio à cidade. Mas dessa vez ele é interrompido pelo misterioso (e feio) mago Pyat Pree, que revela ter levado os dragões para a Casa dos Imortais a pedido do “Rei de Qarth”, ninguém mais ninguém menos do que o próprio Xaro! Em resumo, Pyat Pree usa de seus truques de mago para se multiplicar e matar os outros onze membros dos Treze presentes na reunião (como se já não bastasse um Pyat Pree, que é a visão do inferno, ainda fizeram mais onze). Nessa hora, meus amigos, confesso que já não estava entendendo mais nada. Toda essa parte do roubo dos dragões não existe nos livros e é tão nova pra mim quanto é pra qualquer um. Espero que deixem isso mais bem explicado daqui pro final.
Fiquei feliz, no entanto, por que FINALMENTE MATARAM O MALDITO SPICE KING!
 

Em Porto Real, vemos um diálogo entre o Cão de Caça e a Sansa, que agradeceu por ele tê-la salvado dos estupradores durante a confusão na cidade. E é com essa cena que ela sonha mais tarde, acordando ofegante e encontrando a cama cheia de sangue… Seu sangue! Amedrontada com a possibilidade de que agora ela pode gerar pequenos Joffreys e Joffras, Sansa tenta desesperadamente destruir o colchão, e pra isso conta com a ajuda da sua acompanhante Shae, até que uma coadjuvante entra no quarto e se depara com a cena, correndo para contar tudo à rainha. Shae vai atrás da mulher, ameaçando-a com uma faca, mas o esforço dela é em vão, visto que quando ela retorna para os aposentos da menina Stark, a mesma já estava chorando aos pés de ninguém mais ninguém menos do que o próprio Sandor Clegane.
Ao descobrir que a futura rainha já pode dar cria, a atual rainha, Cersei, resolve fazer o papel que seria da mãe dela, e tenta lhe dar alguns conselhos. Nessa cena podemos meio que entender o modo da Cersei pensar e agir através dos conselhos que ela dá à Sansa. “Não ame ninguém além dos seus filhos”. E não é isso o que ela faz? E a prova desse amor nós vemos numa cena posterior, quando a rainha desaba na frente do Tyrion diante da possibilidade do filho ter nascido louco por causa do incesto.  Dinklage vem fazendo muito pouco nessa temporada. Os produtores sempre dão um jeito de encaixá-lo em uma passagem ou outra pra que ele não deixe de aparecer em nenhum capítulo (afinal ele agora é o “protagonista”), mas ainda assim queria que nós pudéssemos vê-lo um pouco mais em ação.
Nessa cena também ouvimos notícias de Stannis, que andou sumido nos últimos episódios, mas que agora sabemos que marcha (ou navega) com tudo em direção à capital.
Percebemos o Duende se aproximar da irmã a fim de confortá-la quando ela começa a chorar. Mas, como os dois são inimigos, ele provavelmente ficou com medo de levar um tabefe e decidiu recuar. (E aos que estavam me perguntando: Não. O Tyrion não come a Cersei nessa cena.)
Partimos para o acampamento de Robb, e vemos Sor Alton Lannister chegar com a resposta da rainha aos termos de paz entregues no capítulo 2.02. Intriga-me o fato do Alton ter demorado quase cinco capítulos para se deslocar de Porto Real ao acampamento enquanto Mindinho demora dois e meio pra se deslocar de Porto Real à Ponta Tempestade e depois à Harrenhal.
Por falar no Mindinho, ele não aparece nesse episódio, o que é uma surpresa visto que ele sempre aparece em algum lugar. Provavelmente deve estar aproveitando os jardins dos Tyrell, ou discutindo diplomacia com Mance Rayder pra lá da Muralha, ou até negociando prostitutas nas Cidades Livres, quem sabe.  Daqui a pouco ele deve estar de volta.
Rickard Karstark
Enfim. Depois de ter concluído sua missão, Alton é mandado para a cela do Regicida, onde ambos serão vigiados por Tohrren Karstark, filho do Lorde Rickard, um dos vassalos de Robb que é nos é apresentado pela primeira vez na série.
A bela e misteriosa Talisa então se aproxima do Rei do Norte e pede material para que ela possa continuar seu trabalho cuidando dos feridos. E Robb, que não é bobo nem nada, se aproveita da situação para pedir que a moça o acompanhe até a fortaleza da qual ele pretende negociar a rendição e onde ela certamente encontrará aquilo que precisa.
Lembra dele?

Na jaula do leão, Sor Alton e Jaime Lannister relembram um torneio insignificante de casamento que ocorreu anos antes do início da série. Ele também se lembra da juventude, quando foi escudeiro de Barristan Selmy e lutou contra os bandidos da Mata do Rei (nos livros o cavaleiro citado por Jaime é Sor Arthur Dayne, o Espada da Manhã, mas como Sor Barristan foi um personagem recorrente na primeira temporada da série, acho que essa foi uma mudança válida para que ele não fosse esquecido). Um diálogo estranhamente chato se comparado aos outros, mas com um final surpreendente. Pra chamar a atenção do carcereiro, Jaime mata o próprio primo a sangue frio e quando o pobre Tohrren Karstark se aproxima para ver do que se tratava, também é morto pelo Regicida, que foge.

Porém a alegria do irmão gêmeo da rainha não dura muito. Logo ele é recapturado e arrastado para a cela pelos soldados Stark. Lorde Rickard, cego pela dor da perda do filho, ameaça matar o Regicida, mas é impedido por Catelyn, que sabe que a única maneira de rever suas filhas é trocando elas pelo prisioneiro. Uma vez preso novamente, Jaime troca farpas com Cat mais uma vez. Ele cita o ponto fraco da Senhora Stark, a traição do seu falecido esposo Ned e chega a admitir seu caso incestuoso com a rainha Cersei. E a cena termina com Brienne sacando sua espada para algum fim.
E é desse diálogo entre Cat e Jaime que tiramos o nome do episódio… “A Man Without Honor”“Um homem sem honra”… Jaime Lannister, o Regicida…
… Mas ele não é o único. Em Winterfell, Theon Greyjoy retorna da sua caçada com os corpos carbonizados de duas crianças. Luwin grita desesperado, imaginando que aqueles certamente seriam os corpos dos meninos Stark. Essa cena me fez lembrar as últimas palavras de Sor Rodrik Cassel no episódio anterior: Que os deuses te ajudem, Theon Greyjoy. Agora você está mesmo perdido.

E pela expressão no rosto do Theon, parece que ele sabe disso.

 
E pra encerrar, a melhor música de encerramento de todas!

Compartilhe:

Ao comentar no site você aceita as regras previamente estabelecidas.

Posts Relacionados