Por que Game of Thrones me viciou? [GUEST POST]

Esse guest post (post convidado) foi escrito e enviado para o Game Of Thrones BR pelo leitor Jose Luis Pedroso. É um texto bem escrito e interessante no qual ele mostra o quanto gostou da série, nem precisa afirmar que a maioria dos leitores irá se identificar com ele.
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A primeira temporada de Game of Thrones acabou há uma semana, nos EUA, e é certo que, pelo menos nas redes sociais, a série dominou as discussões e comentários nestes últimos dias, com muitas pessoas se dizendo chocadas.
Quem conhecia os livros antes deles serem adaptados, sabia que ali havia potencial para chacoalhar o marasmo que se instaura nas séries televisivas. Já quem não tinha lido As Crônicas de Gelo e Fogo, como eu, foi arrebatado por surpresas, que vinham a todo novo capítulo. E o que era curiosidade acabou se tornando, pouco a pouco, um grande vício.

Cada final de episódio foi um sofrimento à parte. A última cena sempre mostrava algo impressionante. Pensar que teria que esperar mais uma semana para saber o desenrolar da trama elevava a ansiedade ao seu máximo. E era justamente isto que fazia com que eu quisesse falar sobre a Game of Thrones com todos os meus conhecidos. Consegui atrair vários, apesar da maioria, a princípio, não se interessar pelo tema.
Porém, mais do que as surpresas de cada episódio, o que realmente tornou Game of Thrones diferente foi a coragem de seus produtores. A coragem de manter o foco em sua complicada trama política e não em alguma história de amor inventada às pressas. Coragem de manter personagens dúbios, sem aquela conotação maniqueísta que divide tudo em bom e mal. Coragem, principalmente, de matar personagens principais da trama, alguns deles que estavam entre os mais queridos pelos espectadores, sem se preocupar se isto ajudaria ou atrapalharia na audiência.
Não há como negar que seria muito mais fácil para eles se rasgassem os livros e começassem a mudar tudo, a fim de abrandar o roteiro, deixando-o mais palatável para o público da TV, sabidamente menos afeito a histórias densas. Fica difícil para um fã imaginar como alguém iria preferir qualquer outra solução que não as do livro, mas basta dizer que vi gente reclamando no twitter, ao final do nono episódio, dizendo que não iriam mais assistir à série.
Game of Thrones não se deixou levar por este caminho e acabou por manter toda a crueza do livro escrito por George R. R. Martin. O autor escreveu alguns dos episódios da série, por sinal.
Um fato a se notar é que, apesar de Game of Thrones girar em torno de tramas de poder supostamente protagonizadas por homens, foram as personagens femininas que mais se destacaram nesta primeira temporada. Segue uma pequena lista das que mais me impressionaram:
  • Cersei Lannister: a esposa do Rei Robert Baratheon é interpretada por Lena Headey (300). Filha do nobre mais rico e influente do continente, pode ser considerada o pivô de todo o “Jogo dos Tronos”. Se apresenta desde o início como aquela que odiaremos. Apesar disso, não há como não se empolgar com alguns de seus “movimentos”;
  • Catelyn Stark: a esposa de Ned Stark é interpretada por Michelle Fairley (Harry Potter e as Relíquias da Morte). Vai crescendo durante a temporada e acaba se mostrando uma das pessoas mais fortes de toda a trama, sempre protegendo sua casa e, em especial, seus filhos;
  • Daenerys Targaryen: a herdeira do antigo rei é interpretada por Emilia Clarke. Outra que começa meio reticente mas vai se tornando mais e mais importante. Protagoniza algumas das cenas mais fortes e interessantes desta primeira temporada;
  • Arya Stark: a filha mais nova de Ned Stark é interpretada pela novata Maisie Williams, de apenas 13 anos. A garota é uma guerreira nata e não se mostra nem um pouco interessada em se tornar uma dama, que é o que se espera dela. Maisie dá um banho de interpretação e está atraindo muito a atenção do público (vide a quantidade de sites falando sobre ela surgindo na internet).
Além delas, vale citar o ator Peter Dinklage, que interpreta o nobre anão Tyrion Lannister. Dinklage já atuou em ótimos filmes como O Agente da Estação e Morte no Funeral e aqui nos brinda com aquele que deve ser seu melhor trabalho, na pele do irmão da rainha Cersei. Renegado em sua família por sua condição física e por seu estilo de vida desregrado, Tyrion se mostra um dos personagens mais inteligentes da temporada, sempre com ótimas “tiradas” e com uma visão muito lógica sobre o que está aconcendo à sua volta.
A primeira temporada de Game of Thrones acabou de uma forma que gerou ainda mais ansiedade pelo que está por vir. Só nos resta aguardar cerca de nove meses pela sua continuação. A espera vai ser sofrida!

Jose Luis Pedroso, autor do blog dos Grandes Filmes, e fanático pela série da HBO.

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