Resenha do Episódio 1×05: The Wolf and the Lion [SEM SPOILERS]

O Ninho da Águia – The Eyrie

Eu fiquei maluco quando vi que finalmente seria mostrado o Ninho da Águia (Eyrie), no Vale de Arryn!
Também reparei uma coisa que outras pessoas devem ter percebido: o tema de abertura é um tantinho só mais longo nessa abertura; alguns compassos são repetidos nessa versão da música, creio que pra dar tempo da câmera ir pra tantos lugares distantes, como Porto Real, depois a Winterfell, ao Ninho da Água, à Muralha e, finalmente, a Vaes Dothrak.

A Fortaleza Vermelha

Logo de cara, vemos uma belíssima tomada da Fortaleza Vemelha e de suas torres. Ned Stark questiona Barristan Selmy a respeito de Hugh, que foi morto tão rapidamente quanto se tornou um cavaleiro juramentado (um Sor); incomodam-lhe os comos e os por quês.

Logo no início, nos foi deixado claro: teremos mais do torneio – eu não ia me contentar com só aquilo da semana passada. Até o momento, houve algumas mortes, mas pouca ação de fato – este episódio não poderia deixar isso assim!

Lancel Lannister, primo de Cersei, está às voltas com a armadura do rei. Até Ned convencer Robert de que de nada adianta tentar participar nas justas (pois todos os deixariam ganhar), vemos caras e bocas de Ned: seu descontentamento com o rei e com o que ele se tornou é evidente. Os risos são forçados e a obediência, na minha opinião, é mais devido à amizade e à sombra do homem que Robert foi do que ao rei em si.

Sandor Clegane ri (na medida do possível)

Na próxima cena, somos apresentados a Sor Gregor Clegane, a Montanha, e a Sor Loras Tyrell, o Cavaleiro das Flores. Sinceramente, imaginava que o Cavaleiro das Flores fosse mais bonito. E o que foi aquela olhadinha pra Renly Baratheon? Sor Loras parece ter trapaceado com a égua no cio, e o cavalo de Gregor Clegane parece não ter gostado muito, mas não tem problema: até o Cão de Caça gostou da queda da Montanha e sorriu (na medida do possível). E, quem diria, Cão de Caça salva o dia!

Everybody knows that we live in a world/ Where they give bad names to beautiful things

On that day, the captive imp
Donwards from his horse did limp
No more would he preen and primp
In garble red and gold

Dá-lhe, Marillion! Pra quem não se situou, Catelyn saiu da Estalagem no Entroncamento com Tyrion preso (final do episódio anterior), bradando que o levaria pra Winterfell, pela Estrada do Rei (Kingsroad). Só que, na verdade, ela rumou para leste, em direção ao Vale de Arryn, para encontrar sua irmã Lysa Arryn, viúva de John Arryn.

Tyrion pode ter sido feito de bobo, mas não é. É possível observar ele plantando uma pequena semente: “Todos sabem que um Lannister sempre paga suas dívidas”. Enquanto isso, Bronn dá um olhar interessado. Quando os selvagens atacam e Tyrion tem as amarras soltas por Cat, sua hesitação entre os cavalos e ajudar Catelyn é sincera ou oportunista?

Na próxima cena, vemos meistre Luwin ensinando Bran (ou seria aos espectadores?). Interessante a confusão que Bran faz com o tema dos Lannister; o lema correto seria “Ouça-me rugir” (Hear me roar) mas, na prática, há um lema não-oficial que é o que foi dito por Tyrion na cena anterior. Vemos em Bran bastante tristeza – acho que a revolta dele para com sua mãe é mais medo de ser abandonado agora que está aleijado, tanto que o meistre Luwin tenta confortá-lo dizendo que sua mãe ainda o amará até o fim dos dias dela.

Ros. Uma parada obrigatória pra quem passa por Winterfell, aparentemente. Repleta de genitálias ao vento, creio que essa tenha sido a cena de sexo mais explícita até agora. Mais uma cena que explica algumas coisas a respeito dos Greyjoy, de como Theon é um refém e como se deu a Rebelião dos Greyjoy.

Varys, aos poucos, tem se tornado um dos meus personagens favoritos. É um personagem de caráter desprezível e de quem poucos gostam, um espião, extremamente inteligente e ainda se considera honrado! E ainda dá um conselho: cuide do seu pesçoco, Ned! E ainda semeia teorias das conspiração na cabeça de Ned, até certo ponto bem convenientes, justamente a respeito do que ele estava se questionando. Eu num sei não…

Grande, né?

E vai lá Arya arás do gat. AWMYGAD! Cabeça de Dragão! Arya é, sem exagero, do tamanho de UM DENTE! E mais conspiração… Quem imaginaria, Magister Ilyrio Mopatis, o mesmo que “hospedou” Daenerys e Viserys em Pentos por mais de ano, do outro lado do Mar Estreito, conspirando com Varys! “Que bem fará uma guerra agora? Nós não estamos prontos.” Quem é “nós”, Ilyrio?

Varys e Mindinho, é pra ficar besta com tanta intriga que rola no reino e esses dois estão por dentro. Assim como intrigas que um sabe do outro. Parece-me que os mais espertos passam a lutar com a habilidade das palavras em vez de espadas. E é exatamente com essa arma que Arya, enlameada e suja, convence dois guardas de que ela é a filha do segundo homem mais importante do reino.

O Ninho da Águia… nas minhas leituras, era algo muito mais colossal, mas não me decepcionei. O castelo, se é que dá pra chamar assim, é único em vários aspectos. Enorme, supostamente inconquistável e alto. Tyrion que o diga. Apesar das prisões serem abertas, deve ser difícil sair por aquelas janelas com vida.

A integridade de Ned é incompatível com as demandas do reino. Ou é isso o que querem nos dizer. Ao planejar matar Dany, Robert perde Ned, a Mão do Rei.

Lisa Arryn só não é mais maluca que seu filho. O que é uma pena, pois o personagem é interpretado por um brasileiro. Como é que uma criança quer ver um homem “voar”? No Ninho da Águia, voar tem um sentido todo especial de pena de morte. Afinal, não são muitos os homens que voam efetivamente, e o anão tem os braços curtos pra tentar bater asas. O Olhar de Catelyn é uma mistura de desespero, pena e vergonha. Quem fora sua irmã e o que ela é agora… Tyrion, apesar de já saber que ela num batia bem, tava com um tremendo olhar de “que porcaria é essa”. O trono do Ninho da Águia, sem dúvida, é uma peça de arte muito bonita. E, na cela de Tyrion, quem reparou no “Time to fly” (hora de voar), escrito na parede com sangue? Essa cela é uma coisa genial!

Consegue ler “time to fly”?

Como é que o cavaleiro é Loras Tyrell, mas Renly Baratheon é quem parece ser o lutador do casal? Sendo estritamente profissional aqui, porque é que Renly tem alguns músculos enquanto Loras mais parece um garotinho na puberdade? Eu esperava mais de um cavaleiro tão famoso. Uma coisa interessante nessa cena é que ela meio que justifica o apelido de Robert de Rei Usurpador. Mas, no fim das contas, eu prefiria ver Ros de novo.

Um brinde ao fim

Robert conversando com Cersei, pra mim, foi a melhor cena do episódio. Junto de uma dissecação da situação do reino e da ameaça dos Dothraki, vemos um casal em crise – bem, uma crise BEM complicada -, mas análoga a muitas que vemos por aí. Amores do passado, os longos anos de um casamento, o fim do amor.

A cena final… eu não gostei muito. Ned conhece mais um bastardo de Robert, uma garota. Fiquei muito triste com a morte de Jory Cassel, quando os homens de vermelho cercaram Ned. De qualquer forma, toda essa tensão entre Ned e Jaime foi muito bem temperada nos episódios anteriores. A ação foi muito boa, a luta foi excelente, mas o final que foi meio decepcionante… de onde surgiu aquele cavaleiro maluco pra enfiar uma lança na perna do Ned? Que tipo de golpe foi esse?

Mas o episódio, no geral, foi muito bom. Não teve nenhuma cena dos Dothraki ou da Muralha, mas mostrou o Ninho da Águia, elucidou muitos pontos aos neófitos na saga, adicionou um punhado de intriga e aumentou a tensão! No próximo episódio, as coisas vão pegar fogo!

E até agora eu espero o Mindinho com a Patrulha da Cidade
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