Resenha do Episódio 1×05: The Wolf and the Lion [COM SPOILERS]

Por Felipe Boreli Filho

Se você ainda não leu “A Guerra dos Tronos”, não siga adiante. A resenha sem spoilers foi escrita pelo Caco no post a seguir.

Já na abertura da série, que muda conforme a história vai se desenrolando, vemos Ninho da Águia e fiquei feliz que esta parte do livro tinha finalmente chegado na série. Esse lugar é uma das coisas mais monumentais que eu já li num livro de Fantasia. Será que os produtores acertaram na reprodução audio-visual? Vamos ver mais a frente.

O episódio começa em Porto Real com Lord Stark seguindo para o local onde está acontecendo o torneio. E em uma das tendas, onde o ferimento de Sor Hugh está sendo fechado, Ned pergunta a Sor Barristan se o falecido tem algum familiar na capital (uma pena que essa moral de Ned nunca será mais vista depois de sua morte) e ambos saem dali conversando. Ficamos sabendo então que Barristan Selmy lutou contra Ned e Robert na Batalha do Tridente ao lado dos Targaryens.

Em uma outra tenda, Robert (“sutil” e fanfarrão como sempre) e Ned conversam sobre influências. Baratheon ao se casar com Cersei. E a indicação de Lancel (o jovem humlhado da cena) pela Rainha. Entendam, essa história é feita desses momentos. Não pisquem uma só vez, pois já vão ter perdido algo crucial.
De volta ao torneio, em seu segundo dia, é a vez de Sor Loras e Gregor Clegane. Alguns leitores não gostaram do jeito com que foi mostrado o relacionamento de Renly e Tyrell, mas as pessoas precisam entender de uma vez por todas as diferenças dos meios. Veremos isso mais adiante. Uma rápida troca de “espertezas” entre Renly e Baelish e começa a justa.

Sor Loras derruba Gregor e a maior freak out que eu já vi na minha vida em um filme ou série, acontece de forma brutal e que, sem necessidade de mentir, me fez fechar os olhos. A Montanha num ímpeto de ira corta a cabeça de seu cavalo (que já estava pressentindo sua morte desde o início) e avança contra Loras. Me fico perguntando como fizeram aquilo. É CGI ou um cavalo construído? Vendo tudo isto acontecer, Sandor impede o irmão, não tão facilmente, e param perante a ordem do Rei. O nobre Sor Loras agradece e declara Cão como vencedor.

Na estrada para o Vale dos Arryn…

Tyron se questiona porque não estão indo pela estrada do Rei para Winterfell enquanto Marillion entoa uma canção. Pausa para o adendo das referências / homenagens de Martin. O nome veio da banda Marillion que começou a carreira nos início dos anos 80. quando li a primeira vez o nome no livro, dei um sorriso satisfeito. Martin não esconde suas inspirações e faz questões de citá-las. As pessoas com menos de 20 anos podem não lembrar do hit “Kayleigh”.

Tyrion mais uma vez mostrando que é um dos melhores personagens da história, com sua idéias afiadas, quando de repente são atacados. Bronn mostrando a que veio e Cat Stark sendo defendida pelo próprio prisioneiro. Outra cena brutal. Arg! Eu gosto de cenas realistas em filmes, mas não gosto de ver (vai entender). Ao final, o diálogo sujo diretamente do livro entre Bronn e o Lannister que deve ter feito a alegria dos leitores (mesmo que dita de forma diferente).

Enquanto isso em Winterfell…

A cena de Bran e Luwin, pode ser simples, mas é mais do que importante. Percebam que as lições de geografia e história são ótimas para situar os ainda perdidos na história. E quando a conversa vai para o questionamento e o porque de sua mãe não está em Winterfell, vemos o jovem Isaac Hempstead-Wright segurando mais uma cena com tranquilidade e competência. Ótimo ator! Para mim, foi outro grande achado dos produtores.

Em seguida, um adiantamento na história. Existe uma cena parecida em Fúrias dos Reis entre Theon e uma jovem. Não são apenas acontecimentos principais do início do segundo livro que estão sendo inseridos na primeira temporada. Quem leu a obra sabe o que Greyjoy faz. Do mesmo jeito que acho desnecessário mostrar peitos e bundas das mulheres, é sério que agora vamos ter que ver pênis por aí na série? Tem certeza mesmo?

De volta à Porto Real, vemos Arya correr atrás do gato (quem leu o livro sabe o quanto engraçada é essa parte), e sem querer chega ao calabouço dando de cara com o crânio de um Dragão. Meu Deus do céu. Minha imaginação foi longe ao ver o tamanho do bicho. Arya, mais do que depressa, se esconde dentro do crânio pois ouve dois homens (Varys e Illyrio) conversando sobre a situação atual do Reino, a Mão e conspirando suposições.

Arya fica presa e precisa sair por via litorânea, enfrenta os guardas e confessa a seu pai o que ouviu. Enquanto Ned tenta entender toda a situação, Yoren se apresenta e chega com a notícia de que Cat mantém Tyrion como prisioneiro. A essa altura, eu já estava tão empolgado com o episódio que já podia acabar ali mesmo. Mas tem mais.

Chegando ao Vale dos Arryn, Sor Egan recepciona o grupo e todos seguem a cavalo. Quando cheguei nessa parte no livro imaginava a construção mais alta do que foi mostrado, mas a cena é de cair o queixo. Os efeitos visuais estão muito bons!

Em Porto Real…

Ned é convocado pelo Rei para um reunião onde a coisa esquenta e o clima fica pesado. Robert fica sabendo que Dany está grávida e lembra ao “amigo” que já havia previsto essa ameaça do além mar. Ned não concorda (eu até hoje sinto sua falta Ned) com o “assassinato” da jovem Targaryen e renuncia seu cargo. Robert fica irado e eu já estava com meu coração batendo mil vezes por segundo.

Enquanto Ned está arrumando as coisas para a partida, Mindinho chega e diz que pode levá-lo até o úlimo lugar onde Jon Arryn conseguiu visitar, dando continuidade as suas pesquisas, antes de morrer.

No Ninho da Águia…

Cat se apresenta com Tyrion perante Lisa e Robin (Robert no livro) Arryn. Os loucos querem fazer justiça pela morte de Jon, mas Cat lembra bem que Tyrion ainda é seu prisioneiro. Lisa (aquele olhar insano dela me deixou tenso) ordena que levem o anão para as celas do Ninho e eu não consigo descrever a cena, meus amigos. É algo para ser visto e revisto. Sem palavras. Todos os envolvidos nos efeitos visuais estão de parabéns!

De volta a Porto Real…

Vemos a relação entre Renly e Loras mais aberta que no livro. Outro momento de antecipação dos eventos futuros: a semente foi plantada na cabeça do irmão mais novo do Rei (que na série começa um pouco mais inseguro). Vemos então uma cena muito importante entre Cersei e Robert (essa não lembro se está ou não no livro). O “medo” da invasão de Viserys com os Dothraki e lembranças do passado dão o tom da conversa. As vezes fico pensando, se a história é escrita a cada acontecimento ou se, realmente, algumas personagens arquitetam tudo desde o início.

Encontramos Lorde Stark no bordel da cidade conversando com uma mulher que tem mais um filho bastardo de Robert nos braços. Com o caos total acontecendo nas entrelinhas da capital, Jaime espera Ned na porta do estabelecimento exigindo notícias de seu irmão (nessa altura todo mundo já sabe dos acontecimentos). Ned avisa que Tyrion foi levado sob suas ordens para responder por seus crimes e completa: “Se você me matar, seu irmão é um homem morto”. Jaime manda os guardas levarem-no vivo e matarem todos os outros. Na briga Jory Cassel morre pelas mãos do Lannister (achei fácil de mais). Ned e Jaime brigam até um dos soldados enfiar um lança na perna de Ned. “Meu irmão, Lorde Stark, nós o queremos de volta” conclui Jaime.

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Se você chegou até aqui, obrigado por ter lido. Ainda tem alguma dúvida? Fique a vontade para navegar pelo site. Lidiany fez um trabalho exemplar nesse primeiro ano (completa no próximo mês) do Game Of Thrones BR.

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