Um jogo de idéias: Bran I

Gente, apesar de tanto tempo I’m alive. Sério, os posts estão raros por que estou cheia de provas trabalhos e tá ficando cada dia pior! XD Mas, fugi e vim fazer post #SOUREBELDE Em dezembro finalmente estarei de férias!

Agora, vamos ao que interessa!
A resenha do Prólogo de A Guerra dos Tronos (se você ainda não leu, clica aqui) foi bastante discutida, pois o livro começa de uma forma bem diferente. Agora vamos dar continuidade a leitura do livro e começar a história de verdade.
Como disse no post passado, primeiro apresento a visão dos novos leitores depois a minha de releitora *__*
Como ainda estamos bem no inicío do livro, aviso logo que nenhuma das críticas contém SPOILERS para quem já leu até este capítulo. Espero o comentário e a participação de todos. 😉

Matheus Frizon 

O primeiro capitulo nos apresenta Bran, um garoto de 7 anos aprendendo a ser um homem sem medo, o qual presencia o seu pai decepar a cabeça de Forasteiro, ele assiste a cena sem piscar os olhos ou dó, e então ficam duas questões, “o desertor morreu com bravura ou medo?”. A morte do desertor está ligada a questão dele ter desertado da Patrulha da Noite, e como é possível perceber, ele não pode continuar vivo, caso contrário pode ser uma ameaça. 
Mas o principal do capitulo é apresentar os lobos, encontrados pelos filhos de Eddard.





LidianyCS
Lendo pela primeira vez se deixa escapar muitos detalhes da família Stark. 
Nessas seis páginas, pelos olhos inocentes de Bran Stark, somos apresentados a vários personagens importantes e aprendemos sobre a aparência e o comportamento de cada um deles, inclusive do próprio Bran.
O primeiro comentário de Bran é acerca do verão que está acabando, como sabemos Winterfell, por ser situada no Norte foi quem primeiro testemunhou o fim do Verão, que já durava 9 anos. Não é que sempre seja assim, mas o último durou 10 anos e quanto maior o Verão, maior ainda será o Inverno. E o Inverno está chegando. Bran como podemos ver, tem apenas sete anos, logo nasceu no Verão e não conhece o que está por vir, a não ser pelas histórias da velha Ama.
Ele nos informa que está indo ver a justiça do rei. Serão decapitados 20 homens (haja sangue e haja braço! o.O). Segundo Bran, Robb pensa que um dos homens é um selvagem a serviço de Mance Rayder, o Rei-para-lá-da-muralha (The king beyond the Wall). Esse nome é muito importante! Nos próximos livros Mance será uma personagem importante no desenrolar dos fatos. Conheceremos esse homem, quem ele é e o que faz com os selvagens.
Uma das coisas mais difíceis desse livro é a quantidade de personagens, Mance é citado agora, mas demora tanto a aparecer que dificilmente esse comentário será lembrado pelos desavisados. A maior reclamação que ouço acerca do livro é essa, tem gente demais, é grande demais. Tem muita gente por que a história é grandiosa e cada personagem tem uma importância incalculável no desenrolar da história
 A voz inocente e assustada de Bran nos apresenta aos selvagens, que segundo ele “eram homens cruéis, dizia, escravagistas, assassinos e ladrões. Faziam amizade com gigantes e vampiros, raptavam meninas pela calada da noite, e bebiam sangue por cornos polidos (leia-se chifres polidos XD ). E as suas mulheres deitavam-se com os Outros durante a Longa Noite e geravam terríveis crianças meio humanas.” Essa visão assustada de Bran, como saberemos mais tarde é o resultado de anos e anos de história contadas pela Velha Ama (Old Nan), assim para ele, qualquer pessoa que viva além da muralha é ladrão, assassino e monstruoso. Veremos depois que não é bem assim.
Pela descrição do homem, fornecida por Bran vemos que o homem que será decapitado é Gared, que conhecemos no prólogo. Então !sim! ele conseguiu sobreviver ao ataque dos outros, mas não viverá muito tempo, pois enfrentará a justiça de Lord Eddard Stark de Winterfell e sua espada Gelo.
Bran que testemunha tudo isso pela primeira vez, tenta parecer o mais corajoso possível no alto de seu pônei, imitando a coragem de seus irmãos, como se já tivesse visto tudo aquilo antes.

Conhecemos Lord Eddard, que segundo Bran, tirara a cara de pai e agora colocara a de Lord. Eddard, apesar dos seus trinta e cinco anos naquela manhã parecia mais velho, decerto por causa de suas preocupações. Os problemas na Muralha aumentavam a cada dia, novos desertores, novos ataques dos selvagens, certamente alguma medida drástica lhe seria exigida,  mais cedo ou mais tarde. Além disso, decepar vinte cabeças, não deve ser uma tarefa muito confortadora.



Rapidamente vemos Theon Greyjoy o protegido de Lord Eddard, que lhe entrega sua espada, a Gelo (Ice).
Gelo é mais larga que a mão de um homem e mais alta do que Robb (wth?), com sua lãmina de aço valiriano forjado com feitiços. O melhor tipo de espada em toda Westeros, espada valiriana. Logo sabemos que Gelo é uma das melhores espadas de todo o reino.

Eddard empunhando Gelo, Theon Greyjoy (loiro?) e Sor Rodrik Cassel ao fundo.
Em nome do rei Roberth, Eddard prossegue com a execução, e Bran segue o conselho de seu irmão bastardo, Jon Snow, não desviando os olhos e segurando firme o seu pônei.
Neste momento conhecemos Jon Snow, o filho bastardo de Lord Eddard, à primeira lida, isso pode passar despercebido, mas temos que memorizar que Jon não é um Stark de Winterfell, não é um herdeiro legítimo. Jon é um bastardo, filho de uma mãe desconhecida, sem qualquer direito para com seu pai. O sobrenome Snow é um estigma, como para lembrar que Jon não é como os outros, é quase uma coisa. Ao longo dos livros seremos apresentados a diversos bastardos, com sobrenomes que variam de acordo com a região: Storm, Sand, Flower, Stone

Execução de Gared
A cabeça de Gared vai ao chão e vemos como Theon Greyjoy zomba do morto,vemos imediatamente que ele é cínico e crel, enquanto Jon, apesar de ser o bastardo inferior, mantém a sua dignidade.
Vemos que Robbse parece mais com a mãe, Catelyn, enquanto Jon é a cara de Eddard, é visivelmente um Stark. 
Robb acredita que o homen era corajoso, porém Jon percebe que ele estava amedrontado, louco de medo (por que será, hein?). Eddard nos ensina que o homem somente é valente quando tem medo e também que os desertores precisam ser mortos por que sabem que suas vidas estão perdidas e não tem nada a temer após a deserção.
Eddard ensina a Bran que um Lord deve fazer sua própria justiça e que não deve ter prazer em fazê-la e nem se esquecer do que é a morte, se não suportar fazer isso, talvez o justiçado não mereça morrer. 
Vemos então que Lord Eddard tem um senso de justiça e um código de conduta bastante apurado.

Starks e os lobos gigantes.
Ilustração: Jenny Dolfen 
E subitamente, somos apresentados a um achado na neve!
Robb e Jon encontram uma lôba gigante morta na neve e seus cinco filhotes recém-nascidos. O lobo gigante é o símbolo dos Stark. Theon Greyjoy afirma que é uma aberração e deseja matá-los, enquanto os irmãos apaixonam-se imediatamente pelas “pequenas criaturas”. A lôba era maior que o pônei de Bran, era enorme e já estava em decomposição. Há duzentos anos não se vê um lobo gigante além da Muralha, logo esse é um fato inusitado, quase um milagre, um sinal…
A lôba estava morta, tinha um chifre de 30 cm preso à garganta, um mau presságio para os Starks?
Os meninos desejavam os lobos e Bran chega a ponto de chorar, porém todos estão contra eles. O que iriam fazer com lobos gigantes a solta pelo castelo? 




Jon Snow segurando Fantasma e Theon
Greyjoy agourando.
Ilustração: Jenny Dolfen
Aí é que conhecemos a bondade e a ternura do bastardo Jon Snow, ele renega seus direitos, se coloca de lado e oferece um lobo para cada filho de Lord Eddard. Tanto Bran quanto Eddard compreendem o gesto de Jon e sentem o quanto lhe custa dizer isso, mas ele sabe que é um bastardo. Os meninos prometem cuidar eles próprios dos lobos e se aprontam para partir.
Já no caminho Jon se dá conta de que lhe foi reservado um lobo também, o seu ainda mais exótico, a sexta cria era um lobo albino de olhos vermelhos como o sangue. Greygoy zomba do lobo esquisito e afirma que ele irá morrer rápido, Jon nega, dizendo que este lhe pertence, aí sabemos que além de correto, justo e bondoso, Jon também é deveras valente!   


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  • Eu adorei o jeito q eles acharam os lobinhos… E Jon já começou a me conquistar neste capítulo!!!
    Foi um ótimo começo!!!

    http://conversandocomdragoes.blogspot.com/

  • @Kate lobinhos foi ótimo!
    LOL

    Eu não vou mentir, Bran é boring 😉
    Mas o livro começa bem!

  • Bom é um protologo muito interessante e foi como você falou o autor gospe em nós um monte de informações que devem ser lembradas posteriormente, é engraçado que durante a leitura começa com “OS Outros” atacando uma patrulha e posteriormente o lorde Eddward matando o pobre diabo, ai só serão lembrados que eles estão lá fazendo o seus planos de dominação do mundo /mal depois do meio do livro. Isso lembra um pouco o CS Lewis quando escreve a ultima batalha, a diferença que você já havia lido 6 livros antes disso então não é tão traumático.
    Mas sem dúvida quando se consegue ter mais de 10 personagens ativos e com uma história e maquinando planos maquiavelicos numa trama é algo de tirar o chapéu. Como alguns criticos dizem eu reforço dizendo que as unicas pessoas que eu vi fazer um trabalho como nesse livro são Tolkien e Lewis.

  • Concordo, o Bran se torna boring mais tarde. Spoiler —> n tinha como tbm né? mas é graças a ele q podemos conhecer os irmãos reed e espero, o Coldhands. < ---- Fim.
    Quanto ao capitulo em si, serve pra nos apresentar bem a personalidade de cada um, detesto o Theon (Spoiler—> bem feito o q acontece com ele, muito merecido) e Jon é o cara, mostra a que veio desde o inicio e prova que não importa a origem pra se ter classe (Spoiler——> Se bem que, né?).

  • < --SPOILER----- eu só acho que ele fica boring depois do acidente, mas ainda acho que pelo fato de ele não entender o que se passa por ser muito novo o que normalmente da nos nervos mas antes ele era bacana XD ------SPOILER---->